Indicados ao Oscar 2015

Por André Dick

Oscar 2015

Sniper americano
Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)
Boyhood – Da infância à juventude
O grande Hotel Budapeste
O jogo da imitação
Selma
A teoria de tudo
Whiplash – Em busca da perfeição 

Boyhood.Oscar

Depois do Globo de Ouro, já se dava como certa a presença de três filmes na lista da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood: Boyhood, Birdman e O grande Hotel Budapeste. O Oscar tem uma tendência a gostar de cinebiografias, e por isso também eram esperadas as indicações para Selma, A teoria de tudo e O jogo da imitação. Como filme independente, se ano passado tivemos Philomena, desta vez o espaço foi reservado para Whiplash. Foi surpreendente a exclusão do aclamado Garota exemplar e cogitava-se que Caminhos da floresta (do vencedor do Oscar por Chicago) tivesse a indicação que costuma ser reservada a musicais.
Ao mesmo tempo, surpreende a indicação de Sniper americano, também uma cinebiografia, um dos trabalhos mais fracos da trajetória de Clint Eastwood (Jersey Boys, bastante criticado, também de 2014, é melhor), no entanto prova sua influência em Holywood, assim como a de Kathryn Bigelow, em cujo cinema o filme é claramente inspirado.
Parece que a disputa ficará entre Birdman, O grande Hotel Budapeste e Boyhood, porém não se duvida que a Academia escolha algum filme mais histórico, na linha de O discurso do rei, e neste sentido crescem as chances de O jogo da imitação. A teoria de tudo não parece favorito, assim como Selma perdeu bastante força sendo nomeado apenas para o Oscar de melhor canção além do principal. As duas nomeações, sendo uma delas à categoria principal, tornam estranhas as exclusões de Interestelar e Foxcatcher, ambos indicados em cinco categorias, sendo que o segundo nas principais, embora seja um filme que decepciona. De qualquer modo, eu não duvidaria, contra o favoritismo de Boyhood e Birdman, da vitória de O grande Hotel Budapeste.
O hype antecipado prejudicou bastante o filme Invencível, de Angelina Jolie, com um cuidado de reprodução de época intenso, assim como O ano mais violento, de J.C. Chandor. Dos cotados, eles mereciam estar na lista. E um ano com tantos filmes bons ter 8 indicados ao contrário de 9 ou 10 possíveis escolhas parece não ter seu potencial valorizado pela própria indústria de cinema.
Lamento, desses modo, a não inclusão de alguns filmes (embora nenhum estivesse cotado em listas anteriores): Vício inerente, O hobbit – A batalha dos cinco exércitos, Mulheres, homens e filhos, Interestelar e Ida nas categorias principais. São filmes realmente extraordinários.

Birdman 4

Melhor diretor

Alejandro González Iñárritu, por Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)
Richard Linklater, por Boyhood – Da infância à juventude
Wes Anderson, por O grande Hotel Budapeste
Morton Tyldum, por O jogo da imitação
Bennett Miller, por Foxcatcher – Uma história que chocou o mundo

Todos eram nomes esperados – talvez o de Miller menos, mesmo tendo sido premiado em Cannes. É interessante que Anderson ganhe sua primeira indicação ao Oscar de melhor direção; parece que a Academia, que antes parecia quase ignorar seu trabalho, se rendeu à aclamação que vem sobretudo da Europa. Sua trajetória prova que a indicação é tardia – embora antes já tenha sido lembrado como roteirista por Os excêntricos Tenenbaums e Moonrise Kingdom, além de pela animação O fantástico Sr. Raposo. Iñárritu já havia sido indicado por Babel, e é bastante merecida sua indicação aqui, com a criatividade de elaborar, com Emmanuel Lubezki, um filme todo com, pelo menos aparentemente, um plano sequência. Linklater vem fazendo um grande trabalho há alguns anos e também é merecedor – junto com Anderson, é um nome que vem do cinema independente, e isso é ótimo. Surpreende as exclusões de David Fincher, por Garota exemplar, e de Ava DuVernay, por Selma. A atriz Angelina Jolie mostra talento como diretora em Invencível e deve ser lembrada outras vezes.
Outros nomes esquecidos foram os de Paul Thomas Anderson, que merecia uma indicação por Vício inerente, e Cristopher Nolan por Interestelar; J.C. Chandor faz um filme clássico dos anos 70 em pleno século XXI, em O ano mais violento, mas sem diluições; talvez Pawel Pawlikowski pudesse ser o nome estrangeiro do ano na categoria, por Ida. A indicação de Bennett Miller, por Foxcatcher, é no mínimo injusta em relação a esses nomes descartados.

A teoria de tudo

Melhor ator

Benedict Cumberbatch, por O jogo da imitação
Michael Keaton, por Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)
Bradley Cooper, por Sniper americano
Steve Carell, por Foxcatcher – Uma história que chocou o mundo
Eddie Redmayne, por A teoria de tudo

Já poderia ter sido indicado a ator coadjuvante por Star Trek no ano passado o ator inglês Benedict Cumberbatch. Eddie Redmayne tem uma atuação extraordinária em A teoria de tudo e merece realmente a indicação. Steve Carell é bastante elogiado em Foxcatcher, em que, por outro lado, tenta se modificar tanto que acaba perdendo a espontaneidade (ele é um grande ator de comédia dramática, como já mostrou em Amor a toda prova e Um divã para dois, e poderia ter sido reconhecido assim). Bradley Cooper está bem em Sniper americano, de Clint Eastwood; apenas se lamenta que o filme não esteja à sua altura. Mas tudo indica, se não houver mais reviravoltas, que o prêmio será de Michael Keaton, ator historicamente injustiçado, depois de filmes como Os fantasmas se divertem, Marcas de um passado, Minha vida e Jackie Brown (ele aparece bem como coadjuvante em RoboCop).
Estavam cotados Ralph Fiennes, por O grande Hotel Budapeste, e Timothy Spall por Sr. Turner. Gyllenhaal tem feito um grande trabalho nos últimos anos, em filmes como Os suspeitos e O homem duplicado, e era cogitado (apesar do overacting em alguns momentos) por O abutre. David Oyelowo era cogitado por Selma (ele aparece também em O ano mais violento). Também é bastante destacado o trabalho de Jack O’Connell em Invencível.
Entre os esquecidos (também nas listas de previsões), a atuação de Brendan Gleeson em Calvary é muito boa. Assim como a de Oscar Isaac em O ano mais violento, bastante superior à de Inside Llewyn Davis, quando consideraram injustiça não ter sido indicado. E Ryan Reynolds foi prejudicado pela péssima recepção de À procura, de Atom Egoyan, filme em que aparece excelente. Aprecio muito também o trabalho de Jesse Eisenberg em O duplo (e ele estava também em Night moves). O mesmo em relação a Jim Broadbent em Le week-end. Bill Murray foi indicado ao Globo de Ouro por Um santo vizinho, mas outra vez não foi para o Oscar. E Joaquin Phoenix, como antes de O mestre, sob a direção de Anderson, aparece mais uma vez fora de série em Vício inerente – no entanto, é uma interpretação bem-humorada, o que não conta pontos, infelizmente. John Lithgow também era bastante elogiado por O amor é estranho. E o esquecimento de Matthew McConaughey no Oscar e premiações anteriores por Interestelar é certamente relevante.

Dois dias, uma noite

Melhor atriz

Marion Cotillard, por Dois dias, uma noite
Julianne Moore, por Para sempre Alice
Rosamund Pike, por Garota exemplar
Reese Witherspoon, por Livre
Felicity Jones, por A teoria de tudo

É grande a surpresa pela não inclusão de Jennifer Aniston, por Cake, indicada ao Globo de Ouro, em que tem ótima atuação. Mais interessante foi a inclusão de Marion Cotillard, preferida por Dois dias, uma noite, em vez de Era uma vez em Nova York (sua atuação no filme dos Dardenne é superior). Com um ano espetacular, também por causa de Mapas para as estrelas, Julianne Moore desponta como a favorita por Para sempre Alice, porém Cottilard realmente parece merecer mais – principalmente porque o filme de Moore é irregular. Não sou apreciador da atuação de Rosamund Pike por Garota exemplar, mas ela tem muitos defensores e sua indicação era esperada. Reese Whiterspoon, depois de anos, volta a ser indicada, por Livre (e é interessante que ela seja uma das produtoras de Garota exemplar e tenha tentado o papel que ficou para Pike) e está ótima também como coadjuvante em Vício inerente. Gostei da atuação de Felicity Jones em A teoria de tudo; a dúvida é se comporta uma indicação.
Kristen Wiig poderia ter sido lembrada: ela está muito bem em Amores inversos e The skeleton twins, mostrando que Missão madrinha de casamento não era apenas um momento. A Academia também poderia ter lembrado de Shailene Woodley, que teve um grande ano, com A culpa é das estrelas e Pássaro branco na nevasca. Amy Adams recebeu o Globo de Ouro de atriz comédia/musical por Grandes olhos, no qual aparece muito bem, mas o filme de Burton foi esquecido. A inglesa Emily Blunt está em Caminhos da floresta e já foi destacada outras vezes, mas novamente não chegou até a linha final. Tentaram criar espaço para outra indicação para Hillary Swank por Dívida de honra, e não houve êxito.

Birdman 17

Melhor ator coadjuvante

Robert Duvall, por O juiz
Ethan Hawke, por Boyhood – Da infância à juventude
Edward Norton, por Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)
Mark Ruffalo, por Foxcatcher – Uma história que chocou o mundo
J.K. Simmons, por Whiplash – Em busca da perfeição

Duvall está de volta este ano com O juiz, ao lado de Robert Downey Jr., e conseguiu uma nova indicação. De qualquer modo, Norton está muito bem em Birdman e Simmons atrai a atenção para Whiplash. Já Ruffalo é indicado por Foxcatcher – é boa atuação, mas o roteiro do filme o prejudica. De todos ainda prefiro a atuação de Hawke em Boyhood, um ator subestimado.
Christian Slater aparece ótimo em Ninfomaníaca – Volume I, assim como Robert Pattinson em The Rover – A caçada e Richard Armitage em O hobbit. Outro coadjuvantes de destaque: Josh Brolin em Vício inerente; sua presença quase ofusca a de Phoenix nas cenas em que aparecem juntos; Riz Ahmed em O abutre; e Alfred Molina em O amor é estranho.

Livre 2

Melhor atriz coadjuvante

Patricia Arquette, por Boyhood – Da infância à juventude
Keira Knightley, por O jogo da imitação
Emma Stone, por Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)
Meryl Streep, por Caminhos da floresta
Laura Dern, por Livre

São indicações merecidas: Arquette fez um grande trabalho em Boyhood, e Knightley em A imitação do jogo (ela fez também no ano passado o simpático Mesmo se nada der certo). Por Birdman, Emma Stone reafirma seu talento, já mostrado em Histórias cruzadas, Amor a toda prova e Magia ao luar, entre outros. Meryl Streep era um nome esperado… Laura Dern foi uma grata surpresa – ela havia sido esquecida injustamente por Império dos sonhos, de David Lynch, e este ano aparece também muito bem em A culpa é das estrelas, como a mãe da personagem central. Jessica Chastain foi esquecida pela atuação em O ano mais violento, assim como Judy Greer poderia ter sido lembrada por Homens, mulheres e filhos, ignorado pelas premiações, e Anne Hathaway, por Interestelar; Mira Grossin em Nós somos as melhores!; Adriana Barraza em Cake; e Katherine Waterston e Witherspoon, ótimas em Vício inerente.

O grande Hotel Budapeste.Filme 7

Melhor roteiro original

Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo, por Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)
Richard Linklater, por Boyhood – Da infância à juventude
Max Frye e Dan Futterman, por Foxcatcher – Uma história que chocou o mundo
Wes Anderson e Hugo Guinness, por O grande Hotel Budapeste
Dan Gilroy, por O abutre

Apesar de apreciar muito os roteiros de Boyhood e O grande Hotel Budapeste, o de Birdman me pareceu, apesar de leves clichês (que os outros também têm), o mais trabalhado. O roteiro de O abutre é razoável, e o único do qual realmente não gosto é o de Foxcatcher, cujo terceiro ato é bastante prejudicado pela direção fria de Miller.
Poderiam ter indicado o roteiro de Lars von Trier para Ninfomaníaca, se o filme tivesse sido bem aceito. Os roteiros de J.C. Chandor para O ano mais violento; de Pawel Pawlikowski e Rebecca Lenkiewicz para Ida; de Bilge Ceylan e Ebru Ceylan para Winter sleep; e de Jean-Pierre e Luc Dardenne para Dois dias, uma noite são muito bons também.

Vício inerente.Filme 3

Melhor roteiro adaptado

Jason Hall, por Sniper americano
Graham Moore, por O jogo da imitação
Paul Thomas Anderson, por Vício inerente
Anthony McCarten, por A teoria de tudo
Damien Chazelle, por Whiplash – Em busca da perfeição

Todos os indicados eram esperados e aprecio especialmente o roteiro adaptado de Vício inerente, que provoca fascínio justamente por sua complicação. Não aprecio o trabalho feito nos roteiros de Whiplash e Sniper americano. O de A teoria de tudo é bom, mas muito esquemático. E a indicação para O jogo da imitação era esperada. Surpreende a exclusão para a adaptação de Garota exemplar – pelos prognósticos. Particularmente, gosto muito dos roteiro dos independentes  Palo Alto (adaptado de livro de James Franco) e Frank (adaptado de obra de Jon Ronson) Também aprecio a adaptação feita para o cinema de A culpa é das estrelas, apesar de o elenco ser o forte do filme, e de O homem duplicado, do romance de Saramago. E as adaptações do conto de Alice Munro em Amores inversos, do romance de Chad Kultgen Homens, mulheres e filhos, da peça musical Jersey Boys para o filme de Eastwood e do livro de Dostoiévski em O duplo também são muito boas.

Ida.Filme 7Melhor filme estrangeiro

Ida (Polônia)
Leviatã (Rússia)
Tangerines (Estônia)
Timbuktu (Mauritânia)
Relatos selvagens (Argentina)

Já se esperava as indicações para Ida e Leviatã (vencedor do Globo de Ouro), e o argentino Relatos selvagens era cogitado. A exclusão do sueco Força maior surpreende. Os grandes esquecidos na categoria foram Winter sleep, de Ceylan, filme turco vencedor de Cannes, com enorme beleza, e Dois dias, uma noite, dos irmãos Dardenne, eliminados já entre os pré-finalistas.

Operação Big Hero

Melhor longa de animação

Operação Big Hero
Os Boxtrolls
Como treinar o seu dragão 2
Song of the Sea
O conto da princesa Kaguya

Uma surpresa grande a não inclusão de Uma aventura LEGO. Como treinar seu dragão 2 vem antecedido pelo Globo de Ouro.

O sal da terra

Melhor documentário em longa-metragem

Citizenfour
Last Days in Vietnam
Virunga
Finding Vivian Maier
The Salt of the Earth

O sal da terra, dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders e por Juliano Salgado, filho de Sebastião, o fotógrafo, destacado pelo documentário, vem ganhando destaque desde sua estreia no Festival de Cannes e enfrenta o talvez favorito Cintizenfour, sobre Edward Snowden. O documentário Jodorowsky’s Dune poderia ter sido indicado.

Melhor documentário em curta-metragem

Crisis Hotline
Joanna
Our Curse
The Reaper
White Earth

Melhor animação em curta-metragem

The Bigger Picture
The Dam Keeper
Feast
Me and My Moulton
A Single Life

Melhor curta-metragem

Aya
Boogaloo and Graham
Butter Lamp
Parvaneh
The Phone Call

Categorias técnicas

Invencível 17

Melhor fotografia

Emmanuel Lubezki, por Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)
Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski, por Ida
Robert Yeoman, por O grande hotel Budapeste
Dick Pope, por Sr. Turner
Roger Deakins, por Invencível

Sr. Turner

Melhor figurino

Colleen Atwood, por Caminhos da floresta
Anna B. Sheppard e Jane Clive, por Malévola
Jacqueline Durran, por Sr. Turner
Milena Canonero, por O grande Hotel Budapeste
Mark Bridges, por Vício inerente

Sniper americano 2

Melhor montagem

Joel Cox e Gary D. Roach, por Sniper americano
Sandra Adair, por Boyhood – Da infância à juventude
Barney Pilling, por O grande Hotel Budapeste
William Goldenberg, por O jogo da imitação
Tom Cross, por Whiplash – Em busca da perfeição

Foxcatcher.Filme 7

Melhor maquiagem e cabelo

Foxcatcher – Uma história que chocou o mundo
O grande Hotel Budapeste
Guardiões da galáxia

Caminhos da floresta

Melhor trilha sonora

Hans Zimmer, por Interestelar
Alexandre Desplat, por O grande hotel Budapeste
Alexandre Desplat, por O jogo da imitação
Gary Yershon, por Sr. Turner
Jóhann Jóhannsson, por A teoria de tudo

Selma

Melhor canção original

“I’m not gonna miss you”, de Glen Campbell e Julian Raymond (Glen Campbell…I’ll be me)
“Everything is awesome”, de Shawn Patterson (Uma aventura LEGO)
“Grateful”, de Diane Warren (Além das luzes)
“Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois (Mesmo se nada der certo)
“Glory”, de John Stephens e Lonnie Lynn (Selma)

Interestelar.Filme 17

Melhor design de produção

O grande Hotel Budapeste
Interestelar
Caminhos da floresta
O jogo da imitação
Sr. Turner

O jogo da imitação

Melhor edição de som

Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)
Sniper americano
Interestelar
O hobbit – A batalha dos cinco exércitos
Invencível

Whiplash

Melhor mixagem de som

Sniper americano
Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)
Interestelar
Invencível
Whiplash – Em busca da perfeição
 

Guardiões da galáxia.Filme 10

Melhores efeitos visuais

Capitão América 2 – O soldado invernal
Guardiões da galáxia
Planeta dos macacos – O confronto
Interestelar
X-Men – Dias de um futuro esquecido

As categorias técnicas mostram um pouco da força de O grande Hotel Budapeste e Interestelar, com todas as indicações merecidas. No entanto, O hobbit receber apenas uma indicação em edição de som parece um caso clássico de querer ignorar uma grande obra em todos os quesitos técnicos (design de produção, figurino, efeitos especiais…) – e o fato de não ter sido indicado em maquiagem parece antecipar tudo (é o Cloud Atlas deste ano). A inclusão de Alexandre Desplat por duas trilhas sonoras chama a atenção, embora a de Hans Zimmer pareça ainda melhor. Invencível merece as indicações de fotografia e edição de som, mas poderia ter sido lembrado pelo design de produção e pelo figurino. Os épicos bíblicos Noé e Êxodo: deuses e reis não foram lembrados nem em figurinos nem em design de produção. O novo RoboCop se encaixaria em várias categorias técnicas, no entanto foi duramente criticado e não conseguiria se encaixar nas campanhas realizadas. Muito justa a lembrança de Ida na categoria de melhor fotografia. E de Guardiões da galáxia em melhores efeitos visuais e maquiagem. O filme de Tim Burton, Grandes olhos, com visual muito cuidado, foi esquecido mesmo nas categorias técnicas – em que Caminhos da floresta foi indicado pelo figurino e design de produção, categorias nas quais o filme de Burton deveria ter sido lembrado. O filme Sr. Turner, de Mike Leigh, também cotado para as categorias principais, foi lembrado por elementos de produção destacáveis.

A cerimônia de entrega será no dia 22 de fevereiro.

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