Lançamentos em VOD (2)

Férias frustradas

Cotação 3 estrelas e meia

Férias frustradas

Quem lembra de Rusty Griswold deve saber que ele é filho de Clark (Chevy Chase) e Ellen (Beverly D’Angelo). Se no primeiro filme ele era interpretado por Anthony Michael Hall, na sequência da franquia Férias frustradas temos Ed Helms em seu lugar, logo depois do êxito da série Se beber, não case. Esta continuação – e não refilmagem – da série iniciada em 1983 tem certo poder de nostalgia que falta a outros filmes que desrespeitaram o filme original, como, no ano passado, Debi & Loide 2. Helms não é bom comediante como Chevy Chase, mas ele consegue sustentar a narrativa. Christine Applegate, na pele de sua esposa Debbie, é igualmente boa presença, tal qual os atores que fazem seus filhos, Skyler Gisondo como James e Steele Stebbins como Kevin. Há dois anos, aconteceu o inesperado sucesso de We’re the Millers (com péssimo título no Brasil), inspirado em Férias frustradas e também com Helms, lá em papel coadjuvante.
Pode-se dizer que esse reinício possui cenas que lembram o original de Harold Ramis e longa desta família que vai buscar drogas no México. Não há dúvida de que há piadas mais pesadas, menos ingênuas, e certa violência em algumas (e Chris Hemsworth faz uma participação que o afasta do Thor shakespeariano). Talvez por me agradar com os dois filmes iniciais da série antiga (os outros são fracos), tenha me agradado tanto a retomada das férias desta família. Também porque a primeira canção depois da clássica “Holiday Road” seja “Left & Right in the Dark”. Os coadjuvantes, principalmente Gisondo, estão muito bem e servem de apoio – com destaque para Charlie Day, numa participação particularmente impagável, tão absurda quanto realmente efetiva. Entendo perfeitamente por que esse tipo de humor não funciona para de muitos; não poderia, entretanto, mesmo que haja piadas excessivamente fracas, negar que o filme funciona num plano montagem e animação.

Ted 2

Cotação 3 estrelas e meia

Cartaz.Ted 2Logo depois do contestado Um milhão de maneiras de pegar na pistola, Seth MacFarlane volta ao grande personagem de sua estreia nos cinemas, o ursinho Ted. Se o filme já inicia lembrando o primeiro, com Ted casando com Tami-Lynn (Jessica Barth), sua colega de trabalho, logo essas semelhanças se acentuam, com a aparição de Sam Jones, o Flash Gordon. No entanto, MacFarlane adota um outro tipo de narrativa nesta continuação: Ted não é mais uma celebridade e deseja ser visto como um ser com sentimentos e não apenas como mera propriedade, depois de ter seus direitos como cidadão ameaçados. Ao seu lado, estão Tami-Lynn, com quem deseja ter um filho, e John Bennett (Mark Wahlberg). Para invocar seus direitos, Ted recorre a uma advogada novata, Samantha Leslie Jackson (Amanda Seyfried). Não é grande surpresa o estilo de piadas de MacFarlane. Assim como no primeiro e em seu faroeste cômico, ele abusa de piadas ditas politicamente incorretas – talvez ainda mais do que na primeira história (as discussões envolvendo drogas talvez soem às vezes exaustivas). Isto não elimina a química entre ele e John, com o acréscimo de Samantha, feita por uma Seyfried mais à vontade do que Mila Kunis. Pode-se criticar MacFarlane pelo ritmo um pouco mais lento em alguns trechos, em razão da longa duração (quase duas horas), no entanto ele sabe melhor do que no primeiro dar ênfase no personagem de Ted. Há também, novamente, muitas referências aos anos 80 e 90, como Clube dos cinco, Rocky III e Jurassic Park, nada que já não houvesse no primeiro, de qualquer modo.
Particularmente, não esperava um filme à altura do primeiro, que foi muito divertido e é mais bem solucionado em termos de edição. Ainda assim, Ted 2 consegue se apresentar como um filme que provoca e tem certa sinceridade afetiva, tal como o anterior. Wahlberg e Seyfried funcionam muito bem juntos, enquanto MacFarlane novamente empresta vida com a voz de Ted. E há boas participações do elenco coadjuvante e algumas surpresas. É um produto da cultura pop, assim como aquela que satiriza, com seus passeios pelo interior dos Estados Unidos e, apesar da tentativa, não ofende o espectador.

Anúncios
Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: