Indicados ao Oscar 2017

Por André Dick

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Em outubro de 2016, fiz um texto sobre 10 possíveis candidatos ao Oscar de melhor filme:

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Dos que apontei, apenas três chegaram às indicações de melhor filme: A chegada, La La Land e Manchester à beira-mar. Nas alternativas, eu colocava Moonlight, Até o último homem Fences/Um limite entre nós. Não cogitei Lion, Estrelas além do tempo e A qualquer custo, que à época, no entanto, já apareciam entre as possibilidades em algumas listas. Desses que apontei, alguns chegaram em categorias principais (como de atriz), no caso de Jackie, ou (de ator coadjuvante) Animais noturnos. No entanto, não se imaginava que o filme de Scorsese fosse recepcionado com tanta frieza, assim como o de Ben Affleck fosse um desastre de crítica. E O nascimento de uma nação prejudicado pelas acusações a seu diretor. Já Fome de poder, com Michael Keaton, simplesmente não aconteceu. Algumas horas antes de os indicados ao Oscar serem revelados, já baseado em premiações e listas mais recentes, apostei nos seguintes:

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Gosto mais da seleção deste ano do que a do ano passado. Há dois filmes excelentes, La La Land e Moonlight, dois ótimos (Manchester à beira-mar e Lion), dois muito bons (Até o último homem e A qualquer custo), dois particularmente sustentados por grandes atuações (Um limite entre nós, Estrelas além do tempo) e uma ficção científica interessante e que melhorou em duas revisões que fiz (A chegada) em relação à primeira vez. Novamente a Academia não atinge 10 concorrentes. Numa décima vaga, poderiam ter lembrado de Silêncio, JackieA lei da noiteLoving, Elle, Florence – Quem é essa mulher?, PatersonA longa caminhada de Billy LynnAnimais noturnos e vários outros sequer cotados, a exemplo de Ave, César!, Cavaleiro de copasA criada, A luz entre oceanos, Jovens, loucos e mais rebeldes!!Wiener-dogDocinho da América, Beleza ocultaMais forte que bombas, Dois caras legais, A garota no trem, Café Society e Demônio de neon.

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Melhor filme

A chegada
Até o último homem
Estrelas além do tempo
Lion – Uma jornada para casa
Moonlight – Sob a luz do luar
Um limite entre nós
A qualquer custo
La La Land – Cantando estações
Manchester à beira-mar

Dos indicados, a disputa vai ficar, ao que tudo indica, entre La La Land, Moonlight e Até o último homem. A qualquer custo é uma surpresa desde suas primeiras indicações, um faroeste nos dias atuais, enquanto Um limite entre nós é uma adaptação aprovada pela Broadway, e Lion e Manchester à beira-mar sobre a solidão humana e conflitos que se estendem por gerações. Com um tema interessantíssimo, Estrelas além do tempo é outra surpresa e mostra um trabalho notável de elenco. E A chegada mostra que o gênero de ficção científica está sendo visto com mais atenção pela Academia, depois das indicações principais a Gravidade e Perdido em Marte.

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Melhor diretor

Denis Villeneuve, por A chegada
Mel Gibson, por Até o último homem
Damien Chazelle, por La La Land – Cantando estações
Kenneth Lonergan, por Manchester à beira-mar
Barry Jenkins, por Moonlight – Sob a luz do luar

Dos indicados, o grande favorito é Damien Chazelle, logo em seu terceiro filme. Para Gibson, a indicação já soa como um prêmio, depois de tantas polêmicas, levando em conta que ele já ganhou com Coração valente. Villeneuve tem sua primeira indicação, numa carreira que já possui várias obras, e neste ano continuará com Blade Runner 2049. Jenkins está em seu segundo filme e já recebe uma indicação importante, e Lonergan comprova sua trajetória de cineasta independente bem-sucedida. Acredito que poderiam ter lembrado de Paul Verhoeven (Elle), Clint Eastwood (Sully), Martin Scorsese (Silêncio), Pablo Larraín (Jackie), Ben Affleck (A lei da noite) e Jeff Nichols (Loving).

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Melhor ator

Casey Affleck, por Manchester à beira-mar
Andrew Garfield, por Até o último homem
Ryan Gosling, por La La Land – Cantando estações
Viggo Mortensen, por Capitão Fantástico
Denzel Washington, por Um limite entre nós

Uma categoria difícil. De todas, a de Garfield me parece ligeiramente superior. É seu melhor momento. Gosling faz com competência Sebastian, o pianista de jazz, e Washington alterna excelentes momentos com outros cansativos em Um limite entre nós. A indicação de Mortensen não me pareceu justa, mas ele está bem em Capitão Fantástico. O favorito Casey Affleck está muito bem em Manchester à beira-mar. Dos esquecidos, aprecio em especial as atuações de Tom Hanks em Sully; Jake Gyllenhaal em Animais noturnos; Shia LaBeouf em Docinho da América; Joel Edgerton em Loving; Joe Alwyn, em A longa caminhada de Billy Lynn; Logan Lerman em Indignação; Ben Affleck em A lei da noite; Will Smith em Beleza oculta; Adam Driver em Paterson; e Hugh Grant em Florence – Quem é essa mulher? (embora ele estivesse cotado para coadjuvante, ele é ator principal).

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Melhor atriz

Isabelle Huppert, por Elle
Ruth Negga, por Loving
Natalie Portman, por Jackie
Emma Stone, por La La Land – Cantando estações
Meryl Streep, por Florence – Quem é essa mulher?

Depois do Globo de Ouro, Isabelle Huppert tem chances por Elle, embora a Academia deva privilegiar Emma Stone, que também está ótima em La La Land, mesmo que não à altura da atriz francesa. Streep e Negga são indicadas com justiça. A atuação de Ruth Negga, particularmente, é sublime, num filme que poderia ter sido mais lembrado. Vencedora em Cisne negro, Porter surge como uma opção interessante no papel da esposa de JFK, numa atuação notável. Amy Adams foi negligenciada por Animais noturnos e A chegada e Sasha Lane poderia ter sido lembrada por Docinho da América, além de Emily Blunt, extraordinária em A garota no trem, Blake Lively, esquecida nas premiações por Águas rasas, e Alicia Vikander, comovente em A luz entre oceanos.

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Melhor ator coadjuvante

Mahershala Ali, por Moonlight – Sob a luz do luar
Jeff Bridges, por A qualquer custo
Lucas Hedges, por Manchester à beira-mar
Dev Patel, por Lion – Uma jornada para casa
Michael Shannon, por Animais noturnos

Ali, Bridges e Shannon estão ótimos. É difícil ver quem está melhor como coadjuvante em A qualquer custo, que conta ainda com uma ótima atuação de Ben Foster. Desses, se fosse escolher, seria a atuação espetacular de Shannon. Lembre-se que Aaron Taylor Johnson, seu parceiro de cena, sequer foi lembrado depois de vencer o Globo de Ouro da categoria. De qualquer modo, Ali também aparece bem em Estrelas além do tempo, e é apontado como o favorito. Dev Patel confirma seu nome, já reconhecido desde Quem quer ser um milionário?, e está emocionante em Lion. Luke Hedges aparece bem em Manchester à beira-mar, contudo não saberia se comporta uma indicação. E como não lembrar do elenco coadjuvante de Um limite entre nós? Todos estão brilhantes em cena: Jovan Adepo, Russell Hornsby, Stephen McKinley Henderson e Mykelti Williamson. E de Garrett Hedlund em A longa caminhada de Billy Lynn? Ou de Armie Hammer em O nascimento de uma nação? Jonah Hill também está ótimo em Cães de guerra, assim como Adam Driver em Silêncio, Peter Sarsgaard em Jackie e Chris Messina em A lei da noite.

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Melhor atriz coadjuvante

Viola Davis, por Um limite entre nós
Naomie Haris, por Moonlight – Sob a luz do luar
Nicole Kidman, por Lion – Uma jornada para casa
Octavia Spencer, por Estrelas além do tempo
Michelle Williams, por Manchester à beira-mar

Viola Davis está irretocável em Um limite entre nós, mas Naomie Harris e Octavia Spencer (vencedora nessa categoria por Histórias cruzadas) não ficam muito atrás. Harris também está excelente em Beleza oculta. Nicole Kidman volta à premiação depois de alguns anos por uma bela atuação em Lion, assim como a subestimada Michelle Williams, que já teve atuações notáveis, em Wendy e Lucy, por exemplo, e faz uma participação em Manchester à beira-mar. Rachel Weisz foi esquecida por sua bela atuação em A luz entre oceanos e Haley Bennett por A garota no trem. Também aprecio a atuação de Helen Mirren no menosprezado Beleza oculta.

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Melhor roteiro original

Taylor Sheridan, por A qualquer custo
Damien Chazelle, por La La Land – Cantando estações
Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou, por O lagosta
Kenneth Lonergan, por Manchester à beira-mar
Mike Mills, por 20th century woman

Interessante a lembrança ao roteiro original de O lagosta, um filme estranho, com atuações mais ainda. A qualquer custo tem bom roteiro, assim como La La Land e Manchester à beira-mar20th century woman tinha algumas possibilidades pelo elenco (Annete Bening, Greta Gerwig, Elle Fanning), mas sua única indicação saiu aqui. Gostaria muito que tivessem lembrado dos roteiros de Docinho da AméricaPaterson, Mais forte que bombas e Wiener-dog.

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Melhor roteiro adaptado

Eric Heisserer, por A chegada
August Wilson, por Um limite entre nós
Allison Schroeder e Theodore Melfi, por Estrelas além do tempo
Luke Davis, por Lion – Uma jornada para casa
Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney, por Moonlight – Sob a luz do luar

Uma categoria acirrada, em que Moonlight parece ser o destaque, embora a adaptação da peça teatral de Um limite entre nós conte pontos e a de A chegada tenha vários elogios. Gosto do roteiro de Estrelas além do tempo, contudo há alguns personagens que não desenvolve tão bem, como o de Jim Parsons. Lamentável o esquecimento de Silêncio nesta categoria. Também Cães de guerra, A lei da noite e A garota no trem mostram bons trabalhos de adaptação.

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Melhor animação

Kubo e as cordas mágicas
Moana – Um mar de aventuras
Minha vida de abobrinha
The red turtle
Zootopia – Essa cidade é o bicho

Infelizmente, não assisti a todos. Zootopia, no entanto, é um dos meus favoritos do ano passado.

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Melhor longa estrangeiro

Terra de minas (Dinamarca)
Um homem chamado Ove (Suécia)
O apartamento (Irã)
Tanna (Austrália)
Toni Erdmann (Alemanha)

Aqui o superestimado Toni Erdmann é favorito (Agnes e Um holograma para o rei seriam filmes que representariam melhor a Alemanha). O apartamento é de Ashgar Farhadi, que recebeu o Oscar por A separação. Deveria estar obviamente nessa lista Elle, eliminado já entre os 9 pré-finalistas.

Melhor documentário em curta-metragem

Extremis
4.1 Miles
Joe’s Violin
Watani – My homeland
Os capacetes brancos

Melhor documentário em longa-metragem

Fogo no mar
Eu não sou seu negro
Life, animated
O.J. – Made in America
13ª emenda

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Melhor curta-metragem

Ennemis intérieurs
La femme et le TGV
Silent nights
Sing
Timecode

Melhor curta em animação

Blind Vaysha
Borrewed time
Pear cider and cigarettes
Pearl
Piper

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Melhor fotografia

Bradford Young, por A chegada
Linus Sandgren, por La La Land – Cantando estações
Greig Fraser, por Lion – Uma jornada para casa
James Laxton, por Moonlight – Sob a luz do luar
Rodrigo Prieto, por Silêncio

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Melhor trilha sonora

Mica Levi, por Jackie
Justin Hurwitz, por La La Land – Cantando estações
Dustin O’Halloran e Hauschka, por Lion – Uma jornada para casa
Nicholas Britell, por Moonlight – Sob a luz do luar
Thomas Newman, por Passageiros

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Melhor canção original

“Audition (The Fools Who Dream)”, música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul, por La La Land – Cantando estações
“Can’t Stop the Feeling”, música e canção de Justin Timberlake, Max Martin e Karl Johan Schuster, por Trolls
“City of Stars”, música de Justin Hurwitz, canção de Benj Pasek e Justin Paul, por La La Land – Cantando estações
“The Empty Chair”, música e canção de J. Ralph e Sting, por  Jim: The James Foley Story
“How Far I’ll Go”, Música e canção de Lin-Manuel Miranda, por Moana – Um mar de aventuras

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Melhor edição

Joe Walker, por A chegada
John Gilbert, por Até o último homem
Jake Roberts, por A qualquer custo
Tom Cross, por La La Land – Cantando estações
Nat Sanders e Joi McMillon, por Moonlight – Sob a luz do luar

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Melhor figurino

Joanna Johnston, por Aliados
Colleen Atwood, por Animais fantásticos e onde habitam
Consolata Boyle, por Florence – Quem é essa mulher?
Madeline Fontaine, por Jackie
Mary Zophres, por La La Land – Cantando estações

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Melhor design de produção

Patrice Vermette (design de produção) e Paul Hotte (decoração de set), por A chegada
Stuart Craig (design de produção) e Anna Pinnock (decoração de set), por Animais fantásticos e onde habitam
Jess Gonchor (design de produção) e Nancy Haigh (decoração de set), por Ave, César!
David Wasco (design de produção) e Sandy Reynolds-Wasco (decoração de set), por La La Land – Cantando estações
Guy Hendrix Dyas (design de produção) e Gene Serdena (decoração de set), por Passageiros

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Melhor maquiagem e cabelo

Eva Von Bahr e Love Larson, por Um homem chamado Ove
Joel Harlow e Richard Alonzo, por Star Trek – Sem fronteiras
Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson, por Esquadrão suicida

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Melhor mixagem de som

Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye, por A chegada
Kevin O’Connell, Andy Wright, Robert Mckenzie e Peter Grace, por Até o último homem
Andy Nelson, Ai-Ling Lee e Steve A. Morrow, por La La Land – Cantando estações
David Parker, Christopher Scarabosio e Stuart Wilson, por Rogue One – Uma história Star Wars
Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Mac Ruth, por 13 horas – Os soldados secretos de Benghazi

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Melhor edição de som

Sylvain Bellemare, por A chegada
Wylie Stateman e Renée Tondelli, por Horizonte profundo – Desastre no Golfo
Robert Mackenzie e Andy Wright, por Até o último homem
Ai-Ling Lee e Mildred Iatrou Morgan, por La La Land – Cantando estações
Alan Robert Murray e Bub Asman, por Sully – O herói do Rio Hudson

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Melhores efeitos visuais

Craig Hammack, Jason Snell, Jason Billington e Burt Dalton, por Horizonte profundo – Desastre no Golfo
Stephane Ceretti, Richard Bluff, Vincent Cirelli e Paul Corbould, por Doutor Estranho
Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Dan Lemmon, por Mogli – O menino lobo
Steve Emerson, Oliver Jones, Brian McLean e Brad Schiff, por Kubo e as cordas mágicas
John Knoll, Mohen Leo, Hal Hickel e Neil Corbould, por Rogue One – Uma história Star Wars

Nas categorias técnicas, La La Land é o principal destaque, seguido por A chegada. Merecidas as indicações de Animais fantásticos e onde habitam e Rogue One. Surpreendentes as indicações de Passageiros, embora seu design de produção e trilha sonora sejam realmente bons. Ave, César! e Aliados têm lembranças isoladas e poderiam também estar em mais categorias, sobretudo o filme dos irmãos Coen. Mas se ressente mesmo, nessas categorias, da presença de A criada, em fotografia, design de produção e figurino, por exemplo; e de Silêncio em design de produção e figurino. E Emmanuel Lubezki, vencedor do Oscar três anos seguidos, não é lembrado por seus trabalhos com Malick, este ano Cavaleiro de copasAlice através do espelho também tinha uma parte técnica espetacular, completamente esquecida. E A lei da noite, de Ben Affleck tem uma reconstituição de época notável, mas as críticas pesaram. Por sua vez, Café Society, de Allen, é tecnicamente talvez seu filme mais belo, além de contar com boas atuações de Jesse Eisenberg, Kristen Stewart e Blake Lively.

A cerimônia de entrega acontece em 26 de fevereiro.

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