Melhores filmes de 2018

Por André Dick

A década de 2010 está chegando ao final. Por isso, o Cinematographe irá mostrar sua seleção dos 10 melhores filmes de cada ano. Neste mês, as obras de 2018. Antes, os 15 que formariam um Top 25. Destaca-se que o visual das imagens é baseado naquele utilizado pelo MUBI.

25. Se a Rua Beale falasse (Barry Jenkins) 24. Puro-sangue (Cory Finley) 23. Creed II (Steven Caple Jr.) 22. O primeiro homem (Damien Chazelle) 21. Animais fantásticos – Os crimes de Grindelwald (David Yates) 20. Arábia (João Dumons e Affonso Uchoa) 19. Dogman (Matteo Garrone) 18. Deixe a luz do sol entrar (Claire Denis) 17. A favorita (Yorgos Lanthimos) 16. Green Book – O guia (Peter Farrelly) 15. 22 de julho (Paul Greengrass) 14. No portal da eternidade (Julian Schnabel) 13. Outside in (Lynn Shelton) 12. Você nunca esteve realmente aqui (Lynne Ramsey) 11. O amante duplo (François Ozon)

Melhores filmes 2010-2019 (até agora)

Por André Dick

Assim como aconteceu em relação aos anos 1980, 1990 e 2000, é apresentada, aqui, uma lista de melhores filmes de 2010 a 2019 (o deste ano, claro, provisória),  cada uma seguida por menções honrosas. Em cada ano, são destacadas 25 obras. O cinema dos anos 2010, como o da década que abre o século, é caracterizado por apresentar o cinema fora dos Estados Unidos de uma maneira que nunca havia acontecido em décadas anteriores.
Cineastas vindos de Taiwan (Apichatpong Weerasethakul), da China (Jia Zhangkhe, Bi Gan), do Japão (Wong Kar-Wai, Hirokazu Koreeda), da Coreia do Sul (Joon-ho Bong, Chang-Dong Lee, Chan-wook Park, Hong Sang-soo) e da Malásia (Tsai Ming-Liang) são correntes nessa década, em que o cinema norte-americano também continuou abrindo espaço para diretores estrangeiros, a exemplo de Ang Lee, Walter Salles, Werner Herzog, Alfonso Cuarón, Wim Wenders, Pablo Larraín, Sebastián Lelio e Guillermo del Toro, com destaque para Alejandro G. Iñárritu, que ganhou dois Oscars consecutivos, e Nicolas Winding Refn, com seu artesanato surrealista (ocupando o lugar de um ausente David Lynch no cinema, que regressou em grande estilo com Twin Peaks). Atores e atrizes. como Bradley Cooper, Andy Serkis, Olivia Wilde e Paul Dano, estrearam atrás das câmeras.
Nuri Bilge Ceylan continua apresentando um trabalho interessante, assim como Abdellatif Kechiche e Béla Tarr, além de Carlos Reygadas, todos vitoriosos em Cannes. Também continua tendo destaque o cinema iraniano, com cineastas como Abbas Kiarostami, que lamentavelmente faleceu em 2016, e italiano, com Luca Guadagnino e Paolo Sorrentino.
E, mais ainda do que seu regresso em O novo mundo, na década passada, Terrence Malick tem cada vez mais ressurgido com frequência. Seu cinema é o mais influente dos anos 2010.

Cineastas que começaram produzindo nos anos 70 ou 80 continuaram a mostrar seus filmes, como Martin Scorsese, Steven Spielberg, Tim Burton, David Cronenberg, Cameron Crowe, Oliver Stone, Woody Allen, William Friedkin, Joel e Ethan Coen, Francis Ford Coppola, Michael Mann, Gus Van Sant, Robert Zemeckis, Brian De Palma, Ron Howard, Jim Jarmusch, Spike Lee, Sam Raimi e Clint Eastwood. Numa retrospectiva, chamou atenção como o trabalho de Ridley Scott continua vigoroso, tendo sido indicado ao Oscar de direção por Perdido em Marte. Firmaram-se também Kathryn Bigelow e M. Night Shyamalan, este apesar de todas as críticas.
O austríaco Michael Haneke conquistou Cannes, assim como novamente os irmãos Dardenne, enquanto Lars von Trier se viu convidado a se retirar dele (e depois regressou). Destaques também para os irmãos belgas Jean-Pierre Jeunet, juntamente com os franceses François Ozon, Jacques Audiard, Olivier Assayas, Benoît Jacquot, Claire Denis e Phillipe Garrel e o franco-argentino Gaspar Noé, além da continuidade de Jean-Luc Godard.
A geração ligada ao cinema indie dos anos 90 continuou seu trabalho, mostrando sua vitalidade: Quentin Tarantino, Wes Anderson, Paul Thomas Anderson, Darren Aronofsky, Alexander Payne, Spike Jonze, Richard Linklater, Sofia Coppola e Todd Solondz. Entre eles, muitos continuaram chegando ao Oscar ou chegaram pela primeira vez à nomeação de melhor filme, como Jonze, Linklater e Anderson.

Como na década passada, prosseguiram seus trabalhos Greg Mottola, com sua visão de juventude, assim como Judd Apatow, depois da série Freaks and geeks, além de Noah Baumbach, enquanto surgiram ou mostraram novos trabalhos nomes como Jeff Nichols, Derek Cianfrance, Shane Carruth, David Robert Mitchell, Jean-Marc Vallée, David O. Russell e Ben Affleck. E David Fincher continuou trabalhando entre o drama e o suspense. No campo da comédia, Seth MacFarlane (à frente de séries de animação) e Sam Esmail (criador de Mr. Robot) migraram da TV para o cinema, e Shawn Levy mostrou um talento subestimado que se confirmaria à frente de alguns episódios e da produção de Stranger things, série exitosa de 2016.
Também surgiram grandes diretoras, a exemplo de Mia Hansen-Løve, Angelina Jolie, Gia Coppola, Stéphane Lafleur, Julia Loktev, Céline Sciamma, Maïwenn, Sophie Barthes e Jessica Hausner, além do documentarista Joshua Oppenheimer. Duplas-revelações: Phil Lord e Christopher Miller e Veronika Franz e Severin Fiala.
Na Austrália, tivemos o surgimento de David Michôd. Em Portugal, Miguel Gomes lançou o marcante Tabu. Na Romênia, surgiu Cristian Mungiu; na Grécia, Yorgos Lanthimos; na Argentina, Lisandro Alonso; na Suécia, Ruben Östlund; e na Rússia, testemunhamos a volta de Andrey Zvyagintsev.
Também nos Estados Unidos, prosseguiram com inclinação para o espetáculo nomes como Peter Jackson, J.J. Abrams, Christopher Nolan, Bryan Singer e Zack Snyder, com os acréscimos de Joss Whedon, Joe & Anthony Russo, Rian Johnson, David F. Sandberg e Jon Favreau, outros para o drama cotidiano, como Jason Reitman, James Ponsoldt, Mike Mills e Kelly Reichardt, ou drama histórico ou atual, com James Gray.

Os irmãos Wachowski tentaram avançar em seus experimentos com Cloud Atlas, embora tenham recuado um tanto em O destino de Júpiter, ao lado do alemão Tom Tykwer. Da Inglaterra, continuaram a se destacar Guy Ritchie, Lenny Abrahamson, Andrea Arnold, David Yates, Stephen Frears, Steven McQueen, Edgar Wright e Joe Wright. No Canadá, Denis Villeneuve se firmou ainda mais, como o jovem cineasta Xavier Dolan, e Atom Egoyan continuou a lançar filmes em grande quantidade.
E, no universo da animação, apesar da presença da Pixar, foi Hayao Miyazaki quem continuou se destacando. Entre os cineastas brasileiros, assinala-se a manutenção de cineastas como Laís Bodanzky, Jorge Furtado, José Padilha, Anna Muylaert e Cláudio Assis, e as revelações Fellipe Barbosa, Kleber Mendonça Filho, Marina Person, Alê Abreu, Paulo Morelli e Júlia Rezende, assim como Carlos Saldanha, de Rio, para lembrar alguns nomes.

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Como observado na lista aos melhores filmes das décadas de 1980 a 2000, alguns filmes que não agradam na primeira visão se mostram interessantes e até mesmo indispensáveis quando revisitados. Muitas dessas listas mudaram em poucos anos, à medida que, ao rever alguns filmes, fui gostando mais ou menos deles (um exemplo é O lado bom da vida, que estava longe de ser um dos meus favoritos quando lançado e, em revisões, cresceu como obra). Ou seja, aqueles que a princípio parecem indispensáveis, com o passar dos anos parecem ter o impacto reduzido e se tornam menos importantes. A premissa de que um filme é bom ou fraco muitas vezes varia, mas a distância dos anos parece ser a melhor maneira de constatar isso. Os anos de cada filme estão de acordo com o IMDb, com raras exceções. Nesta década, às vezes é difícil precisar o ano de alguns filmes, pois muitos são exibidos primeiramente em festivais (em Cannes e Sundance, por exemplo) para serem lançados oficialmente dali a um ou até dois anos. Veja-se os casos de Personal shopper e Graduation, que estrearam em Cannes em 2016, mas só foram lançados internacionalmente no ano seguinte. Ou seja, tento colocar o filme no ano em que ele tem data de lançamento internacional, não apenas em seu país de origem, pelo menos nos últimos dois anos, quando isso se tornou mais recorrente. A partir de 2017, os filmes produzidos pela Netflix passam em alguns festivais ou estreiam em poucos cinemas, isso quando não são exibidos apenas pela plataforma. Eles passaram a ser considerados como filmes (não telefilmes), principalmente porque costumam ter uma produção cinematográfica, incluindo diretores de fotografia, compositores e elenco. Alguns títulos mantenho no original, pois não gosto especial da tradução feita, como Cloud Atlas (intitulado no Brasil A viagem) e Greenberg (chamado no Brasil de O solteirão).  Tenta-se um equilíbrio com essas informações, mas às vezes elas podem destoar.
Espera-se que as listas levem você, cinéfilo e leitor, a rever ou descobrir alguns desses filmes.

1. Mistérios de Lisboa (Raoul Ruiz)
2. Cisne negro (Darren Aronofksy)
3. Reino animal (David Michôd)
4. Cópia fiel (Abbas Kiarostami)
5. Bravura indômita (Joel e Ethan Coen)
6. A rede social (David Fincher)
7. Poesia (Chang-Dong Lee)
8. O mágico (Sylvain Chomet)
9. O mito da liberdade (David Robert Mitchell)
10. Incêndios (Denis Villeneuve)

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11. Um doce olhar (Semih Kaplanoğlu)
12. Um lugar qualquer (Sofia Coppola)
13. Scott Pilgrim contra o mundo (Edgar Wright)
14. Greenberg (Noah Baumbach)
15. Ventre (Benedek Fliegauf)
16. Não me abandone jamais (Mark Romanek)
17. O escritor fantasma (Roman Polanski)
18. Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 1 (David Yates)
19. Como você sabe (James L. Brooks)
20. Caminho para o nada (Monte Hellmann)
21. The Runaways – Garotas do rock (Floria Sigismondi)
22. O atalho (Kelly Reichdart)
23. Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas (Apichatpong Weerasethakul)
24. Filme socialismo (Jean-Luc Godard)
25. Encontro explosivo (James Mangold)

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Menções honrosas: 127 horas (Danny Boyle), Tron – O legado (Joseph Kosinski), A origem (Christopher Nolan), A mentira (Will Gluck), O último mestre do ar (M. Night Shyamalan), Atração perigosa (Ben Affleck), Homem de ferro 2 (Jon Favreau), A ressaca (Steve Pink), O lobisomem (Joe Johnston), Coincidências do amor (Josh Gordon, Will Speck), Biutiful (Alejandro G. Iñárritu), Cyrus (Jay Duplass), Além da vida (Clint Eastwood), A lenda dos guardiões (Zack Snyder), Toy Story 3 (Lee Unkrich), As melhores coisas do mundo (Laís Bodanzky), Meu malvado favorito (Pierre Coffin, Chris Renaud), Splice (Vincenzo Natali), Paul – O alien fugitivo (Greg Mottola), Essential killing (Jerzy Skolimowski), Salt (Phillip Noyce), Confiança (David Schwimmer), Deixe-me entrar (Matt Reeves), Red – Armados e perigosos (Robert Schwentke), Shrek para sempre (Mike Mitchell), O estranho caso de Angélica (Miguel de Oliveira), Wall Street – O dinheiro nunca dorme (Oliver Stone), Uma noite fora de série (Shawn Levy), Lembranças (Allen Coulter), Pânico na neve (Adam Green), Uma manhã gloriosa (Roger Michell), O lenço amarelo (Udayan Prasad), Tropa de elite 2 (José Padilha), Reencontrando a felicidade (John Cameron Mitchell)

1. A árvore da vida (Terrence Malick)
2. Os descendentes (Alexander Payne)
3. A separação (Asghar Farhadi)
4. Drive (Nicolas Winding Refn)
5. O cavalo de Turim (Béla Tarr)
6. O abrigo (Jeff Nichols)
7. Pina (Wim Wenders)
8. O garoto da bicicleta (Jean-Pierre e Luc Dardenne)
9. Era uma vez na Anatólia (Nuri Bilge Ceylan)
10. Super 8 (J.J. Abrams)

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11. A invenção de Hugo Cabret (Martin Scorsese)
12. Millennium – O homem que não amava as mulheres (David Fincher)
13. Meia-noite em Paris (Woody Allen)
14. Melancolia (Lars von Trier)
15. Amor a toda prova (Glenn Ficarra, John Requa)
16. A pele que habito (Pedro Almodóvar)
17. Missão madrinha de casamento (Paul Feig)
18. Margaret (Kenneth Lonergan)
19. Tomboy (Céline Sciamma)
20. 50% (Jonathan Levine)
21. Polissia (Maïwenn)
22. Jovens adultos (Jason Reitman)
23. Planeta solitário (Julia Loktev)
24. As aventuras de Tintim (Steven Spielberg)
25. Virgínia (Francis Ford Coppola)

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Menções honrosas: Oslo, 31 de agosto (Joachim Trier), Ataque ao prédio (Joe Cornish), Tudo pelo poder (George Clooney), A hora do espanto (Craig Gillespie), Kung fu panda 2 (Jennifer Yuh Nelson), Carnage (Roman Polanski), Hanna (Joe Wright), Las acacias (Pablo Giorgelli), Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2 (David Yates), Histórias cruzadas (Tate Taylor), Quero matar meu chefe (Seth Gordon), Contágio (Steven Soderbergh), A arte da conquista (Gavin Wiesen), O artista (Michel Hazavenicus), Thor (Kenneth Branagh), Alpes (Yorgos Lanthimos), Rango (Gore Verbinski), Cowboys e aliens (Jon Favreau), Para a floresta da luz dos vaga-lumes (Takahiro Omori), Compramos um zoológico (Cameron Crowe), O homem que mudou o jogo (Bennett Miller), Meu país (André Ristum), Minha semana com Marilyn (Simon Curtis), Sherlock Holmes – O jogo das sombras (Michael Ritchie), Vencer, vencer (Tom McCarthy), Sucker Punch (Zack Snyder), Se beber, não case! – Parte II (Todd Phillips), Amor profundo (Terrence Davies), Rio (Carlos Saldanha), X-Men – Primeira classe (Matthew Vaughn), Margin Call – O dia antes do fim (J. C. Chandor), Inquietos (Gus Van Sant), O exótico Hotel Marigold (John Madden)

1. Cloud Atlas (Andy e Lana Wachovski e Tom Tykwer)
2. O mestre (Paul Thomas Anderson)
3. Moonrise Kingdom (Wes Anderson)
4. Amor (Michael Haneke)
5. As vantagens de ser invisível (Stephen Chobsky)
6. Um alguém apaixonado (Abbas Kiarostami)
7. A hora mais escura (Kathryn Bigelow)
8. Luz depois das trevas (Carlos Reygadas)
9. Na estrada (Walter Salles)
10. O hobbit – Uma jornada inesperada (Peter Jackson)

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11. O som ao redor (Kleber Mendonça Filho)
12. Prometheus (Ridley Scott)
13. A visitante francesa (Hong Sang-soo)
14. Tabu (Miguel Gomes)
15. Batman – O cavaleiro das trevas ressurge (Christopher Nolan)
16. O gebo e a sombra (Miguel de Oliveira)
17. Ferrugem e osso (Jacques Audiard)
18. Anna Karenina (Joe Wright)
19. Vampiras (Amy Heckerling)
20. Holy Motors (Leos Carax)
21. A caça (Thomas Vinterberg)
22. O lado bom da vida (David O. Russell)
23. As aventuras de Pi (Ang Lee)
24. Cosmópolis (David Cronenberg)
25. Sombras da noite (Tim Burton)

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Menções honrosas: Os miseráveis (Tom Hooper), No (Pablo Larraín), Lincoln (Steven Spielberg), O voo (Robert Zemeckis), As loucuras de Charlie (Roman Coppola), Além das montanhas (Cristian Mungiu), 007 – Operação Skyfall (Sam Mendes), Um divã para dois (David Frankel), Celeste e Jesse para sempre (Lee Toland Kriger), John Carter – Entre dois mundos (Andrew Stanton), O amante da rainha (Nicolaj Arcel), Ruby Sparks – A namorada perfeita (Jonathan Dayton, Valerie Faris), Django livre (Quentin Tarantino), Vizinhos imediatos de terceiro grau (Akiva Schaffer), As sessões (Ben Lewin), O espetacular homem-aranha (Marc Webb), Branca de neve e o caçador (Ruppert Sanders), Para Roma com amor (Woody Allen), Anjos da lei (Phil Lord, Christopher Miller), Adeus à rainha (Benoît Jacquot), Bem-vindo aos 40 (Judd Apatow), A baía (Barry Levinson), Espelho, espelho meu (Tarsem Singh), Os vingadores (Joss Whedon), Detona Ralph (Rich Moore), Barbara (Christian Petzold), Amigos inseparáveis (Fisher Stevens), Ted (Seth MacFarlane), O ditador (Sascha Bara Cohen), Paranorm (Chris Butler, Sam Fell), Amor mudo (Jeff Nichols), Dentro da casa (François Ozon), Hitchcock (Sacha Gervasi), O labirinto de Kubrick (Rodney Ascher), Eles voltam (Marcelo Lordello)

1. Azul é a cor mais quente (Abdellatif Kechiche)
2. Ela (Spike Jonze)
3. Amor pleno (Terrence Malick)
4. O grande mestre (Wong Kar-Wai)
5. Heli (Amat Escalante)
6. O lobo de Wall Street (Martin Scorsese)
7. Vidas ao vento (Hayao Miyazaki)
8. Nebraska (Alexander Payne)
9. Cores do destino (Shane Carruth)
10. O conselheiro do crime (Ridley Scott)

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11. O maravilhoso agora (James Ponsoldt)
12. A imagem que falta (Rithy Panh)
13. 12 anos de escravidão (Steve McQueen)
14. Bastardos (Claire Denis)
15. Gravidade (Alfonso Cuarón)
16. Temporário 12 (Destin Daniel Cretton)
17. Star Trek – Além da escuridão (J.J. Abrams)
18. Apenas Deus perdoa (Nicolas Winding Refn)
19. O conto da princesa Kaguya (Isao Takahata)
20. Rush – No limite da emoção (Ron Howard)
21. O lugar onde tudo termina (Derek Cianfrance)
22. Walt Disney nos bastidores de Mary Poppins (John Lee Hancock)
23. Um toque de pecado (Jia Zhangke)
24. Fruitvale Station (Ryan Coogler)
25. A vida secreta de Walter Mitty (Ben Stiller)

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Menções honrosas: O grande Gatbsy (Baz Luhrmann), Frances Ha (Noah Baumbach), Oldboy – Dias de vingança (Spike Lee), Pais e filhos (Hirokazu Koreeda), Um estranho no lago (Alain Guiraudie), O mordomo da casa branca (Lee Daniels), We’re the Millers (Rawson Marshall Thurber), Red 2 (Dean Parisot), Une jeune fille (Catherine Martin), O verão da minha vida (Jim Rash, Nat Faxon), Universidade Monstros (Dan Scanlon), Depois da terra (M. Night Shyamalan), O foguete (Kim Mordaunt), Antes da meia-noite (Richard Linklater), Philomena (Stephen Frears), O menino e o mundo (Alê Abreu), Os estagiários (Shawn Levy), Círculo de fogo (Guillermo del Toro), Oz – Mágico e poderoso (Sam Raimi), Filha de ninguém (Hong Sang-soo), Meu namorado é um zumbi (Jonathan Levine), O homem de aço (Zack Snyder), Clube de compras Dallas (Jean-Marc Vallée), A menina que roubava livros (Brian Percival), O ciúme (Philippe Garrel), Um fim de semana em Paris (Roger Michell), Bling Ring – A gangue de Hollywood (Sofia Coppola), Trapaça (David O. Russell), Elysium (Neill Blomkamp), Entre nós (Paulo Morelli), A morte do demônio (Fede Alvarez), Mesmo se nada der certo (John Carney), Jack, o caçador de gigantes (Bryan Singer), Confissões de adolescente (Daniel Filho, Chris D’Amato), Caça aos gângsteres (Ruben Fleischer), Sem evidências (Atom Egoyan)

1. Boyhood (Richard Linklater)
2. Vício inerente (Paul Thomas Anderson)
3. Interestelar (Christopher Nolan)
4. Ida (Pawel Pawlikowski)
5. Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância) (Alejandro G. Iñárritu)
6. O hobbit – A batalha dos cinco exércitos (Peter Jackson)
7. Sono de inverno (Nuri Bilge Ceylan)
8. Leviathan (Andrey Zvyagintsev)
9. O homem duplicado (Denis Villeneuve)
10. Dois dias, uma noite (Jean-Pierre e Luc Dardenne)

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11. Palo Alto (Gia Coppola)
12. Homens, mulheres e filhos (Jason Reitman)
13. O grande hotel Budapeste (Wes Anderson)
14. Força maior (Ruben Östlund)
15. Ninfomaníaca – Vol. I (Lars von Trier)
16. O ano mais violento (J. C. Chandor)
17. Jersey Boys – Em busca da música (Clint Eastwood)
18. Cães errantes (Tsai Ming-liang)
19. Vida de adulto (Scott Coffey)
20. Mapas para as estrelas (David Cronenberg)
21. Nós somos as melhores! (Lukas Moodysson)
22. RoboCop (José Padilha)
23. Invencível (Angelina Jolie)
24. Transcendence (Wally Pfister)
25. Êxodo: deuses e reis (Ridley Scott)

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Menções honrosas: A culpa é das estrelas (Josh Boone), Acorda, Nicole (Stéphane Lafleur), Ninfomaníaca – Vol. II (Lars von Trier), Pássaro branco na nevasca (Gregg Araki), O duplo (Richard Ayoade), Noé (Darren Aronofsky), O reino da beleza (Denys Arcand), Cake – Uma razão para viver (Daniel Barnz), Hoje eu quero voltar sozinho (Daniel Ribeiro), Calvário (John Michael McDonagh), Uma viagem extraordinária (Jean-Pierre Jeunet), Grandes olhos (Tim Burton), Amores inversos (Liza Johnson), Tirem o sorriso do rosto (Daniel Patrick Carbone), Duna de Jodorowksy (Frank Pavich), Planeta dos macacos – O confronto (Matt Reeves), Frank (Lenny Abrahamson), Guardiões da galáxia (James Gunn), Magia ao luar (Woody Allen), Uma aventura LEGO (Phil Lord, Christopher Miller e Chris McKay), Boa noite, mamãe (Veronika Franz, Severin Fiala), Anjos da lei 2 (Phil Lord e Christopher Miller), O abutre (Dan Gilroy), The blue room (Mathieu Almaric), Marcados pela guerra (Peter Sattler), Top five (Chris Rock), Willow creek (Bobcat Goldthwait), À procura (Atom Egoyan), Love & Mercy (Bill Pohlad), Jogos vorazes: A esperança – Parte 1 (Francis Lawrence), Sniper americano (Clint Eastwood)

1. O regresso (Alejandro G. Iñárritu)
2. Amour fou (Jessica Hausner)
3. Os oito odiados (Quentin Tarantino)
4. Eden (Mia Hansen-Løve)
5. A juventude (Paolo Sorrentino)
6. Creed (Ryan Coogler)
7. Um pombo pousou num galho refletindo sobre a existência (Roy Andersson)
8. O peso do silêncio (Joshua Oppenheimer)
9. Sob o mesmo céu (Cameron Crowe)
10. À beira mar (Angelina Jolie Pitt)

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11. A assassina (Hou Hsiao-Hsien)
12. A colina escarlate (Guillermo del Toro)
13. Hacker (Michael Mann)
14. Corrente do mal (David Robert Mitchell)
15. Casa Grande (Fellipe Barbosa)
16. Jauja (Lisandro Alonzo)
17. 007 contra Spectre (Sam Mendes)
18. O conto dos contos (Matteo Garrone)
19. O quarto de Jack (Lenny Abrahamson)
20. Sicario – Terra de ninguém (Denis Villeneuve)
21. Rio perdido (Ryan Gosling)
22. Peter Pan (Joe Wright)
23. No coração do mar (Ron Howard)
24. O fim da turnê (James Ponsoldt)
25. Homem-Formiga (Peyton Reed)

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Menções honrosas: Califórnia (Marina Person), Madame Bovary (Sophie Barthes), Poltergeist – O fenômeno (Gil Kennan), Oeste sem lei (John Maclean), Férias frustradas (John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein), Chatô – O rei do Brasil (Guilherme Fontes), Homem irracional (Woody Allen), Cidades de papel (Jake Schreier), Amizade desfeita (Levan Gabriadze), Love (Gaspar Noé), Jogos vorazes: A esperança – O final (Francis Lawrence), Vingadores – A era de Ultron (Joss Whedon), A teoria de tudo (James Marsh), Phoenix (Christian Petzold), Magic Mike XXL (Gregory Jacobs), Nossa irmã menor (Hirokazu Koreeda), A visita (M. Night Shyamalan), Ponte aérea (Júlia Rezende), Star Wars – O despertar da força (J.J. Abrams), O agente da U.N.C.L.E. (Guy Ritchie), Eu estava justamente pensando em você (Sam Esmail), O bom dinossauro (Peter Sohn), A garota dinamarquesa (Tom Hooper), Que horas ela volta? (Anna Muylaert), A travessia (Robert Zemeckis), Joy – O nome do sucesso (David O. Russell), A grande aposta (Adam McKay), Enquanto somos jovens (Noah Baumbach), Timbuktu (Abderrahmane Sissako), Tomorrowland – Um lugar onde nada é impossível (Brad Bird), American Ultra – Armados e perigosos (Nima Nourizadeh), Ted 2 (Seth MacFarlane), Faults (Riley Stearns), Pixels – O filme (Chris Columbus), O que fazemos nas sombras (Jemaine Clement, Taika Waititi), Lugares escuros (Gilles Paquet-Brenner)

1. Cavaleiro de copas (Terrence Malick)
2. Paterson (Jim Jarmusch)
3. La La Land (Damien Chazelle)
4. Batman vs Superman – A origem da justiça (Zack Snyder)
5. Ave, César! (Joel e Ethan Coen)
6. Cemitério do esplendor (Apichatpong Weerasethakul)
7. Silêncio (Martin Scorsese)
8. Demônio de neon (Nicolas Winding Refn)
9. A criada (Chan-wook Park)
10. Elle (Paul Verhoeven)

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11. Depois da tempestade (Hirokazu Koreeda)
12. Jovens, loucos e mais rebeldes (Richard Linklater)
13. Docinho da América (Andrea Arnold)
14. Wiener-dog (Todd Solondz)
15. Moonlight – Sob a luz do luar (Barry Jenkins)
16. Voyage of time: Life’s journey (Terrence Malick)
17. Jackie (Pablo Larraín)
18. É apenas o fim do mundo (Xavier Dolan)
19. As montanhas se separam (Jia Zhangke)
20. Regras não se aplicam (Warren Beatty)
21. Zootopia (Byron Howard, Rich Moore, Jared Bush)
22. Lion – Uma jornada para casa (Garth Davis)
23. Mais forte que bombas (Joachim Trier)
24. Dois caras legais (Shane Black)
25. Café Society (Woody Allen)

Menções honrosas: Loving (Jeff Nichols), A longa caminhada de Billy Lynn (Ang Lee), Animais fantásticos e onde habitam (David Yates), A garota no trem (Tate Taylor), Animais noturnos (Tom Ford), O nascimento de uma nação (Nate Parker), Cães de guerra (Todd Phillips), Manchester à beira-mar (Kenneth Lonergan), Uma repórter em apuros (Glenn Ficarra, John Requa), O mar de árvores (Gus Van Sant), Sully (Clint Eastwood), O invasor americano (Michael Moore), Mãe só há uma (Anna Muylaert), Rogue One – Uma história Star Wars (Gareth Edwards), Demolição (Jean Marc-Vallée), Mogli – O menino lobo (Jon Favreau), Memórias secretas (Atom Egoyan), Um holograma para o rei (Tom Tykwer), Warcraft – O primeiro encontro de dois mundos (Duncan Jones), Até o último homem (Mel Gibson), Cosmos (Andrzej Zulawski), A qualquer custo (David Mackenzie), Popstar: sem parar, sem limites (Akiva Schaffer, Jorma Taccone), Meu amigo, o dragão (David Lowery), A incrível aventura de Rick Baker (Taika Waititi), A lenda de Tarzan (David Yates), Kung fu panda 3 (Jennifer Yuh Nelson, Alessandro Carloni), Top model (Mads Matthiesen), A chegada (Denis Villeneuve), A luz entre os oceanos (Derek Cianfrance), Star Trek – Sem fronteiras (Justin Lin), Florence – Quem é esta mulher? (Stephen Frears), 13 horas – Os soldados secretos de Benghazi (Michael Bay), A chefa (Ben Falcone), Invasão zumbi (Yeon Sang-ho), O lar das crianças peculiares (Tim Burton), O contador (Gavin O’Connor), Esquadrão suicida (David Ayer), Terra violenta (Tiu West), Gênios do crime (Jared Hess), O abraço da serpente (Ciro Guerra), Sing Street – Música e sonho (John Carney), Alice através do espelho (James Bobin), Shin Godzilla (Hideaki Anno, Shinji Higuchi), Quase 18 (Kelly Fremon Craig), Mulheres do século 20 (Mike Mills), Beleza oculta (David Frankel)

1. Twin Peaks – O retorno (David Lynch)
2. De canção em canção (Terrence Malick)
3. Trama fantasma (Paul Thomas Anderson)
4. Blade Runner 2049 (Denis Villeneuve)
5. Lady Bird – A hora de voar (Greta Gerwig)
6. Projeto Flórida (Sean Baker)
7. A lei da noite (Ben Affleck)
8. O apartamento (Ashgar Farhadi)
9. Happy end (Michael Haneke)
10. Os Meyerowitz – Família não se escolhe (Histórias novas e selecionadas) (Noah Baumbach)

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11. Todo o dinheiro do mundo (Ridley Scott)
12. Lágrimas sobre o Mississipi (Dee Rees)
13. A forma da água (Guillermo del Toro)
14. Sombras da vida (David Lowery)
15. Columbus (Kogonada)
16. Em ritmo de fuga (Edgar Wright)
17. mãe! (Darren Aronofksy)
18. A cura (Gore Verbinski)
19. O estranho que nós amamos (Sofia Coppola)
20. Planeta dos macacos – A guerra (Matt Reeves)
21. O filme da minha vida (Selton Mello)
22. O sacrifício do cervo sagrado (Yorgos Lanthimos)
23. Graduation (Cristian Mungiu)
24. Alien: Covenant (Ridley Scott)
25. The Square – A arte da discórdia (Ruben Östlund)

Menções honrosas: Poesia sem fim (Alejandro Jodorowsky), Três anúncios para um crime (Martin McDonagh), A região selvagem (Amat Escalante), Corra! (Jordan Peele), Personal shopper (Olivier Assayas), Valerian e a cidade dos mil planetas (Luc Besson), Castelo de areia (Fernando Coimbra), Z – A cidade perdida (James Gray), Logan Lucky – Roubo em família (Steven Soderbergh), O outro lado da esperança (Aki Kaurismäki), Ao cair da noite (Trey Edward Schults), Primeiro, mataram o meu pai (Angelina Jolie), A morte te dá parabéns (Cristopher B. Landon), Terra selvagem (Taylor Sheridan), O castelo de vidro (Destin Cretton), Maudie (Aisling Walsh), John Wick 2 (Chad Stahelski), Um homem chamado Ove (Hannes Holm), Free fire – O tiroteio (Ben Wheatley), Na vertical (Alain Guiraudie), Homem-Aranha – De volta ao lar (Jon Watts), The little hours (Jeff Baena), Nossas noites (Ritesh Batra), Na praia à noite sozinha (Hong Sang-soo), Sandy Wexler (Steven Brill), Eu já não me sinto em casa nesse mundo (Macon Blair), The comedian (Taylor Hackford), Vida (Daniel Espinosa), Little boxes (Rob Meyer), Atômica (David Leitch), Rastros (Agnieszka Holland), Tramps (Adam Leon), Doentes de amor (Michael Showalter), Insensata paixão (Pierre Godeau), Guardiões da galáxia Vol. 2 (James Gunn), Wilson (Craig Johnson), Buster’s mal heart (Sarah Adina Smith), Transformers – O último cavaleiro (Michael Bay), War machine (David Michôd), Una (Benedict Andrews), Fobia (Ana Asensio), Uma beleza fantástica (Simon Aboud), Onde está Segunda? (Tommy Wirkola), Lovesong (So Young Kim), Kong – A ilha da Caveira (Jordan Vogt-Roberts), Suburbicon – Bem-vindos ao paraíso (George Clooney), Gaga: five foot two (Chris Moukarbel), Colossal (Nacho Vigalondo), As aventuras de Brigsby bear (Dave McCary), A garota desconhecida (Jean-Pierre e Luc Dardenne), Logan (James Mangold), Raw (Julia Docournau), Você e os seus (Hong Sang-soo), Spielberg (Susan Lacy), A vigilante do amanhã – Ghost in the shell (Rupert Sanders), Jasper Jones (Rachel Perkins), T2: Trainspotting (Danny Boyle), O círculo (James Ponsoldt), Carros 3 (Brian Fee), Founds of love (Ben Young), Agnes (Johannes Schmid), Power Rangers (Dean Israelite), Na selva (Greg Mclean), Fome de poder (John Lee Hancock), Rei Arthur – A lenda da espada (Guy Ritchie), Lotte (Julius Schultheiß), O mínimo para viver (Marti Noxon), Ingrid goes west (Matt Spicer), Patti Cake$ (Geremy Jasper), O estado das coisas (Mike White), Frantz (François Ozon), LEGO Batman – O filme (Chris McKay), O livro de Henry (Colin Trevorrow), Além das palavras (Terence Davies), Os amantes (Azazel Jacobs), Eine hunerhörte frau (Hans Steinbichler), A grande muralha (Zhang Yimou), Feito na América (Doug Liman), A tartaruga vermelha (Michel Dudok de Wit), Planetarium (Rebecca Zlotowski), Rakka (Neil Blomkamp), American fable (Anne Hamilton), Mulher-Maravilha (Patty Jenkins), Liga da Justiça (Zack Snyder), Extraordinário (Stephen Chobsky), Detroit em rebelião (Kathryn Bigelow), O que te faz mais forte (David Gordon Green), Boneco de neve (Tomas Alfredson), A guerra dos sexos (Jonathan Dayton, Valerie Faris), Depois daquela montanha (Hany Abu-Assad), Star Wars – Os últimos Jedi (Rian Johnson), Sem fôlego (Todd Haynes), A melhor escolha (Richard Linklater), Uma mulher fantástica (Sebastián Lelio), O rei do show (Michael Gracey), O destino de uma nação (Joe Wright), Homens de coragem (Joseph Kosinski), 120 batimentos por minuto (Robin Campillo), A grande jogada (Aaron Sorkin), Viva – A vida é uma festa (Lee Unkrich), Ratos de praia (Eliza Hittman), Honra ao mérito (Jason Hall), Bright (David Ayer), Roman J. Israel, Esq. (Dan Gilroy), Pequena grande vida (Alexander Payne), O formidável (Michel Hazanavicius)

1. Nasce uma estrela (Bradley Cooper)
2. Roma (Alfonso Cuarón)
3. Foxtrot (Samuel Maoz)
4. Hereditário (Ari Aster)
5. Colo (Teresa Villaverde)
6. A balada de Buster Scruggs (Joel e Ethan Coen)
7. Maus momentos no Hotel Royale (Drew Goddard)
8. Querido menino (Felix Van Groeningen)
9. Suspíria – A dança do medo (Luca Guadagnino)
10. Vida selvagem (Paul Dano)

***

11. O amante duplo (François Ozon)
12. Você nunca esteve realmente aqui (Lynne Ramsey)
13. Outside in (Lynn Shelton)
14. No portal da eternidade (Julian Schnabel)
15. 22 de julho (Paul Greengrass)
16. Green Book – O guia (Peter Farrelly)
17. A favorita (Yorgos Lanthimos)
18. Deixe a luz do sol entrar (Claire Denis)
19. Dogman (Matteo Garrone)
20. Arábia (João Dumons e Affonso Uchoa)
21. Animais fantásticos – Os crimes de Grindelwald (David Yates)
22. O primeiro homem (Damien Chazelle)
23. Creed II (Steven Caple Jr.)
24. Puro-sangue (Cory Finley)
25. Se a Rua Beale falasse (Barry Jenkins)

Menções honrosas: A mula (Clint Eastwood), Bem-vindos a Marwen (Robert Zemeckis), Stan & Ollie – O gordo e o magro (John S. Baird), Sicario – Dia do soldado (Stefano Sollima), Custódia (Xavier Legrand), Mudo (Duncan Jones), Corpo e alma (Ildikó Enyedi), As aventuras de Paddington 2 (Paul King), Noviciado (Margaret Betts), Ilha dos cachorros (Wes Anderson), Jogador Nº 1 (Steven Spielberg), Tully (Jason Reitman), 15h17 – Trem para Paris (Clint Eastwood), Like me (Robert Mockler), Deadpool 2 (David Leitch), Best f(r)iends – Vol. 1 (Justin MacGregor), Em pedaços (Fatih Akin), Robin Williams – Entre na minha mente (Marina Zenovich), The girl (Lukas Dhont), O conto (Jennifer Fox), Bird box (Susanne Bier), Baseado em fatos reais (Roman Polanski), Os incríveis 2 (Brad Bird), Eighth grade (Bo Durnham), Noite de lobos (Jeremy Saulnier), Mais uma chance (Tamara Jenkins), A pé ele não vai longe (Gus Van Sant), Venom (Ruben Fleischer), Jumanji – Bem-vindo à selva (Jake Kasdan), Hearts beat loud (Brett Haley), Amizade desfeita 2: dark web (Stephen Susco), Pedro Coelho (Will Gluck), As boas maneiras (Juliana Rojas, Marco Dutra), Sob o sol do oeste (David e Nathan Zellner), Domando o destino (Chloé Zhao), Missão: impossível – Efeito Fallout (Christopher McQuarrie), Permissão (Brian Crano), Quem somos agora (Matthew Newton), Princess Syd (Stephen Cone), Verão de 84 (François Simard, Anouk Whissell, Yoann-Karl Whissell), What keeps you alive (Colin Minihan), Bumblebee (Travis Knight), Pérolas no mar (Rene Liu), A noite do jogo (John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein), O outro lado do vento (Orson Welles), Sem amor (Andrey Zvyagintsev), Você e os seus (Hong Sang-soo), Não vai dar (Kay Cannon), Felicité (Alain Gomis), Homem-Formiga e a Vespa (Peyton Reed), Rastros (Agnieszka Holland), Fútil e inútil (David Wain), Halloween (David Gordon Green), Espectador profissional (Dito Montiel), Vende-se esta casa (Suzanne Coote e Matt Angel), Newness (Drake Doremus), Jurassic World – Reino ameaçado (J. A. Bayona), Tudo que quero (Ben Lewin), Hostis (Scott Cooper), Alfa (Albert Hughes), Rampage – Destruição total (Brad Peyton), Desobediência (Sebastián Lelio), Cargo (Ben Howling e Yolanda Ramke), Flower (Max Winkler), Almas secas (Liz W. Garcia), Blame (Quinn Shepard), Together (Terrence Malick), Distúrbio (Steven Soderbergh), No coração das trevas (Paul Schrader), Becks (Daniel Powell, Elizabeth Rohrbaugh), Fullmetal alchemist (Fumihiko Sori), Perigo na montanha (Lin Oeding), Frost (Šarūnas Bartas), A vingança de Lefty Brown (Jared Moshe), Submersão (Wim Wenders), Aniquilação (Alex Garland), O ritual (David Bruckner), Um lugar silencioso (Joseph Krasinki), O animal cordial (Gabriela Amaral Almeida), A sombra da árvore (Hafsteinn Gunnar Sigurðsson), Todas as razões para esquecer (Pedro Coutinho), O plano imperfeito (Claire Scanlon), O mercador (Tamta Gabrichidze), Utoya, 22 de julho – Terrorismo na Noruega (Erik Poppe), O rei da polca (Maya Forbes), Vingança (Coralie Fargeat), The Cloverfield Paradox (Julius Onah), Uma mulher exemplar (Susanna White), A rota selvagem (Andrew Haigh), Maria Madalena (Garth Davis), A câmera de Claire (Hong Sang-soo), Christopher Robin – Um reencontro inesquecível (Marc Forster), Grande saída (Alex Ross Perry), Tal pai, tal filha (Lauren Miller), O predador (Shane Black), Com quem será? (Victor Levin), Stella’s last weekend (Polly Draper), A esposa (Björn Runge), Juliet, nua e crua (Jesse Peretz), O mistério do relógio na parede (Eli Roth), Buscando… (Aneesh Chaganty), Bohemian Rhapsody (Dexter Fletcher), The kindergarten teacher (Sara Colangelo), Infiltrado na Klan (Spike Lee), Legítimo rei (David Mackenzie), Guerra fria (Pawel Pawlikowski), Meu ex é um espião (Susanna Fogel), Never goin’ back (Augustine Frizzell), Skate kitchen (Crystal Moselle), Boy erased – Uma verdade anulada (Joel Edgerton), Acrimônia (Tyler Perry), WiFi Ralph – Quebrando a internet (Rich Moore, Phil Johnston), O retorno de Mary Poppins (Rob Marshall), Poderia me perdoar? (Marielle Heller), Aquaman (James Wan), Os irmãos Sisters (Jacques Audiard), Mogli – Entre dois mundos (Andy Serkis), Millennium – A garota na teia da aranha (Fede Alvarez), Viúvas (Steve McQueen), Um pequeno favor (Paul Feig), Support the girls (Andrew Bujalski), Vice (Adam McKay), Zama (Lucrecia Martel), Anos 90 (Jonah Hill)

1. A árvore dos frutos selvagens (Nuri Bilge Ceylan)
2. Nunca deixe de lembrar (Florian Henckel von Donnersmarck)
3. Longa jornada noite adentro (Bi Gan)
4. Vingadores – Ultimato (Joe & Anthony Russo)
5. Sob o lago prateado (David Robert Mitchell)
6. Vox Lux (Brady Cobert)
7. O hotel às margens do rio (Hong Sang-soo)
8. Vidro (M. Night Shyamalan)
9. Velvet Buzzsaw (Dan Gilroy)
10. Climax (Gaspar Noé)

***

11. Alita – Anjo de combate (Robert Rodriguez)
12. Shazam! (David F. Sandberg)
13. Obsessão (Neil Jordan)
14. High life (Claire Denis)
15. Fora de série (Olivia Wilde)
16. Cemitério maldito (Kevin Kölsch e Dennis Widmyer)
17. Paddleton (Alexandre Lehmann)
18. Brightburn (David Yarovesky)
19. Dumbo (Tim Burton)
20. Uma aventura Lego 2 (Mike Mitchell)
21. Aladdin (Guy Ritchie)
22. A morte te dá parabéns 2 (Christopher Landon)
23. Gloria Bell (Sebastián Lelio)
24. John Wick 3 – Parabellum (David Stahelski)
25. Tater Tot & Patton (Andrew Kightlider)

Menções honrosas: JT LeRoy (Justin Kelly), Calmaria (Steven Knight), A cinco passos de você (Justin Baldoni), Estrada sem lei (John Lee Hancock), Deixando Neverland (Dan Reed), High flying Bird (Steven Soderbergh), O menino que queria ser rei (Joe Cornish), Casal improvável (Jonathan Levine), Amanda (Mikhaël Hers)

Acompanhe atualização desta lista de melhores filmes de 2019 aqui.

Melhores filmes de 2018

Por André Dick

Abaixo, a lista dos melhores filmes de 2018 do Cinematographe, seguida por menções honrosas, depois da temporada de lançamentos em festivais importantes. A primeira versão dela foi publicada em 31 de maio de 2018, sendo atualizada mês a mês. Conta-se a data de lançamento internacional deles, não apenas no país de origem ou em festivais. Por isso, há obras nela que foram lançadas, por exemplo, no Festival de Cannes e Festival de Berlim de 2017. São incluídos lançamentos realizados também em VOD e na Netflix. Finalmente, ela é diferente daquela dos Melhores filmes lançados no Brasil em 2018.

1. Nasce uma estrela (Bradley Cooper)
2. Roma (Alfonso Cuarón)
3. Foxtrot (Samuel Maoz)
4. Hereditário (Ari Aster)
5. Colo (Teresa Villaverde)
6. A balada de Buster Scruggs (Joel e Ethan Coen)
7. Maus momentos no Hotel Royale (Drew Goddard)
8. Querido menino (Felix Van Groeningen)
9. Suspiria – A dança do medo (Luca Guadagnino)
10. Vida selvagem (Paul Dano)

***

11. O amante duplo (François Ozon)
12. Você nunca esteve realmente aqui (Lynne Ramsey)
13. Outside in (Lynn Shelton)
14. No portal da eternidade (Julian Schnabel)
15. 22 de julho (Paul Greengrass)
16. Green Book – O guia (Peter Farrelly)
17. A favorita (Yorgos Lanthimos)
18. Deixe a luz do sol entrar (Claire Denis)
19. Dogman (Matteo Garrone)
20. Arábia (João Dumons e Affonso Uchoa)
21. Animais fantásticos – Os crimes de Grindelwald (David Yates)
22. O primeiro homem (Damien Chazelle)
23. Creed II (Steven Caple Jr.)
24. Puro-sangue (Cory Finley)
25. Se a Rua Beale falasse (Barry Jenkins)

Menções honrosas: Sicario – Dia do soldado (Stefano Sollima), Custódia (Xavier Legrand), Mudo (Duncan Jones), Corpo e alma (Ildikó Enyedi), As aventuras de Paddington 2 (Paul King), Noviciado (Margaret Betts), Ilha dos cachorros (Wes Anderson), Jogador Nº 1 (Steven Spielberg), Tully (Jason Reitman), 15h17 – Trem para Paris (Clint Eastwood), Like me (Robert Mockler), Deadpool 2 (David Leitch), Best f(r)iends – Vol. 1 (Justin MacGregor), Em pedaços (Fatih Akin), The girl (Lukas Dhont), O conto (Jennifer Fox), Bird box (Susanne Bier), Baseado em fatos reais (Roman Polanski), Os incríveis 2 (Brad Bird), Eighth grade (Bo Durnham), Noite de lobos (Jeremy Saulnier), Mais uma chance (Tamara Jenkins), A pé ele não vai longe (Gus Van Sant), Venom (Ruben Fleischer), Jumanji – Bem-vindo à selva (Jake Kasdan), Hearts beat loud (Brett Haley), Unfriend: dark web (Stephen Susco), As boas maneiras (Juliana Rojas, Marco Dutra), Damsel (David e Nathan Zellner), Domando o destino (Chloé Zhao), Missão: impossível – Efeito Fallout (Christopher McQuarrie), Permission (Brian Crano), Who we are now (Matthew Newton), Princess Syd (Stephen Cone), Summer of 84 (François Simard, Anouk Whissell, Yoann-Karl Whissell), What keeps you alive (Colin Minihan), Bumblebee (Travis Knight), Pérolas no mar (Rene Liu), A noite do jogo (John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein), O outro lado do vento (Orson Welles), Sem amor (Andrey Zvyagintsev), Você e os seus (Hong Sang-soo), Não vai dar (Kay Cannon), Felicité (Alain Gomis), Homem-Formiga e a Vespa (Peyton Reed), Rastros (Agnieszka Holland), Fútil e inútil (David Wain), Halloween (David Gordon Green), Espectador profissional (Dito Montiel), Vende-se esta casa (Suzanne Coote e Matt Angel), Newness (Drake Doremus), Jurassic World – Reino ameaçado (J. A. Bayona), Tudo que quero (Ben Lewin), Hostis (Scott Cooper), Alfa (Albert Hughes), Rampage – Destruição total (Brad Peyton), Desobediência (Sebastián Lelio), Cargo (Ben Howling e Yolanda Ramke), Flower (Max Winkler), Almas secas (Liz W. Garcia), Blame (Quinn Shepard), Together (Terrence Malick), Distúrbio (Steven Soderbergh), No coração das trevas (Paul Schrader), Becks (Daniel Powell, Elizabeth Rohrbaugh), Fullmetal alchemist (Fumihiko Sori), Perigo na montanha (Lin Oeding), Frost (Šarūnas Bartas), A vingança de Lefty Brown (Jared Moshe), Submersão (Wim Wenders), Aniquilação (Alex Garland), O ritual (David Bruckner), Um lugar silencioso (Joseph Krasinki), O animal cordial (Gabriela Amaral Almeida), A sombra da árvore (Hafsteinn Gunnar Sigurðsson), Todas as razões para esquecer (Pedro Coutinho), O plano imperfeito (Claire Scanlon), O mercador (Tamta Gabrichidze), Utoya, 22 de julho – Terrorismo na Noruega (Erik Poppe), O rei da polca (Maya Forbes), Vingança (Coralie Fargeat), The Cloverfield Paradox (Julius Onah), Woman walks ahead (Susanna White), A rota selvagem (Andrew Haigh), Maria Madalena (Garth Davis), A câmera de Claire (Hong Sang-soo), Christopher Robin – Um reencontro inesquecível (Marc Forster), Golden exits (Alex Ross Perry), Tal pai, tal filha (Lauren Miller), O predador (Shane Black), Com quem será? (Victor Levin), Stella’s last weekend (Polly Draper), A esposa (Björn Runge), Juliet, nua e crua (Jesse Peretz), O mistério do relógio na parede (Eli Roth), Buscando… (Aneesh Chaganty), Bohemian Rhapsody (Dexter Fletcher), The kindergarten teacher (Sara Colangelo), Infiltrado na Klan (Spike Lee), Legítimo rei (David Mackenzie), Guerra fria (Pawel Pawlikowski), Meu ex é um espião (Susanna Fogel), Never goin’ back (Augustine Frizzell), Skate kitsch (Crystal Moselle), Boy erased – Uma verdade anulada (Joel Edgerton), Acrimony (Tyler Perry), WiFi Ralph – Quebrando a internet (Rich Moore, Phil Johnston), O retorno de Mary Poppins (Rob Marshall), Poderia me perdoar? (Marielle Heller), Aquaman (James Wan), The Sisters brothers (Jacques Audiard), Mogli – Entre dois mundos (Andy Serkis), Millennium – A garota na teia da aranha (Fede Alvarez), Viúvas (Steve McQueen), Um pequeno favor (Paul Feig), Support the girls (Andrew Bujalski), Vice (Adam McKay), Zama (Lucrecia Martel), Mid90s (Jonah Hill)

Melhores filmes de 2018

Por André Dick

Durante 2018, os filmes estiveram, cada vez mais, divididos entre a tela do cinema e a tela da TV. Isso porque, mais do que em outros anos, o sistema de streaming (principalmente a Netflix) disponibilizou uma quantidade de obras acima da média, melhor, inclusive, do que muitos lançamentos diretamente na tela grande. Pelo estado atual, as redes de cinema talvez tenham de optar entre arrefecer os gastos e se manter ou dar cada vez mais espaço ao streaming. A indústria da música não entendeu a passagem do tempo. Entre os festivais, o de Cannes, por exemplo, ainda não entendeu o que está ocorrendo no mercado cinematográfico; o de Veneza, por sua vez, sim.
Não que os blockbusters não impeçam ainda o filme lançado no cinema de ser um evento, no entanto cifras bilionárias não representam tanto quanto a manutenção de um cinema que cada vez mais os estúdios grandes menosprezam, com receio de não faturar.
Embora não tanto como no ano passado, tivemos blockbusters de grande qualidade, a exemplo de Animais fantásticos – Os crimes de Grindelwald e Missão: impossível – Efeito Fallout e animações de excelência da Pixar, Os incríveis 2 e Viva – A vida é uma festa, e de Wes Anderson, Ilha dos cachorros.

Se a temporada do Oscar trouxe um costureiro às voltas com a imagem da mãe em Trama fantasma, pode-se dizer que ao longo do ano a representação do nascimento esteve sob ameaça, seja em Um lugar silencioso, seja em Bird box, assim como sob um sinal de otimismo, mesmo em meio ao cansaço, em Tully, ou de melancolia, em Mais uma chance e Roma, assim como a ameaça se manifestou em Hereditário.
A confusão da vida contemporânea ou futura, afetada pelas altas tecnologias, esteve em obras como Mudo, Ingrid vai para o oeste, Permission, Pequena grande vidaHappy end e Newness. A visão sobre certa solidão da mulher foi enfocada de maneiras diferentes em filmes como As boas maneiras, Novititae, O conto, Os amantes, Millennium – A garota na teia da aranha, Almas secas e Deixe a luz do sol entrar.

Tivemos dois filmes sobre um acontecimento trágico na Suécia, em 22 de julho e Utoya, 22 de julho – Terrorismo na Noruega, sob pontos de vista complementares.
Diferentes guerras estiveram presentes em Foxtrot, Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi, A melhor escolha e Honra ao mérito, assim como a ameaça do terrorismo em 15h17 – Trem para Paris, Sete dias em Entebbe e O que te faz mais forte, do racismo em Infiltrado na Klan e do tráfico de drogas em Sicario – Dia do soldado. O apelo de uma causa marcou presença em 120 batimentos por minuto.

Certa nostalgia de uma Hollywood perdida pode ser entrevista em Nasce uma estrela, A balada de Buster Scruggs e A forma da água, assim como nas referências a filmes que marcaram Cuarón em Roma, em outro extremo, Puro-sangue, entretanto principalmente na recuperação e finalização da obra O outro lado do vento, de Orson Welles.
A influência do cinema de Refn esteve presente em obras como Você nunca esteve realmente aqui, Puro-sangue, O animal cordial e mesmo na refilmagem de Halloween.
Steven Spielberg alternou dois momentos: o do cinema político sem efetividade (The Post) e o da diversão e homenagem aos anos 80 e à cultura pop (Jogador Nº 1).
O gênero da comédia, tão esquecido no cinema, se mostrou ainda vigoroso, mesmo com despretensão, em obras como A noite do jogo, Não vai dar, Um pequeno favor e O plano imperfeito.

Manifestações sobre a adolescência estiveram presentes em filmes como Lady Bird, Super dark times, Pérolas no mar, Não vai dar, As aventuras de Brigsby Bear; o universo infantil esteve bem representado no drama de Projeto Flórida, em Christopher Robin – Um reencontro inesquecível, O mistério do relógio na parede, O retorno de Mary Poppins e As aventuras de Paddington 2.
Gêmeos foram essenciais para se compreender as tramas de Um pequeno favor e O amante duplo.
E o gênero da cinebiografia sobrevive com muitos exemplares de qualidade: O conto, O primeiro homem, O que te faz mais forte, Artista do desastre, Bohemian Rhapsody, O destino de uma nação, A pé ele não vai longeFútil e inútilO rei da polcaEu, Tonya.

Os filmes avaliados para as listas estrearam no Brasil entre janeiro e dezembro de 2018, inclusive aqueles indicados ao Oscar de 2017, seja nos cinemas, em VOD ou na Netflix. Desde o ano passado, não é mais possível avaliar como foi o ano apenas com base naquelas obras que chegaram às salas, principalmente porque várias de qualidade não estreiam por causa de filmes de menos qualidade. Não foram avaliados obras exibidas apenas em festivais ou que estrearam nos Estados Unidos e irão estrear no próximo ano em circuito comercial no Brasil.
Cinematographe apresenta a seguir listas com menções honrosas, apreciados, subestimados, apreciados em parte e decepções e/ou superestimados.

Menções honrosas

As viúvas (Steve McQueen), Legítimo rei (David Mackenzie), Três anúncios para um crime (Martin McDonagh), Sicario – Dia do soldado (Stefano Sollima), Custódia (Xavier Legrand), Mudo (Duncan Jones), Corpo e alma (Ildikó Enyedi), As aventuras de Paddington 2 (Paul King), Novititae (Margaret Betts), Ilha dos cachorros (Wes Anderson), Jogador Nº 1 (Steven Spielberg), Tully (Jason Reitman), 15h17 – Trem para Paris (Clint Eastwood), Deadpool 2 (David Leitch), Zama (Lucrecia Martel), Best f(r)iends: Vol. 1 (Justin MacGregor), Em pedaços (Fatih Akin), O conto (Jennifer Fox), Baseado em fatos reais (Roman Polanski), Os incríveis 2 (Brad Bird), Noite de lobos (Jeremy Saulnier), O outro lado do vento (Orson Welles), Mais uma chance (Tamara Jenkins), As boas maneiras (Juliana Rojas, Marco Dutra), Domando o destino (Chloé Zhao), Missão: impossível – Efeito Fallout (Christopher McQuarrie), Pérolas no mar (Rene Liu), Halloween (David Gordon Green), Bird box (Susanne Bier), Millennium – A garota na teia da aranha (Fede Alvarez), Honra ao mérito (Jason Hall), Roman J. Israel, Esq. (Dan Gilroy), Pequena grande vida (Alexander Payne), O que te faz mais forte (David Gordon Green), A grande jogada (Aaron Sorkin), Ratos de praia (Eliza Hittman), Viva – A vida é uma festa (Lee Unkrich, Adrian Molina), Os amantes (Azazel Jacobs), Ingrid vai para o oeste (Matt Spicer), Artista do desastre (James Franco), Christopher Robin – Um reencontro inesquecível (Marc Forster)

Apreciados

Newness (Drake Doremus), Tudo que quero (Ben Lewin), Maria Madalena (Garth Davis), Jumanji – Bem-vindo à selva (Jake Kasdan), A noite do jogo (John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein), Sem amor (Andrey Zvyagintsev), Aquaman (James Wan), Não vai dar (Kay Cannon), Homem-Formiga e a Vespa (Peyton Reed), Buscando… (Aneesh Chaganty), Bohemian Rhapsody (Dexter Fletcher), Infiltrado na Klan (Spike Lee), Um pequeno favor (Paul Feig), O animal cordial (Gabriela Amaral Almeida), A câmera de Claire (Hong Sang-soo),  A rota selvagem (Andrew Haigh), Utoya, 22 de julho – Terrorismo na Noruega (Erik Poppe), A vingança de Lefty Brown (Jared Moshe), O destino de uma nação (Joe Wright), Homens de coragem (Joseph Kosinski), Permission (Brian Crano), A pé ele não vai longe (Gus Van Sant), The little hours – A comédia dos pecados (Jeff Baena)

Subestimados

Vende-se esta casa (Suzanne Coote e Matt Angel), Jurassic World – Reino ameaçado (J. A. Bayona), Venom (Ruben Fleischer), Fútil e inútil (David Wain), O mistério do relógio na parede (Eli Roth), Meu ex é um espião (Susanna Fogel), O plano imperfeito (Claire Scanlon), Almas secas (Liz W. Garcia), Cargo (Ben Howling e Yolanda Ramke), Tal pai, tal filha (Lauren Miller), Fullmetal alchemist (Fumihiko Sori), Mogli – Entre dois mundos (Andy Serkis), As aventuras de Brigsby Bear (Dave McCary), Na selva (Greg Mclean), Bumblebee (Travis Knight), Espectador profissional (Dito Montiel)

Apreciados em parte

A maldição da Casa Winchester (Michael Spierig, Peter Spierig), Juliet, nua e crua (Jesse Peretz), O predador (Shane Black), Aniquilação (Alex Garland), Para todos os garotos que já amei (Susan Johnson), Um lugar silencioso (Joseph Krasinki), Em chamas (Lee Chang-Dong), A sombra da árvore (Hafsteinn Gunnar Sigurðsson), Todas as razões para esquecer (Pedro Coutinho), 120 batimentos por minuto (Robin Campillo), O rei da polca (Maya Forbes), Vingança (Coralie Fargeat), The Cloverfield Paradox (Julius Onah), Submersão (Wim Wenders), O ritual (David Bruckner), Alfa (Albert Hughes), Rampage – Destruição total (Brad Peyton), Apóstolo (Gareth Evans), Perigo na montanha (Lin Oeding), Distúrbio (Steven Soderbergh), O mercador (Tamta Gabrichidze), O retorno de Mary Poppins (Rob Marshall)

Decepções e/ou superestimados

Faca no coração (Yann Gonzalez), Benzinho (Gustavo Pizzi), Bleach (Shinsuke Sato), A sociedade literária e a torta de casca de batata (Mike Newell), Western (Waleska Grisebach), Me chame pelo seu nome (Lucas Guadagnigno), Vingadores – Guerra infinita (Anthony e Joe Russo), The Post – A guerra secreta (Steven Spielberg), Megatubarão (Jon Turteltaub), Sete dias em Entebbe (José Padilha), Culpa (Gustav Möller), Han Solo – Uma história Star Wars (Ron Howard), Mom and dad (Brian Taylor), Os estranhos – Caçada noturna (Johannes Roberts), O segredo de Marrowbone (Sergio G. Sánchez), A casa que Jack construiu (Lars von Trier), Amante por um dia (Philippe Garrel), Os iniciados (John Trengove), Pantera Negra (Ryan Coogler), Siberia (Matthew M. Ross), Super dark times (Kevin Phillips), Criminosos de novembro (Sacha Gervasi), Visas, villages (Agnès Varda). Círculo de fogo – A revolta (Steven S. DeKnight), Eu, Tonya (Craig Gillespie)

A seguir, o Cinematographe apresenta sua lista dos 25 melhores filmes do ano. Foi um grande ano cinematográfico. Grato pela sua companhia e leitura durante o ano.

Com direção de Cory Finley, este é um dos mais estranhos filmes da temporada, influenciado por Nicolas Winding Refn, por meio de um trabalho cuidadoso de câmera e regiões simétricas, e uma certa assepsia. O título do filme é uma passagem da vida de Amanda (Olivia Cooke), mas diz mais: ela, como os animais dos quais não esquece, enxerga atentamente o que acontece em torno, mesmo que não seja importante. Muito interessante, nesse sentido, é quando ela está no jardim da casa de Lily ((Anya Taylor-Joy), que tem um enorme tabuleiro de xadrez e ela vai mudando como peças de jogo (com o símbolo do cavalo). A analogia entre o comportamento e os animais que desprezam a visão da visão de Finley sobre os humanos que cercam as duas, parece um tanto robotizado, e sim sem nenhuma sensação de que são humanos. E, apesar de Anya Taylor-Joy e Cooke desempenharam a mídia também sem muita emoção, sempre há um interesse pelo que elas fazem. Um sinal de talento do cinema novo norte-americano.

Muitas críticas avaliam que o filme de Damien Chazelle falharia ao ser um tanto antiamericano. Não é o caso, apenas não sendo patriótico ou com sentimentos retumbantes pelo êxito do país na corrida espacial, que seriam incoerentes com a figura mostrada de Neil Armstrong, vivido por Ryan Gosling, na narrativa, na qual o luto é definidor mesmo para um discurso de John Kennedy sobre a Lua e com um instante-chave da personagem de Claire Foy. É, por alguns instantes, bastante profundo. O seu problema é não ser uma obra com a grandeza do acontecimento enfocado, apesar de sua parte técnica notável, deixando no espectador a sensação de que muitos elementos estavam prontos para funcionar, sem serem, ao fim, totalmente colocados em prática. O que temos ainda, porém, é uma obra bastante interessante de um gênero que não cansa de receber novos exemplares de impacto.

A história de Sem fôlego se mostra cada vez mais próxima do espectador quando aparenta estar distante, com seu jogo de ilusões e espelhos. Que esta obra nova de Todd Haynes tenha sido recebido com tanta apatia, ao contrário do anterior (não tão interessante, a meu ver), Carol, mostra, infelizmente, certa padronização no que se refere a histórias com crianças. O filme, de maneira exemplar, trata da íntima comunicação que se estabelece quando menos se percebe e onde menos parece ser atrativa: trata dos dilemas mais pessoais de um ser humano em busca de sua história, assim como a humanidade busca a sua num museu. Quando, em determinado momento, Haynes expõe uma enorme maquete, extraordinária, pode-se dizer que ela representa tudo aquilo em que esses personagens passeiam, com a segurança de quem conseguirá obter o acesso a um grande planetário a céu aberto.

Desde o início, quando há a libertação de Grindelwald nos céus soturnos e chuvosos de Nova York, em meio a uma sequência de relâmpagos, remetendo à saga cibernética das Wachowski, e dragões desenhados em meio às gotas de chuva, passando por uma criatura marítima gigante, até o momento em que, nas ruas de Paris, Newt parece domar uma criatura que parece saída de As sete faces do Dr. Lao, dos anos 60 (assim como quando surge o Circus Arcanus), o segundo Animais fantásticos possui uma vibração fantástica, capaz de dialogar com o primeiro e anuncia o que virá. Mesmo quando os diálogos não fluem do melhor modo, é mais uma conquista de David Yates e J. K. Rowling, uma fantasia capaz de aliar nostalgia e expectativa por novas aventuras desses personagens.

O rock de Raul Seixas e a música popular de se entrelaçam, em rodas de violão ou palcos de apresentação para ninguém. O conflito entre castas e crenças é sempre teórico; na prática e as culturas e experiências diversas se imbricam, o que se mostra de maneira notável em Central do Brasil e volta a se manifestar de maneira exemplar nesta obra. O próprio personagem central é uma espécie de síntese disso, com seu sentimento permanente de estar à margem e não poder voltar à vida de antes. Já devidamente filtrado pelo ambiente das fábricas onde trabalha, ele irrompe, ao final, com um discurso poético que poderia fazer o prosaico que o rodeia ficar em segundo plano, constituindo um cinema de fluxo.

Juliette Binoche é uma atriz inclinada a tornar seu sentimento introspectivo numa grande referência para o espectador sentir o que suas personagens estão passando. Desde sua parceria inicial com Leos Carax em Sangue ruim, ela efetua uma transição impecável entre a volatilidade e a mudança. Quando Claire Denis a mostra em lugares simples, parece que sempre há um destaque implícito em suas ações. Nesse sentido, há algo do Godard dos anos 70, mesclado com a Agnès Varda de As duas faces do amor, na maneira como o filme vai se montando e se desconstruindo sem muita definição ou particularidades fixas. Isabelle parece nunca querer, na verdade, se envolver. Ela se afasta de cada homem com uma mágoa passada e ainda assim amorosa.

22 de julho se constitui numa das obras mais particulares da filmografia de Paul Greengrass e possivelmente o mais autoconsciente de seus caminhos. Com um estilo europeu e uma fotografia belíssima de Pål Ulvik Rokseth, ele contrasta o ataque feito ao país à tentativa de Viljar superar a violência em sua recuperação diária. A atuação de Gravli é espetacular, talvez a mais contida até agora do ano e ainda assim altamente impactante, assim como Anders Danielsen Lie, ator preferido de Joachim Trier, é de uma frieza controlada e angustiante no papel do homem que procura deixar uma espécie de legado da distorção da realidade. 22 de julho poderia servir para apresentar um discurso político por trás de suas ideias, porém como em Voo United 93, Greengrass mostra a humanidade resistente das vítimas de um psicopata.

Este é um dos melhores dramas independentes dos últimos anos. Grandes atuações de Jay Duplass, Edie Falco e Kaitlyn Dever, uma história comovente e uma trilha sonora rara garantem a qualidade dessa peça de Lynn Shelton. Tratando do reingresso de um ex-presidiário na sociedade, feito por Duplass com eficiente dramaticidade, ele revela conflitos que vão ao encontro da construção de uma base familiar, com paisagens invernais que acentuam o sentido de solidão pelo qual passa o personagem central, sem nunca abdicar de sua busca pela descoberta de novas amizades.

Em meio aos resíduos de obras do museu e uma performance primata de Oleg (Terry Notary, o mesmo que fez os movimentos do gorila gigante de Kong – A Ilha da Caveira), The Square mostra que tudo que foge à segurança do quadrado pode também incluir peças descartáveis. O filme busca uma certa crítica corrosiva a peças que se consideram provocativas, mas, no fim das contas, se inserem apenas no mesmo establishment que contestam. Nisso, inclui-se o discurso de Christian, em determinado momento, ao telefone. Não se trata de uma crítica previsível a curadores de museu; trata-se de um olhar sobre a sociedade a partir da estrutura de um museu. Uma das cenas mais divertidas é aquela em que o público aguarda ansiosamente que o discurso de Christian termine para que possam jantar (e é em outro jantar que acontece a cena-chave, já referida, da obra de Ruben Östlund, na qual o artista Julian (Dominic West) é desafiado).

O melhor de O sacrifício do cervo sagrado em relação aos anteriores de Yorgos Lanthimos é sua compreensão de atmosfera, apostando tudo num sentimento de obra de terror, sem cair num humor corrosivo que por vezes desconstrói em demasia a narrativa. Em Dente canino e O lagosta, o excesso de estranheza por vezes distanciava o espectador, como se inserido num surrealismo desmesurado. Quem conhece o trabalho do diretor sabe que ele privilegia a construção das imagens, sempre impactantes, em detrimento de uma explicação narrativa (que na maioria das vezes não importa para seu interesse). Aqui ele se limita a algumas bordas, e apara as arestas de maneira mais reflexiva e contundente, construindo uma mistura de gêneros efetiva e surpreendente.

De algum modo, o filme de Lynne Ramsay é um Bom comportamento que deu certo, numa Nova York perturbadora e ainda assim cheia de detalhes sonoros e visuais ressonantes, além da trilha de Jonny Greenwood pontuando a tensão, capaz de se equivaler aos melhores trabalhos que fez com Paul Thomas Anderson. Desenhando uma atmosfera que faz o espectador adentrar na história sem que haja um excesso de diálogos, a fotografia de Thomas Townend acompanha uma narrativa pode ser vista como uma extensão do minimalismo que caracteriza, neste século, principalmente o cinema de Refn, e Drive eApenas Deus perdoa são, sem dúvida, influências no comportamento do personagem central, feito por Joaquin Phoenix de modo exemplar.

François Ozon faz uma espécie de drama mesclado com thriller de voltagem erótica, lembrando em alguns pontos Gêmeos, de Cronenberg, e Elle, de Verhoeven, no entanto com uma sensação ainda maior de vazio, como é de praxe em sua obra. Vacth (estrela de Jovem e bela, também do diretor) tem uma atuação surpreendente e se entrega ao papel com vulnerabilidade, protagonizando cenas difíceis e nas quais Ozon chega a comparar o olhar com o sexo feminino, com um requinte visual de fazer inveja aos melhores diretores de cinema de arte. Uma fotografia decisivamente bela de Manu Dacosse entrega não apenas ao museu uma representação da duplicidade que persegue esses personagens. Veja-se a cena em que Chloé adentra um espaço em que sua imagem é multiplicada por vários espelhos, ou como a Ozon enquadra seu rosto para se assemelhar a uma figura felina (e outras vezes andrógina).

Com uma trilha belíssima de Daniel Hart, Sombras da vida parece uma história previsível e calcada num efeito comum – um fantasma escondido por baixo de um lençol –, mas abraça um caminho extremamente interessante, sobre lembranças, passado, futuro, tempos mesclados e um sentimento constante de deslocamento. É um cinema feito para se aproveitar aos poucos – assim como Rooney Mara aproveita uma torta, comportando-se, na verdade, como duas pessoas, num triunfo estilístico de David Lowery. Há um sentimento belo por trás das imagens da narrativa, de que o ser humano é uma junção de vários tempos possíveis. Ele apresenta isso de maneira simples, direta e ainda assim complexa ao extremo, sobretudo em seus vinte minutos finais. Para Lowery, há um entendimento amplo de que a vida reúne épocas passadas e futuras em conjunto.

Há alguns elementos que Guillermo Del Toro colocou anteriormente em sua trajetória, contudo são melhor resolvidos aqui. Mesmo em relação ao A colina escarlate, subestimado, A forma da água se sente com temas mais complexos e distribuídos em camadas iguais. E a água é, afinal, o símbolo da libertação da narrativa. Todas as sequências que a envolvem dão uma sensação de que a opressão causada por determinados humanos é colocada em segundo plano e os personagens encontram a sua essência. Em A colina escarlate, já havia uma metáfora da terra. Além disso, como em A espinha do diabo e O labirinto do fauno, Del Toro faz com que seus personagens em transformação também combatam a guerra que há nos bastidores de suas existências.

O tom de Mudbound possui certa melancolia, mas ela nunca é utilizada para uma certa comoção pré-programada e sim como um elo entre esses personagens. O Mississipi é uma paisagem que serve de pano de fundo para os conflitos, no entanto vai, aos poucos, se integrando a cada uma dessas figuras, como se existisse para elas. O tom dado pela fotografia – que remete à terra – segue desde o início seu estilo eficaz. Esse tom não está apenas na própria ambientação, como no horizonte e nos figurinos dos personagens. Dee Rees mostra a dificuldade que era construir uma família e uma casa nesse período com rara eficácia. Ela visualiza o trabalho da fazenda como uma espécie de tentativa de o ser humano não ter mais do que outro, e sim poder ter direito de dizer que a terra é mais sua do que do outro.

Happy end é um exemplo do talento de Michael Haneke para compor imagens do cotidiano de forma altamente sugestiva, seja na distância que toma de um homem em confronto físico com outro, seja na maneira como mostra um cão latindo atrás de uma das portas da casa para o dono voltando depois de um acidente (e isso diz muito do dono). Como nos melhores momentos do cineasta, há uma fascinação no jogo que ele faz entre tecnologia e realidade, na maneira como mostra os personagens conversando pelo computador, com um discurso entre o afetivo e o patético. Haneke não está buscando o discreto charme da burguesia; ele está olhando para aquilo que se quer burguesia e deseja ser sua antítese. Um diálogo entre Georges e o homem que corta seu cabelo é o exemplo primoroso desse humor surreal sem nunca parecer fora de si.

Há uma concepção muito interessante deste filme de Ridley Scott sobre a arte ser considerada uma riqueza e um passo para um indivíduo se sentir atemporal e acima de seus semelhantes. Isso se manifestava no início de Alien: Covenant, por exemplo, quando vemos Peter Weyland e David numa sala com a pintura “Natividade”, de Piero della Francesca, ao fundo. Aqui, surge outra obra de arte como significado para as perturbações do ultramilionário Getty (Christopher Plummer). Em outro momento, é oferecida uma quantia de dinheiro para que possa aproveitar de forma jornalística uma informação referente ao neto. Scott evita uma manipulação dramática e concede à sua narrativa uma visão moderna de que todos desejam tirar algo dessa situação.

Todos os personagens de A balada guardam em comum a solidão, a falta de uma família estabelecida, e a carruagem representa essa transitoriedade. É um mundo em composição e, ao mesmo tempo, em decomposição, levando o espectador de volta a uma época em que a humanidade era colocada em xeque a cada vilarejo. As atuações do elenco nesse sentido (principalmente as de Blake Nelson, Waits e Kazan) colaboram de forma fundamental para o êxito. Os irmãos Coen não chegam a almejar uma pretensa filosofia por meio de seus contos, no entanto ela pode ser vista a cada passo dos personagens. Sob um verniz de despretensão, de contar histórias de um livro (que o filme usa como recurso), eles mostram mais uma vez sua interessante visão sobre a constituição dos Estados Unidos. Melhor: após o marcante Ave, César!, sobre a Hollywood dos anos 50, parecem voltar à melhor forma, aquela dos anos 90, quando encadearam várias obras excelentes e se mostraram autores de cinema fundamentais.

Hereditário oferece a sensação de que esses personagens estão isolados em relação ao mundo. Há um clima permanente de luto, de um passado não resolvido. O distanciamento entre os personagens confere um sentimento de que nenhum é verdadeiramente trabalhado, quando esta decisão parece estar ligada justamente ao fato de Aster não querer revelar nenhum traço definitivo. Isso fornece duas camadas. Uma delas é representada pelo fato de nenhum se atrever a mudar o que está acontecendo; a outra é que, quando se tenta fazer algo, pode ser que o caminho seria não fazê-lo.

A dor com a qual Foxtrot lida envolve não apenas a família, como também a própria tradição da qual ela faz parte. Por isso, é tão espetacular quando, de maneira discreta, Samuel Maoz costura o primeiro ato com o ato final, como se tudo fizesse parte de uma história a ser recontada por gerações. A descoberta de pequenas lembranças, objetos deixados para a posteridade, se encaixa com uma notável sensibilidade voltada à culpa pelo que se escondeu. Preocupado com um certo discurso poético subliminar, Maoz lida com o destino dos personagens como parte daquilo que os antecedeu não apenas no cargo do qual se encarregam e sim do passado que recontam às pessoas próximas. Nesse sentido, a visita de Jonathan à sua mãe adquire toda uma carga simbólica, fazendo de Foxtrot um registro documental da sensibilidade.

Alfonso Cuarón trabalha seu estilo contido e, ao mesmo tempo, grandioso, principalmente numa cena de embate entre a população num centro urbano, que leva a uma das cenas mais impactantes da narrativa, tudo sem uso de trilha sonora, apenas com sons ambientais. Do mesmo modo, Cuarón libera um espaço para o uso da luz e de paisagens que evocam um certo enigma, como o lugar onde a família vai passar as festas no fim do ano e que em determinado momento lembram um pouco O regresso, de Iñárritu, ou um enorme campo de areia a céu aberto com um viés um tanto surreal e onírico, com beleza plástica indiscutível e marcante. Se ele começa mostrando Cleo lavando a garagem, e a água espelha o céu acima, é notável que tenhamos o mar em outro momento mostrando a força da maternidade. Não raramente, o espectador se sente inserido na narrativa: a experiência de Cleo passa a ser universal, daí a vitalidade surpreendente de Roma. Ao final, como a personagem, ele quase parece atingir o céu.

Há uma cena em que Moonee e sua amiga brincam diante de um campo rural com vacas que parece extraída do início de Luz depois das trevas, de Reygadas. É como se esse universo campestre representasse o verdadeiro ingresso num mundo fantasioso coberto de nuvens que dialoga com os estabelecimentos de alimentação. Algumas esculturas em forma de foguetes ao longo deste cenário lembram uma já longínqua corrida espacial. É um grande passo na carreira de Sean Baker e dos atores aqui envolvidos. Não se sente nunca como um semidocumentário, problema em que poderia ter incorrido, e sim num retrato de um cotidiano que se movimenta como as corridas de um lado para o outro em busca de descoberta. Por isso, Projeto Flórida se destaca como um dos filmes mais belos do ano, com um aspecto humano comovente que poucas vezes se vê retratado com tanta ênfase.

Como diretor, além da atuação com mais nuances do que a de Kris Kristofferson, da versão dos anos 70, fazendo deste o seu melhor trabalho desde O lado bom da vida, Bradley Cooper compõe vinte minutos finais especialmente belos, reunindo sentimentos e conflitos que não podem ser sintetizados por palavras, apenas por imagens. Vem dessa parte final a grandeza desta versão de Nasce uma estrela: em seu tempo de viagem, conta mais o que percebemos no interior dos personagens e o que permanecem são os momentos mais afastados do grande público e que impulsionam esse casal atrás de um sonho, como na melhor canção do filme, “Shallow”. Temos aqui um exemplo de filme que capta parte da vida e de sentimentos ligados a ela muitas vezes esquecidos e que permanecem fortes independente do que aconteça.

Greta Gerwig insere seus personagens num equilíbrio entre a transgressão (querer ser rebelde) e a permanência (a tradição da família), não sem uma boa porção de gags, visuais sobretudo, em peças de teatro exageradas. No roteiro, há um humor agridoce que Gerwig traz também de Mulheres do século 20, no qual faz uma jovem também de cabelo tingido, como Lady Bird, ajudando uma amiga a criar seu filho adolescente. Com uma mescla de nuances e sobreposições de tempos que remetem aos melhores momentos recentes de Malick (quando várias festas de fim de ano passam e Lady Bird procura emprego), sem o uso de voice overs, por outro lado, a narrativa se constrói de maneira interessante e sem, embora aparente, um elemento pop. Para um olhar superficial, trata-se apenas de um filme sobre a vinda da adolescência, como se costuma falar. É muito mais.

Em Trama fantasma, nunca vemos ninguém exatamente despido. Paul Thomas Anderson também não evoca carícias entre o casal. Tudo é deixado como sugestão, contudo também porque o corpo é inalcançável: a roupa deve cobrir o corpo, assim como os sentimentos inconfessáveis. Em um momento discreto, ele tira o batom dos lábios de Alma para que finalmente possa vê-la – mas ele não deseja realmente isso, pois seria não ver apenas a si próprio. Se havia uma profusão de diálogos em Vício inerente, Anderson se concentra aqui em diálogos mínimos, pausados, e alguns inesperadamente engraçados (sobretudo quando Reynolds, numa atuação fora de série de Daniel Day-Lewis, se sente perturbado por alguma conversa ao café da manhã). E ele aprimora momentos sutis, como aquele em que o designer está numa situação delicada e um vestido sendo refeito representa ele mesmo se refazendo.

 

Melhores filmes de 2018 (até agora)

Por André Dick

Abaixo, a primeira lista dos melhores filmes de 2018 do Cinematographe, seguida por menções honrosas, que será atualizada à medida que forem sendo lançados ou vistos novos filmes. Conta-se a data de lançamento internacional deles, não apenas no país de origem ou em festivais. Por isso, há obras nela que foram lançadas, por exemplo, no Festival de Cannes e Festival de Berlim de 2017. São incluídos lançamentos realizados também em VOD e na Netflix.

1. Nasce uma estrela (Bradley Cooper)
2. Foxtrot (Samuel Maoz)
3. Hereditário (Ari Aster)
4. Colo (Teresa Villaverde)
5. O amante duplo (François Ozon)
6. Você nunca esteve realmente aqui (Lynne Ramsey)
7. Outside in (Lynn Shelton)
8. Thoroughbreds (Cory Finley)
9. 22 de julho (Paul Greengrass)
10.  Deixe a luz do sol entrar (Claire Denis)

***

11. Dogman (Matteo Garrone)
12. Arábia (João Dumons e Affonso Uchoa)
13. Sicario – Dia do soldado (Stefano Sollima)
14. Custódia (Xavier Legrand)
15. Mudo (Duncan Jones)
16. Corpo e alma (Ildikó Enyedi)
17. As aventuras de Paddington 2 (Paul King)
18. Noviciado (Margaret Betts)
19. Ilha dos cachorros (Wes Anderson)
20. Jogador Nº 1 (Steven Spielberg)
21. Tully (Jason Reitman)
22. 15h17 – Trem para Paris (Clint Eastwood)
23. Like me (Robert Mockler)
24. Deadpool 2 (David Leitch)
25. Best f(r)iends (Justin MacGregor)

Menções honrosas: Em pedaços (Fatih Akin), O conto (Jennifer Fox), Baseado em fatos reais (Roman Polanski), Os incríveis 2 (Brad Bird), Eighth grade (Bo Durnham), Noite de lobos (Jeremy Saulnier), Mais uma chance (Tamara Jenkins), Don’t worry, he won’t get far on foot (Gus Van Sant), Venom (Ruben Fleischer), Jumanji – Bem-vindo à selva (Jake Kasdan), Hearts beat loud (Brett Haley), Unfriend: dark web (Stephen Susco), As boas maneiras (Juliana Rojas, Marco Dutra), Damsel (David e Nathan Zellner), The rider (Chloé Zhao), Missão: impossível – Efeito Fallout (Christopher McQuarrie), Permission (Brian Crano), Who we are now (Matthew Newton), Princess Syd (Stephen Cone), Summer of 84 (François Simard, Anouk Whissell, Yoann-Karl Whissell), What keeps you alive (Colin Minihan), Pérolas no mar (Rene Liu), A noite do jogo (John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein), Sem amor (Andrey Zvyagintsev), Você e os seus (Hong Sang-soo), Não vai dar (Kay Cannon), Felicité (Alain Gomis), Homem-Formiga e a Vespa (Peyton Reed), Rastros (Agnieszka Holland), Fútil e inútil (David Wain), Halloween (David Gordon Green), Espectador profissional (Dito Montiel), Vende-se esta casa (Suzanne Coote e Matt Angel), Newness (Drake Doremus), Jurassic World – Reino ameaçado (J. A. Bayona), Tudo que quero (Ben Lewin), Hostis (Scott Cooper), Alfa (Albert Hughes), Rampage – Destruição total (Brad Peyton), Desobediência (Sebastián Lelio), Cargo (Ben Howling e Yolanda Ramke), Flower (Max Winkler), Almas secas (Liz W. Garcia), Blame (Quinn Shepard), Together (Terrence Malick), Distúrbio (Steven Soderbergh), Becks (Daniel Powell, Elizabeth Rohrbaugh), Fullmetal alchemist (Fumihiko Sori), Perigo na montanha (Lin Oeding), Frost (Šarūnas Bartas), The ballad of Lefty Brown (Jared Moshe), Submersão (Wim Wenders), Aniquilação (Alex Garland), O ritual (David Bruckner), Um lugar silencioso (Joseph Krasinki), A sombra da árvore (Hafsteinn Gunnar Sigurðsson), Todas as razões para esquecer (Pedro Coutinho), O plano imperfeito (Claire Scanlon), O mercador (Tamta Gabrichidze), Utoya, 22 de julho – Terrorismo na Noruega (Erik Poppe), O rei da polca (Maya Forbes), Vingança (Coralie Fargeat), The Cloverfield Paradox (Julius Onah), Woman walks ahead (Susanna White), Lean on Pete (Andrew Haigh), Maria Madalena (Garth Davis), A câmera de Claire (Hong Sang-soo), Christopher Robin – Um reencontro inesquecível (Marc Forster), Golden exits (Alex Ross Perry), Tal pai, tal filha (Lauren Miller), O predador (Shane Black), Destination wedding (Victor Levin), Stella’s last weekend (Polly Draper), The wife (Björn Runge), Juliet, nua e crua (Jesse Peretz), O mistério do relógio na parede (Eli Roth), O primeiro homem (Damien Chazelle), Buscando… (Aneesh Chaganty), Bohemian Rhapsody (Dexter Fletcher), The kindergarten teacher (Sara Colangelo), Infiltrado na Klan (Spike Lee), Guerra fria (Pawel Pawlikowski), Meu ex é um espião (Susanna Fogel), Never goin’ back (Augustine Frizzell)

A serem vistos/lançados:  Wildlife (Paul Dano), The Irishman (Martin Scorsese), Leave no trace (Debra Granik), Skate kitsch (Crystal Moselle), Blaze (Ethan Hawke), We the animals (Jeremiah Zagar), The death & life of John F. Donovan (Xavier Dolan), Boy erased (Joel Edgerton), Acrimony (Tyler Perry), O dia depois (Hong Sang-Soo), Mary, queen of scots (Josie Rourke), Detona Ralph 2 (Rich Moore, Phil Johnston), Creed 2 (Steven Caple Jr.), Suspiria (Luca Guadagnino), Life & nothing more (Antonio Méndez Esparza), Todos lo saben (Asghar Farhad), At war (Stéphane Brizé), Le Livre d’image (Jean-Luc Godard), Asako I & II (Ruysuke Hamaguchi), Sorry Angel (Christophe Honoré), Girls of the Sun (Eva Husson), Ash is purest white (Jia Zhang-ke), Shoplifters (Hirokazu Koreeda), Capernaum (Nadine Labaki), Burning (Lee Chang-Dong), Under the Silver Lake (David Robert Mitchell), Three faces (Jafar Panahi), Lazzaro Felice (Alice Rohrwacher), Yomeddine (Abu Bakr Shawky), Leto (Kiril Serebrennikov), Border (Ali Abbasi), Sofia (Meyem Benm’Barek), Little tickles (Andréa Bescond e Eric Métayer), Long day’s journey into night (Bi Gan), Manto (Nandita Das), Werk ohne autor (Florian Henckel Von Donnersmarck), The nightingale (Jennifer Kent), The favourite (Yorgos Lanthimos), Peterloo (Mike Leigh), Sextape (Antoine Desrosières), Girl (Lukas Dhont), O retorno de Mary Poppins (Rob Marshall), Lizzie (Craig Macneill), The seagull (Michael Mayer), An evening with Beverly Luff Linn (Jim Hosking), Ayka (Sergei Dvortsevoy), The spy gone north (Yoon Jong-Bin), 10 years in Thailand (Aditya Assarat, Wisit Sasanatieng, Chulayarnon Sriphol e Apichatpong Weerasethakul), The state against Mandela and the others (Nicolas Champeaux e Gilles Porte), The wild pear tree (Nuri Bilge Ceylan), O grande circo místico (Cacá Diegues), La traversée (Romain Goupil), Capri-Revolution (Mario Martone), What you gonna do when the world’s on fire? (Roberto Minervini), Sunset (Laszlo Nemes) Frères ennemis (David Oelhoffen), Nuestro tiempo (Carlos Reygadas), At eternity’s gate (Julian Schnabel), Acusada (Gonzalo Tobal), Killing (Shinya Tsukamoto), To the four winds (Michel Toesca), Dead souls (Wang Bing), Pope Francis – A Man of His Word (Wim Wenders), Mosaic (Steven Soderbergh), Freakshift (Ben Wheatley), The mercy (James Marsh), Welcome the stranger (Justin Kelly), The Ballad Of Buster Scruggs (Ethan Coen, Joel Coen), Vox lux (Brady Corbet), O homem que matou Dom Quixote (Terry Gilliam), The son (Denis Villeneuve), Aquaman (James Wan), The week of (Robert Smigel), The war with Grandpa (Tim Hill), Uma dobra no tempo (Ava DuVernay), Tom Raider – A origem (Roar Uthaug), The mountain (Rick Alverson), Doubles vies (Olivier Assayas), The sisters brothers (Jacques Audiard), Operação Red Sparrow (Francis Lawrence), O passageiro (Jaume Collet-Serra), Círculo de fogo – A revolta (Steven S. DeKnight), The favourite (Yorgos Lanthimos), Oito mulheres e um segredo (Gary Ross), Mamma Mia – Lá vamos nós de novo (Ol Parker), Light of my life (Casey Affleck), Robin Hood – Origins (Otto Bathurst), The house with a clock on it’s wall (Eli Roth), Bad times at the El Royale (Drew Goddard),  Jungle Book – Origins (Andy Serkis), Millennium – A garota na teia da aranha (Fede Alvarez), X-Men – A fênix negra (Simon Kinberg), The professor and the madman (Farhad Safinia), Animais fantásticos – Os crimes de Grindelwald (David Yates), Desejo de matar (Eli Roth), Widows (Steve McQueen), A pequena sereia (Chris Bouchard, Blake Harris), Chris The Swiss (Anja Kofmel), Roma (Alfonso Cuarón), The old man & the gun (David Lowery), Máquinas mortais (Christian Rivers), Diamantino (Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt), Egy Nap (Zsófia Szilágyi), Fuga (Agnieszka Smoczynska), Kona Fer I Stríð (Benedikt Erlingsson), Sauvage (Camille Vidal-Naquet), Sir (Rohena Gera), Angel face (Vanessa Filho), White boy Rick (Yann Demange), City of lies (Brad Furman), Euphoria (Valeria Golino), My favorite fabric (Gaya Jiji), Friend (Wanuri Kahiu), The Harvesters (Etienne Kallos), In my room (Ulrich Köhler), Um pequeno favor (Paul Feig), Papillon (Michael Noer), El Angel (Luis Ortega), The gentle indifference of the world (Adilkhan Yerzhanov), Le grand bain (Gilles Lellouche), Arctic (Joe Penna)

A lista atualizada pode ser verificada também aqui.