Prometheus (2012)

Por André Dick

Durante alguns anos, depois do sucesso de público e crítica de Os duelistas, Alien e Blade Runner – o terceiro de forma tardia –, Ridley Scott tentou encontrar um novo rumo para sua carreira. Nos anos 80, depois de Blade Runner, realizou filmes que prometiam, mas acabavam se perdendo no visual de videoclipe, como A lenda (ainda assim, uma obra diferenciada), Perigo na noite e Chuva negra. Com a retomada do sucesso em Thelma & Louise – um filme superestimado, de qualquer forma –, engatou uma sequência de filmes recebidos com mais expectativa, mas igualmente não bons, como 1492 e Até o limite da honra, até chegar ao subestimado Gladiador, um dos melhores filmes já realizados sobre a Roma Antiga (que lhe deu o Oscar de melhor filme). Depois de fazer Falcão negro em perigo, com cenas de ação muito bem feitas,  Hannibal (a sequência desagradável de O silêncio dos inocentes), Os vigaristas (mistura entre drama e comédia com Nicolas Cage), encadeou uma espécie de remake de Gladiador, o grandioso Cruzada, e alguns filmes com Russell Crowe: Um bom ano, O gângster, Rede de mentiras e Robin Hood – dos quais os dois primeiros se destacam. Até chegar a este Prometheus, anunciado como um prólogo (ou, como se adotou falar, prequela) de Alien – O 8º passageiro. Este filme, apesar de revolucionário e ter influenciado dezenas de filmes em seguida, surgiu da impossibilidade do roteirista Dan O’Bannon terminar um roteiro para a versão cinematográfica de Duna (que seria também filmado por Ridley Scott e acabou sendo feito por David Lynch), e se consagrou pelo visual diferenciado, pela revelação de Sigourney Weaver e pela inusitada mistura entre ficção científica e terror. Fez tanto sucesso que deu origem a uma franquia – na qual o melhor, a meu ver, era Aliens – O resgate. O que fez Ridley Scott voltar-se a essa ideia novamente talvez tenha a ver com o fato de James Cameron ter feito o universo de Avatar – ter se apropriado de seu Alien original para fazer Aliens  e estar envolvido na origem desta obra.
O fato é que Prometheus é uma das melhores ficções científicas já feitas e se equivale não apenas ao Alien original – embora sua maneira de apresentar a história seja muito diferente –, como a Aliens – O resgate. Scott se recupera de forma notável de filmes anteriores, o que faz imaginar que ele é um diretor que renderia mais num universo fantástico do que num universo histórico (apesar de Gladiador). Ele não tem nenhuma preocupação de exatamente fazer a história se adaptar ao que vem depois, mas sua premissa é mais instigante (daqui em diante, podem haver spoilers indesejáveis). Um casal de pesquisadores, Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green), descobre imagens parecidas em alguns lugares pelo mundo, em paredes e cavernas, que parecem indicar um convite de outra civilização, talvez a que traga nossa origem. No início, eles dormem, a bordo da Prometheus – que segue viagem para descobrir a origem dos sinais, e remete ao personagem mitológico que, por ter roubado o fogo dos deuses, foi condenado a um castigo eterno –, sob o comando ao mesmo tempo frio e passivo de Meredith Vickers (Charlize Theron, numa atuação mais consistente do que aquela que apresenta em Branca de Neve e o caçador), enquanto o androide David (Michael Fassbender, fazendo encaixar sua habitual frieza num trunfo de interpretação), que lembra imediatamente David Bowman, de 2001, vê os sonhos de Elizabeth, identificando sua religiosidade, mas tem o intuito de imitar os movimentos de Peter O’Toole, de Lawrence da Arábia, seja no modo de agir (inclusive suas falas), seja no corte de cabelo. Para seu antigo chefe, Peter Weyland (Guy Pearce, irreconhecível), dono da Companhia Weyland, que financia a viagem – rumo à descoberta de nossa criação, e daí a espaçonave não ser de guerrilha, e sim científica –, ele não tem alma, mas talvez a alma de Prometheus seja ele. É, afinal, o personagem que faz, de certo modo, com que tudo aconteça. A ironia e o sarcasmo de Charlie em relação a David é um primor de agressividade humana, tornando-a tão ligeira quanto um jogo de sinuca, ao que se responde com novas doses de vingança. O cientista quer, afinal, brincar de Deus, mas este, também por meio de David, criado pelos humanos (apesar do menosprezo de Charlie), não está satisfeito em querer retribuir.
O que impressiona, em Prometheus, é que situações já vistas em outros filmes da série – como os personagens entrarem em lugares inóspitos – adquirem uma nova dimensão, também apoiadas na direção de arte impressionante de Alex Cameron (baseando-se nos originais de H.R. Giger) e no realismo da espaçonave e dos figurinos (a recuperação dos tripulantes depois da viagem é a mais realista de todos os filmes da série). Ridley Scott parece voltar aos bons tempos de Blade Runner, e os cenários adquirem uma dimensão real. Scott está interessado em comparar os seres que habitam a espaçonave a compartimentos do qual podem ou não sair vivos e de sua religiosidade. Elizabeth carrega uma corrente com cruxifixo, e há uma questão pessoal que não se resolve com o cientificismo, mas ela acredita. Se isso seria demais óbvio a ser discutido, o importante é que não o foi – e, nesse sentido, o roteiro de  Damon Lindelof, um dos que criaram Lost (cuja primeira temporada é especialmente antológica), não é óbvio.

Se a tomada inicial lembra 2001 – Uma odisseia no espaço, seguida por uma cachoeira impressionante, que evoca A árvore da vida, de Terrence Malik, e a busca pela origem lembra aquela de Bowman atrás do monolito negro, Scott está interessado em focalizar o que pode gerar uma monstruosidade capaz de nos destruir. Se os humanos têm a ver com isso, por que não levá-los a uma lua distante (LV-223, um vizinho do LV-426, de Alien e Aliens – O resgate), a fim de que se justifiquem? O androide David é um parente próximo não apenas dos androides dos dois primeiros da série (Ian Holm e Lance Henriksen), mas de Roy Batty, feito por Rutger Hauer, em Blade Runner, à procura de uma explicação divina para a existência, ao mesmo tempo que parece se afastar dela ou mesmo colocá-la em dúvida. Será, afinal, que ele deseja conservar a vida eterna de seu pai? É este pai, o dono da corporação, que lembra Tyrell, o criador dos replicantes de Blade Runner. Pois os deuses – e os homens que se movem para descoberta –, aqui, são colocados em dúvida – mas aparecem a cada instante, na forma de conflitos e tentativa de persuadir o outro a caminhar rumo ao abismo. David é quem dá uma espécie de consistência existencial a Prometheus, e as partes de que participa são as melhores, seja no início, inspecionando os sonhos de Elizabeth, seja quando anda de bicicleta jogando basquete ou caminha de chinelo num ambiente asséptico – o que remete, novamente, ao David Bowman de 2001. Quando coloca um uniforme com capacete, logo é perguntado por que faz aquilo, já que é um androide. Ele responde que é porque foi feito para que não fosse diferenciado dos seres humanos. Ou seja, há uma espécie de consciência para David, disfarçada de desumanidade, e todas as suas ações são completamente mecânicas e calculadas. Ele se difere dos androides feitos por Holm e Henriksen nos dois primeiros filmes da série, pois se aproxima muito mais do homem – e se visualiza que aqueles foram criados como versões avançadas deste – em suas ações inexplicáveis e indefinidas mesmo por quem está, digamos, “acima” dele em hierarquia.
Quando ele infecta o marido de Elizabeth, Charlie, e este tem relações sexuais com ela, parece que sabe estar criando uma nova forma de vida – é isto que entendemos –, colocando-se numa posição de criador. Ainda mais porque deve saber – embora o filme não esclareça – que ela não pode engravidar e, se aparece esperando um ser, é porque há algo de estranho. Do mesmo modo, quando, na câmara da nave alienígena, diante de um holograma gigante, segura o globo terrestre, como se dependesse dele a sobrevivência da humanidade (um sonho que não seria dispensado pelo Roy Batty de Blade Runner). A personagem de Elizabeth, correspondente direta dessa insegurança de David, é bastante próxima da Ellen Ripley de Sigourney Weaver, embora considere que Noomi Rapace não tenha uma primeira hora de filme interessante, fazendo com que seu personagem cresça depois, como o de Sigourney, uma presença magnética desde o primeiro Alien. Mas é fato é que Elizabeth/Ellen tem um parentesco no sofrimento, o qual Scott pretende apresentar. A cena em que ela faz a própria cirurgia, além de impressionante, mostra o paradoxo entre tecnologia e humanidade, sobretudo quando ela sai pela espaçonave tateando as paredes, combalida e com sangue por todo o corpo, contrastando com a brancura e a limpidez do ambiente.
Há muitas cenas que não são esclarecidas porque o filme se presta a ser o primeiro novamente de uma série. Então, os chamados “engenheiros” do universo, com os quais se tenta contato, continuam misteriosos – ainda mais se levarmos em conta o início (numa das cenas mais bem feitas de Prometheus). Não sabemos o que seria, por exemplo, a gosma escura da câmara dos alienígenas. Seria um elemento de criação de novos seres ou o início da destruição e da punição – como cabia ao personagem grego mitológico que dá nome ao filme? Viajar para um lugar longínquo, em busca da explicação, não seria o contrário do encontro com a criação que imaginamos? Para Scott, esses pretensos deuses de Prometheus também querem punir a humanidade, mas não se sabe o motivo. E o personagem do androide, David, volta a colocar em dúvida qualquer resposta, pois não há dúvida de que ele não gostaria que existisse uma força superior, pois, antes de tudo, deseja participar da criação.
Embora não seja possível revelar todos os detalhes, mas o certo é que a ligação entre Elizabeth,  Charlie, David e a comandante da espaçonave com outro personagem – para o qual se guarda uma surpresa –  é muito interessante, colocando-se a questão, presente em todo o filme, de criador e criado, disponibilidade ou não para aceitar os passos de quem nos guia. Ou seja, alguns personagens se ressentem de seus criadores, outros não querem saber deles. Claro que Scott derrapa em alguns momentos, pois a trama está ligada consistentemente à ação, o que faz com que algumas partes destoem do restante, mas na maior parte do tempo mostra por que é um dos maiores cineastas da atualidade. Por isso, Prometheus é uma ficção científica de grande consistência, que merece ser vista com o melhor olhar possível. E não se deve esquecer que Blade Runner, em sua estreia, despertou mais aversão do que admiração – hoje, falarmos que ele é um clássico parece simples – e Prometheus, mesmo com falhas no roteiro (permitidas em uma ficção científica), se alça a um patamar de filme a ser ainda explorado e reconhecido.

Prometheus, EUA, 2012 Diretor: Ridley Scott Elenco: Charlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Patrick Wilson, Idris Elba, Guy Pearce, Rafe Spall, Logan Marshall-Green, Kate Dickie, Sean Harris, Emun Elliott, Vladimir “Furdo” Furdik Roteiro: John Spaihts e Damon Lindelof Produção: David Giler, Walter Hill, Ridley Scott, Tony Scott Fotografia: Dariusz Wolski Trilha sonora: Marc Streitenfeld Duração: 126 min. Estúdio: Dune Entertainment / Scott Free Productions / Brandywine Productions Estúdio: Fox Film.

Cotação 4 estrelas e meia

 

Série Alien (1979, 1986, 1992, 1997)

Por André Dick

Dirigido por Ridley Scott – que vinha de Os duelistas (1977) – Alien – o 8º passageiro marcou o final dos anos 1970 como uma das ficções científicas mais originais até então feitas, com elementos de terror e visual, em parte, de videoclipe, pois o diretor combina com este universo. Nesse sentido, o filme tem excelentes achados, a revelação de Sigourney Weaver, como Ellen Ripley, o desenho de produção raríssimo (de H.R. Giger) e bons efeitos especiais, que ganharam o Oscar. O problema, em certa parte, está no roteiro (não que o das continuações seja excelente, mas aqui parece haver uma previsibilidade): todos os personagens parecem morrer facilmente demais, por causa de uma criatura que fica grudada no capacete de um dos tripulantes de um cargueiro de  minério espacial, depois de ele descer num planeta estranho. Seu sucesso se deve a cenas de terror (como o monstro saindo da pessoa que torna hospedeira) e ao monstro, que realmente assusta.  Além disso, o elenco coadjuvante (com John Hurt, Ian Holm e Harry Dean Stanton) é de muita qualidade. Em Prometheus, a ser lançado ainda este mês, apesar de isso não ser exposto de maneira excessiva, Scott faz um prólogo dessa história.
Ficção científica de James Cameron com mais sustos do que sua primeira parte, Aliens – O resgate traz de volta Ripley, que passa mais de meio século no espaço sideral, navegando, e é recolhida e tratada, inclusive para seus pesadelos com o alienígena que matou todos os tripulantes de sua espaçonave. No entanto, o planeta de origem da criatura, nesse meio tempo entre o primeiro e o segundo filme, foi colonizado e teve seu sinal interrompido. É motivo, então, para ela voltar lá com vários fuzileiros navais, a fim de ver o que aconteceu com os moradores, e para James Cameron revelar todo seu talento com efeitos especiais e direção de arte elaborada e assustadora (o que vemos em Avatar, por exemplo), construída nos estúdios Pinewood, da Inglaterra. Ripley perdeu sua filha e encontra numa das sobreviventes do planeta, Newt (Carrie Henn) uma filha adotiva. Isso até o momento em que precisar enfrentar a mãe de todos os aliens que infestaram a estação do planeta. Os fuzileiros são caricatos (há uma durona, por exemplo, e um valente que, no primeiro ataque dos monstros, quer fugir), sempre coordenados por um burocrata, no entanto isso não incomoda, pois Cameron quer mostrar mesmo o estilo grosseiro e cômico deles. Um deles é valente, mas depois do ataque dos aliens se torna medroso (Bill Paxton), fazendo um contraponto com o general de Avatar. Na verdade, Cameron enfoca o sentido materno de Ripley, que não aparecia no primeiro, pois não sabíamos que ela já tinha uma filha. E a maneira como ele entrelaça a perda com o encontro de Newt é muito bem delineado. Por muitos considerado melhor do que original, parece-me que é um filme mais completo, no sentido de que cria uma atmosfera de maior suspense ainda – levando em conta que já não temos a surpresa do original. Como diversão, Aliens – O resgate é uma das maiores da década de 1980.
Por sua vez, Alien 3 é dirigido pelo talentoso estreante David Fincher (que faria depois, entre outros, Seven, O curioso caso de Benjamin Button e A rede social), que havia feito até então clipes de Madonna, Billy Idol, entre outros. Ele pode ter salvo uma ficção científica com muitos problemas de produção (estouro de orçamento, abandono de dois diretores – Vincent Ward e Renny Harlin –, muitos roteiros, reclamações de Sigourney, que não queria voltar à série). No papel da tenente Ellen Ripley, Sigourney transforma-se, aqui, numa espécie de fuzileira naval, de cabeça raspada, roupa maltrapilha e cara cheia de machucados. Ela volta a enfrentar um alien, muito mais veloz, num planeta-prisão, habitado por homens que seguem uma religião medieval e foram aprisionados ali por serem loucos ou psicopatas. O diretor soube criar uma atmosfera vazia e com clima claustrofóbico, tal como o primeiro da trilogia, mas com o suspense do segundo. Para isso, contou com a colaboração do desenhista de produção Norman Reynolds e do criador dos aliens, o suíço H.R. Giger. A ação parece se localizar justamente na Idade Média, mesmo sabendo que estamos no futuro. O fator que diferencia este Alien dos outros é a temática existencial, assinada por Vincent Ward (diretor de Navigator). Os personagens nunca agem de maneira previsível, principalmente, sobretudo os de Dance (o médico) e Dutton (o braço direito do líder da religião) e, claro, de Sigourney, emprestando um lado verossímil a um personagem que combate um monstro quase sem armas – ao contrário do segundo filme, ou seja, aproximando-se mais do original. Tem muita ação, muitos movimentos de câmera (para mostrar as perseguições), excelente maquiagem, uma boa dose de humor e apenas um problema: a curta duração. Considerado inferior aos demais, me parece quase tão bom quanto o segundo.

No entanto, a continuação da série foi muito fraca: Alien – A ressurreição. Além de trazer de volta a tenente Ellen Ripley, interpretada por Sigourney Weaver, os produtores da Fox chamaram o francês  Jean-Pierre Jeunet para o cargo de diretor do novo Alien.
Se ele era elogiado por Delicatessen e Ladrão de sonhos, requintes de apuro visual – exigência para ser diretor da série, a julgar por Scott, Cameron e Fincher –, e viria a dirigir a obra-prima O fabuloso destino de Amélie Poulain, em sua estreia de Hollywood não se deu bem. Quase nada se salva. Fora os efeitos especiais, mais profissionais, e dos cenários fantásticos, superiores a qualquer ficção científica atual, Alien – a ressurreição é totalmente dispensável. A história é apenas motivo para mostrar um festival de mortes e violência com bastante exagero. Carrega demais na atmosfera, um híbrido entre gosma e pesadelo, exibindo monstros estraçalhando humanos – o que se via apenas de forma discreta, sobretudo no terceiro e, infelizmente, não o último capítulo –, seres mutantes (que rende uma das cenas mais asquerosas do filme), uma nova rainha alien, que dá a luz a um rebento demoníaco, além de uma porção de cenas sem nenhuma importância.
A partida da história já é absurda: os cientistas do filme anterior conseguem clonar a tenente Ripley, conseguindo extrair dela a mesma rainha alien, para reprodução. Enquanto a clone tem uma força incomum, proporcional ao do alien, os monstros da nova ninhada se rebelam contra os cientistas que os pesquisam numa nave, onde também se encontra um grupo de mercenários especiais, cujo destino é a morte e onde se inclui uma moça que esconde um segredo (Winona Ryder, em mau momento).
É triste assistir a um péssimo desfecho da série, com Sigourney totalmente sem roteiro e a vontade fracassada do diretor Jeunet em fazer o público se divertir com um número impressionante de mortos – o que é uma pena, pois a fotografia, os efeitos especiais e os cenários do novo filme são irrepreensíveis, assim como os outros filmes de Jeunet. Veremos se Prometheus irá recuperar a qualidade da trilogia inicial.

Alien, EUA, 1979 Diretor: Ridley Scott Elenco: Tom Skerritt, Sigourney Weaver, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm, Yaphet Kotto, Bolaji Badejo, Helen Horton Produção: Gordon Carroll, David Giler, Walter Hill Roteiro: Dan O’Bannon Fotografia: Derek Vanlint Trilha Sonora: Jerry Goldsmith, Lionel Newman Duração: 124 min. Distribuidora: Não definida

Cotação 3 estrelas e meia

Aliens, EUA/Reino Unido, 1986 Diretor: James Cameron Elenco: Sigourney Weaver, Carrie Henn, Michael Biehn, Paul Reiser, Lance Henriksen, Bill Paxton, William Hope, Jenette Goldstein, Al Matthews. Produção: Gale Anne Hurd Roteiro: James Cameron, David Giler, Walter Hill, Dan O’Bannon, Ronald Shusett Fotografia: Adrian Biddle Trilha Sonora: James Horner Duração: 137 min. (Versão estendida: 154 min). Distribuidora: Não definida Estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation / Brandywine Productions / SLM Production Group

Cotação 4 estrelas e meia

Alien 3, EUA/Inglaterra, 1992 Diretor: David Fincher Elenco: Sigourney Weaver, Charles S. Dutton, Charles Dance, Paul McGann, Brian Glover, Ralph Brown, Danny Webb, Christopher John Fields. Produção: Gordon Carroll, David Giler, Walter Hill Roteiro: Vincent Ward, David Giler, Walter Hill, Larry Ferguson Fotografia: Alex Thomson Trilha Sonora: Elliot Goldenthal Duração: 114 min. (Versão estendida: 135 min.) Distribuidora: Não definida Estúdio: Brandywine Productions / Twentieth Century Fox Film Corporation

Cotação 4 estrelas

Alien: resurrection, EUA, 1997 Diretor: Jean-Pierre Jeunet Elenco: Sigourney Weaver, Winona Ryder, Dominique Pinon, Ron Perlman, Gary Dourdan, Michael Wincott Produção: Bill Badalato, Gordon Carroll, David Giler, Walter Hill Roteiro: Joss Whedon Fotografia: Darius Khondji Trilha Sonora: John Frizzell Duração: 109 min. Distribuidora: Não definida Estúdio: Brandywine Productions / Twentieth Century Fox Film Corporation

1 estrela e  meia

 

Blade Runner (1982)

Por André Dick

Os produtores da Warner Bros investiram 30 milhões de dólares nesta ficção científica visualmente brilhante, pensando em repetir o êxito de Alien (do mesmo Ridley Scott). Na primeira exibição, com a montagem sem som, detestaram o filme, achando-o muito sério e complicado. Preferiram algo parecido com Guerra nas estrelas, ou seja, mais ação e menos reflexão. Assim, fizeram vários cortes e solicitaram que se colocasse uma narração em off do personagem central (Harrison Ford). Resultado: um fracasso de público e recepção dividida da crítica. Porém, com o passar dos anos, o diretor resolveu lançar a sua versão. Fato é que Blade Runner não necessitava dessa nova versão, pois é um clássico – e tem ação na medida certa para o clima em que se os personagens se inserem. Harrison Ford é Rick Deckard, nomeado para capturar um grupo de replicantes (androides com características humanas) que perambula pela Los Angeles de 2019.
Mesmo não gostando da tarefa, o policial acaba aceitando, mas acaba se apaixonando por uma replicante (Sean Young, no filme que a revelou) e tem de enfrentar a burocracia da polícia. O romance é meio morno, mas o líder dos androides (o espetacular Rutger Hauer) tenta justificar a violência na parte final. Eles querem ser vistos como humanos, e não meramente como androides. A androide feita por Daryl Hannah, aliada a uma maquiagem diferente, é a mais assustadora, ao mesmo tempo que remete a uma imagem de contos de fadas ou de bonecas infantis. A máquina de Blade Runner por vezes é confusa, entretanto tentar entender seus detalhes sempre dá acesso a um lugar diferente. Repare no figurino dos personagens (parecem estar nos anos 40) e ouça a trilha sonora de Vangelis, que vale a pena. E, claro, há o impressionante desenho de produção (de Lawrence J. Paull), mostrando uma Los Angeles futurista, com chuva ácida, mas ainda assim antiga e anos 80 (com seus néons). Além da canção nostálgica “One more kiss dear”. Mas não é para qualquer público ou espectador.

Blade Runner, EUA, 1982 Diretor: Ridley Scott Elenco: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah, Edward James Olmos, M. Emmet Walsh, William Sanderson Produção: Michael Deeley, Charles de Lauzirika (Versão Final) Roteiro: Darryl Ponicsan, David Peoples Fotografia: Jordan S. Cronenweth Trilha Sonora: Vangelis Duração: 118 min. Distribuidora: Não definida Estúdio: The Ladd Company / Shaw Brothers / Warner Bros. Pictures / Michael Deeley Production / Ridley Scott Productions

Cotação 5 estrelas