Noite de lobos (2018)

Por André Dick

Lançado no Festival Internacional de Toronto há menos de duas semanas, Noite de lobos já está disponível na Netflix. Seu diretor é Jeremy Saulnier, muito elogiado por seu filme de estreia, Ruína azul, e mais ainda pelo seguinte, Sala verde. Se esses filmes já demonstravam uma tentativa de o diretor mostrar tramas antilineares, maior ainda era a propensão de ambos à violência. Ela se repete na sua nova obra.
Sua história, assinada por Macon Blair (diretor do muito interessante e vencedor do Festival de Sundance em 2017, Já não me sinto em casa nesse mundo), a partir de um romance de William Giraldi, é ainda mais estranha: o especialista em lobos Russell Core (Jeffrey Wright) vai para Keelut, no Alasca, a fim de caçar lobos que teriam matado três crianças. Quem o chama é Medora Slone (Riley Keough, depois de uma sequência de êxitos no interior dos Estados Unidos com Docinho da América e Logan Lucky), que teve o filho Bailey desaparecido. Ela quer que Core mate os lobos responsáveis. Ao mesmo tempo, Saulnier mostra o marido dela, Vernon (Alexander Skarsgård), na guerra do Iraque, agindo de maneira impactante diante de um abuso cometido por um soldado.

O comportamento de Medora é estranho durante uma noite, quando parece estar dominada por algum espírito maligno e tenta seduzir Core. No dia seguinte, ele vai atrás dos lobos, mas, sem conseguir atingi-los, na volta à casa de Medora tem uma grande surpresa, o que leva os aldeões a dizerem que ela está sob domínio de um demônio-lobo.
Vernon volta para casa e começa a agir de modo ainda mais estranho quando tem uma revelação chocante – e Saulnier parece predisposto a aliar o universo dos lobos com o do combate e da guerra, em sequências de ultraviolência, o que remete a seus filmes anteriores, principalmente Sala verde. Vernon visita uma bruxa local, Illanaq (Tantoo Cardinal), enquanto Russell tenta pedir ajuda ao chefe de polícia Donald Marium (James Badge Dale). O comportamento de Cheeon (Julian Black Antelope), um dos amigos de Vernon e que também perdeu um filho para a matilha de lobos que cerca o local, se conecta com as ações deste – e a passagem na qual enfrenta a polícia lembra aquela da segunda parte de O exterminador do futuro, de James Cameron, no entanto também com a guerra no Iraque. Lugares desolados, para Saulnier, e isso se mostra especificamente no filme anterior dele, estão predispostos a atrair a loucura e o desafio às leis.

Não se pode dizer que Noite de lobos tem como premissa copiar premissas de filmes de terror norte-americanos. Seu clima é mais introspectivo e possui uma fotografia notável de Magnus Nordenhof Jønck, com o talento já mostrado em Lean on Pete. Seu trabalho aqui remete à de dois filmes recentes passados num ambiente gelado, Terra selvagem e Boneco de neve, dialogando com as atuações do elenco, sobretudo de Skarsgård, logo depois do subestimado Mudo, e de Wright, muito compenetrado em sua sensação de nada saber sobre o que está acontecendo. Eles conseguem lidar muito bem com o simbolismo da trama, que tem correspondência com A hora do lobo, de Ingmar Bergman, dos anos 60, sobre um casal afastado numa ilha que vivia uma espécie de pesadelo. Esta obra bergmaniana é uma das influências mais notáveis na obra de David Lynch e, se Saulnier não tem a capacidade para tornar suas imagens tão enigmáticas, consegue, através das atuações e da maneira como dispõe a narrativa, sem um início, meio e fim claros, desenvolver uma notável amplitude quando é preciso o soco emocional para fazer as coisas andarem em frente.

O clima de aldeia ameaçada, além disso, remete ao clássico Grito de horror, de Joe Dante, pois o filme de Saulnier é, antes de tudo, uma revisitação à clássica figura cinematográfica do lobisomem, mas sob um olhar contemporâneo e mais em consonância com temas geopolíticos. Para Saulnier, o instinto da natureza do homem se mostra em diferentes contextos – o calor do Iraque e o gelo do Alasca são polos iguais –, assim como a violência se propaga do mesmo modo: um tiro na nuca de Vernon no Iraque e depois em outro personagem se juntam com o mesmo sentido, de que a violência fantasiosa do lobisomem, que morde suas vítimas, se dá agora por meio de tiros. O nível de sangue, que extrapolava em Sala verde e no filme dirigido pelo roteirista de Noite de lobos, contrasta com o cenário desolador do Alasca e sua brancura e desolação, porém é resultado também dessa guerra estrangeira trazida para o interior dos Estados Unidos. É como se Saulnier dispusesse esse contraste de maneira a fazer o espectador se espantar com seu simbolismo. Ele não expõe de maneira clara, como fazia em Sala verde, por exemplo, os temas que estavam por trás de tudo: pelo contrário, nunca entendemos realmente por que os personagens agem de uma maneira ou outra, sempre contrariando suas próprias posições iniciais. Por isso, talvez, Noite de lobos esteja sendo tão mal recebido. Trata-se de um avanço surpreendente e anticomercial na concepção de um cineasta que parecia fadado apenas a cenas chocantes e muitas vezes gratuitas, em alguns momentos tentando emular Quentin Tarantino. Desta vez, ele certamente tem algo a dizer, embora não pareça, pelos poucos diálogos e pela narrativa nada linear.

Hold the dark, EUA, 2018 Diretor: Jeremy Saulnier Elenco: Jeffrey Wright, Alexander Skarsgård, James Badge Dale, Riley Keough, Irene Bidel, Julian Black Antelope, Tantoo Cardinal Roteiro: Macon Blair Fotografia: Magnus Nordenhof Jønck Trilha Sonora: Brooke Blair e Will Blair Produção: Russell Ackerman, Eva Maria Daniels, John Schoenfelder Duração: 125 min. Estúdio: Addictive Pictures, VisionChaos Productions, FilmScience Distribuidora: Netflix

 

Mudo (2018)

Por André Dick

Quando se lê uma lista considerável de comentários sobre o novo filme de Duncan Jones, a impressão é que há muitas obras elaboradas com cuidado visualmente. Desde sua estreia, o filme distribuído pela Netflix vem sofrendo um massacre em larga escala, assim como o interessante Bright, no ano passado. A crítica, em parte, tem a função de dizer o que acha: em parte, isso se dá de maneira levemente desequilibrada em relação a blockbusters menos inventivos e aceitos como se fossem obras-primas. É interessante que Mudo tenha Ted Sarandos como um dos produtores e ele tenha dito há alguns meses que a Netflix não se importa como os críticos. Dito isso, não estou entre os especiais admiradores de Lunar, que quase todos os “fãs” de Jones (e coloco entre rigorosas aspas, pois mesmo um espectador qualquer não tem direito a usar grosserias para qualificar uma obra, a exemplo de o “pai dele (David Bowie) deve estar se revirando na cova”, a não ser que haja quem aplauda, e costuma ser uma horda) consideram o seu melhor trabalho. Um de seus filmes seguintes me parece melhor: Warcraft – O primeiro encontro de dois mundos é muito divertido, uma grande homenagem aos video games e ao cinema dos anos 80, com um orçamento imenso e uma arrecadação nada desprezível (mais de 400 milhões de dólares).

No entanto, Mudo é outra coisa: uma espécie de conto futurista passado em Berlim, daqui a 40 anos, em que um homem mudo, Leo Beiler (Alexander Skarsgård), quer reencontrar sua namorada iraniana, Naadirah (Seyneb Saleh, a menos convincente do elenco). Eles trabalham num clube noturno, ele como barman, ela como garçonete, que remete às obras de Paul Verhoeven nos anos 90, principalmente Instinto selvagem e Showgirls. Naadirah é misteriosa e tem como melhor amigo Luba (Robert Sheehan, ótimo). Enquanto isso, dois homens, “Cactus” Bill (Paul Rudd) e Donald “Duck” Teddington (Justin Theroux), estão envolvidos com gângsteres, liderados por Maksim (Gilbert Owuor). Há um elemento interessante do personagem central: traumatizado por uma paisagem da infância, que dá início ao filme e lembra Crepúsculo dos deuses, ele é um amish. Imediatamente, isso faz recordar A testemunha, dos anos 80, em que Harrison Ford, o Rick Deckard de Blade Runner, interpretava um policial que precisava proteger o garoto testemunha de um assassinato e pertencente a esta comunidade nos Estados Unidos.

Como essas histórias se cruzam indica a falta de interesse de Jones em solucionar qualquer explicação previamente colocada. Jones lida com um tema muito delicado de forma a contrastar a vida adulta e infantil e o que reserva o comportamento doentio, sem deixar de indicar uma saída. Desde o momento em que Naadirah desaparece, a obra se torna uma peça com clima noir, e há uma captura de ambientação no mínimo fascinante (o designer de produção de Gavin Bocquet, responsável pela segunda trilogia injustiçada de Star Wars, e a fotografia Gary Shaw facilmente disputariam um Oscar).
O parceiro de Jones no roteiro é Michael Robert Johnson, um dos autores do ótimo Sherlock Holmes de Guy Ritchie, em 2009. A infância, especificamente, para Jones se sente ameaçada constantemente em Mudo. O personagem se expressa verbalmente apenas por comentários escritos no seu bloquinho de notas, onde também faz desenhos imaginando uma vida agradável com a amada Naadirah. E ele é o extremo oposto do comportamento de um determinado personagem em relação às crianças. “Cactus” Bill tem uma filha, Josie (interpretada muito bem pelas gêmeas Mia Sophie-Bastin e Lea Sophie-Bastin), que também fica desenhando num caderno enquanto acompanha o pai. Este enxerga em seu parceiro um comportamento específico: esta visão que nada parece ter a ver com a trama na verdade não é seu pano de fundo e sim o seu centro. A mudez do personagem de Leo é parecida com a mudez de meninas em situações nas quais são colocadas por cafetinas ou mesmo com o desejo de se reabilitarem fisicamente por meio de cirurgias. Além disso, o personagem de Leo pela sua tradição, não comporta tecnologia e parece deslocado entre figuras andróginas, não por culpa, e sim por estar à margem. O futuro de Jones não é leve.

Jones se utiliza de referências mais selvagens – seu futuro é amargo e embarcado em sexo desvirtuado – do que Villeneuve no recente Blade Runner 2049. É importante dizer que, embora não se compare a este trabalho, Mudo explora traços inexplorados na ficção memorável com Ryan Gosling. Há algo de mais sujo, de underground, nas paisagens do filme, que remetem mais ao Blade Runner de Scott dos anos 80, e, involuntariamente, dialogam com o recente Ghost in the shell, com Scarlett Johansson.
Embora Rudd e Theroux tenham as grandes atuações do elenco (Theroux especialmente num papel complicador), Alexander Skarsgård é convincente, de forma inesperada, num papel que poderia ser mal desenvolvido. Há um visível desenvolvimento dele como ator, depois de A lenda de Tarzan (não assisti a Big little lies, pelo qual ele ganhou vários prêmios este ano, inclusive o Globo de Ouro). Um determinado momento passado numa piscina é cortante e se liga com o final de maneira extraordinária.
E há elementos de Blade Runner na estética, mas, sobretudo, de Apenas Deus perdoa, de Refn, e uma dose de violência que inexistia em Lunar, por exemplo. Ao mesmo tempo, há inovações e Jones tem um bom olhar para enfocar lugares internos, como um clube de boliche ou os próprios apartamentos pelos quais o personagem central peregrina atrás de pistas de sua amada. Algumas soluções visuais são impressionantes: quando Leo vai fazer uma pesquisa na biblioteca de Berlim e ela parece se mostrar infinita como num conto de Borges. A decepção dos que se insurgem contra um filme dessa qualidade não dura muito: logo surgirá outro blockbuster de alguma produtora a ser lançada nas cadeias de cinema para saciar a sede de elogios. Se a Netflix distribuir mais obras diferenciadas e destinadas ao culto, ganha o espectador que não se importa com um pré-determinado consenso (o filme da moda) a curto prazo. Ou seja, assistir a uma obra sempre por si mesmo.

Mute, EUA/ALE/ING, 2018 Diretor: Duncan Jones Elenco: Alexander Skarsgård, Paul Rudd, Justin Theroux, Robert Sheehan, Gilbert Owuor, Mia Sophie-Bastin, Lea Sophie-Bastin Roteiro: Michael Robert Johnson e Duncan Jones Fotografia: Gary Shaw Trilha Sonora: Clint Mansell Produção: Ted Sarandos e Stuart Fenegan Duração: 126 min. Estúdio: Liberty Films UK, Studio Babelsberg Distribuidora: Netflix

A lenda de Tarzan (2016)

Por André Dick

A lenda de Tarzan.Filme 4A última adaptação do personagem de Tarzan, criado por Edgar Rice Burroughs, havia sido Greystoke – A lenda de Tarzan, o rei da selva, nos anos 80, com Cristopher Lambert no papel principal e grande êxito dramático e de recriação da atmosfera selvagem, com macacos criados por Rick Baker, mestre da maquiagem. Era inevitável que uma história mais moderna do personagem, em meio à tecnologia atual, se rendesse a muitas cenas de efeitos especiais. Desde os trailers, isso já era esperado em A lenda de Tarzan, nova empreitada do competente David Yates, responsável por quatro filmes da saga Harry Potter, inclusive o seu melhor (particularmente) As relíquias da morte – Parte 1, e de Animais fantásticos e onde habitam, que estreará no final do ano, baseado também em J.K. Rowling.
Tendo à frente do elenco Alexander Skarsgård (mais conhecido pela participação em Melancolia, de Von Trier) como o herói, Yates prefere partir de um conceito interessante: ele trata Greystoke como uma espécie de primeira parte dessa obra, recuperando flashbacks que lembram o filme de Hugh Hudson. Como explica o início do filme, o Congo foi dividido entre a Bélgica e o Reino Unido. Como a Bélgica está num estado de falência, seu rei, Leopoldo II, envia Léon Rom (Cristoph Waltz) para conseguir diamantes preciosos de Opar, e ele vai tocando a vegetação africana como quem está prestes a destruí-la de fato. A expedição dele é cercada pelo Chefe Mbonga (Djimon Hounsou), numa sequência capaz de evocar o encontro da tripulação do barco petrolífero com a tribo indígena da Ilha da Caveira do King Kong de 1976, que lhe faz um determinado pedido para que não seja morto.

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Enquanto isso, Tarzan já está perfeitamente adaptado à sociedade, como Jack Clayton III, Lorde Greystoke, casado com Jane Porter (Margot Robbie), e recebe um convite do presidente do Congo para visitar o país, por meio do primeiro-ministro da Inglaterra (Jim Broadbent). George Washington Williams (Samuel L. Jackson), dos Estados Unidos, deseja que Greystoke aceite o convite porque acredita que os planos da Bélgica é escravizar o povo do Congo. No entanto, parece mais uma emboscada. Yates escolhe um tom quase descompromissado para seu filme, fazendo lembrar, sob um ângulo positivo, produções de uma certa infância já perdida no tempo e bastante nostálgica. Há, não raramente, uma sucessão de acontecimentos que parecem dar justificativa apenas para o próximo passo. Se Tarzan entra em conflito com Jane, pois não a quer na empreitada, logo o roteiro opta por mostrar esse ambiente como, ao mesmo tempo, acolhedor e ameçador. A chegada de Tarzan ao Congo é um sinal claro disso. Os flashbacks servem não apenas para contar o passado de Tarzan, como também o de Jane, quando foi ao Congo com o pai que ensinava inglês, e se no início parecem atrapalhar a narrativa, com o andamento servem quase como um complemento a Greystoke. A partir daí, Yates opta em fazer de Tarzan uma espécie de libertador do Congo, com todas as cenas de ação a que se tem direito.

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Em relação a Greystoke, este A lenda de Tarzan se sente um filme pleno de aventura, sem a mesma tentativa de estabelecer o personagem como uma figura antropológica. Ainda assim, é claro, por trás dos temas de escravidão, que se trata de um personagem que une o que se considera civilização e o primitivo, sem que se saiba onde um começa exatamente e onde outro termina. E Clayton, abalado por não poder ter tido ainda um filho com Jane, tem sua infância traumática recuperada – seu encontro com crianças se mostra não como um ensinamento de como viver na selva, mas sim um desejo de reencontrar a infância. Em paralelo, Jane ensina num museu sem deixar de sentir que o passado de outro lugar distante lhe interessa mais.
A primeira preocupação com esta releitura do personagem se concentra em sua naturalidade ou não. Perto de Greystoke, é visivelmente um filme moderno. No entanto, mesmo apurado tecnologicamente, ele consegue ser mais eficiente na reconstituição do que outros, e se há uma cena específica com elefantes que lembra Mogli – O menino lobo, grande sucesso de Favreau deste ano, ele consegue ser superior à reconstituição dos primatas do que os dois últimos Planeta dos macacos.
As belezas naturais se mostram ao longo da navegação do barco de Rom – que podem lembrar, em parte, Fitzcarraldo, em parte Aguirre, ambos de Werner Herzog, com um grande acerto na fotografia de Henry Graham. Em se tratando do elenco, se Skarsgård é levemente contido, funcionando nas cenas de ação e menos dramaticamente, Robbie consegue fazer uma Jane interessante, e Waltz se mostra mais uma vez um vilão capaz de sustentar a trama – e já é o terceiro seguido dele, antecipado pelo de Grandes olhos e 007 contra Spectre –, mas é Samuel L. Jackson que funciona de maneira decisiva, uma grande variação em seus papéis recentes, embora seu roteiro não seja muito expansivo.

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Yates utiliza esse elenco demarcando cenas de ação em acréscimo a flashbacks e nunca deixando o ritmo esmorecer. Ele tem um olhar para os detalhes e os conflitos nunca se sentem sem tensão, principalmente naqueles em que Tarzan enfrenta macacos ou quando há um determinado estouro de animais em direção a uma cidade. Se o filme não chega a ser um triunfo épico – e duvido que tenha sido sua pretensão –, ele possui uma contundência e leveza, ao mesmo tempo que expõe seus argumentos sobre a invasão do homem branco na selva. É, sem dúvida, uma história anticolonialista, assim como Greystoke mostrava a falência da aristocracia e uma necessidade de voltar ao habitat natural. Entende-se que às vezes A lenda de Tarzan possa ser visto como uma caricatura dessa tentativa de invasão e de exploração, jogando os temas um atrás do outro sem uma maior reflexão. Por outro lado, o que no início soa apenas como um jogo político para despertar uma conquista pode, ao final, tomar um nascimento verdadeiro. Num blockbuster comum, inevitavelmente poderia ser visto de maneira enviesada, porém no filme de Yates soa mais comovente.

The legend of Tarzan, EUA, 2016 Diretor: David Yates Elenco: Alexander Skarsgård, Margot Robbie, Christoph Waltz, Samuel L. Jackson, Djimon Hounsou, Jim Broadbent Roteiro: Adam Cozad, Craig Brewer Fotografia: Henry Braham Trilha Sonora: Mario Grigorov Produção: Alan Riche, David Barron, David Yates, Jerry Weintraub, Mike Richardson Duração: 110 min. Distribuidora: Warner Bros. Estúdio: Dark Horse Entertainment / Jerry Weintraub Productions / Riche Productions / Village Roadshow Pictures

Cotação 3 estrelas e meia