War machine (2017)

Por André Dick

Um dos lançamentos este ano da Netflix, War machine (que ficou sem título em português) é uma comédia de guerra nos moldes de Uma repórter em apuros, de qualidade, com Tina Fey e Martin Freeman. No entanto, ao contrário de jornalistas, o roteiro mostra mais exatamente a rotina dos militares na Guerra do Afeganistão. Eles são coordenados pelo general Glen McMahon (Brad Pitt), personagem baseado no general Stanley McChrystal. Ele chega ao país tentando conversar com o presidente Hamid Karzai (Ben Kingsley), que não o leva muito a sério, e tem entre seus comandados Willy Dunne (Emory Cohen), Greg Pulver (Anthony Michael Hall) e Matt Little (Topher Grace), seu assessor de imprensa. McMahon também conhece o soldado Ricky Ortega (Will Poulter), mais comedido, e o rebelde Billy Cole (Lakeith Stanfield). A questão é que ele está lá para ganhar a guerra e não simplesmente controlá-la, como pedem seus superiores, entre eles Pat McKinnon (Alan Ruck), Edith May (Sian Thomas), Dick Wabble (Nicholas Jones) e Ray Canucci (Griffin Dune). Para o general, ganhar significa tentar convencer o povo de que as tropas dos Estados Unidos estão ali para educar.

É muito fácil avaliar o filme sob o ponto de vista político, e ele não é exatamente favorável ao comportamento na área bélica de Barack Obama (herdado de George W. Bush), traço já analisado também no ótimo Castelo de areia, mas o diretor australiano David Michôd não tem exatamente o intuito de apresentar uma peça social. Ele é bastante satírico no modo como mostra o general feito por Pitt, num overacting que faz lembrar seu Aldo Raine de Bastardos inglórios, e particularmente achei o ator num de seus melhores momentos, com timing de humor ótimo. Os coadjuvantes, principalmente Hall (dos filmes sobre adolescentes de John Hughes), estão muito bem, auxiliando realmente na narrativa.
Em certos momentos, como o encontro do general com a mulher, Jeanie (Meg Tilly, surpreendente, uma das principais atrizes dos anos 80), a dramaticidade está presente, mas em geral o filme se situa entre ser um MASH e um Patton (principalmente este) contemporâneos, com uma excelente fotografia de Dariusz Wolski, habitual colaborador de Ridley Scott e Woody Allen. Há também uma interessante composição sobre a maneira com a qual o estrangeiro se infiltra em outro país, o que podemos ver sob o ponto de vista mais bem-humorado também no recente Rock em Cabul, com Bill Murray.

Especialmente bem feito é o jantar em que comparecem Glen e sua esposa Jeanie, em homenagem ao Afeganistão, no qual ele comete uma ligeira confusão de postos de homenagem e homenageado, ou quando o casal fica a sós para discutir a relação e tudo se resume, para o comandante, a uma questão de calendário.
Se as melhores falas parecem ser de Greg Pulver, feito por Hall, sintetizando o absurdo da guerra e as mudanças de rumo quando se está em jogo a política e não exatamente a salvação de vidas humanas, é uma pena que Michôd, que dirigiu o excelente Reino animal e o irregular The rover, se estenda um pouco mais no terceiro ato e tire um pouco o foco do personagem central, o que atenua a agilidade. Quando se dá mais espaço para o campo de combate, a obra parece tentar algum diálogo com Nascido para matar e outros recentes do gênero, sobretudo os filmes de Bigelow, não trazendo exatamente nenhuma novidade, a não ser uma sátira em relação ao comportamento dos comandantes dessas tropas. Ainda assim, War machine é um filme muito interessante sobre os efeitos da guerra e a posição de quem imagina controlar tanto ela quanto as vidas com que lida.

Tal elemento é explorado nos diálogos de Glen com Hamid Karzai, numa atuação cômica exitosa de Kingsley, normalmente boa escolha para esses papéis, a exemplo do que já mostrou em O ditador. Baseado num artigo de Michael Hastings (no filme, Scoot McNairy) escrito para a Rolling Stone, o filme está sendo criticado principalmente por mostrar Obama como um presidente que deu espaço a militares excêntricos. Neste sentido, a obra em si de Michôd não é discutida. Está se perdendo a carga de crítica ressonante que ela apresenta, principalmente se lembrarmos outros filmes de guerra este ano tão elogiados e sem a resposta devida em qualidade. E lembre-se ainda que o trecho final, com a participação inesperada de um astro do cinema, é um dos encerramentos mais eficientes do ano, mostrando a circularidade de uma guerra em que se não havia razão no início tampouco terá em seu final.

War machine, EUA, 2017 Diretor: David Michôd Elenco: Brad Pitt, Emory Cohen, RJ Cyler, Topher Grace, Anthony Michael Hall, Anthony Hayes, John Magaro, Scoot McNairy, Will Poulter, Alan Ruck, Lakeith Stanfield, Josh Stewart, Meg Tilly, Tilda Swinton, Ben Kingsley Roteiro: David Michôd Fotografia: Dariusz Wolski Trilha Sonora: Nick Cave/Warren Ellis Produção: Brad Pitt, Dede Gardner, Jeremy Kleiner, Ted Sarandos, Ian Bryce Duração: 122 min. Estúdio: Plan B Entertainment, New Regency, RatPac Entertainment Distribuidora: Netflix

Brooklyn (2015)

Por André Dick

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O espaço para filmes históricos foi preenchido por três filmes no Oscar: O regresso, Ponte dos espiões e Brooklyn. O filme de Iñárritu abriga um velho oeste com grande movimento, o filme de Spielberg é uma retomada sobre o universo da Guerra Fria, enquanto Brooklyn vai numa direção contrária: apesar de mostrar uma imigrante irlandesa, ele não tem especial interesse em desenhar um painel político ou social de sua época, a não ser por breves detalhes nas entrelinhas. Com base num roteiro de Nick Hornby, reconhecido por Alta fidelidade e Um grande garoto, entre outros livros com material pop, adaptado de um romance de Colm Tóibín, Brooklyn estreou no Festival de Sundance, no qual surgem produções que se destacam ao longo do ano.
A história inicia em 1952, quando Eilis Lacey parte de Enniscorthy, pequena cidade da Irlanda, para os Estados Unidos, depois da ajuda de sua irmã Rose (Fiona Glascott), deixando sua mãe (Jane Brennan). Sua viagem de navio lembra imediatamente a de Era uma vez em Nova York, assim como as recomendações que Eilis recebe antes de chegar aos Estados Unidos. No entanto, o filme de Crowley não tem a pretensão do filme de Gray, sendo extremamente simples.

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Eilis passa a viver na pensão de Sra. Kehoe (Julie Walters) junto com outras mulheres, e trabalha num departamento, tendo como chefe Miss Fortini (Jessica Paré), enquanto recebe ajuda para enfrentar a distância de casa do padre Padre Flood (Jim Broadbent). Ao longo de dias de melancolia, Eilis vai a um baile, onde conhece Tony Fiorello (Emory Cohen), de origem italiana, um encanador, que logo se mostra interessado em estabelecer um romance. A narrativa se mostra de maneira compassada: a jovem se adapta à América porque precisa se adaptar, e esquecer um pouco os familiares faz parte do que estaria traçado. Nada fugirá a este script, e talvez seja exatamente isso que torne Brooklyn, em parte, menos surpreendente do que poderia. Junte-se a isso um roteiro de Hornby, conhecido por sua agilidade em termos de diálogos, e torna-se estranho que o filme pelo menos não mostre uma fluência próxima ao contemporâneo, ou seja, algumas situações de Brooklyn se sentem próximas de um filme dos anos 40 e 50.
Quem admirou o visual de Carol, o filme de Haynes, possivelmente não tenha menos motivos para apreciar um design de produção e uma fotografia (assinada por Yves Bélanger, colaborador de Jean-Marc Vallée em Clube de compras Dallas e Livre) notáveis, em alguns momentos lembrando também a beleza de Era uma vez na América, dos anos 80. Nenhum detalhe técnico, por outro lado, supera ou chama mais atenção do que a atuação encantadora de Saoirse Ronan, indicada ao Oscar e que surgiu para o cinema de forma destacada em Hanna e no ano passado também estava na estreia na direção de Ryan Gosling em Lost river, até cantando. No filme de Wright, Ronan já mostrava uma versatilidade: aqui, em cima de um roteiro bastante problemático, ela consegue realmente extrair sensibilidade.

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Quando sua personagem passa a se envolver com Tony e precisa, ao mesmo tempo, ter notícias de sua cidade natal, Ronan se revela uma atriz de talento insuspeito. Nesses momentos, Brooklyn apresenta um retrato da sociedade da época, o sonho de pertencer à fundação de uma América que possa ser próspera para os imigrantes. Brooklyn é muito mais otimista do que outros filmes de imigração, mesmo contendo uma melancolia em sua superfície – que Crowley não eleva a certo material excessivamente emotivo. Falta, com isso, uma espécie de empuxe dramático ou emocional à direção, principalmente porque conta com uma excelente Ronan e as participações de Emory Cohen e Domhnall Gleeson, como Jim, que mora na Irlanda. Em nenhum momento, a história aponta para algum conflito que pudesse lembrar o de Madame Bovary: os personagens parecem estar apenas à espera do que o roteiro já promete de antemão. Nesses anos 1950 de Crowley, parece que não há conflitos nem a Segunda Guerra Mundial é tão recente; não há interesse por escombros e reconstrução de um passado, apenas a tentativa de uma jovem encontrar seu amor e contrabalançar sua vinda para a América com a culpa de ter deixado seus pais e sua irmã.
Há um problema bastante perceptível na estrutura de Brooklyn: sua montagem é muito apressada, não dando espaço à construção dos personagens, como o do padre Flood, embora as motivações da personagem sejam interessantes e bem arquitetadas para o espectador. Eles permanecem apenas figuras dispersas, sem uma real contribuição para a história de Eilis. Tudo parece harmoniosamente clássico, como Carol, minando um pouco as situações nas quais poderia haver mais drama ou humor.

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Quando o diretor consegue ressaltar essas emoções, Brooklyn cresce, por exemplo, na sequência em que Tony apresenta Eilis à sua família: o Sr. Fiorello (Paulino Nunes), Sra. Fiorello (Ellen David) e seus irmãos Maurizio (Michael Zegen), Frankie (James DiGiacomo) e Laurenzio (Christian de la Cortina). Frankie, principalmente, é o destaque desta família. Esta sequência se constitui no momento em que Brooklyn mais exibe sua potencialidade de mostrar um ambiente familiar e os conflitos possíveis entre duas culturas – a italiana e a irlandesa – de modo afetivo, principalmente pela atuação de Cohen, um ator que se destacou anteriormente no belo O lugar onde tudo termina.
Brooklyn, sob qualquer ângulo, é mais uma fantasia sobre a imigração, e isso transparece na luz solar que o diretor Crowley capta, com uma câmera lenta um pouco incômoda, lembrando excessivamente telefilmes antigos, mas, por causa do elenco, de Ronan sobretudo, atinge uma emoção verdadeira em certos momentos, quando ela fica em dúvida se deve ficar com a descoberta da América ou voltar ao velho mundo, à segurança de estar num lugar de origem. Não há uma dramatização intensa revelando isso, acabando por prejudicar o empenho do elenco em trabalhá-la, mas Brooklyn possui uma certa sinceridade que outras obras com mais pretensão não capturam, o que não o afasta de um modo de fazer cinema já clássico e cujo hype suscitado pelo Oscar apenas o prejudica.

Brooklyn, IRL, 2015 Diretor: John Crowley Elenco: Saoirse Ronan, Domhnall Gleeson, Julie Walters, Emory Cohen, Jim Broadbent, Mary O’Driscolll Roteiro: Nick Hornby Fotografia: Yves Bélanger Trilha Sonora: Michael Brook Produção: Finola Dwyer Duração: 111 min. Distribuidora: Paris Filmes Estúdio: Irish Film Board / Item 7 / Parallel Film Productions / Wildgaze Films

Cotação 3 estrelas

 

O lugar onde tudo termina (2013)

Por André Dick

O lugar onde tudo termina

Quando acompanhamos Ryan Gosling se dirigindo a uma tenda de circo, sendo parado por algumas crianças em meio a um cenário de parque de diversões, para entrar num globo da morte, temos a sensação de estarmos vendo um instante de Drive, em que ele interpretava o misterioso motorista – principalmente pela câmera acompanhar sua visão. Aos poucos, no entanto, com o mesmo olhar melancólico e seu drama pessoal, Gosling anuncia que O lugar onde tudo termina é um drama que trata da paternidade como Drive não chegou a tratar, apesar de elementos da trama também o levarem a isso. Ele se chama Luke Glanton, trabalha como mociclista e descobre que teve um filho, com um antigo caso, Romina (Eva Mendes, num momento especialmente bom), que mora na cidade de Schenectady, Nova Iorque, embora ela já esteja envolvida com Kofi (Mahershala Ali). Sem a permissão de Romina, Luke insiste em reatar a ligação e fica na cidade, onde, com seu talento como motociclista, faz amizade com o dono de uma oficina, Robin (Ben Mendelsohn), que o aponta como um talento – depois de se conhecerem numa corrida involuntária num bosque das redondezas da pequena cidade. Luke é um indivíduo perfeitamente enquadrado na filmografia de Derek Cianfrance, que já havia dado a Gosling o papel de Namorados para sempre, com Michelle Williams. Mas é ainda mais: Gosling, o melhor ator de sua geração, ainda que ultimamente criticado por repetir papéis (e Caça aos gângsteres contribuiu para isso), consegue traduzir a tragédia desse personagem às voltas com a tentativa de, afinal, exercer a função de pai da família, mesmo que todas as coisas pareçam dizer o contrário. Para isso, está sempre na lanchonete de Romina tentando oferecer ajuda para o filho.

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Esta obra de Cianfrance não seria apenas interessante se assistida sem as informações que levam a desvendar suas surpresas, mas porque o drama de Luke é uma espécie de diálogo aberto com o drama do policial Avery Cross (Bradley Cooper), que acabou de ser pai e passa por um momento delicado no departamento de polícia da cidade, onde se vê às voltas com amizades não muito confiáveis (uma delas, Deluca, interpretada por Ray Liotta, especializando-se neste papel de ameaça), sob o olhar do promotor (Bruce Greenwood, sempre uma presença marcante) e do pai, Al (Harris Yulin), que trabalha como juiz e a quem recorre para decidir o que pretende fazer.
A maneira como Avery tem a desconfiança de sua mulher, Jennifer (Rose Byrne) corresponde àquela que Luke tem da mãe de seu filho. Mas os papéis dialogam porque o conflito é o mesmo, e Cianfrance consegue apresentá-lo com sutilezas de um diretor que vem se especializando em narrativas com personagens a princípio rotineiros, mas cujas implicações existenciais se tornam próximas de um gênero grandioso. Esses são personagens que vivem na mesma cidade, em situações diferentes, de criações diferentes, mas que se deparam, em algum momento, com o que pode transformar suas vidas. Suas decisões põem em risco não apenas a si mesmos, mas também suas famílias, e o dinheiro passa a significar não apenas uma sobrevivência, mas um sinal de que algo pode estar se complicando e às vezes é preciso dar o recuo necessário, para que não se chegue ao limite. E, em alguns momentos, eles se fecham e acrescentam uns aos outros sem que se perceba o movimento que foi feito para que isso aconteça.

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O lugar onde tudo termina, a partir de determinado momento, passa a tratar de questões que dizem respeito não apenas a seus personagens, como a todo um contexto de poder e castas mantendo sua posição, e isso não tem exatamente um traço que conduz à lição de moral, mas serve como uma observação do estado de coisas que envolve os personagens e uma permanência de questões ligadas à infância. Essas questões se ligam à paternidade, e envolvem dois jovens, AJ (Emory Cohen) e Jason (Dane DeHaan), que acabam se conhecendo na escola e logo ficam próximos, por meio do uso de drogas e, se participam da sequência menos surpreendente do filme, não deixem de explorar o potencial da narrativa e não tornam a duração (140 minutos) excessiva.
O roteiro, assinado por Cianfrance em parceria com Ben Coccio e Darius Marder, introduz algumas reviravoltas, mas é exatamente a direção, em combinação com a fotografia impecável de Sean Bobbitt, que coloca O lugar onde tudo termina como uma das produções mais sensíveis que o cinema norte-americano produziu recentemente. Nele, o cenário da cidade tem um papel fundamental. Cercada de bosques, com estradas que parecem se perder, sobretudo depois de algumas cenas de ação, ela guarda uma espécie de tranquilidade nervosa, por meio de seus personagens, e os neons das lanchonetes se misturam a uma trilha dos anos 80, sem fazer com que se volte a esta época. Há um incômodo nessa paisagem tranquila que parece chegar aos personagens, e tanto Luke quanto Romina tentando reatar o relacionamento ao mesmo tempo vivem nesse lugar sem poderem se distanciar, assim como parece provocar um tédio no grupo que tenta dominar o departamento de polícia. É também neste cenário que os pais tentarão dar uma dedicação a seus filhos, longe dos problemas que puderem existir, mas onde exatamente se confundirá o papel de cada um.
Cianfrance deposita sua principal expectativa na ligação interna entre esses personagens, fazendo com que o espectador veja o personagem de Gosling em cada um deles, mesmo quando não está presente em cena. Mas isso não diminui o impacto da atuação de todo o elenco, sem exceção, e Bradley Cooper se mostra aqui ainda mais adequado do que na sua jogada psiquiátrica de O lado bom da vida, além da dupla de jovens, Emory Cohen e Dane DeHaan, mostrar uma atuação irretocável. Mendes e Byrne, como as mulheres desamparadas neste universo em que os homens tentam dominar todas as funções, conseguem, cada uma, apresentar uma insegurança sensível, e apenas se lamenta que Byrne e Mendelsohn não apareçam tanto. Mas em O lugar onde tudo termina – e isso é difícil no cinema contemporâneo – os atores não tentam chamar atenção para sua presença. Quando os personagens crescem, é sempre em função da história e dos elementos que podem fazer para que ele se torne, mesmo com algumas repetições, num filme de absoluta beleza.

The place beyond the pines, EUA, 2013 Diretor: Derek Cianfrance Roteiro: Ben Coccio, Darius Marder, Derek Cianfrance Elenco: Ryan Gosling, Bradley Cooper, Bruce Greenwood, Eva Mendes, Ben Mendelsohn, Rose Byrne, Ray Liotta, Emory Cohen, Dane DeHaan Produção: Alex Orlovsky, Jamie Patricof, Lynette Howell, Sidney Kimmel Fotografia: Sean Bobbitt Trilha Sonora: Mike Patton Duração: 140 min. Distribuidora: Paris Filmes Estúdio: Electric City Entertainment / Hunting Lane Films / Pines Productions / Sidney Kimmel Entertainment / Silverwood Films / Verisimilitude

Cotação 4 estrelas e meia