Batman – O cavaleiro das trevas (2008)

Por André Dick

A lembrança deixada pelos dois filmes de Joel Schumacher na franquia iniciada por Tim Burton no final da década de 80 da série Batman manteve todos os interessados pelo personagem consciente de que, numa renovação, era preciso mudar o direcionamento das coisas. Quem o substituiu foi Christopher Nolan, que havia mostrado competência em Amnésia e em Insônia, mas passou a ser visto como cineasta mais popular por meio de Batman begins. Nele, o super-herói que se veste de morcego está de volta a Gotham City depois de uma temporada num mosteiro, onde se aprimorou em artes marciais com um homem perturbado, Henri Ducard (Liam Neeson), que pretende dizimar a civilização decadente com sua Liga das Sombras. Reencontrando a amiga de infância Rachel Dawes (Katie Holmes) e seu melhor amigo, o mordomo Alfred (Michael Caine), ele retoma a empresa do pai, indo contra a vontade de quem já fazia planos de coordená-la (Rutger Hauer), colocando um cientista, Lucius Fox (Morgan Freeman), para ajudá-lo a construir armaduras e armas contra assaltantes, afinal pretende estabelecer a ordem na cidade. Seu amor pela amiga é o ponto romântico do filme.

Ela quer prender os integrantes do crime organizado de Gotham, mas um dos envolvidos vai parar no Asilo Arkham, onde precisa enfrentar o Espantalho (Cillian Murphy), que na verdade é o Dr. Cristopher Crane, cujo tom mais soturno lembra a novela de Batman feita por Frank Miller. Batman – desta vez com mais ajuda do comissário Gordon (na franquia antiga bastante apagado), interpretado pelo ótimo Gary Oldman – enfrentará todos os bandidos e ainda quem volta do passado e deseja impedi-lo de salvar Gotham.
Há cenas muito bem feitas por Nolan (sobretudo aquela em que Batman invade o asilo, a fim de encontrar o Espantalho, com uma atmosfera tensa e pesada), que emprega um ritmo vertiginoso na montagem, embora lhe faltem alguns elementos: a direção de arte da série de Tim Burton (muito mais fantástica e original, sobretudo no design dos veículos utilizados por Batman) e a trilha sonora de Danny Elfman (tão marcante quanto a que John Williams fez para Superman, aqui substituída por uma feita em parceria de Hans Zimmer com James Newton Howard, em tom crescente e efetivo). Ou seja, Nolan tem uma clara opção em situar o personagem sob uma luz mais realista.

De qualquer modo, Batman Begins parece um filme mais na medida exata, sobretudo porque Nolan desenha seus personagens de maneira equivalente com seus objetivos. O elenco, a começar por Christian Bale fazendo Batman, é muito bom, e há diversas sequências memoráveis, mostrando que o personagem merecia um tratamento que não estava recebendo de Joel Schumacher. Sentimos angústia no personagem – a sequência de treinamento nas montanhas é especialmente memorável – e a produção é cuidadosa em todos os seus quesitos.
O segundo filme, Batman – O cavaleiro das trevas, reitera que temos um cineasta com menos imaginação visual do que Burton e uma atenção maior para o realismo das cenas de ação. Numa nova sessão, de qualquer modo, é uma obra que se encontra cada vez mais contemporânea, além de influência direta na maioria dos filmes adaptados de quadrinhos. É visível a influência de Nolan do cineasta Michael Mann, principalmente aquele de Fogo contra fogo e Miami Vice, de alguns anos antes. Parece-nos que é Christian Bale o responsável por tornar o novo Batman em um personagem tão interessante quanto aquele feito por Michael Keaton, com acentos dramáticos funcionais. O não emprego de humor no personagem principal, um super-herói amargurado, talvez deixe a narrativa mais pesada, e isso se reproduz no clima proporcionado pela fotografia belíssima de Wally Pfister, diferenciando-se de suas versões anteriores, mesmo daquela de Burton. Além disso, toda a ambientação de Gotham City, uma mistura entre Nova York e Tóquio, volta a tirar qualquer fantasia da cena de ação: os acontecimentos do início do século XXI estão subentendido pelo roteiro. O vilão aqui é o Coringa (vivido por Heath Ledger, que recebeu um Oscar póstumo merecido de ator coadjuvante), cada vez mais enlouquecido pelas releituras que deram os quadrinhos, tendo à frente Frank Miller, e decisivamente psicopata. O Coringa de Jack Nicholson no Batman de Burton era tão desequilibrado quanto, mas com nuances mais atenuadas e um humor corrosivo às vezes de tom infantojuvenil. Estamos diante de um vilão que coloca não apenas Batman em xeque, como todo o sistema (policial, jurídico) da cidade. Não se pode acreditar em mais ninguém; tudo está sob suspeita. A vida de Wayne se sente vazia, tanto quanto a de Dent em busca de correção.

Ainda mais do que no primeiro filme, neste Nolan tem uma tendência a cenas de ação ininterruptas, o que deixa o espectador quase sem fôlego. A montagem, especialmente, é uma qualidade: parece que, com a rapidez dos diálogos e do corte de cenas, estamos assistindo não a um filme, mas a um trailer, em que o a trilha sonora tensa de Howard e Zimmer quase não se ausenta, sendo interrompida apenas num ato final um pouco mais expositivo do que o restante.
Algumas das peças cinematográficas de Nolan têm mais de um final, e este tem pelo menos três, no entanto quando consegue conectar tudo é um diretor de talento, mais preciso do que Burton para cenas de ação e visões ameaçadoras da realidade. Seu Batman é um super-herói endurecido pela realidade de Gotham, e o que ele faz não se diferencia em nada dos policiais que vemos em filmes e séries, sobretudo na cena em que tenta interrogar o Coringa. Há nessas sequências, também, uma referência à tortura de terroristas, bem enfocada em A hora mais escura, alguns anos depois, por Kathryn Bigelow. Quando ele confia em Harvey Dent (Aaron Eckhart, apropriado para o papel depois de boas atuações, em Obrigado por fumar, por exemplo) para limpar Gotham, o faz com a mesma noção política que faz mover o prefeito e o Comissário Gordon. Porém, quando se depara com o que irá acontecer a Dent e sua amada, Rachel Dawes (Maggie Gyllenhaal, substituindo Katie Holmes), que é namorada de Dent, parece voltar atrás, como agiria um policial. O dilema aqui ultrapassa a tendência romântica do super-herói e chega a um ponto em que não consegue mais controlar sua tendência de buscar a todo custo coibir que o crime tome conte de sua cidade.

Assim, Batman tem receio de Gotham ser dominada por traficantes, e de haver um adversário justamente como o Coringa, que ateia fogo a uma pilha gigantesca de dinheiro, com o empenho apenas de destruir. Por exemplo, a cena do hospital é grandiosa e por isso perturbadora, mesmo que saibamos se tratar de uma ficção, e suas curvas pelas ruas de Gotham a bordo do carro da polícia deixam o espectador impactado, como se fosse um pouco verdade, tal a neutralidade e frieza com que Nolan filma essas imagens, querendo cada vez mais ver Gotham City em apuros. São momentos em que o gênero de filme de super-heróis se mescla ao thriller urbano. Ao contrário de Batman begins, que preferia mostrar becos enfumaçados e muita chuva, O cavaleiro das trevas prefere a simetria de arranha-céus e esconderijos tecnológicos, além de uma noite asséptica, com grandes avenidas vazias.
Se não há mais a dupla personalidade dada com mais ênfase por Burton, sobretudo em Batman – O retorno, Nolan consegue estabelecer os personagens como figuras mais próximas do espectador, como o próprio Alfred ou o cientista Lucius Fox. Há várias obras coladas nesta peça sonora e visualmente interessante: a viagem de Batman para capturar um criminoso em Tóquio é uma; a de Dent é outra; a dos barcos ao final, outra. Até que eles formam um conjunto, que toma como fundo a transformação da sociedade, seja com sua horda de gângsteres terroristas, seja com um tom até mesmo otimista diante de tudo. Nolan também está interessado em Batman como alguém que vigia a todos por meio de celulares, antecipando uma era moderna, e constantemente perturbado por um passado que não consegue resolver. Talvez seja ainda aquele filme de super-heróis que conseguiu estabelecer um vínculo direto com a realidade e mesmo por isso fez tamanho sucesso. Seu roteiro responde por vários pontos, inclusive pelo talento de Nolan em transformar o que seria menos respeitoso em algo com certo tamanho irrestrito.

The dark knight, EUA/Reino Unido, 2008 Diretor: Christopher Nolan Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Heath Ledger, Maggie Gyllenhaal, Gary Oldman, Aaron Eckhart, Morgan Freeman, Eric Roberts, Anthony Michael Hall, Nestor Carbonell, Melinda McGraw, William Fichtner, Nathan Gamble Roteiro: Jonathan Nolan, Christopher Nolan Fotografia: Wally Pfister Trilha Sonora: James Newton Howard, Hans Zimmer Produção: Christopher Nolan, Charles Roven, Emma Thomas, Lorne Orleans Duração: 152 min. Estúdio: Legendary Pictures, Syncopy Films, DC Comics Estúdio: Warner Bros. Pictures

Vício inerente (2014)

Por André Dick

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Vício inerente parecia ser, pelo trailer, o filme mais acessível de Paul Thomas Anderson, sucedendo sua obra-prima O mestre. É possível entender que a adaptação feita pelo diretor do romance de Thomas Pynchon, lançado em 2009, procura, como o livro, fazer uma homenagem às investigações policiais dos anos 50 no cenário dos anos 70. O diretor já revisitou essa época em Boogie Nights, mas Vício inerente oferece um passeio muito mais hermético, por se basear numa escrita com várias referências explícitas ou não e uma linguagem entre o pop – no caso de Vício inerente, dessa linguagem que faz referência principalmente à geração hippie – e o que é considerado cult, os romances de detetive (e suas descrições detalhadas parecem homenagear tanto autores do gênero policial quanto os beats). Há uma diversidade de personagens na prosa de Pynchon, um entra e sai deles, nem sempre esclarecidos, diálogos que acontecem como se estivéssemos escutando os personagens de perto e uma ambientação concentrada.
Anderson respeita o romance que lhe serve de inspiração na mesma medida que lança seu olhar próprio: os zooms lentos sobre cada personagem em algumas situações, além de remeterem a Altman, mais claramente, possuem a técnica de exatamente diminuir a velocidade da prosa de Pynchon. Desse modo, o que Anderson faz não é exatamente fácil: ele retira todo o movimento dito moderno de Pynchon e coloca suas figuras, com jeito de estarem nas praias californianas, situadas entre tramas estranhas e distantes da realidade. Há um choque – e nisso se concentra a especialidade de Vício inerente. Sem deixar de ser fiel ao livro, o filme de Anderson é outra energia, como diria seu personagem principal, o detetive e hippie juramentado Doc Sportello.

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Doc mora em Gordita Beach, uma praia fictícia em Los Angeles, e é procurado por uma antiga namorada, Shasta Fay Hepworth (Katherine Waterston), para encontrar o amante dela, Mickey Wolfmann (Eric Roberts), um ricaço do meio imobiliário e ligado a uma organização misteriosa chamada Golden Fang. A trama labiríntica que parte daí e evoca tanto o lado solar quanto a escuridão da noite, além de uma porção de nomes, desde o delegado da polícia de Los Angeles Bigfoot Bjornsen (Josh Brolin), além de alguns ativistas, é típica do gênero e fascinante para quem se interessa. Ao mesmo tempo em que precisa encontrar Wolfmann, Doc é procurado por Hope (Jena Malone) para encontrar seu marido, também desaparecido, Coy (Owen Wilson), um saxofonista. Para o caso de Wolfmann, recebe a ajuda de Sauncho Smilax (Benicio del Toro), levando-o ao veleiro Golden Fang, enquanto tem encontros futivos com Penny Kimball (Reese Witherspoon) e interrogatórios no mínimo estranhos com Tariq Khalil ( Michael Kenneth Williams), integrante dos Panteras Negras, o Dr. Rudy Blatnoyd (Martin Short), a prostituta Jade (Hong Chau) e a esposa de Wolfmann, Sloane (Serena Scott Thomas), precisando usar seu caderninho para entender o que seria ou não resultado de uma paranoia ou alucinação pessoal. Em determinados momentos, a elaboração nas tramas lembra também a de Dália negra, obra injustamente esquecida de Brian De Palma, adaptada de Elroy, por sua profusão de caminhos e interligações, com a narração de Sortilège (Joanna Newsom, cantora e compositora), que tenta esclarecer alguns detalhes, para descontrair a história.
Embora seja vendido como uma comédia, e tenha realmente momentos de humor, Vício inerente é um filme que joga com elementos policiais clássicos com a mesma competência de Hammett, dos anos 80, dirigido por Wim Wenders, e, apesar de parecer, ele pouco tem relação com O grande Lebowski, dos irmãos Coen. Nesse sentido, ele possui tanto humor quanto Sangue negro, ao se mostrar os conflitos entre o desbravador de poços de petróleo e o pastor da localidade onde concentra sua empresa, e O mestre, quando este mostra o líder de uma seita que precisa de um homem para lidar com ações menos reflexivas, como encostar algum detrator de suas ideias contra a parede.

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Por meio dos personagens, Anderson sempre procura encontrar o lado tanto ensolarado quanto nebuloso de uma América prometida nos livros de história. E, ao contrário de Magnólia, ainda o mais visto de Anderson, não existe aqui nenhum apelo ao pop ou ao movimento: a maneira como Vício inerente foi filmado é aparentemente simples, modesta, sem os travellings a que Anderson se acostumou no início de carreira e usou sobretudo em Embriagado de amor, e isso pode ser percebido também na direção de arte e nos figurinos, que apenas complementam os personagens e nunca são um elemento à parte no cenário. Ele se parece visualmente com Boogie Nights, principalmente ao apresentar o interior dos lugares, sem nenhum exagero ou cores excessivas, ou seja, é realmente o filme em que Anderson se distancia de qualquer apoio que não seja a história e o elenco.
Filmado com um rigor descompromissado, Vício inerente é apenas aparentemente um filme ingênuo ou que apena sublinha a quantidade de drogas na cultura dos anos 70; vê-lo como uma história sobre pessoas que se utilizam de misturas ilícitas não desenvolve sua riqueza e imaginar que sua trama confusa é fruto apenas de estados alterados no mínimo equivocado (este não é um segundo Medo e delírio, também com Del Toro, em que Johnny Deep fazia um jornalista mergulhado no uso de substâncias proibidas). Isso pode ser sentido não apenas no encadeamento inicial, quando há um longo diálogo entre Doc Sportello e Shasta, até o início de suas investigações, que o levam até a gangue que pode ajudar a esclarecer onde afinal está Mickey Wolfmann. Anderson em nenhum momento, como um grande diretor, esclarece por que a história vai tendo algumas rupturas, quando, visualmente, tudo transcorre de maneira fluida e interligada. Nesse sentido, o filme só se mostra de fato confuso quando se deixa de imaginar que Anderson e, antes dele, Pynchon, queria fazer uma homenagem referencial à cultura do cinema noir, no qual as luzes e sombras desempenham papel fundamental.
Em Vício inerente, Anderson torna esse jogo de luzes e sombras com cores distintas não apenas no início, certamente aquele momento que mais se mostra fiel ao livro e determina todo o ritmo, como também no momento em que vai a uma mansão onde pode encontrar um determinado personagem. Se a delegacia é um lugar sempre iluminado, os seus personagens nunca o são: tanto Bigfoot quanto os integrantes do departamento são confusos. Bigfoot é claramente uma visão da era Nixon, da tentativa de obter um controle sobre sua própria imagem – e ele se decepciona ao perceber que não lhe dão o espaço que considera merecer. E Doc Sportello está longe de ser uma caricatura de hippie como costuma ser descrito: Phoenix lança sobre o personagem quase uma consternação melancólica, de não entender o que se passa à sua volta não exatamente em termos de efeitos psicodélicos, mas morais: Sportello está perdido nessa mudança brusca de comportamentos e conspirações por todos os lados, a começar pela do seu próprio governo.

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Anderson continua sendo um diretor fenomenal de atores, extraindo grandes atuações de Phoenix (que passa de Amantes para O mestre e Ela com a naturalidade de ser o melhor atuação da sua geração) e Brolin, mas também do elenco coadjuvante, com rápidas (e essenciais) participações de Waterston, Wisterphoon, Short e Del Toro. Além disso, Anderson homenageia também o estilo de filmagem de Robert Altman, com propriedade: há sequências memoráveis e uma ambientação impecável, levando o espectador a cada lugar enfocado. Se Altman havia tentado (particularmente sem conseguir) em Um perigoso adeus exatamente essa busca por uma revitalização do cinema que mostra investigadores envolvidos em tramas nebulosas, Anderson consegue efetuar uma modernização dessas ideias, assim como se mostrava em A ponta de um crime, em que Gordon-Lewitt interpreta um estudante de colégio em meio a uma narrativa misteriosa. Apesar da longa duração (148 minutos) e da dificuldade de acompanhar os acontecimentos – misturados à psicodelia pessoal de “Doc” Sportello –, o filme de Anderson, em meio à sua lentidão, na correspondência nunca confirmada entre diálogos e fatos, nunca é menos do que original, por aliar narrativa e atores de um modo inusitado e mesmo impressionante quando se sabe o quanto Hollywood se afasta deste tipo de tratamento narrativo.
Como pano de fundo, com esse retrato da geração hippie – o delegado feito por Brolin como o aparente extremo contrário de “Doc” –, existe ainda o surgimento de ativistas na aurora dos anos 70, a paranoia com uma possível invasão russa por meio de ideias desconexas, os cabelos ao vento das mulheres na praia, as ondas e um espaço para se avistar o horizonte entre duas casas (numa imagem recorrente da obra anterior de Anderson, O mestre).  Não apenas um retrato de época e uma brincadeira com gêneros, Vício inerente mostra toda a melancolia que existe na passagem de gerações e nos movimentos culturais, quando o personagem precisa olhar para o retrovisor, mas seguir em frente. Essa escolha está presente também na maneira como Robert Elswit trabalhou com as locações do filme: dificilmente vemos o brilho de fundo dos cenários porque a câmera está concentrada nos personagens e no que eles têm dizer e, quando há um brilho, é apenas relance de um sol. E essa é a ruptura clara entre gerações, que Doc Sportello consegue sintetizar de maneira clara, mesmo com sua aparente confusão. Com todo o seu descompromisso, Vício inerente é fascinante.

Inherent vice, EUA, 2014 Diretor: Paul Thomas Anderson Elenco: Joaquin Phoenix, Katherine Waterston, Josh Brolin, Owen Wilson, Benicio del Toro, Reese Witherspoon, Maya Rudolph, Eric Roberts, Michael Kenneth Williams, Joanna Newsom, Martin Short, Martin Donovan, Jena Malone, Sasha Pieterse, Hong Chau, Peter McRobbie, Keith Jardine Roteiro: Paul Thomas Anderson Fotografia: Robert Elswit Trilha Sonora: Jonny Greenwood Produção: Daniel Lupi, JoAnne Sellar, Paul Thomas Anderson Duração: 148 min. Distribuidora: Warner Bros Estúdio: Warner Bros.

Cotação 5 estrelas