Liga da Justiça (2017)

Por André Dick

Com a recepção crítica de Batman vs Superman, logo antes de iniciarem as filmagens de Liga da Justiça as expectativas estavam voltadas para o fato de Zack Snyder continuar como diretor ou não. Ele realizou o filme, no entanto, antes da finalização, precisou se ausentar devido a uma tragédia pessoal: o suicídio de uma filha sua. Para refilmar cenas e escrever e dirigir outras, foi chamado Joss Whedon, responsável pelos dois Vingadores. Ele assina o roteiro ao lado de Chris Terrio (Argo), um dos roteiristas de Batman vs Superman. Ocorreram outras mudanças, como na trilha sonora – Danny Elfman substituiu Junkie XL –, e a discussão passou a ser, antes do lançamento: este seria um filme realmente de Snyder?
Liga da Justiça surge cinco anos depois do primeiro Os vingadores e nesse meio-tempo se acirrou a disputa entre a DC e a Marvel nas telas de cinema, cada uma com suas características. Este ano, porém, Mulher-Maravilha teria investido num otimismo a princípio ausente nas obras de Zack Snyder. O filme de Jenkins, junto com Batman vs Superman, serve como bom prenúncio da primeira reunião da Liga. Se no início a humanidade sente a morte do Superman – e a trilha, com “Everybody knows”, de Leonard Cohen na voz da cantora Sigrid, e a referência a David Bowie dialogam diretamente com Watchmen –, não há tempo para mais explicações.

Os novos personagens são apresentados com agilidade: Victor Stone, ou Ciborgue (Ray Fischer), ainda abalado por sua mudança física; Barry Allen, que tem os poderes de The Flash (Ezra Miller); e Arthur Curry, o Aquaman (Jason Momoa), herdeiro de Atlântida, são procurados por Bruce Wayne/Batman (Ben Affleck) e Diana Prince/Mulher-Maravilha (Gal Gadot) a fim de formar uma liga para combater a ameaça espacial de Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), atrás de três caixas maternas que podem lhe emprestar um poder inigualável. Ele surge na Terra acompanhado pelos terríveis parademônios, atraídos pelo medo alheio e vêm a ser as criaturas da necessária passagem “Knightmare” de Batman vs Superman, no qual usavam o símbolo de Superman, representando uma ameaça para Wayne. Lamentando a morte de Clark/Superman, uma conversa entre Martha Kent (Diane Lane) e Lois Lane (Amy Adams) no Daily Planet é tão cotidiana que faz lembrar algo que havia se perdido com Donner nos anos 80. Em meio a isso, Silas Stone (Joe Morton) tenta ajudar seu filho Victor, por ter se tornado metade homem, metade ciborgue, e Barry visita seu pai, Henry (Bill Crudrup), na cadeia. Também vemos rapidamente Mera (Amber Heard) em Atlântida e Hippolyta (Connie Nielsen) na ilha de Themyscira.

A interação entre esses personagens é bem conduzida desde o primeiro encontro entre Bruce Wayne e Curry, mediada a distância por Alfred (Jeremy Irons, novamente ótimo). No entanto, a narrativa realmente se fortalece quando Barry Allen entra em cena, e Ezra Miller tem a oportunidade de entregar uma interpretação cômica realmente bem dosada. Apenas uma determinada cena em que Snyder filma o olhar assustado de Flash em slow motion, com a habilidade de atuação de Miller, garante o movimento para o desenrolar da narrativa. Os demais crescem com esse ingresso: Affleck e Gadot pontuam boas cenas juntas – a melhor é aquela em que Diana, vendo uma nova criação de Wayne, lembra do amado Steve Trevor (Chris Pine), remetendo a seu filme solo – e Momoa e Fischer (este especialmente, pela inexperiência) são belos acréscimos. Quase em participação especial, J.K. Simmons também se mostra o novo Jim Gordon, com um bat-sinal no topo da delegacia esfumaçado, lembrando o Batman de Burton, e aqui a trilha sonora de Danny Elfman, num trabalho interessante, embora não brilhante, como poderia, tem sua melhor participação (spoiler até o fim do próximo parágrafo).
Por sua vez, a volta do Superman resulta numa das melhores sequências, quando, não lembrando de quem é, enfrenta os outros da Liga. Cavill está bem, numa mudança já aguardada de comportamento também em relação a Batman vs Superman, e o CGI usado nele chama mais a atenção de quem possui a informação (quando foi preciso regravar cenas, ele já filmava Missão impossível 6 e não podia tirar o bigode que usava com o personagem desse filme). Sua atuação é reforçada por uma sempre competente Amy Adams. Interessante também como o duelo que ele tem com os demais companheiros se dá em frente à sua estátua desmontada em Metrópolis, dialogando com a profissão de Diana. É como se, entre a vida e a morte, esses personagens estivessem sempre em reconstrução.

Em termos de estilo, ficam claras algumas diferenças entre o que foi rodado por Snyder e o que foi finalizado por Whedon. Snyder tem um senso estético quanto a design de produção e fotografia, por exemplo, que Whedon não possui, mas o filme nunca se sente dividido ou com a tentativa de romper a paleta do diretor oficial e de Fabian Wagner (Game of thrones), levando em conta que apenas 20% das cenas teriam sido feitas ou refeitas por Whedon. As cores se sobrepõem das mais diversas formas e mesmo assim se mantém uma unidade. Elas são mais vivas do que nas obras anteriores de Snyder, no entanto trazem uma tonalidade ainda melancólica, buscando um tom alaranjado. Mesmo os figurinos de cada super-herói se sentem ainda melhores do que vimos anteriormente em quadrinhos, filmes ou séries de TV. Com melhor ouvido para certo diálogo descompromissado, Liga da Justiça parece se fortalecer com a presença de Whedon, mas certamente perdeu em certos momentos a perícia de Snyder com certa antilinearidade (os pesadelos de Bruce Wayne em Batman vs Superman mostram bem isso) e um tom épico que é prejudicado pela curta duração, o que é sentido nos primeiros 15 minutos e nos 10 finais.

Ainda assim, Liga da Justiça, de modo geral, apresenta o estilo delirante de Snyder, capaz de transitar por batalhas gregas com uma atmosfera de Olimpo (300), mostrar um Superman com questionamentos existenciais (O homem de aço), encadear uma sequência de imaginações de uma menina num hospício (Sucker Punch) e apresentar uma animação em que duas corujas irmãs entram em conflito (A lenda dos guardiões), além de um épico sobre um grupo de super-heróis perseguido (Watchmen). Este é um filme visualmente fantástico, com efeitos especiais impressionantes, prejudicados apenas pelo CGI excessivo do duelo final, o que já acontecia em Batman vs Superman e Mulher-Maravilha (curiosamente não tão presente nos primeiros trailers). Os mais destacados são aqueles que envolvem a velocidade do Flash, que poderiam ser carregados, mas estão no tom certo. E, por mais que os cenários mudem abruptamente, há tons e cores que os unem, oferecendo uma real unidade.
Nota-se o cuidado de Snyder em enquadramentos, como a primeira sequência de Batman, que evoca o de Burton e tem um sentido físico real, homenageando, também, com as pombas no alto do prédio, o clássico Blade Runner. Mais: mesmo que de forma menos intensa do que certamente sua versão original (e fica evidente que Liga da Justiça tinha a metragem lançada nos cinemas de Batman vs Superman, pelo menos), a Liga não conserva muito de certo desencantamento de Snyder visto em obras como Watchmen. O vilão também não permite o que Snyder conseguiu com Zod e Lex Luthor: essa é uma ameaça para a humanidade com o objetivo de unir esses heróis em torno de uma determinada ação, não havendo grande elaboração dos seus motivos. Trata-se de uma ameaça secular (em certa narração sobre a sua história, há ecos de O senhor dos anéis, de Peter Jackson), envolvendo as amazonas e o povo de Atlântida, mas é preciso dizer, com ou sem o laço de Mulher-Maravilha, não totalmente elaborada. Em certo momento, é retomada uma referência às lendas do Rei Arthur, já devidamente lembradas tanto por meio do filme anunciado no cinema no início de Batman vs Superman (Excalibur) quanto pela arma usada pelo Superman na luta derradeira.

Liga da Justiça, por outro lado, continua investindo na emoção familiar de O homem de aço, na cena que se passa num milharal, em referência ao clássico Superman de 78 e a Campo dos sonhos, não por acaso com Kevin Costner, que faz o pai terráqueo do homem de aço e no filme de 89 era visitado por fantasmas em sua fazenda. É ressonante também o encontro dos Allen na prisão e uma discussão dos Stone. Também há mais bom humor. Contudo, pelos trailers iniciais, essa diferença já era evidente, então não se tem certeza do tom que Whedon empregou seja tão diferente do resultado inicial. Do mesmo modo, o estabelecimento de conexão com os filmes anteriores (pela nave de Zod, sobretudo, e pela Ilha de Themyscira), é muito bem desenhado, de modo discreto, assim como com os próximos (em duas boas cenas pós-créditos, a segunda especialmente reveladora do que virá).
Isso é beneficiado pelo verdadeiro sentimento de heroísmo vindo de cada personagem, assim como a compreensão em relação a cada um, especialmente de Mulher-Maravilha em relação ao Ciborgue e a amizade deste com o Flash, sendo dois deslocados, presos a um passado que ainda não conseguiram resolver. Esse heroísmo é colocado em avaliação sobre a idade pessoal por Bruce Wayne e uma brincadeira com uma fala do confronto anterior entre ele e Superman, que certamente é um toque refinado do roteiro de Terrio e Whedon. Todos esses personagens carregam alguma culpa (a de Batman em ter matado Superman, a de Mulher-Maravilha em não ter aparecido como uma heroína ao longo de décadas) e tentam usar seu vigor com o intuito de ajudar a humanidade. Apesar de não ter complementado seu trabalho, e de esta versão ser certamente mais curta do que eu gostaria – e o público, possivelmente, também –, Snyder firma, com Liga da Justiça, seu nome como o melhor diretor de fantasias provindas dos quadrinhos. Ele realmente torna emocionante ver esses personagens em ação.

Justice league, EUA, 2017 Diretor: Zack Snyder Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Jeremy Irons, Diane Lane, Connie Nielsen, J. K. Simmons, Bill Crudup, Amber Heard Roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon Fotografia: Fabian Wagner Trilha Sonora: Danny Elfman Produção: Charles Roven, Deborah Snyder, Jon Berg, Geoff Johns Duração: 121 min. Estúdio: DC Films, RatPac Entertainment, Atlas Entertainment, Cruel and Unusual Films Distribuidora: Warner Bros. Pictures

Deixe um comentário

27 Comentários

  1. Sandro

     /  19 de novembro de 2017

    Gostei muito de Liga da Justiça, mesmo com algumas falhas (vilao, CGI). Os heróis funcionaram bem, o melhor é o Batman. Boa crítica.

    Responder
    • André Dick

       /  19 de novembro de 2017

      Prezado Sandro,

      agradeço por sua mensagem e acho que a interação entre os super-heróis é o melhor elemento do filme realmente.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  2. Elisângela

     /  19 de novembro de 2017

    Ótima crítica.

    Responder
  3. jose lima da silva

     /  19 de novembro de 2017

    Excelente Crítica . Diferente de certos críticos. que tem preferencias entre DC E MARVEL.

    Responder
    • André Dick

       /  20 de novembro de 2017

      Prezado José Lima,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica!

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  4. Elisângela

     /  19 de novembro de 2017

    Essa crítica é tão boa, interessante, agradável de ser ler, que quando conclui, gostaria que tivesse mais linhas para ler. Ótima.

    Responder
    • André Dick

       /  20 de novembro de 2017

      Prezada Elisângela,

      agradeço por suas palavras a respeito da crítica sobre Liga da Justiça e fico feliz que tenha gostado dela!

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  5. RANIERI PEREIRA DO VALE

     /  20 de novembro de 2017

    Primeiramente parabéns pela crítica! Quanto mais leio seus textos mais tomo desgosto pelas críticas de grandes site ditos “especializados”. Mesmo quando não concordo com sua opinião reconheço que há uma base para ela, você não crítica simplesmente por que não gostou, ou porque enchem seu bolso de dinheiro, ou porque quer se mostrar como um grande “intelectual”. Isso realmente torna seus textos ótimos de ler e suas críticas como uma conversa na sala de casa. Rasgadas as sedas, vamos ao que interessa. Algo me tem me irritado é essa birra idiota da mídia especializada com Snyder, ele é um dos meus diretores favoritos, ao lado de Villeneuve, Miller, Cameron e Nolan. A visão dele para as histórias da DC é algo único e que me cativou desde MoS, ele tem uma assinatura visual única e um estilo de filmar cenas de ação que não é nada menos que impressionante. Gostei muito de LJ, acho válida a entrada do Wheldon, embora desnecessária, porém gostaria de ver a versão “virgem” do Snyder, pois fiquei com o sentimento de “falta alguma coisa”. Acho que se fossem tirar o Snyder que fizessem depois do filme. Espero que quem assumir agora honre o legado do Snyder e saiba colocar sua assinatura porém respeitando a base pré estabelecida. Desculpe pelo textão mas precisava ter essa conversa!

    Responder
    • André Dick

       /  22 de novembro de 2017

      Prezado Ranieri,

      Agradeço por seu ótimo comentário e novamente pela generosidade a respeito do trabalho efetuado aqui. É ótimo que aprecie as críticas, mesmo que algumas vezes não concorde com elas. Suas palavras contribuem muito. Em relação a Zack Snyder, tenho uma posição semelhante à sua: eu aprecio seus filmes, alguns mais, outro menos, reconhecendo uma tentativa de estabelecer uma ligação entre um universo de quadrinhos e temas dos mais diversos. Além de ser um grande diretor de cenas de ação. Quando assisti a O homem de aço, achei mais difícil o enfoque, pois estava acostumado ao super-herói de Donner e Lester dos anos 70 e 80. Batman vs Superman explica melhor essa visão de Snyder, que é muito sugestiva e nunca entrega o que o espectador a princípio espera.

      Também gostaria de assistir à versão que Snyder possivelmente entregou à Warner, antes que se tivesse o pedido de refilmagens (que acontecem em vários filmes, mas neste, pelo que sabemos, especialmente). É possível verificar alguns momentos o que é de Whedon e gostei que não quebram o tom – talvez porque, pelo que sabemos, Snyder concordou com tais alterações, à medida que ajudou a escrevê-las para as novas filmagens –, principalmente no que se refere à fotografia, que tem a mesma paleta do início ao fim (apenas não gostei da mudança de cor do CGI da batalha final, baseando-me em trailers anteriores, pois a cor escura realçava os uniformes dos super-heróis).

      Se Snyder sair ou já saiu completamente desse universo da DC (acho difícil, pois ele aparece como produtor de outros filmes da companhia e como um dos autores da história de Mulher-Maravilha, ou seja, acredito que ele acabe colaborando novamente), espero também que não ignorem o estilo que ele ajudou a estabelecer nas adaptações da DC. Entendo que esse estilo é como Watchmen: quando lançado, poucos valorizaram; hoje é visto como ousado.

      Volte sempre!

      Abraços,
      André

      Responder
  6. Melhor crítica que li sobre o filme, parabéns

    Responder
  7. Parabéns pela crítica. Nota-se que realmente viu o filme, diferente da maioria dos críticos que parecem se atentar mais a construir polêmicas.
    Adorei o filme.

    Responder
    • André Dick

       /  23 de novembro de 2017

      Prezado,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica! Espero que o filme possa ser mais reconhecido depois dessas polêmicas de lançamento.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  8. Fernando Oliveira

     /  21 de novembro de 2017

    André, bom dia! Mais uma crítica excelente (lembrando que excelência não significa concordante com minha linha de pensamento ou opinião, mas a consistência da análise apresentada).

    Ví o filme duas vezes e amanhã devo ver pela terceira. A primeira, na pré-estréia, foi marcada por uma expectativa muito cima do real, beirando o absurdo. Confesso que, mesmo vibrando, batendo palmas e amando o filme, sai da sessão com um sentimento de “poderiam ter feito muito mais” e “pra onde foi a tonelada de material filmado não utilizado”?

    Já na segunda vez, foi completamente diferente. Pude “saborear” o filme, inclusive sentindo melhor o peso das atuações (gostei muito mais do lobo da Estepe na segunda vez) e a química entre os hoeróis (pra mim, a grande e inquestionável qualidade do filme).

    Percebe-se claramente que havia muito material filmado e finalizado e que não foi utilizado ou foi retirado no último corte. Talvez por isso o CGI tenha ficado abaixo do esperado para uma produção desse porte. Nota-se o esmero nas cenas dirigidas por Snyder e suas câmeras lentas sensacionais (a abertura ao som de Everybody knows remete a Watchmen claramente e diz um pouco de como seria o filme caso Snyder tivesse ficado até o final da pós-produção).

    Como fã, algumas situações que eu gostarai que tivessem acontecido, seriam: (SPOILERS ABAIXO)

    1. Na ressurreição do Superman, ao levarem o corpo de Kal-El para a nave kryptoniana, Bruce poderia ter dito: “Barry, vá até o compartimento X da nave. Nos meus estudos sobre a fisiologia kryptoniana, descobri que a eles tinham trajes de recuperação. Não sei se ajudará, mas agora temos que tentar de tudo.” Barry então traria uma mala. E depois de toda a cena da caixa materna, esse traje se revelaria o clássico uniforme preto do Superman, com o S prateado. Seria uma cena épica.

    2. Nessa mesma cena, quando a caixa materna é arremessada para longe, se apenas um dos heróis tivesse dito: “A caixa, onde está? Temos que encontra-la!” para depois terem sua atenção voltada para o Superman desorientado, já tiraria a sensação de “não acredito que ninguém foi atrás dela”.

    3. No momento em que o Lobo da Estepe é atacado pelos parademonios e sua derrota é iminente, o tubo de explosão se abre e ele então é sugado. Sua morte não é confirmada, mas seu elmo cái no chão, numa clara alegoria da derrota completa. Nessa, cena, se quisessem dar mais um easter egg, seria interessante, ao subir pelo tubo, que se ouvisse a voz cavernosa e grutural, mesmo que cliché, dizendo algo como: “Mais uma derrota, Lobo da Estepe? Você me envergonhou pela última vez.”

    Desculpe o textão, mas acredtio que esse filme nasceu de uma paixão e visão únicas, tanto dos fãs quanto do diretor Zack Snyder e, assim como seu irmão mais velho BvS, depois da anos ainda renderá uma boa conversa!

    Não seria esse o maior termômetro de uma obra?

    Abs!

    Responder
    • André Dick

       /  26 de novembro de 2017

      Prezado Fernando,

      agradeço por seu ótimo comentário! Na sessão em que fui, o público parece ter gostado bastante também. Pelos problemas de produção, eu imaginava que faltaria principalmente conexão entre as cenas. Isso realmente existe, assim como a interação entre os integrantes. A parte técnica é fascinante, tirando o CGI do final. Eu penso que poderiam ter arrumado facilmente alguns detalhes. Mas, se BvS tinha problemas, e teve anos para finalizar, por que não este? O Lobo da Estepe me pareceu menos expressivo e hoje entendo que escolheram um vilão que poderia assustar o público também alvo, por isso o deixaram um tanto engessado. Seu visual não foi uma escolha certamente de Snyder, aliás, fica claro que na definição de algumas cores ele não estava presente e, arrisco dizer, sequer foi consultado. Whedon não tem um gosto apurado para design de produção; os acertos gerais deste filme são de Snyder. De resto, não entendo a recepção da crítica. Dos filmes de super-heróis deste ano, acredito que serão mais lembrados este e Logan, embora eu goste dos demais, com exceção de Thor: Ragnarok. Embora não tenha tantos significados como Batman vs Superman, o filme leva o espectador para um universo à parte e isso é o importante. Em relação às passagens que descreve, seriam boas soluções, embora as escolhas feitas para o filme se encaixem numa produção feita de forma mais apressada.

      Volte sempre!

      Abraços,
      André

      P.S.: Desculpe pela demora em publicar e responder a seu comentário.

      Responder
  9. Gostei da Crítica, a primeira q lí do site.
    Achei o filme muito bom (como filme preferi batman v superman), já q liga eh bem mais pipoca e BvS mais cabeça (minha opiniao)

    Responder
    • André Dick

       /  24 de novembro de 2017

      Prezado André,

      agradeço por seu comentário. Também prefiro Batman vs Superman, sobretudo por terem respeitado a visão integral de Snyder, embora Liga da Justiça tenha muitos méritos. A sua diferenciação está correta.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  10. Renato Castellani

     /  23 de novembro de 2017

    Excelente crítica. Meus parabéns.

    Responder
    • André Dick

       /  29 de novembro de 2017

      Prezado Renato,

      agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica!

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  11. Melhor critica que li dentre inumeros sites. Parabens!!

    Responder
    • André Dick

       /  29 de novembro de 2017

      Prezado Luiz,

      fico feliz que tenha apreciado especialmente a crítica em meio a outras que leu sobre Liga da Justiça!

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  12. Concordo com suas palavras. De uma forma resumida este novo universo da DC trás o clima de quadrinhos de uma forma bem interessante. A Marvel tem o seu tom mais “realista” e a DC “mais quadrinhos” e isso é o que eu gosto. Eu ri no momento certo e me arrepiei em outros neste filme, como naquele momento em que o flash corre em direção ao superman esquizofrênico e também em alta velocidade dá aquela olhadinha para o Barry, que fica assustado kkkkk, isso muito bom. Sempre tive em minha concepção um gosto forte pelo antigo batman do Tim Burton, e nunca gostei o suficiente (apesar de bom) do batman de Nolan. Agora, nesta nova era para o Batman acertaram em cheio (para o meu gosto).

    Responder
    • André Dick

       /  14 de dezembro de 2017

      Prezado Rene,

      agradeço por seu comentário. Eu concordo com ele no que se refere principalmente à sequência em que Barry Allen/Flash precisa encarar o olhar de Superman, rendendo um dos momentos mais calibrados de humor nas adaptações de HQs que tenho visto. Cada Batman (de Burton, Nolan, Snyder) tem características distintas, que se complementam, mas este me parece mais fiel aos quadrinhos, também pela atuação de Affleck, subestimada muitas vezes. Quanto às diferenças entre DC e Marvel, na fase atual, eu concordo que a primeira aposta mais num universo fantasioso, com menos locações reais, um design de produção mais fantástico, o que me agrada especialmente.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  13. Karla Ramirez

     /  18 de outubro de 2018

    Adorei como fizeram a história por que não tem nenhuma cena entediante. O trabalho de Zack Snyder sempre me deixa satisfeita. Tem uma visão muito particular na hora de dirigir seus filmes. Em Liga da Justiça meu personage favorito é Henry Cavill, como Superman. A história é boa e bastante divertida. Eu recomendo 100%.

    Responder
    • André Dick

       /  21 de outubro de 2018

      Prezada Karla,

      Agradeço por seu comentário sobre o filme, o qual aprecio bastante e considero subestimado na leva de adaptações de super-heróis para o cinema, principalmente porque também aprecio especialmente o trabalho de Snyder, ainda que prejudicado em parte pelas remontagens feita pela Warner e por Whedon.

      Um abraço,
      André

      Responder
  14. Eu adorei este artigo! Pessoalmente eu acho que o filme nos prende, de todos os filmes que estrearam em 2017, este foi o meu preferido! Sem dúvida o veria novamente.

    Responder
    • André Dick

       /  25 de outubro de 2018

      Prezada Paulina,

      agradeço por seu comentário generoso. E, apesar de não ser meu filme preferido de 2017, está entre as grandes produções de super-heróis dos últimos anos. Bastante subestimado.

      Um abraço,
      André

      Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: