Batman vs Superman – A origem da justiça (2016)

Por André Dick

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Se as lições no que diz respeito à ação foram aprendidas com a versão de Bryan Singer em 2006, e atores melhores foram colocados nos papéis principais, O homem de aço tentava contrabalançar toda sua expectativa com doses maciças de movimento, ao mesmo tempo com uma tentativa de humanizar o personagem que remete a filmes mais contidos. A primeira impressão visual indicava que a paleta de cores frias foi um risco – independente de os primeiros filmes serem dos anos 70 e 80, uma época considerada mais ingênua, e o atual existir em meio a acontecimentos deste século. O primeiro Superman teve a fotografia de Geoffrey Unsworth (2001), e O homem de aço possuía o trabalho de Amir Mokri, que criou uma amplitude especial para os cenários, destacando as cores cinza e azul, com um tempo quase sempre chuvoso, úmido, sobretudo quando mostra a infância de Superman, com imagens que lembram A árvore da vida, mas que não chegam a contrastar com o restante, além de luzes em ambientes escuros.
Havia por trás dessa nova visão do super-herói um diretor autoral. Ter sido escolhido para realizar O homem de aço trouxe a Zack Snyder a responsabilidade de renovar uma franquia que iniciou com uma das melhores obras já feitas a partir de quadrinhos, exatamente o original de Richard Donner.

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Anos antes ele já havia realizado Watchmen – O filme, uma espécie de prévia de seus projetos atuais, um passo à frente de 300. Snyder certamente não contém o mesmo trejeito para a mistura entre ação e comicidade de Donner, não o impedindo de ser, por outro lado, um cineasta com um toque autoral delirante, principalmente quando tem liberdade. Essa característica voltaria no menosprezado Sucker Punch, no sentido de este também mostrar os efeitos da guerra sobre personagens delimitados, embora pareça mais uma mistura de filmes de heróis com Cabaret de Bob Fosse. E regressa novamente neste Batman vs Superman – A origem da justiça.
Como na obra de 2013 e Watchmen, Snyder poderia ter realizado algo mais próximo ao estilizado, como Sin City, mas escolhe um tom mais próximo da fantasia, auxiliado pelo design de produção irretocável e pela fotografia de Larry Fong, novamente com uma paleta de cores soturna, fazendo uma boa combinação com o primeiro filme, além de oferecer o tom granulado já existente em Super 8. Este Batman vs Superman é uma espécie de extensão dos toques sombrios de Watchmen com uma ação de incalculável poderio, tentando trazer o melhor de dois super-heróis que se tornam referência para contar o início da Liga da Justiça. São personagens de destaque que Frank Miller colocou em campos opostos num dos quadrinhos mais memoráveis já feitos. É costume se falar que este tipo de filme é para um público específico, assim como O senhor dos anéis e O hobbit são para admiradores das obras de J.R.R. Tolkien, mas, sob esse ponto de vista, pode-se perder algo que independe de se conhecer ou não os seus personagens.
Com um início bastante interessante, estabelecendo ligação com o primeiro O homem de aço, Snyder coloca Bruce Wayne correndo de caminhonete em meio à destruição nas ruas de Metrópolis. Ele logo se torna um potencial adversário para deter o que entende como ameaça de Superman de trazer uma batalha que não é da Terra para o planeta, ameaçando destruí-lo.

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Enquanto combate o crime em Gotham com requintes ainda não vistos nos filmes de Burton e Nolan, tornando-o tranquilo em se considerar um fora da lei, Superman é visto como um potencial risco para o governo, na figura da senadora Fich (Holly Hunter, muito bem), assim como instiga o jovem Lex Luthor (Jesse Eisenberg, melhor do que possa aparentar e construindo um vilão interessante) a querer combatê-lo. Snyder, no início, apresenta uma montagem muito rápida das cenas, conduzindo o espectador ao centro da ação, trazendo ainda o personagem Wallace Keefe (Scoot McNairy, ótimo), um ex-funcionário de Wayne.
Se, por um lado, Clark Kent tenta se manter no Daily Planet, sob a direção de Perry White (Laurence Fishburne), e namorar a colega de trabalho Lois Lane (Amy Adams), não sabe mais o que pode fazer para não ser visto como um chamado à destruição de Metrópolis. No que corresponde às relações, Wayne prefere as efêmeras, a não ser, ao que parece, quando se depara com uma misteriosa mulher, Diana Prince (Gal Gadot) – e Snyder coloca o encontro dos dois ao som da “Waltz nº 2”, de Dmitri Shostakovich, a mesma utilizada por Stanley Kubrick em De olhos bem fechados. Como no filme de Kubrick, os personagens se disfarçam por trás das máscaras, e mesmo quando estão sem elas não se mostram como verdadeiramente são. Interessante também como Snyder consegue mesclar os sonhos de Bruce Wayne a seu comportamento: ele em nenhum momento se mostra como alguém com certeza do que pretende construir em Gotham City. São visões perturbadas, manifestando como o próprio personagem se sente, e a casa que dá para um lago cercado de sereno parece ser o contrário dele: não se pode enxergá-lo de fato. Trata-se de um dos acertos do roteiro de Goyer e Terrio (este o mesmo de Argo, mostrando a influência de Affleck sobre o projeto).

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A primeira hora de Batman vs Superman remete muito a Watchmen, em que havia a investigação de Rorschach, com relatos num diário que remetem aos narradores de filmes antigos policiais, e sua ida para a cadeia. O tom empregado é mais soturno do que na trilogia de Nolan, e dá espaço para Bruce Wayne ser um interessante contraste para a imagem de Batman. O mordomo Alfred (um ótimo Jeremy Irons) ajuda o patrão a desenvolver equipamentos de combate – conduzindo também à cena as características o personagem de Morgan Freeman na trilogia de Nolan – e lamenta a sua inclinação para a bebida. Ben Affleck, nesse sentido, compõe um super-herói menos esperançoso do que o de Bale, além de mais introspectivo. Nunca ficam muito claras suas intenções, e isso contribui para a sua dualidade. Surpreendentemente, Affleck consegue se apossar do personagem, oferecendo uma de suas melhores atuações. Além disso, a caverna onde esconde seus equipamentos dialoga com a de Nite Owl, de Watchmen, e mostra a capacidade de Snyder de lidar com um imaginário enriquecedor de adaptação dos quadrinhos.  No lado oposto, Cavill novamente entrega um Superman mais humano e suscetível ao que se espera dele.
É, aliás, surpreendente como Snyder coloca Batman como um personagem mais aliado ao fantástico do que o próprio Superman, que gostaria de ter uma vida sem incidentes e sem a consciência de ser um estrangeiro, como Clark Kent, mas precisa sempre retomar sua imagem de justiceiro da humanidade. Ambos, de qualquer modo, estão intrinsecamente ligados aos pais: Bruce teve a fatalidade de ter seus pais mortos na saída de um cinema (cena já mostrada no de Burton), e aqui o filme se chama Excalibur, como se Wayne se transformasse numa espécie de Rei Arthur, enquanto se visualiza um cartaz de A máscara do Zorro. Clark Kent, por sua vez, tem Jonathan Kent (Kevin Costner), em seus sonhos, e Martha (Diane Lane), desde o primeiro, sob ameaça de Zod, a sua fuga da realidade de Metrópolis para o Kansas. As armaduras escondem apenas a infância: a de Bruce numa mansão solitária e a de Clark numa fazenda que anoitece em meio às estrelas (numa das belas imagens que Snyder oferece aqui).

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Snyder desenha essa aproximação dos heróis de seus pais de maneira discreta e ainda assim enfática: estamos diante de dois heróis que lutam contra si mesmos para tentarem ser normais diante da incapacidade de atingir isso. E, embora esta obra pareça mais uma continuação de O homem de aço, sua narrativa pertence mais à figura do homem-morcego.
Não apenas por essa faceta simbólica, e sim por encadear uma sequência de cenas muito bem pensadas e arquitetadas, principalmente em sua meia hora final, Snyder se mostra mais uma vez um diretor capaz de mesclar ação e emoção. Seus personagens, apesar de parecerem indestrutíveis, não são robóticos ou unidimensionais e, mesmo com cenas de ação que parecem sempre sobressair aos caracteres, Snyder dá uma razão ao movimento ininterrupto por meio de simbologias, principalmente aquelas familiares, a fim de que cada ação pareça ter um sentido, com uma trilha sonora destacada de Hans Zimmer e Junkie XL. Este é um dos filmes do gênero melhor montados, com pouco mais de 2 horas e meia que passam sem que se perceba, com uma coleção de imagens realmente significativas. Ele consegue mesclar os melhores elementos do Batman de Nolan e do primeiro O homem de aço, sem diluir nenhum dos dois, e ainda apresentar novos personagens sem perder o fio da meada. Ao contrário do que diz quase a maioria esmagadora da crítica, Batman vs Superman não é uma possível falha de ignição: é um dos melhores filmes de super-heróis já realizados.

Batman vs Superman – Dawn of justice, EUA, 2016 Diretor: Zack Snyder Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne, Jeremy Irons, Holly Hunter, Gal Gadot, Scoot McNairy Roteiro: Chris Terrio e David S. Goyer Fotografia: Larry Fong Trilha Sonora: Hans Zimmer, Junkie XL Produção: Charles Roven, Deborah Snyder Duração: 153 min. Distribuidora: Warner Bros Estúdio: DC Entertainment / Dune Entertainment / Syncopy  

Cotação 5 estrelas

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126 Comentários

  1. Excelente matéria. Tem seus pontos negativos como todo blockbuster tem. Mas nada que comprometa a trama e a sequência para a Liga da Justiça. Filme sensacional.

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    • André Dick

       /  27 de março de 2016

      Prezado Charles,

      agradeço por seu comentário e concordo com você. Não entendo a recepção que o filme vem tendo. Totalmente subestimado.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
    • Leonardo Santos

       /  13 de abril de 2016

      Minha opinião é cada dia mais se concretizando. Os heróis da Marvel são comicos e os da DC são mais sérios. Sempre pediram um Batman mais furioso e quando tem os críticos reclamam. Acho que isso é tipo um boicote dos críticos com a DC para favorecer a Marvel. Os críticos falaram MT bem do Homem de Ferro 3 e Vingadores II e olhem a bomba. O problema é que as pessoas levam MT o que os críticos falam mas a verdade é que críticos normalmente não gostam de filmes de heróis sérios. Logico que há furos no roteiro isso é normal. Mas dizer como a crítica internacional ta falando e um exagero. O filme não foi feito para leigos foi feito pra quem é fa de quadrinhos pois parece um gibi em live-action.

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  2. leowinbr

     /  27 de março de 2016

    Provavelmente, é o comentário mais contra a maré da crítica que li ultimamente, parabéns.

    Concordo com muitas coisas que disse e gosto bastante do filme também, só tenho problemas com o terceiro ato.

    Responder
    • André Dick

       /  27 de março de 2016

      Leowin,

      agradeço por seu comentário sobre a crítica. O filme, para mim, foi uma surpresa e realmente não entendo a recepção de maior parte da crítica. Também acho que o terceiro ato poderia ser melhor resolvido, mas acho que as qualidades superam os problemas.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  3. Crítica bem apropriada, eu já estava duvidando de mim mesma e achando que haveriam conspirações, pois gostei bastante do filme, li comentários em outros sites de pessoas que também gostaram do filme mas as críticas no geral eram negativas. Será que ninguém entendeu ou todo mundo ficou na defensiva? Tudo bem ter um opinião diferente da “minha” (pró-filme) mas achei algumas críticas exageradas.
    Parabéns, sua crítica foi clara, direta e profissional
    Abs

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    • André Dick

       /  28 de março de 2016

      Prezada,

      agradeço por sua mensagem generosa sobre a crítica. Também não entendo a aversão criada em relação a este filme. Ele me parece uma continuidade do que Snyder apresentou sobretudo em Watchmen, com uma qualidade técnica e de interpretação excelente. Eu esperava um bom filme, mas Snyder mostra mais do que isso. O melhor das críticas negativas ao extremo é deixar seus autores imaginando que elas são melhores do que o filme.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  4. Roger

     /  27 de março de 2016

    Parabéns pela crítica e sobre todo pela coragem de dizer que entendeu o que Snyder queria dizer. Acredito que grandes filmes deixam justamente esse sabor de “preciso rever o filme” seja porque gostou ou não. Deixar perguntas ao ar com pequenos fios para se criar alternativas é a capacidade de poucos, ao contar historias.

    Responder
    • André Dick

       /  28 de março de 2016

      Prezado Roger,

      agradeço por seu comentário e, embora eu não seja especial admirador de O homem de aço, acho que Snyder tem um talento, como você comenta, em deixar perguntas no ar e estabelecer alternativas para essa história. Ao final, você espera pelos novos filmes, o que significa, pelo menos, que ele obteve êxito. Muito do que se vê em Batman vs Superman já estava potencializado em seus projetos anteriores, mas aqui, eu acho, ele estabelece seu melhor momento.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  5. Melhor critica que eu li! Adorei o filme e realmente é um dos melhores filmes de super herois feitos! Deixo claro que adoro os filmes da Marvel mas realmente Snyder conseguiu dar um tom grandioso ao gênero.

    Responder
    • André Dick

       /  28 de março de 2016

      Prezado Ranieri,

      agradeço pelo comentário generoso sobre a crítica. Não entendo como um filme assim não é recepcionado com um dos melhores já feitos no gênero. Snyder conseguiu, como você diz, dar um tom de grandiosidade a uma história que poderia ser apenas simples. Um grande acerto, como havia conseguido com Watchmen.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  6. Concordo inteiramente com a crítica. Eu vejo ambas as franquias no cinema (dc e marvel) mas as que mais me agradam são os da dc pelo tom sombrio, dramático e introspectivo de seus personagens. Vou até rever essa semana no cinema. Espero que façam logo um filme solo desse Batman, com o Joker e outro vilão porradeiro (talvez o Death Stroke ou o Red Hood)

    Responder
    • André Dick

       /  28 de março de 2016

      Prezado Saulo,

      agradeço por seu comentário e concordo com você. Gosto muito dos filmes da Marvel, mas acho que Snyder conseguiu aqui e em Watchmen atingir um patamar novo para o gênero. Gostei muito do desenvolvimento de Batman e Alfred e sua ligação com o universo de Superman e também aguardo com expectativa o filme solo com o Ben Affleck, que, para minha surpresa, se saiu muito bem.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  7. Sensacional!! Tão bom ver uma crítica despida de preconceito e ódio. Mto obrigada!!!

    Responder
    • André Dick

       /  29 de março de 2016

      Prezada May,

      agradeço por seu comentário e é lamentável que grande parte das críticas utilize certa truculência, a mesma que diz existir na ótima realização de Snyder.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  8. Victor Vicari

     /  29 de março de 2016

    Em geral gosto de ler críticas, pois consigo compreender melhor o filme. E gostei muito da sua. Gosto muito dos filmes da Marvel, eles são legais e tem o seu entretenimento, porém não acho que eles devam ser modelos a serem seguidos. E o BvS é totalmente ao contrário, tem um visual mais escuro, há uma tensão no ar praticamente o filme inteiro, e nos dá o tom de seriedade que um obra desse tamanho pede, afinal são dois gladiadores que ensaiam essa batalha durante grande parte do filme. E ao contrário das outras críticas, esse Lex ao estilo Joker para mim, foi como a cereja do bolo. Deu aquele tom de insanidade para manipular os dois. E para finalizar, eu acredito que os demais críticos estão em uma zona de conforto, onde os filmes de heróis tem de ser felizes e não ter nenhuma consequência.

    Responder
    • André Dick

       /  29 de março de 2016

      Prezado Victor,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica. Há elementos característicos da Marvel e da DC Comics. A julgar pelos filmes de Nolan e Snyder, prefiro justamente esssa tensão que você aponta, maior do que nas obras da Marvel, embora essas também tenham qualidade. Grande parte da crítica parece entender que os filmes de super-heróis necessariamente têm humor, e acho que este Batman vs Superman o possui, mas de outra maneira, mais discreta. Também gostei da atuação de Eisenberg, um ator normalmente subestimado, e aqui não foi diferente. Sua presença é muito boa, fazendo uma provocação interessante entre os dois heróis. É um erro da crítica apontar apenas seu exagero, quando ele o utiliza justamente para lidar com essa tensão do filme. E, como você afirma, falta sair dessa zona de conforto em que os rótulos são de que Snyder só utiliza violência e CGI em excesso. Ele realmente faz um trabalho destacado. Por Watchmen ele já havia sido injustiçado; aqui, novamente.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  9. Boa noite.
    Eu gostei muito do filme. Cresci assistindo Superman e Batman, com seus filmes e desenhos animados, mas realizei meu momento especial de assistir dois maiores ícones de super-heróis unidos no cinema. Foi maravilhoso!
    Concordo tudo o que você disse. Acho que muitas críticas negativas estão pegando pesado, querendo mostrar ser mais “inteligentes”. DC cumpriu sua proposta e fez seu próprio jeito, para que seguir a fórmula da Marvel que já foi formada desde 2008? É difícil largar essa mania de comparar.
    Claro que o roteiro não foi um ponto forte, mas não deixou o filme cair da qualidade. Tem uma coisa que não entendi, teve muitas transições pretas entre cenas, será que tem algum significado?
    Parabéns pela sua crítica. Abraços.

    Responder
    • André Dick

       /  30 de março de 2016

      Prezado Germano,

      agradeço por seu comentário generoso sobre o filme e sobre a crítica. Eu sinceramente não esperava um grande filme, apesar de ter dois super-heróis que já tiveram grandes momentos em suas produções-solo. Não esperava em razão de saber da dificuldade desse tipo de projeto, que traz muitas expectativas. No entanto, não só eu apreciei muito como me surpreende, como a você, o número de críticas negativas. Gosto dos filmes da Marvel e tenho certeza de que está havendo má vontade, por algum enigma, por parte dos críticos ao analisar esta obra de Snyder. A quase generalização de que se trata de um filme ruim é absurda. Com 29% de aprovação no Rotten Tomatoes? Os críticos estão realmente vendo filmes melhores do que este? Mad Max, visto em grande parte como melhor filme de 2015, tem realmente um roteiro melhor do que este? Personagens mais elaborados? As transições, a meu ver, são em razão dos cortes de cenas. Uma pena, mas logo virá o Blu-ray com as 3 horas.

      Volte sempre.

      Abraços,
      André

      Responder
  10. O problema é a poluição visual e sonora, aquela arma sonora chegou a irritar meus ouvidos de verdade e os flashes de luz tb não me faziam bem. Se não fosse isso teria gostado muito do filme.

    Responder
    • André Dick

       /  30 de março de 2016

      Prezado Clau,

      uma pena que não tenha gostado do filme pelo excesso visual e sonoro. Realmente é uma das características do filme, diferente do que acontece nos filmes de Nolan.

      Um abraço,
      André

      Responder
  11. Gustavo Caetano

     /  30 de março de 2016

    Spoiler abaixo

    Gostei da sua critica e achei que o filme deixou tudo encaminhado para a Liga da Justiça. O Nome do filme do Snyder está correto:’A origem da justiça”… Desta forma o terceiro ato centrou as ações em Wayne pois ele que deu origem a Liga nos quadrinhos, e era necessária a “morte” do Superman. O Batman do Afleck ficou fenomenal, robusto, fora da lei e porque não dizer bipolar. Acredito que teremos mais revelações em esquadrão suicida e Mulher Maravilha que vem aí.

    Responder
    • André Dick

       /  30 de março de 2016

      Prezado Gustavo,

      agradeço por seu comentário sobre o filme e a crítica. Acho que o filme funciona muito bem, de forma independente e como precursor dos próximos filmes. Snyder conseguiu equilibrar fidelidade aos quadrinhos e inovação. Também gostei muito da solução que deram para o Affleck de Batman, que poderia ter sido a maior decepção e se destaca.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  12. mexei

     /  31 de março de 2016

    Concordo, e sou um leitor fiel da Marvel.

    Esse filme está sendo injustiçado. Se não é o melhor filme de super-herói de todos os tempos com certeza está entre os melhores.

    Responder
    • André Dick

       /  31 de março de 2016

      Prezado,

      agradeço por seu comentário. Há algo estranho quando este filme tem nota 2,9 no Rotten Tomatoes, só à frente de Batman e Robin (1,1), Superman III (2,6) e Superman IV (1,2). Dos filmes com essa temática, não tenho dúvidas de que é um dos melhores.

      Um abraço,
      André

      Responder
      • Marcelo

         /  2 de abril de 2016

        André, creio que você fez uma interpretação errada da nota no Rottentomatoes. Um 29% de aprovação não pode ser traduzido para um 2.9, como se fosse uma nota de 0 a 10.

        Tem que olhar a “average rating”, que fica embaixo. E a nota média desse filme é 5.

        Basicamente, quer dizer que os críticos estão reprovando e dando uma nota média de 5.

        Se um crítico dá nota de 0 a 10 para filmes, então geralmente um “6” é o necessário para a crítica dele entrar como “tomate fresco” (aprovado) e assim aumentando a percentagem de aprovação do filme. Abaixo disso, era um “tomate podre”.

        Se a escala da nota do crítico for de “A” a “F”, acho que é um C+ o necessário para entrar como “fresco”. O Roger Ebert dava de 0 a 4, pontuando de 0.5 em 0.5 pontos. O necessário para entrar como fresco era 2.5 de 4. Se o filme recebesse 2.0 de 4, que equivale a 5 em uma escala de 0 a 10, entrava como “rotten” (podre)

      • André Dick

         /  2 de abril de 2016

        Prezado Marcelo,

        eu entendo as notas do Rotten Tomatoes a partir do número de estrelas que eles concedem na chamada e não na média exibida no site. Veja: este “Batman vs Superman” tem 1 estrela e meia de cinco, o que corresponde, levando em conta que cada estrela equivale a 2, à média 2,9 e não a 5 (pois neste caso ele deveria ter 2 estrelas e meia). Neste sentido, “Ex Machina”, que tem surpreendentes 92% de aprovação (ou seja, uma média de nota 9,2) tem 4 estrelas e meia.

        Um abraço,
        André

      • fredmorsan

         /  16 de maio de 2016

        André,

        O Rotten Tomatoes possui duas avaliações: a média por nota e a média percentual de aprovação. E elas são inter-relacionadas.

        A média por nota de Batman v Superman é, hoje, 4,9 de 10. Foram somadas todas as notas das críticas cadastradas e feita a média geral. Já a média percentual é o percentual de críticas com notas iguais ou maiores que 6. No caso de BvS, de 331 críticas, apenas 91 avaliaram o filme positivamente, ou seja, 29% das críticas avaliaram positivamente o filme.

        Vejamos Guerra Civil: das 297 críticas, 266 foram positivas, totalizando 90% de aprovação. Entretanto, a média por nota do filme é 7,6 de 10. Ou seja, mesmo tendo sido aprovado pela esmagadora maioria, essa mesma maioria não deu notas tão altas assim para o filme.

        Curioso é ver as médias de X-Men: Apocalipse, filme que ainda não estreiou. Sua nota média é 5,8, tendo um percentual de 57% (35 críticas positivas num total de 61).

      • André Dick

         /  16 de maio de 2016

        Prezado Fred,

        o Rotten Tomatoes conseguiu conceder uma média de aprovação a “Batman vs Superman” quase igual à de “Batman e Robin” e “Superman IV”. Acho que isso diz muito.

        Abraços,
        André

  13. Xooster

     /  31 de março de 2016

    Nossa… Realmente eu quero assistir esse filme que o André Dick comentou, que na minha opinião difere um bocado do qual está no cinema que vi. Parece mais um comentário patrocinado ou só feito em cima dos trailers e spots que pipocaram direto na internet. Na verdade, BvS é fraco e muitas vezes equivocado se baseando nos lendários heróis que acostumamos ver desde criança nos quadrinhos & cia. Por fim, os atores são a melhor coisa desta produção, dando o seu melhor (até o Henry Cavill conseguiu se sobressair, pasmém!). Infelizmente, acho que faltou dinheiro para a infindável ilha de edição que o sr. Snyder deve ter entregado para a Warner/DC. Um novo diretor urgente para JL, URGENTE!!!

    Responder
    • André Dick

       /  31 de março de 2016

      Quer dizer que, mesmo tendo o Rotten Tomotoes a seu lado e ficar extasiado com uma lista pedindo assinaturas para tirar Zack Snyder da Warner, você se preocupa com o fato de que eu fiz uma crítica a favor do filme? Há alguma propaganda da Warner nessa página? Então, os leitores que concordam com ela são patrocinados também? Claro, para um corajoso anônimo, quem gostou só pode estar comprado, não é? Não faltou dinheiro para a ilha de edição de Snyder, mas sim um pouco de visão para você fugir ao consenso. Como anônimo dedicado, você quer se esconder por trás de centenas de críticos, incapaz de dedicar uma linha a algo diferente que saia na internet. E se contenta em ficar feliz por sair repetindo o que os outros falam. Para um anônimo, está OK.

      Responder
  14. Anônimo

     /  31 de março de 2016

    Acho que o filme é subestimado por que é corajoso! Não é livre de falhas. Ok! Mas é corajoso porque ele foge dos padrões pré-estabelecidos: não é um filme engraçado, não é um filme colorido, não é um filme família. Espero que esse tom que a DC emprega fique para os próximos filmes e não seja submetido a uma ditadura mercadológica. Quando falo isso, não deprecio os filmes da Marvel (os quais, de uma forma geral, gosto muito também) mas essa diferença é o que pode fazer com que os filmes de histórias em quadrinhos de super heróis tenham uma vida fértil e não se desgastem com o tempo. A diversidade é rica e fundamental! Batman Vs Superman é do caralho!!!!!

    Responder
    • André Dick

       /  1 de abril de 2016

      Prezado,

      concordo com você quando diz que o filme é corajoso no sentido de fugir dos padrões preestabelecidos. É justamente o que ocorria em Watchmen e, a meu ver, em menor força em O homem de aço, que costuma melhorar, por outro lado, em novas sessões. Snyder tem um olhar muito interessante para esse universo, diferente do utilizado pela Marvel (de cujos filmes também gosto), talvez um toque mais autoral, principalmente neste Batman vs Superman.

      Um abraço,
      André

      Responder
      • Anônimo

         /  1 de abril de 2016

        Também relacionei muito com Watchmen. Não só do ponto de vista plástico, afinal é o mesmo diretor, mas do ponto de vista do discurso, do conceito, estabelecendo os heróis com conflitos internos e como falhos, portanto, mais humanos.

      • André Dick

         /  2 de abril de 2016

        Espero que Snyder consiga fazer novos filmes com esse ponto de vista, mostrando heróis do ponto de vista mais humano. Watchmen é um dos melhores filmes da década passada.

    • fredmorsan

       /  11 de abril de 2016

      Concordo com vocês. Mas eu acredito que a Warner já quisesse dar um tom mais ameno às suas produções após Man of Steel. Percebam que até a morte do Zod, o filme tem um tom mais sério, pesado. Depois, o filme tem um tom mais leve, arriscando até uma piada e mostrando o Clark Kent chegando ao Planeta Diário. Mas a recepção do público (que na sua grande maioria responsabilizou o Superman pela destruição de Metrópolis) fez com que o tom nesse segundo filme voltasse a ser pesado. Com a redenção do Superman (que pra mim a morte dele é como no cristianismo onde o batismo simboliza a morte do antigo homem e o renascimento do novo homem) e Batman (e a volta à ativa da Mulher-Maravilha), os próximos filmes não terão esse tom tão sombrio.

      Responder
      • André Dick

         /  16 de abril de 2016

        Prezado Fred,

        a não ser que haja alguma mudança de direção, eu acredito que o tom será parecido com o desse, principalmente se realmente for dirigido por Snyder. No entanto, não duvido que o estúdio peça um tom mais leve (e cômico), o que, acredito, seria um equívoco.

        Um abraço,
        André

  15. Bruno

     /  31 de março de 2016

    Spoilers abaixo

    André, geralmente concordo com suas críticas, e gosto muito do seu jeito de escrever. No entanto, dessa vez tenho que discordar. O filme não é de todo ruim, mas está longe de ser uma obra prima.”Vou taxar de alienado antes de entender o ponto de vista do cara!” Não gostei do filme pq não tem ritmo, é exagerado em tentar ser épico em todos os momentos. Não cria vínculo qualquer com o Superman, de modo que a morte dele não me causou qualquer impacto emocional. Tem um roteiro preguiçoso em tramar o embate dos “heróis”, afinal o que motiva o Superman a ser quem ele é? Empatia e amor pela humanidade? Sabemos que sim, mas o filme falha em abordar isso. Talvez naquela cena do congresso seria um momento apropriado pra um discurso à la superman dos quadrinhos, mas explosão foi o que tivemos. Não há debate ético sob a figura do Batman assassino como Nolan nos apresentou em Dark Knight (o que poderia haver no filme solo, que na minha opinião deveria ter saído antes desse filme). No fim eu acabei assistindo um trailer imenso (2:40h) do futuro filme da liga. Enfim, isso foi o que eu senti vendo o filme e refletindo depois. Produção excelente, Affleck e Gadot sensacionais em seus papéis (dentro do que os personagens propunham) mas um roteiro leviano e uma direção prepotente (?) transformaram um filme que poderia ser excelente em apenas “bom”.
    Parabéns pelo trabalho, curto muito suas análises.

    Responder
    • André Dick

       /  1 de abril de 2016

      Spoilers abaixo

      Prezado Bruno,

      agradeço por suas palavras sobre o trabalho efetuado aqui e pela discordância saudável, sem seguir a linha de que estou falando bem porque sigo alguma pauta enviada pela Warner. Lamento que não tenha gostado do filme, mas entendo seu ponto de vista. Eu achei justamente que a obra tem um ritmo muito ágil (você mesmo coloca que parece um trailer) por sua tentativa de ser épico, como já acontecia em Watchmen. Snyder cria imagens muito impressionantes e consegue mesclar o real com um universo fantástico. Ao contrário de você, me parece que o filme funciona independentemente dos outros filmes, mas cria vínculos com eles. Ou seja, há lances do roteiro que dialogam com a trilogia de Nolan e com o Superman de Snyder. Acho justamente que Snyder não quis dar esse discurso ao Superman por considerar que o mundo está moralmente sem uma redenção. Não à toa, essa cena a que se refere acontece no momento em que ele quer se defender do fato de ser visto como uma ameaça e, quando a explosão acontece, ele se sente, como um humano, sem ação imediata. Porque, na realidade, o personagem está em dúvida, não sabe quem é: ao mesmo tempo que tem poderes acima dos humanos, ele quer ter uma vida comum, como já havia no primeiro (e lembremos que ele recorda do seu pai da Terra). Acho que o vínculo com o personagem se deu sob esse ponto de vista. Pelo menos é que isso que o roteiro transpareceu. Quanto ao debate ético sobre a figura de Batman, acredito que o roteiro quis lançar o personagem à condição de que ele sabe que nunca será visto plenamente como um herói, ou seja, não tem mais o dilema do Batman de Christian Bale. Seu ponto de vista é ambíguo, e quer derrotar Superman por vê-lo como ameaça à Terra, sendo repreendido por Alfred (na melhor cena entre os dois). Ali, é minha impressão, se dá a visão sobre ele. E acredito que o filme solo não tenha sido feito antes em razão da trilogia recente de Nolan e de que não sabiam como Affleck seria visto como Batman, ou seja, não quiseram “queimar” sua imagem, dividindo aqui sua participação com a do Superman. Concordamos com o fato de que Affleck e Gadot estão excelentes em seus papéis.

      Obrigado novamente pela opinião sobre as críticas e volte sempre!

      Um abraço!
      André

      Responder
    • fredmorsan

       /  17 de maio de 2016

      “(…) afinal o que motiva o Superman a ser quem ele é? Empatia e amor pela humanidade? Sabemos que sim, mas o filme falha em abordar isso”.

      Spoilers abaixo

      Bruno, acredito que neste filme (mais do que em Homem de Aço) é estabelecido que o Superman ainda não sabe qual o seu lugar no mundo. Na conversa que ele tem com a Lois Lane na varanda do hotel (após a explosão no capitólio), percebe-se sua angústia, principalmente por ter falhado em impedir a tragédia. Ele diz que estava tão focado nas acusações, em como se defender delas e como se mostrar confiável àquela audiência, que, apesar de seus poderes, falha em salvar aquelas vidas. Ele está tão transtornado com seu erro, está tão desesperançoso de si mesmo, que diz que o Superman nunca foi real, que era apenas um sonho ingênuo de um fazendeiro do Kansas. E o filme mostra que ele desaparece (como se tivesse desistido desse sonho, de ser o Superman).

      É interessante que ele volta a ser um andarilho anônimo, que se isola do mundo indo até o topo daquela cordilheira. Como se se fugindo dos problemas, estes o abandonaria, quando, na verdade, aonde quer que ele esteja, eles sempre o acompanharão. E é neste momento em que se lembra de uma conversa que teve com o pai (o fazendeiro sonhador). Esta conversa muda alguma coisa nele. Não totalmente. Mas faz com que ele reflita com mais cuidado sobre o seu lugar no mundo. “A sua mãe me salvou. Ela era o meu mundo”. Anda morto, o pai adotivo ainda tem muito a lhe ensinar. E essa lição tem resultado mais à frente.

      Durante a batalha contra Apocalypse, o Superman salva (novamente) a Lois e recupera a lança de kryptonita. Ela percebe o que ele está prestes a fazer e tenta dissuadi-lo da ideia. E qual a resposta dele? “Este é o meu mundo. Você é o meu mundo”, num dos raros momentos onde vemos este Superman sorrir. Aqui temos a lição do pai realmente aprendida. Aqui temos a redenção e o amadurecimento do personagem. Ele agora sabe qual o seu lugar e papel no mundo. Agora este é o seu mundo, porque ele tem um vínculo com ele. “Ela é a chave”, diz o Flash do futuro. Vejo a mesma ideia em Interestelar (do Christopher Nolan) sendo abordada neste filme: o amor por pessoas queridas é o que nos impele a fazer sacrifícios para que possamos salvá-las. O conceito de humanidade é muito abstrato, não é palpável. Ninguém se sacrificará por um conceito, mas por pessoas sim. Pessoas com quem você se importa, pessoas que você ama.

      Finalmente, o personagem desenvolve a empatia e o amor pela humanidade que todos os fãs esperavam. Não consigo ver o filme falhar nisso. Ao contrário, vejo o filme desconstruindo e reconstruindo o personagem para chegar exatamente naquele que todos conhecemos: o verdadeiro Superman que tem empatia pela humanidade e que gera empatia na humanidade (as cenas finais onde a população de Metrópolis o homenageia simboliza isso perfeitamente).

      Responder
  16. FAN TAS TI CA MENTE bem analisado. Ótima crítica!

    Responder
    • André Dick

       /  1 de abril de 2016

      Prezado Will,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  17. Marcelo

     /  31 de março de 2016

    Parabéns pela crítica. Eu mesmo tenho vontade de escrever uma.

    Creio que a recepção negativa deste filme se deve a tendência do mercado atual, que privilegia o unidimensional. Pudemos ver isso quando nos foi apresentado um Superman verdadeiramente humano, ainda em 2013, e muitos se incomodaram.

    Também penso que muitos não entenderam que este universo, até então, está sendo desenvolvido como uma única obra, e de uma forma mais orgânica, diferente do que estamos acostumados.a

    Responder
    • André Dick

       /  1 de abril de 2016

      Prezado Marcelo,

      agradeço por sua mensagem sobre a crítica. A recepção, a meu ver, é uma das mais inesperadas entre os lançamentos recentes do cinema. Acho também que o filme consegue esclarecer melhor a figura do Superman depois de O homem de aço: Snyder o transformou num personagem complexo. E, como você, também percebo que os filmes funcionam melhor ligados uns com os outros, ou seja, a trilogia de Nolan e a obra de 2013 se esclarecem ainda mais com este.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  18. Fernando Correa Martins

     /  1 de abril de 2016

    Melhor crítica que li. Parabéns. Amei o filme como fã que sou de quadrinhos, vídeogames e em especial do Superman. Me emocionei durante o filme todo. Já fui 2x e com certeza comprarei o Blu-ray para a coleção. Que venha a Liga!

    Responder
    • André Dick

       /  1 de abril de 2016

      Prezado Fernando,

      agradeço pelo comentário sobre o filme e pela opinião generosa sobre a crítica. Também aguardo com expectativa o Blu-ray com a versão estendida e espero que a Liga tenha um estilo parecido com o de Watchmen.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  19. Eric Bentley

     /  1 de abril de 2016

    Muito bem colocado! Colocou o anonimo no seu devido lugarzinho; no anonimato! Adorei saber que existem criticos diferenciados do resto desse gado asqueroso. Parabens cara vc eh bom !!

    Responder
    • André Dick

       /  1 de abril de 2016

      Prezado Eric,

      agradeço por seu comentário. Ao invés de discordar apenas da crítica, quem está no anonimato quer logo dizer que se ganha patrocínio da produtora para dizer o que ele considera inadmissível. Porque, sob esse ponto de vista, devemos concordar sempre com o consenso, no qual o anônimo se sente melhor.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  20. Marc Alexander Marcos

     /  1 de abril de 2016

    Achei o filme muito bom. Todas as motivações estavam alinhadas. Os atores e personagens representados de forma fiel em suas características originais e com facetas ricas e complexas. Com uma única exceção para o Luthor. Motivação e modus operandi perfeitos… mas caracterização muito longe do Lex que eu imagino ideal. Não fisicamente, mas a interpretação muito afetada. O Lex, na minha opinião é alguém a se temer. Frio, calculista e capaz de causar desconforto com sua precisão. Mas isso não me incomodou em nada no filme. Excelente. Uma pena somente eu ter visto os traillers… tendo-os visto eu acabei perdendo a chance de me impressionar mais com a trama. Parabéns, adorei a menção do filme de Kubrick… não tinha percebido.

    Responder
    • André Dick

       /  2 de abril de 2016

      Prezado Marc,

      agradeço por seu comentário generoso. Concordo com você no que fala sobre as motivações e atores. Mas realmente gostei de Jesse Eisenberg como Lex Luthor. Considero sua atuação exagerada do melhor modo, mas talvez eu pense assim por apreciar sua carreira anterior, sobretudo sua atuação em O duplo. É difícil equivaler Gene Hackman, contudo não gosto de Kevin Spacey nesse papel. Quanto à menção de Kubrick, eu fiquei impressionado como a iluminação daquela cena também lembra De olhos bem fechados. Uma boa resolução de Snyder. Espero que a versão estendida traga esta sequência completa, pois dá a impressão que ela foi editada.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  21. Ricardo

     /  1 de abril de 2016

    Parabéns pela sua crítica sem ser raso vc soube interpretar o filme sob uma outro ótica. Eu gostei do filme, de 0 a 10 daria nota 7,5. Acho que ele tem alguns problemas como:
    _ Louis Lane: não gostei dela pois fez o papel da “donzela em perigo” o tempo todo. Seria mais interessante se colocassem ela para investigar como um jornalista investigativa. Poderia ter investigado, o que aconteceu com o corpo do zod após a batalha com o superman, por exemplo, e em suas investigações, ter chegado ao Luthor e aí esse, se sentindo ameaçado, resolve prendê-la, colocá-la em risco. Aí eu concordaria, nesse momento, em ela ser uma “donzela em perigo” para o super salvá-la.
    _ Martha Kent: até então, não tenho nada contra a participação dessa personagem. Acho que a sacada da similaridade dos nomes das mães do Batman e Superman interessante, pois não me lembro disso ter sido usado em alguma história, mas a forma como foi usada no filme… não me agradou. Tipo, o superman fala o nome da mãe dele (que é o mesmo nome da do batman) e o batman para e eles viram amiguinhos em seguida. Aquilo eu não engoli…. sei lá, poderiam ter trabalhado melhor essa sacada.
    _ Batman x Superman: gostaria de uma discussão mais filosófica entre os dois deixando claro que treta deles é por causa da forma como cada um combate o crime. Naquela cena em que o batman foge com batmóvel e encontra o superman pela primeira vez, bate nele e o batmóvel roda e para e o superman abre o carro e o batman sai, com o primeiro encontro de ambos, fantasiados, no filme, eu esperava uma discussão entre eles do tipo cada um colocando seu ponto de visto de como deve se combater o crime e um criticando o jeito do outro e o que eu vi foi só um superman falando: o morcego morreu! Entendi, que o super deixou claro que não concorda com o jeito do batman de combater o crime, mas, ficaria bem melhor essa cena se tivesse uma discussão forte entre os dois o que mostraria o antagonismo de ambos e deixaria bem claro o motivo da luta deles.
    _ Explosão do Capitólio: acho que poderiam ter deixado mais explícito que esse foi o grande motivo para motivar o batman a querer tretar com o superman. Tipo, colocasse as mídias culpando o superman, acusando-o de ter destruído o capitólio pq as pessoas que estavam lá o viam como ameaça e tals, sei lá. Enfim, achei uma outra boa oportunidade perdida para justificar a briga dos dois.
    Tirando isso, gostei do Afleck como Batman e da Gal Gadot como Mulher Maravilha (esperando muito o filme solo dela) e gostei do Lex Luthor tb. O filme tem esses problemas, mas não vejo nenhum problema no Batman matar, no Lex ser retratado como foi, no tom sombrio e sério do filme. Enfim, acho um bom filme e exagerada as críticas negativas que está recebendo. Um abraço!

    Responder
    • André Dick

       /  4 de abril de 2016

      Prezado Ricardo,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica e por enviar a sua análise do filme.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
    • Barros

       /  3 de maio de 2016

      Cara em relação ao nome da mãe, não foii pelo nome ele parou pq naquele momento ele ia fazer o que um bandido fez com ele, matar seus pais no caso do super a mãe, nessa hora ele viu que ele (bruce) estava se tornando o que ele jurou no tumulo dos pais…

      Responder
      • André Dick

         /  3 de maio de 2016

        Spoilers abaixo

        A sua interpretação está errada. Batman interrompe o conflito com Superman quando ele lhe diz “Salve, Martha”, então ele recorda do que aconteceu com sua mãe. Mas ele tampouco sabe que Martha também é o nome da mãe de Superman e que pode ser morta por Lex Luthor. Nesse sentido, ele não interrompe a briga com Superman porque se arrepende do que faria e sim porque reconhece em “Martha” o nome que torna ambos realmente humanos, apesar de Superman ser considerado um alienígena. Ele não vê no Superman alguém que pode ter uma mãe, um laço materno; quando percebe isso, avisado por Lois Lane de que Martha é o nome da mãe do Superman, ele larga a arma de kryptonita. Ou seja, se antes Superman era uma ameaça, o fato de terem mães com o mesmo nome automaticamente descarta isso; é o que os torna humanos. O que faz Batman mudar de ideia é simplesmente reconhecer que aquele que considerava um inimigo possui uma mãe com o mesmo nome.

  22. Junior

     /  1 de abril de 2016

    Parabéns pelo texto!!! Concordo quando diz que trata-se de um dos melhores filmes de super heróis já feito. Na minha opinião Ben Affleck é o melhor Batman do cinema!

    Responder
    • André Dick

       /  4 de abril de 2016

      Prezado Junior,

      agradeço por seu comentário. Eu acho as atuações de Michael Keaton e Christian Bale muito boas (as de Val Kilmer e George Clooney são prejudicadas pelo roteiro), e Affleck surpreendeu. Se ele se mostrar bem num filme solo como aparece aqui, certamente estará à altura sobretudo de Bale.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  23. The Last Boy Scout

     /  1 de abril de 2016

    Caramba, até que enfim uma crítica que descreve exatamente o que vi no cinema. Sei que o filme tem defeitos mas não é nada como estão falando por aí. Hoje mesmo escutei de uma pessoa que o Batman do filme parece um mané…. eu perguntei se ele sabia quem era Frank Miller e ele disse que não… assim fica difícil….. Não vou dizer que é o melhor filme que já vi, mas gostei muito do resultado. Parabéns pela crítica…. não por ela ser positiva e sim por retratar exatamente como é o filme.

    Responder
    • André Dick

       /  4 de abril de 2016

      Prezado,

      agradeço por seu comentário generoso sobre o filme e por tê-lo visto de uma maneira que realmente a produção merece. Acho que o Batman de Snyder é muito interessante, sobretudo quando ele apresenta seus sonhos e sua relação com a família. Espero que ele ou Affleck consigam repetir a dose no filme solo.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  24. Gostei da análise. Poucas pessoas entenderam o papel dos pais na vida desses heróis e por isso criticam o “tolo” motivo para o fim do embate entre eles. Você descreveu esse aspecto de forma concisa e eficiente. Obrigado e parabéns.

    Responder
    • André Dick

       /  5 de abril de 2016

      Prezado Wallace,

      agradeço por seu comentário e acredito, como também você, que esse papel dos pais é essencial para entender o filme de Snyder. Já havia esse elemento em O homem de aço e na trilogia de Nolan, e aqui se intensifica.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  25. BvS Ok! Já SM v Doomsday, faltou as 4 HQs da morte! Anos esperando essa batalha e alguns minutinhos? Acho que foi muita coisa para um filme só. Se os 30 min. tiverem mas sobre a batalha, me agradaria “MAIS”.

    Responder
    • André Dick

       /  2 de abril de 2016

      Prezado,

      a versão estendida trará mais dessa luta, segundo se comenta.

      Um abraço,
      André

      Responder
    • Olha invadindo aqui pra deixar minha opinião sobre os 8 minutos de luta que vc não aceitou, o filme vende la com a propaganda “Batman vs Superman”, se vc analisar bem, vai ver que essa luta acontece durante quase todo o filme, não é um combate físico, onde só tem porradas, socos, e espetáculo de luzes, estamos falando de Batman e Superman, ambos defendem o que acredita, entramos no filme e vivemos cada ponto de vista, é uma luta por valores, uma luta emocional, onde cada um deles precisam se descobrir, no caso do Batman, há 20 anos como Batman, hj ele já não é o mesmo, de repente surge alguém mais poderoso que ele, a luta ocorre durante o filme, quando cada um defende o que acredita, enquanto na verdade o que falta neles é a compreensão um do outro, pra vc saber, pra mim a maior luta entre os dois foi no salão Luthor, quando os dois se encontram e em um show de palavras cada um define seu ponto de vista, essa é a verdadeira briga do filme, o filme é realmente Batman vs Superman e a origem da justiça cumpre muito bem seu papel, se ainda não entendeu, sugiro que vja o filme de novo, mas vai com a mente aberta, mergulhe dentro do filme, tome lados, seja um deles, sinta o confronto emocional dentro deles, a porradaria é só um detalhe nesse filme. Se sua opinião continua sendo essa, o universo DC (cinematográfico) definitivamente não é pra vc!

      Responder
  26. Anderson

     /  2 de abril de 2016

    Esta foi a crítica mais coerente que eu li sobre BvS.
    Embora eu seja suspeito por ter gostado do filme e ser fã do Super e do Bats, as críticas negativas sobre o filme me parecem mais birra contra o diretor do uma análise técnica do filme.

    Responder
    • André Dick

       /  2 de abril de 2016

      Prezado Anderson,

      agradeço por sua mensagem generosa sobre a crítica. Não tenho dúvidas de que as críticas extremamente negativas ao filme são direcionadas a Snyder, por algum motivo que desconheço. A maioria da crítica considerar esse filme ruim foge a qualquer critério.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  27. Caro colega…Eu mesmo não poderia ter explicado e descrito o filme de maneira mais magnífica. Disseste tudo que senti no decorrer do filme. Não vejo sentido nessas críticas esmagadoras. Obrigado pelas belas palavras.

    Responder
    • André Dick

       /  5 de abril de 2016

      Prezado Leonardo,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica e por afirmar também não entender as críticas dirigidas ao filme. As críticas reunidas no Rotten Tomatoes parecem falar de outra obra.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  28. Julio

     /  3 de abril de 2016

    Eu também não entendo tanta crítica negativa. Vejo pessoas dizendo por ai que o Batman foi enganado muito facilmente, quando na verdade, ele não foi simplesmente enganado pelo Lex, ele realmente viu pessoas morrerem na luta entre Zod e Superman e isso foi um dos ganchos para certas atitudes dele, naquele momento ele estava totalmente estressado. Quantas vezes não vimos o Batman caindo em ciladas nos quadrinhos? Na própria saga, A Queda do Morcego, vemos o morcego com a mente pilhada de problemas e truques feitos pelo Bane e o mesmo se aproveitando disso para derrotá-lo. Snyder conseguiu tirar emoções dos espectadores, coisas que muitas pessoas não esperam em um filme de super herói. As pessoas não estão acostumadas a ver esse tipo de cena, eu tive dó ao ver o Superman sendo arrastado pelo chão e duvido de quem falar que não ficou, foram cenas fortíssimas. Também não encontrei furos de roteiro acho que existem coisas que não precisam ser explicadas, ainda mais num filme que sabemos que haverá continuação (Grande mídia dizendo que não mostraram os motivos do Lex fazer o que fez. Velho, é Batman Vs Superman e não Lex Luthor Origem!). Lembro do Batman TDK que assisti esses dias e me pergunto sobre a cena em que o Batman abre caminho pelo túnel com mísseis explodindo carros, com duas crianças dentro de um carro olhando, será que ele tinha certeza que não tinha ninguém nos carros? Existem milhares de argumentos bons sobre o filme, mas, enfim….Eu gostei muito do filme e espero que a DC continue seguindo esta linha para os próximos.

    Responder
    • André Dick

       /  5 de abril de 2016

      Prezado Julio,

      agradeço por sua opinião sobre o filme.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  29. Adorei sua crítica! Foi uma ótima ideia comparar o filme do BvS com os outros filmes do diretor. Parabéns pelo texto, gostei bastante.
    Dei minha opinião sobre o filme lá no meu blog também, bem mais simples que a sua, mas queria que desse uma olhada! https://quemjoga.wordpress.com/2016/04/04/batman-vs-superman-a-origem-da-justica-opiniao/

    Responder
    • André Dick

       /  5 de abril de 2016

      Prezado,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica e também pela indicação do texto que fez sobre o filme!

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  30. Paula Rocha

     /  4 de abril de 2016

    É por isso que não deixo de seguir esse blog. De tudo vi. li e ouvi essa é a análise mais bem ponderada, equilibrada e fundamentada não só na cinematografia de Zack Snyder, mas nos filmes anteriores dos personagens.
    Gostei muito desse filme, que pra mim é de longe um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. O elenco estava excepcional, a montagem, os efeitos visuais, a trilha sonora do grande Hans Zimmer e seu amigo Junkie XL, entre outros. Simplesmente, incompreensível as críticas negativas.

    Parabéns ao André Dick pela excelente análise. 5 estrelas para o filme e para o site Cinematographe!!!

    Responder
    • André Dick

       /  6 de abril de 2016

      Prezada Paula,

      agradeço novamente por seu comentário generoso sobre o filme e sobre o trabalho efetuado no blog. Suas palavras animam muito. Particularmente, fico pensando o que levou a maioria da crítica a procurar apenas defeitos neste filme. Será que gastaram todas as ideias elogiando o superestimado Mad Max no ano passado? Como não valorizam o elenco, a montagem, os efeitos visuais, a trilha sonora, como você coloca? Não há muitos filmes recentes melhores do que este. E, dentro do tema de super-heróis, não tenho dúvidas de que é um dos melhores e talvez só seja reconhecido com o tempo, virando um cult, como Watchmen.

      Demorei a liberar o seu comentário porque gosto de ler todos com a máxima atenção. Se enviou alguma mensagem não publicada, por favor, me envie novamente.

      E volte sempre!

      Grande abraço,
      André

      Responder
  31. Fernando Oliveira

     /  4 de abril de 2016

    Parabéns pela crítica, André!

    O levantamento de discussões tão acaloradas a respeito do filme mostra, a meu ver, que, para além de um retorno financeiro, ele gerou inúmeros questionamentos – todos válidos – sejam, técnicos, filosóficos, teológicos ou mesmo emocionais. E isso só mostra o quão importante e presente no imaginário de todos é a figura da Trindade.

    Conforme comentei em sua crítica sobre O Homem de Aço, o que mais me agrada nessa visão do Snyder e do posicionamento da DC é justamente o fato deles levarem a sério a pergunta que move o filme: O que aconteceria e como se comportariam de fato as pessoas caso fosse descoberto um ser de tamanho poder e alienígena?

    Pânico? Descrença no sistema religioso? Paranoia coletiva? Guerra? Quanta convulsão social teria de haver até que esse ser todo-poderoso fosse aceito como uma não-ameaça?

    O filme toca de modo sublime nessa questão, mostrando justamente debates televisivos (menção mais que honrosa para Neil deGrasse Tyson abrilhantando a obra) onde fica bem claro que a humanidade e toda a sua crença em uma centralidade cósmica é jogada por terra, pois, não apenas não estamos sozinhos como UM alien sozinho pode destruir o planeta inteiro se quiser. A sensação de impotência é tremenda. E Bruce abraça isso de forma sanguínea e visceral.

    Snyder deixa bem claro qual a visão da humanidade sobre Superman quando a destruição de Metropolis ganha uma “título” chamado Superman é apresentado ao mundo.

    Clark toma consciência de que, por mais que ele faça, nunca será o suficiente, pois, não sendo onipresente, é obvio que, enquanto ele desce voando carregando uma menininha salva de um incêndio em outro lugar alguém morre esfaqueado ou com um tiro ou qualquer outro motivo. Não dá pra salvar todos.

    O cerne da motivação parece ser a ideia de, pela primeira vez, ser possível contestar “Deus” e isso fica escancarado em várias falas: “A humanidade sempre buscou por um salvador” e “90% da população mundial acredita em um Poder Superior”. Mas quando esse poder se revela, os papeis se invertem e a humanidade se revolta, porque, mesmo sendo o Superman uma figura messiânica como um Salvador, ao contrário de Jesus, para quem o humilde salvo diz “eu me curvo a sua vontade”, para o Superman ela fala “curve-se à NOSSA vontade”.

    O velho paradoxo do deus-bom x deus-onipotente é transmitido de forma um pouco apressada por Lex pouco antes do confronto do título. Esse seria um argumento extremamente poderoso se tivesse sido desenvolvido um pouquinho mais.

    Nem vou entrar em detalhes sobre as lutas e tudo o mais pois eu parecia uma criança no cinema, batendo palmas quando a Mulher Maravilha apareceu e gritando Uhuuu pra cada frase que eu reconhecia de Graphic Novels como Cavaleiro das Trevas, O Longo Dia das Bruxas, All Stars Superman, etc…

    No mais, adorei o filme e aguardo ansioso pela versão estendida em julho! E que venha a Liga!!!

    Responder
    • André Dick

       /  6 de abril de 2016

      Prezado Fernando,

      agradeço por seu comentário sobre a crítica, mas principalmente pela visão que teve do filme, muito interessante. Todas as questões que aponta realmente se fecham com a narrativa, assim como no primeiro filme, embora eu considere que aqui Snyder teve um pouco mais de discrição ao abordar esses temas. É realmente possível estabelecer um paralelo denso a partir do que observa. E demorei a liberar sua mensagem porque gosto de ler todas com atenção.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  32. O que posso dizer, excelente crítica, não por ser positivo, mas por ter conteúdos é bem analisada de forma minuciosa diferente das outras críticas que seguem um padrão de julgamentos superficiais.
    Gosto muito dos filmes da Marvel com tom mais leve, mas também gostei muito desse novo tom mais sério é sombrio que a DC nos brindou, mas que ao mesmo tempo não deixa de divertir.
    Adorei o filme é pretendo assistir mais uma vez no cinema é no dia 28 que venha Guerra Civil diversão não faltara.
    André um abraço, tenha um bom dia.

    Responder
    • André Dick

       /  6 de abril de 2016

      Prezado Samuel,

      agradeço por suas palavras a respeito da crítica e, como você, gosto dos filmes da Marvel, mas, principalmente, desse tom que a DC emprega em suas produções. Revi ontem o terceiro episódio do Batman de Nolan e é um grande filme, melhor do que achei na primeira vez. O mesmo aconteceu com O homem de aço. E este Batman vs Superman é o que mais gostei em apenas uma sessão.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  33. Arthur Barreto

     /  5 de abril de 2016

    O melhor comentário que vi até agora sobre o filme, parabéns pelas palavras bem explicadas e de fácil entendimento para todos, falando com uma perfeição enorme sobre um dos melhore filmes de supere heróis que já assisti até o momento.

    Responder
    • André Dick

       /  7 de abril de 2016

      Prezado Arthur,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica deste que é, sem dúvida, o filme de super-heróis mais subestimado pela crítica, ao lado, não por acaso do mesmo diretor, Watchmen.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  34. ewerthon

     /  7 de abril de 2016

    Spoilers abaixo

    fiquei surpreendido com a crítica tão negativa, assisti o filme 2 vezes e sinceramente, n vi furos de roteiro como os críticos viram, acho que a quantidade de CG n eh nada diferente dos outros filmes de super herói, fora as poucas piadas estilo homem de ferro.
    sobre a história, gostei pra caramba, com exceção do lex luttor, irritante demais o jeito dele. achei espetacular a surra que o batman deu no superman e a forma com a mulher maravilha entrou na briga contra o doomsday.
    sinceramente, os críticos que esculacharam o filme pareceram ignorar as sequências que virão e que a DC não eh a Marvel, cada uma tem seu estilo próprio, a diferença eh que batman e superman são heróis mil vezes mais conhecidos que qualquer um dos vingadores.

    Responder
    • André Dick

       /  9 de abril de 2016

      Prezado Ewerthon,

      os críticos que só viram pontos negativos em Batman vs Superman são quase os mesmos que elegeram Mad Max como melhor filme do ano passado e um dos melhores da década até agora. O que falta a Miller em mesclar cenas de ação com emoção e personagens interessantes, a meu ver, sobra nesta obra de Snyder. Também não vejo excesso de CGI, assim como problemas graves no roteiro ou tampouco na montagem, como muitos indicaram.

      Um abraço,
      André

      Responder
  35. Gustavo Bianchi

     /  7 de abril de 2016

    Parabéns pela critica, isso sim é uma analise real do filme! Com certeza o melhor filme de super heróis já feito!!

    Responder
    • André Dick

       /  10 de abril de 2016

      Prezado Gustavo,

      agradeço por seu comentário sobre a crítica!

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  36. Aqui vai algumas dúvidas e observações sobre o filme
    [SE AINDA NÃO VIU, CONTÉM SPOILERS, NÃO LEIA]

    01) o filme começa onde termina MAN OF STEEL, até ai tudo bem, dá pra entender… Mas o que Bruce Wayne estaria fazendo em Metropolis exatamente no dia da batalha? Ele desce de um helicóptero, entra num carro e sai feito louco indo em direção daonde mesmo?? E quem é o cara que ele fala ao celular ?

    02) Superman salva Lois Lane no deserto pra quê mesmo? Seria uma armadilha do Lex pra fazer o que? Não entendi. Como Lex sabia que a Lois estaria lá?

    03) Na cena de perseguição do batmovel, tudo é destruido ou parcialmente detonado, exceto o: RASTREADOR DO BATMAN, que fica grudadinho na carcaça do caminhão, para localizar o alvo: a Lexcaverna.

    04) E falando em Lexcaverna, depois da explosão do capitólio, corta já para a cena da Lexcorp invadida pelo batman: PORQUE NÃO MOSTRARAM ISSO, POWWW. Cortaram a melhor parte: Batman invadindo a Lex Corp pra roubar a kryptonita. Será que filmaram e isso vai aparecer no Blu ray e nas cenas extras?

    05) Mas alguém me responda como Lex Luthor sequestra Martha Kent? Como ele descobre que o Superman é Clark, pra sequestrar a mãe dele? Em que momento do filme mostra isso?

    05.1) Como Lex tinha em seus computadores os arquivos dos Meta Humanos? Só tinha 4 lá: Mulher Maravilha, Cyborg, Flash e Aquaman. Superman não estava na lista. Então em nenhum momento do filme mostra como Lex descobriu a identidade do super.

    06) Alguns não entenderam a aparição do Flash e como ele pode voltar no tempo e alertar sobre decisões no futuro. Mas quem assistiu ” Justice League: The Flashpoint Paradox” sabe que isso pode acontecer. Eu só não entendi como o flash fez o Bruce Wayne sonhar, ou ver aquela realidade futurística !

    07) Não me lembro agora o nome, mas o nascimento do Cyborg é contada num desenho animado. E aquela caixa com pedrinhas saltitantes é da dimensão de Apokolips, onde “mora” nosso supervilão Darkseid.

    08) Achei fraco a aparição do aquaman, aliás todo mundo sabe que nosso herói de Atlântida é loiro, e não moreno! Assim como Perry Whyte (como o próprio nome diz) é branco, não negro.

    09) O Superman, ao inalar o gás de kryptonita lançado pelo batman, eu achei o tempo que ele fica tonto, fraco e quase inconsciente, muito breve. Ali tinha gás suficiente para deixá-lo desacordado mais tempo. Ou seja, ele se recuperou muito rápido. Já no segundo tiro ele fica tontão e já não aguenta a luta, mas depois logo passa o efeito. Que mágica é essa? Kryptonita do Paraguai?

    10) após a derrota do Super, Lois Lane chega de helicóptero na hora exata de impedir o golpe final. Afff ! Tinha que ser tão clichê? Ai quando ela fala que Martha também é o nome da mãe dele, o Batman fica meio lesado. E num passe de mágica, de inimigo vira amiguinho, e tcharam… vamos salvar a Martha! kkkkk

    11) Por que o resgate de Martha Kent é feito pelo batman e não pelo superman?

    12) Essa parte ficou sem sentido pra mim: Lois Lane arremessa o bastão de kryptonita dentro da água. Legal, até ai, ela queria sumir com aquilo… Corta pra cena do “nascimento” do Apocalipse, da luta, do míssel no espaço, da aparição da Mulher Maravilha, da batalha, enfim… e Lois ainda está na mansão. Beleza, ela ficou na mansão todo aquele tempo, nem saiu de lá!!! Ai, num dado momento, Lois avista a batalha entre a mini-liga e Apocalipse. Ai vem a pergunta: porque ela vai pegar o bastão de volta no fundo da água? Quem disse a ela que o bastão serviria pra alguma coisa? Ela nem sabia do monstro ainda!! Alguém entendeu?

    13) Superman foi intoxicado e cicatrizado, mas no espaço, recebe os poderes do sol amarelo e volta a ser o super de novo, fodão e poderosão! Só que quando Lois Lane está presa debaixo d´água (por causa justamente que foi recuperar o bastão pra quê mesmo?), Superman a salva e ainda vai buscar o bastão que ficou preso no fundo. Beleza, já ficou fracote de novo… ai já meio tonto eles se despedem, e num passe de mágica, aguentando até o último suorzinho, sai voando com a lança de kryptonita para matar o monstro. Cara, na boa, com aquilo na mão ele nem levantaria vôo, como ele teve força ainda pra esfaquear e golpear Apocalipse? Qualquer filme anterior do superman, a gente já sabe que a kryptonita é motivo sim, de inibição dos poderes do super.

    14) Porque Batman não marcou Lex Luthor com o batsinal de fogo,e sim golpeou a parede? Não entendi.

    15) o final do filme mostrando a terrinha subindo, me fez lembrar do final de INCEPTION “A ORIGEM”. Corta logo antes que percebam.

    16) Porque não teve cenas pós-crédito? Fiquei feito tonto no cinema esperando até a ultima letrinha subir e as luzes acenderem. Só a Marvel tem?

    Responder
    • André Dick

       /  16 de abril de 2016

      Prezado Tavares,

      sugiro que envie as perguntas a Chris Terrio e David S. Goyer.

      Um abraço,
      André

      Responder
  37. Não por ter gostado do filme,mas quem o entende sente o que o filme quer passar e suas relações,dentro do universo são muito bem mostradas.
    Parabéns pela ótima crítica,coerente e bem estruturada.

    Responder
    • André Dick

       /  10 de abril de 2016

      Prezado Francisco,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica. Considero o mesmo: as relações entre os personagens e a atmosfera tornam esta obra de Snyder numa referência.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  38. Marco Antônio dos Anjos

     /  9 de abril de 2016

    Prezado André Dick. Muito boa sua crítica, uma das melhores que li. Pareceu-me interessante o lance das Marthas porque a meu ver Batman trabalha com um sistema que só é eficaz se o assassino de seus pais for anônimo:ao perseguir os criminosos dia após dia é como se de uma maneira patológica ele buscasse inconscientemente impedir que seus pais sejam assassinados novamente. Mas como os pesadelos sempre voltam a jornada nunca termina.
    Esse a meu ver é o mais interessante aspecto, jogado pela janela em Batman Begins quando, visando desfazer a má impressão causada pelo Batman de Tim Burton tiraram Joe Chill do limbo da era de ouro. Sabendo quem é o assassino o desejo de impedir o assassínio se esvai e o roteiro busca completar isso com uma forma de vigilantismo boba disfarçada de altruísmo. Assim, impedir que “Martha” morra (note que ele não pronuncia o sobrenome) soa como uma formade redenção mais eficaz que no filme de Nolan.
    Por outro lado me parece um erro de mesma monta Henry não diferenciar seu Clark de seu superman.. Aliás afora a história emulada de Homem de aço diretamente dos filmes originais, fica aquela dúvida se conseguirão contar alguma outra história interessante com o Super. Eu ficarei no aguardo. Abração

    Responder
    • André Dick

       /  13 de abril de 2016

      Prezado Marcos,

      agradeço por seu comentário sobre a crítica feita! Gostei muito de seu ponto de vista sobre as características da vida de Bruce Wayne em relação ao acontecimento que transformou a sua infância. Ainda assim, eu gosto muito da resolução dada no filme de Burton, pois lida com a questão de que o herói foi criado pelo vilão e vice-versa. Acho esta uma das melhores saídas do filme de 89.

      Volte sempre!

      Grande abraço,
      André

      Responder
  39. Romildo

     /  9 de abril de 2016

    Bela matéria, realmente não sei o que aconteceu com a crítica de BvS, esse filme me lembra muito o Watchmen, muitos saíram do cinema criticando, sem entender aquelas roupas, aquele visual, e tudo super fiel aos quadrinhos, hoje Watchmen é considerado cult.

    Responder
    • André Dick

       /  11 de abril de 2016

      Prezado Romildo,

      agradeço por sua mensagem. O filme me lembrou do início ao fim de Watchmen, que considero um dos melhores da década passada, além de um dos mais subestimados. Espero que depois de algum tempo este filme também se torne um cult.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  40. Anônimo

     /  10 de abril de 2016

    Partilho de sua perspectiva, apesar de alguns problemas o filme alcança uma profundidade que não foi dimensionada pela maioria dos críticos.

    Responder
    • André Dick

       /  11 de abril de 2016

      Prezado,

      Nunca imaginei que um filme com tanta qualidade fosse ser perseguido pela maioria da crítica. Algumas vezes ela influencia bastante o público; foi o caso de Batman vs Superman.

      Um abraço,
      André

      Responder
  41. Gostei da crítica. Você viu a coisa de um jeito diferenciado.Viva a liberdade de percepção!

    Responder
  42. vc começou mostrando os prós e os contras mas depois parecia um comecial dizendo assista o filme,vou dizer minha opniao nao gostei em parte por que a parte do super como heroi dramatico e sinistro nao funciona,alem do mais ele é um pessimo clark kent,alem do mais os caras querem fazer um filme sombrio pra agradar um bando de nerds haters que so gostam de coisa chata e depois querem vender bonequinhos mochilas e tudo mais para crianças com o logo deles,a diferença da dc e da marvel é que a dc faz para um publico especifico e a marvel faz para todo mundo,eu nao gostei desse filme desde os trailers sombrio demais,podia ter uma pouco da tecnica do tim burton que até hoje fez o melhor batman pra mim e o filme nao era tao escuro,quanto ao lado desse batman x super foi o afleck que foi um bom batman nesse ponto gostei,agora a mulher maravilha com roupa marron e magrela e o aquamen com a roupa parecendo o posseidom foi horrivel pra mim nunca li quadrinhos entao minhas referencias da dc eram os desenhos da liga,super amigos os antigos desenhos do batman e os filmes do tim burton,pra mim mudar a roupa de todo mundo ja começaram errando a minha critica nada tem a ver com os criticos e sim com o fato de desde os trailers eu nao gostei

    Responder
    • André Dick

       /  10 de abril de 2016

      Como perguntei a um leitor há poucos dias, haveria alguma propaganda da Warner Bros nesta página? Se não concorda com a crítica é outra coisa. O filme, a meu ver, é ótimo, independente de ser visto por meia dúzia de pessoas ou por milhares. Se a DC faz filmes para públicos definidos mais do que a Marvel, se vão fazer bonequinhos e mochilas ou não, também não é o ponto: o que importa aqui é a qualidade cinematográfica, e Batman vs Superman a possui. Sou admirador dos filmes de Tim Burton e acho que eles são muito mais soturnos do que qualquer um de Nolan ou do que Snyder apresenta aqui. Aliás, o estilo de Snyder é mais próximo do de Burton (mais fantasioso) do que de Nolan. Os personagens do Pinguim e da Mulher Gato em Batman – O retorno são muito mais soturnos do que qualquer tema evocado neste Batman vs Superman. E, em termos de atmosfera, os dois filmes de Burton se passam praticamente à noite.

      Responder
  43. Gostei muito da crítica, parabéns. Nem todo filme de herói é padrão Disney e Snider nos trouxe um filme de autor. Saí satisfeito do cinema.

    Responder
    • André Dick

       /  13 de abril de 2016

      Prezado,

      agradeço por seu comentário! O mais interessante do trabalho de Snyder é justamente esta diferença em relação aos heróis da Marvel/Disney. Mostra que há uma variedade no enfoque de um tema.

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  44. MARCIA DE OLIVEIRA DA SILVA

     /  10 de abril de 2016

    Gostei muito da crítica, apontou os erros e os acertos do filme, criou uma crítica construtiva e inteligente da história contada e o melhor: sua crítica não teve comparaçoes com outros filmes de super heróis.
    Gostei do filme e fiquei feliz de ler uma crítica tão boa!

    Responder
    • André Dick

       /  13 de abril de 2016

      Prezada Marcia,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica!

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  45. Henrique

     /  12 de abril de 2016

    Cara, em meio a tanto ódio, enfim eu li uma crítica de VERDADE. Apresentou todos os pontos , analisou de forma coerente o filme. Mesmo se Você não tivesse gostado e feito uma crítica neste nível, ainda ia gostar.Nota 10, show de bola.

    Responder
    • André Dick

       /  16 de abril de 2016

      Prezado Henrique,

      agradeço realmente por seu comentário generoso sobre a crítica feita. É lamentável que o filme tenha passado por tanta recepção negativa. Como outros grandes filmes injustiçados, imagino que ele se tornará um cult.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  46. Carlos

     /  15 de abril de 2016

    Olá, achei o filme decente e ele me deixou empolgado para A Liga da Justiça.

    Também gostei do Lex, mas não achei as motivações dele muito claras. O que você pensa do personagem?

    Responder
    • André Dick

       /  16 de abril de 2016

      Spoilers abaixo

      Prezado Carlos,

      espero que A liga da justiça seja também um grande filme. Em relação a Lex Luthor, eu até entendo as críticas aos motivos dele. No entanto, acredito que aquilo que aproxima Batman e Superman é a figura da mãe, embora ambos estejam ligados também ao pai. Lex só menciona seu pai, de forma negativa. A meu ver, ele quer recriar a figura do pai no monstro criado a partir de Zod para aniquilar com dois personagens ligados à figura materna. É uma luta psicológica. Acho a atuação de Einsenberg muito boa. Ele acrescenta um nervosismo ausente em Gene Hackman, embora este tenha uma atuação mais sólida.

      Um abraço,
      André

      Responder
  47. “De certa forma, o trabalho de um critico é fácil. Nos arriscamos pouco e temos prazer em avaliar com superioridade os que nos submetem seu trabalho e reputação.
    Ganhamos fama com criticas negativas que são divertidas de escrever e ler. Mas a dura realidade que nós, críticos, devemos encarar, é que no quadro geral, a mais simples porcaria talvez seja mais significativa do que a nossa critica.
    Mas, há vezes em que um crítico arrisca de fato alguma coisa, como quando descobre e defende uma novidade. O mundo costuma ser hostil aos novos talentos, as novas criações. O novo precisa ser incentivado…”

    Anton Ego – Trecho da crítica final – Animação Ratatouille

    Responder
  48. Diogo

     /  16 de abril de 2016

    Otima critica, apenas se confundiu no inicio. Bruce anda de caminhonete em meio a destruicao em Metropolis não em Gotham. Mas fora isso, critica perfeita.

    Responder
    • André Dick

       /  16 de abril de 2016

      Prezado Diogo,

      agradeço por seu comentário sobre a crítica e pela correção (já arrumei no texto).

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  49. Antes de mais nada, ótima resenha, parabéns.

    Em minha opinião, como leitor de quadrinhos “veterano”, este foi um ótimo filme. Não é perfeito, mas nem por isso deixa de ter muitos méritos.

    Apesar do título (mal escolhido em minha opinião), a essência do filme não está no combate de Batman e Superman; o confronto entre os heróis ocupa pouco tempo do filme. Disto, vem a crítica de que o filme “não cumpre o que se propõe a fazer”. Contudo, a exploração do confronto nos trailers e no próprio título foi apenas uma estratégia de marketing ruim que tentou angariar mais espectadores fazendo uma analogia ao clássico de Frank Miller.

    A essência deste filme está em algo muito melhor, mais profundo e produtivo do que um simples confronto entre os dois heróis; está em questionamentos interessantes como: Durante toda a história da humanidade, as pessoas têm buscado o Divino como fonte de orientação e proteção. Mas quando um ser super poderoso realmente surge, proposto a ajudar a todos aqueles que precisam, como as pessoas reagiriam? Se uma pessoa de imensos poderes age movida por um altruísmo que há muito não se vê no mundo, por que muitas pessoas se voltam contra ela, acreditando facilmente em qualquer tipo de engodo feito para desacreditar este herói? Como o medo pode fazer bons homens deturparem seus rígidos códigos de honra? Ainda é possível ser bom em um mundo cínico como o nosso? Estes questionamentos são a essência do filme, e neste quesito, o filme cumpre muito bem o que se propõe a fazer.

    Batman, Superman e Mulher-Maravilha estão bem caracterizados diante do contexto do filme, que mostra heróis bastante marcados pelo mundo que lutaram para proteger. A relação entre Superman e Lois Lane é extremamente bem desenvolvida, e mesmo com motivações questionáveis, a busca de Batman por neutralizar Superman também pode ser entendida levando-se em conta os questionamentos feitos acima.

    Algo muito importante a se lembrar também é que este não é um filme de heróis da Marvel, em que vemos piadas a cada dois minutos e em que ser herói é algo legal, divertido e popular. Aqui, ser herói é tratado como um fardo, uma responsabilidade imensa: Você nunca agradará a todos, as pessoas que salvou hoje podem estar o criticando massivamente sem motivo no dia seguinte e há grande chance das pessoas que mais ama acabarem longe de você por conta de sua decisão em lutar pelo bem maior. Mesmo não tendo nada contra filmes mais leves de heróis, acho esta abordagem mais séria muito mais apropriada.

    O que achei mais notável foi que Superman e Batman, após um confronto forçado e pesado, encontraram um no outro a motivação para se erguerem e voltar a ser o que sempre foram: Grandes homens, que independente das cicatrizes e fardos que carreguem, fazem aquilo que é certo, da melhor forma que podem.

    Uma explicação muito boa disto pode ser encontrada aqui: https://www.facebook.com/DCBRCLUB/videos/760172677416191/

    Responder
    • André Dick

       /  19 de abril de 2016

      Prezado Odin,

      agradeço por seu comentário. Gostei muito de sua interpretação sobre o filme e acredito, de fato, que ele traga todos esses detalhes que você aborda, nas figuras que Batman e Superman representam e suas ambiguidades. Pela narrativa, não sabemos se Batman está fugindo ao seu código ou se está apenas com receio de que a humanidade seja vítima dos inimigos que Superman traria. Do mesmo modo, Superman não aparece como alguém que está certo do que está fazendo, o que cria outras facetas para o personagem. Acho que Snyder se saiu muito bem ao mostrar a dualidade de cada um.

      Um abraço,
      André

      Responder
  50. Acredito que a recepção negativa seja pelo fato de o público (e a crítica) estarem “viciados” em heróis no estilo Marvel, e Snyder claramente quis passar outro tipo de percepção quanto aos seres “extraordinários” conseguindo dar um toque humano até ao extraterrestre kriptoniano, concordando com sua crítica digo que o filme é um dos melhores do gênero.

    Responder
    • André Dick

       /  19 de abril de 2016

      Prezado Luiz,

      agradeço por seu comentário. Não entendo por que a crítica teve esse posicionamento em relação ao filme. Talvez porque esteja acostumada com a vertente da Marvel, que tem qualidades, mas que não aponta todos os caminhos para o gênero. O mais provável, no entanto, é a aversão por Snyder, como já havia acontecido em Watchmen, principalmente. Seu estilo é confundido com o de Michael Bay e não enxergam a simbologia que ele traz para os personagens, muito densa, especificamente neste filme.

      Um abraço,
      André

      Responder
  51. O filme tem furos de roteiro, o que faz o filme ser imperfeito, mas a obra de arte é imperfeita, então este filme é uma obra de arte e é excelente!! Adorei a crítica🙂

    Responder
    • André Dick

       /  27 de abril de 2016

      Prezado Arthur,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica. Apesar do preconceito em relação a filmes de super-heróis, eu diria que este filme de Snyder é uma obra de arte como o Superman de Donner e o Batman de Burton e Nolan.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  52. Luciano Perim Almeida

     /  30 de abril de 2016

    Boa noite André. Primeira vez que leio uma crítica sua. Ainda não vi o filme, tenho muita vontade de vê-lo. Desconfio muito dessa crítica manada que gosta de destruir, matar o filme ainda na estréia. Fui ver o novo Star Wars tão aclamado pela crítica e o achei uma bela de uma porcaria. Um filme sem originalidade nenhuma, um reboot do episódio IV. Uma vergonha aquela nova Estrela da Morte e a destruição da República. No entanto, o filme foi elogiadíssimo. Fica difícil de acreditar que não haja um preconceito ou má intenção em relação ao novo filme de heróis da DC. .

    Continue firme na sua imparcialidade e coerência.

    Deus te abençoe.

    Responder
    • André Dick

       /  2 de maio de 2016

      Prezado Luciano,

      agradeço por seu comentário e espero que possa assistir a Batman vs Superman. Realmente, a crítica foi muito generosa com o novo Star Wars: embora eu o considere um blockbuster competente e de ritmo adequado, Abrams não teve a mesma liberdade criativa que apresenta em Star Trek e se apegou demais ao formato clássico. É seu filme, a meu ver, mais impessoal, apesar de ter muitas de suas características. Quanto às críticas que desmereceram o filme de Snyder, poucas vezes vi algo parecido, alimentando uma rivalidade entre Marvel e DC Comics que pouco interessa. Falam de um ótimo filme como se fosse um exemplo de não fazer cinema: fica, então, o exemplo de como não fazer crítica.

      Obrigado por suas palavras e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  53. fredmorsan

     /  1 de maio de 2016

    Prezado André,

    Parabéns mais uma vez pela sua crítica! Deixa só eu te perguntar uma coisa (com spoilers): você achou que a cena onde o Batman iria matar o Superman e este fala o nome “Martha” e o restante do desenvolvimento da cena é ruim/mal conduzida?

    Com relação à baixa receptividade do filme, acredito que as pessoas hoje em dia querem materiais que sejam facilmente digestivos, sem muito esforço (cinema pipoca). Filmes como esse, que usam muito de símbolos e imagens, tendem a afastar o público justamente porque requer deste um esforço maior. Ainda mais em filmes que se espera o formato padrão de um blockbuster.

    Abraços!

    P.S.: Você vai escrever sobre Capitão América: Guerra Civil? Queria ler a sua opinião sobre o filme.

    Responder
    • André Dick

       /  2 de maio de 2016

      Prezado Fred,

      agradeço novamente por seu comentário. Acredito que esta sequência a que se refere é muito bem feita, desenhando um arco entre os personagens que soa até imprevisível, embora a partir daí a trama fique um pouco rápida demais, o que, espero, se resolva na versão estendida.Concordo com o fato de que este filme possui símbolos e imagens pouco usuais em blockbusters. E os personagens são complexos, apesar de a trama parecer simples.

      Quanto ao novo Capitão América, ainda não o assisti. Das franquias da Marvel, o personagem possui os filmes de que menos gosto, mas espero que este novo surpreenda.

      Um abraço!
      André

      Responder
  54. Lucian Solo

     /  10 de maio de 2016

    Uma das mais sensatas críticas que já li. “Dawn of Justice” está carregado de alegorias e simbolismos, exatamente como o Universo DC. O filme traz uma história totalmente original, embora traga elementos de HQs consagradas como “Caveiro das Trevas”, “Morte em Família”, “Superman – Paz na Terra”, “A Morte de Superman”, “Reino do Amanhã” e até “Crise nas Infinitas Terras” bem como de games bem sucedidos como “Batman – Arkham Asylum” e “Injustice – Gods Among Us”, compondo uma obra extremamente complexa e profunda. Já assisti ao filme sete vezes, com a mesma empolgação, e fico muito satisfeito ao perceber coisas novas a cada vez que assisto. Da mesma forma que em “O Homem de Aço”, esse é o tipo de filme que passo a gostar mais a cada vez que assisto.
    Só uma correção: o filme que está passando na cena das morte dos Wayne é de fato “A Marca do Zorro”; o letreiro lateral onde aparece o nome do filme “Excalibur” está com os dizeres “starts WED” (estréia Quarta-feira). Enquanto o cartaz na parede do cinema onde aparece o “Marca do Zorro” está escrito “Now showing” (em exibição); eu só percebi isso na 3ª vez que assisti; por causa do ângulo de enquadramento lateral da cena, realmente pareceu a princípio que eles estavam saindo de uma sessão de “Excalibur”.
    Nessa imagem do set, dá pra ver melhor: http://www.joblo.com/newsimages1/bvs-waynes-death-shot-fbpic.jpg

    Mais uma vez, parabéns pela ótima crítica!

    Responder
    • André Dick

       /  11 de maio de 2016

      Prezado Lucian,

      agradeço por seu comentário sobre o filme e sobre a crítica. Certamente não sou conhecedor como você dos quadrinhos e dos games de Batman, mas, conhecendo alguns, acredito que Snyder conseguiu sintetizar com grande eficácia essas influências no roteiro de Terrio e Goyer por meio de imagens realmente fascinantes. Infelizmente, ainda não pude rever o filme, mas foi uma das obras mais marcantes que vi até agora este ano. Em relação a O homem de aço, também considero que ele melhora numa nova visualização: tive algumas reservas que me convenceram quando o assisti novamente. Agradeço por chamar a atenção para este detalhe e pela imagem. A mensagem subliminar parece mais forte: influenciado pela figura do mascarado, mas prestes a se tornar, como o filme anunciado, numa espécie de Rei Arthur. Snyder não entrega as mensagens de forma óbvia, como fez em Sucker Punch, por exemplo. Desse modo, lamento que seja visto como um burocrata de estúdio, pois acredito que, como Peter Jackson dominava a obra de Tolkien, ele conhece muito os personagens com que lida, e fico com expectativa de assistir aos dois A liga da justiça.

      Agradeço novamente e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  55. J Christopher

     /  12 de maio de 2016

    Análise muito bem fundamentada. Muita coerência em suas colocações. Meus sinceros cumprimentos por sua capacidade perceptiva.

    Realmente, estamos presenciando um momento de grande “emburrecimento” público, que pouco se predispõe a analisar as coisas e muito se prontifica – convenientemente – a apenas “seguir a manada”. O efeito manada foi tremendo com o advento desse filme.

    Muito bom ter o privilégio de ler seu texto. Parabéns, André.

    Responder
    • André Dick

       /  13 de maio de 2016

      Prezado J Cristopher,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica. Infelizmente, a crítica em geral contribuiu para criar a recepção de Batman vs Superman. Cada vez mais, filmes sem valor enaltecidos pela crítica se tornam inatacáveis também para grande parte do público, e filmes excelentes destruídos pela crítica também recebem reprovação do espectador. A opinião pessoal não pode ser substituída pela média do Rotten Tomatoes. Gostando-se ou não do filme, uma coisa me parece evidente: a perseguição ao filme é a perseguição a Zack Snyder. O que é lamentável.

      Obrigado novamente e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  56. Eri

     /  4 de junho de 2016

    Sério que compararam “Batman vs Superman” com “Watchmen”? O primeiro é muito, muito inferior ao último em enredo, criatividade e ritmo. Watchmen foi o melhor filme de HQs que eu já assisti. A atuação de Jesse Eisenberg foi deprimente e muito distante do Lex Luthor dos quadrinhos e dos desenhos. A atuação dos demais atores foi boa e os efeitos visuais também. No entanto não foram suficientes para salvar o péssimo roteiro, o ritmo e a previsibilidade da narrativa.

    Responder
    • André Dick

       /  4 de junho de 2016

      Vamos parar de fazer a comparação como uma espécie de homenagem e reverência a você, suprema referência em quadrinhos e suas adaptações para o cinema. Por favor, ninguém mais ouse fazer essa comparação. Obrigado!

      Responder
  57. Meus parabéns pela critica. Confesso que antes de ver o filme eu fiquei balançado em ver o filme, pois as criticas estavam muito ruins. Porém depois de ver o filme, chego a conclusão que a sua critica foi a que melhor represente o filme. Considero um filme excelente, fiel a hq e que foi um filme que me prendeu mais o foco do que os da marvel.

    Responder
    • André Dick

       /  6 de julho de 2016

      Prezado Rodrigo,

      agradeço pela generosidade a respeito da crítica! Grande parte do público, imagino, ficou desconfiado depois das críticas, o que refletiu nas bilheterias. Uma propaganda, a meu ver, enganosa. Fico feliz que também tenha gostado!

      Volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder

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