10 possíveis candidatos ao Oscar de melhor filme em 2017

Por André Dick

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De acordo com as projeções recentes, eu apostaria nos seguintes indicados para o Oscar de melhor filme de 2017:

A chegada, de Denis Villeneuve, com Amy Adams, Jeremy Renner e Forest Whitaker, é a ficção científica do ano: em 2013, foi Gravidade; em 2014, Interestelar; e em 2015, Perdido em Marte. Villeneuve vem numa crescente como diretor em Hollywood: depois de Os suspeitos, realizou o ótimo O homem duplicado e o impactante Sicario – Terra de ninguém. Esta ficção que antecipa Blade Runner 2049 parece ser um conjunto visualmente impressionante, assim como um núcleo de atuações memoráveis. Adams interpreta a linguista Bank, que, com o matemático e cientista Ian Donnelly (Jeremy Renner), tentará entrar em contato com os seres de estranhas naves espaciais que chegam à Terra. Isto não parece Independence day.

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La La Land – Cantando estações, de Damien Chazelle, com Ryan Gosling e Emma Stone, se seguir o que dizem as críticas, será um dos filmes do ano. Se você imagina uma espécie de O fundo do coração, de Coppola, neste século, parece ser esta peça. Mesmo que eu não seja admirador de Whiplash, Stone e Gosling sabem como atuar juntos, o que já ficou claro em Amor a toda prova e Caça aos gângsteres. E, depois de Birdman, pode ser o ano de Stone receber seu Oscar. Gosling interpreta o pianista de jazz  Sebastian Wilder que conhece a aspira à atriz Mia Dolan (Stone) e juntos tentam realizar os sonhos prometidos por LA (Los Angeles).

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Jackie, de Pablo Larraín, apresenta a atuação mais elogiada recentemente de Natalie Portman e, pelo que se fala, poderia ser um adendo de JFK, tratando da vida da primeira-dama depois do assassinato de seu marido. O diretor tem como um precedente o belo trabalho sobre o universo da política em No e aqui tem como um dos produtores Darren Aronofksy (Cisne negro). A Frances Ha Greta Gerwig é sua principal coadjuvante.

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Sully – O herói do rio Hudson traz Tom Hanks no papel do aviador que conseguiu uma aterrisagem espetacular, e se credencia pelo diretor principalmente, Clint Eastwood, depois de conseguir indicações surpreendentes para Sniper americano. Hanks este ano também esteve no menosprezado e belo Um holograma para o rei e mais uma vez é um potencial candidato.

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Manchester à beira-mar tem atuações elogiadas de Michelle Williams e Casey Affleck e parece ser o integrante com elementos mais underground desses possíveis indicados, mesmo que Kenneth Lonergan não seja um nome afeito à Academia. Affleck é Lee, que se torna responsável por Patrick (Lucas Hedges), filho de seu irmão falecido, e passa a lidar com os conflitos vividos com sua ex-esposa Randi (Williams) quando volta à sua cidade.

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Fome de poder é o filme sobre Ray Crok, que comprou dos irmãos Mac e Dick McDonald uma grande cadeia de lojas de hambúrguer. Crok surge em desempenho de Michael Keaton, que tem a seu lado Laura Dern, Patrick Wilson e Linda Cardellini. Levando em conta que Keaton estava em Birdman e Spotlight, e o diretor é John Lee Hancock, que conseguiu indicação ao Oscar principal por Um sonho impossível, eis um filme que pode vir a concorrer. Seu filme anterior, Walt nos bastidores de Mary Poppins, foi um dos esquecidos nas premiações de 2014.

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Animais noturnos, de Tom Ford, com Jake Gyllenhaal, Amy Adams e Michael Shannon, bastante elogiado desde o Festival de Veneza, é um dos potenciais candidatos. Adams é a dona de uma galeria de arte, Susan Morrow, perseguida por seu ex-marido Edward Sheffield/Tony Hastings (Gyllenhaal). O trailer dele é grande; se o filme tiver metade de sua qualidade, o espectador já parece sair ganhando.

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Silence é o novo de Martin Scorsese, baseado em romance de  Shusaku Endo, com estreia prevista para dezembro – se estrear, é credenciado, ainda mais com o elenco: Andrew Garfield, Adam Driver e Liam Neeson. Será uma espécie de A missão passada no Oriente?

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O nascimento de uma nação é o filme polêmico de Nate Parker, contando a história de Nat Turner, escravo que liderou uma rebelião no Condado de Southampton, Virgínia, em 1831. Pelas imagens, parece uma mistura de 12 anos de escravidão e Gangues de Nova York.

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E, finalmente, A lei da noite é o novo filme dirigido, atuado e roteirizado por Ben Affleck a partir de um romance de Dennis Lehane, com a fotografia de Robert Richardson, dos filmes de Tarantino. Affleck é Joe Coughlin, filho de um capitão de polícia de Boston que acaba vendo sua vida modificada. Acompanhe alguns do elenco coadjuvante: Elle Fanning, Brendan Gleeson, Chris Messina, Sienna Miller, Zoe Saldana e Chris Cooper. Se Argo foi premiado, por que este não seria indicado, principalmente em razão de seu trailer? Tudo indica que será uma mistura entre Dick Tracy, Dália negra e Os intocáveis.

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Outras opções: Moonlight, A longa caminhada de Billy Lynn (de Ang Lee, com Kristen Stewart, Vin Diesel, Garrett Hedlund, Steve Martin e Chris Tucker), A luz entre oceanos (de Derek Cianfrance, com Michael Fassbender e Alicia Vikander), Aliados (de Robert Zemeckis, com Brad Pitt e Marion Cotillard), Beleza oculta (com Will Smith), Certas mulheres (de Kelly Reichardt, com Michelle Williams e Kristen Stewart), Hacksaw ridge (de Mel Gibson, com Andrew Garfield), A grande muralha (de Zhang Yimou, com Matt Damon), Amor & amizade (de Whit Stillman), The lost city of Z (de James Gray, com Robert Pattinson), Rainha de Katwe (de Mira Nair, com David Oyelowo e e Lupita Nyong’o), Passageiros (com Jennifer Lawrence e Chris Pratt), Ouro e cobiça (com Bryce Dallas Howard e Matthew McConaughey), Paterson (de Jim Jarmusch com Adam Driver), Fences (com Denzel Washington e Viola Davis) e Lion (com Dev Patel, Nicole Kidman e Rooney Mara). Pode-se adiantar, porém, que o filme de Lee está sendo bastante criticado, as obras de Zemeckis são vistas como excessivamente pop e Cianfrance parece meio underground demais para a Academia. No entanto, podem surpreender. Animais fantásticos e onde habitam, Sete minutos depois da meia-noite e Rogue One – Uma história Star Wars devem concorrer a vários prêmios técnicos, assim como Mogli – O menino lobo. E gostaria de incluir filmes nessa lista, como Cavaleiro de copas (Lubezki ganha Oscars com Cuarón e Iñárritu, mas é sequer indicado por seu trabalho com Malick, depois de A árvore da vida), Ave, César! (um dos filmes mais diferentes dos irmãos Coen), Jovens, loucos e mais rebeldes!! (o novo de Richard Linklater), The handmaidenDois caras legais e Café Society, no entanto dificilmente serão lembrados.

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2 Comentários

  1. Isabele

     /  30 de novembro de 2016

    Houve um tropeço o ator e Casey Affleck,e deverá ser indicado a ator p Óscar 2017.

    Responder

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