RoboCop (2014)

Por André Dick

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Em 1987, o primeiro RoboCop apresentava, mais do que a violência conhecida, uma espécie de imaginação referente ao universo futurista, em que os policiais humanos poderiam começar a ser substituídos por robôs. Mas o que mais chamava a atenção é que o filme do holandês Paul Verhoeven lidava, de forma interessante, com uma linguagem de quadrinhos, influenciando de forma decisiva o Batman de Tim Burton, sobretudo pela inserção de noticiários em meio à trama. E era nisto que morava a sua diversão. No entanto, ninguém falava em RoboCop como ícone de um novo cinema, da corrosão (literal) de Verhoeven, da sátira incrivelmente costurada.
Nisto reside a surpresa de, no novo século, RoboCop ser uma espécie de obra-prima da ficção científica e o remake de José Padilha ser uma espécie de ameaça a esta aura de filme inalcançável. Quando soube dessa refilmagem, a primeira sensação foi de temor. RoboCop figura como um dos melhores filmes dos anos 1980, mas basicamente ele é (e foi) um filme que tentava ser pop – e se transformou em cult justamente por essa mistura entre um lado mais popular e a estranheza, com seu elenco original e cenas de extrema violência, o que Verhoeven usaria novamente em O vingador do futuro. O mesmo Verhoeven praticamente afastado de Hollywood por causa de sua joia menosprezada Showgirls – e mesmo com seu Tropas estelares, visto em seu lançamento como apenas um cinema trash no espaço – hoje é exemplo do que deveria ser um diretor de ficção científica. Verhoeven tinha elementos que nem os diretores de Hollywood do gênero possuíam: uma vontade de misturar elementos de filme B com uma sofisticação. É isto que vemos em vários de seus filmes, mesmo de outros gêneros, como Instinto selvagem. Mas o RoboCop original não tem a dose fora de série de humor pelo qual é conhecido nem esta crítica ferina implacável – ele tem, aqui e ali, elementos de crítica ao sistema, contanto nada extraordinário – e tem um ambiente muito mais perverso, com violência explícita, não necessariamente uma qualidade, e drogas sendo usadas. Ou seja, era uma visão pessoal de Verhoeven.

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Padilha é precedido pelos dois Tropa de elite e teria sugerido assumir a refilmagem de RoboCop a produtores da MGM. Depois de recusar o roteiro da versão de Darren Aronofsky, que se retirou para dirigir Cisne negro, ficou claro que ele próprio tinha uma concepção particular do projeto. A questão passaria a ser as inevitáveis comparações com o filme de Verhoeven. Onde este é mais violento, o novo RoboCop passaria a ser mais asséptico; onde o do diretor holandês era mais bem-humorado e agressivo, mostrando o uso de drogas, o novo seria menos intenso e mais comedido. Quando se inicia o filme com os drones ED-209 nas ruas de Teerã, tentando garantir a segurança da população, com uma equipe de filmagem do programa de Pat Novak (Samuel L. Jackson) a postos, e os olhares de alguns moradores pela janela, fica claro que o novo RoboCop não agradaria quem esperava uma espécie de figura do futuro, mas afastada da política. No entanto, o novo RoboCop não chega a ser um filme estritamente político – como foram os filmes anteriores de Padilha, inclusive Ônibus 174. Nem mesmo quando logo se mostra, em seguida, a inoperância da polícia em perseguir um traficante na Detroit de 2028. O policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) se culpa pelo ferimento do parceiro numa cena de guerra e, depois de voltar para casa e reencontrar a mulher, Clara (Abbie Cornish), e o filho, David (John Paul Ruttan). O que acontece daí em diante o levará para a sala de pesquisas do dr. Dennett Norton (Gary Oldman), que está a serviço de Raymond Sellars (Michael Keaton), dono da OmniCorp. O governo americano não quer aprovar uma lei que permita uso de robôs em combate policial, e Sellars pede a Norton um robô com certa percepção humana. Murphy acaba servindo a isso – e é nisto que o novo RoboCop se baseia.
Mais do que um filme de ação ou do que um remake da obra de Verhoeven, o novo RoboCop discute a fusão possível entre o homem e a máquina. Quando Murphy se conhece pela primeira vez com a armadura, há um salto considerável da obra de Verhoeven para a obra de Padilha. Não há, nessa conversão, artifícios de um mero blockbuster, com orçamento milionário. O filme tem, e isso é considerável, uma alma definida. Ele mostra o reconhecimento de um homem diante de sua nova vida, não apenas alguém que é utilizado por uma corporação para se tornar um exemplo de policial do futuro.
Mas Padilha não se concentra especificamente no drama familiar, pois isso tiraria a mitologia do personagem, também ligada à ação. E, se há um equilíbrio bastante claro entre as questões científicas e vilões ambíguos de todos os tipos, temos também um filme de ação vigoroso, cuja montagem (com a presença de Daniel Rezende, que colaborou em Cidade de Deus e A árvore da vida) é não menos do que perfeita. Embora tenham deslizes e um excesso de narração em off, não se pode falar que os dois Tropa de elite sejam filmes sem uma autoria. Em RoboCop, o excesso de diálogos se converte numa síntese, como a armadura do personagem central, e se o poder da versão de Verhoeven era sua autenticidade o de Padilha é justamente um trato emocional. O momento especialmente em que RoboCop surge é simbólico, sobretudo quando ele se encontra, em determinado momento, em meio a um campo de plantações semelhante àqueles do Vietnã, embora na China – não antes sem uma homenagem clara a Avatar, de James Cameron. No futuro, a corporação norte-americana não consegue fugir de seu passado. Nesse sentido, os diálogos sobre salvar vidas humanas ou não, usando robôs sem uma porção emocional ou não, são muito interessantes, e Padilha vai além do que imaginou Verhoeven nos anos 80. Quando se importa em quantos milésimos de segundo alguém será morto, o filme pergunta se a vida de uma criança em cena de guerra será realmente importante para quem fabrica armas – e a relação do RoboCop com o filho estabelece uma ligação direta com o início do filme em Teerã. Padilha trata o personagem não com reverência, mas como parte de um contexto, sem afastá-lo, no entanto, de sua mitologia e da diversão. E talvez toda essa comparação com o anterior e um certo saudosismo ofusque o mais evidente: o novo RoboCop é impressionante.

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Padilha extrai das reações humanas e não dos diálogos a peça para seu filme funcionar, o que não seria possível sem o elenco. Gary Oldman é um excelente Norton, provando novamente ser um grande ator, capaz de extrair emoção de um material que nas mãos comuns se tornaria indefensável, e Joel Kinnaman é uma revelação como RoboCop. Peter Weller, do primeiro, nunca foi grande ator (pelo menos até sua atuação no recente Star Trek). Kinnaman não é apenas mais ator, como também consegue transparecer emoção num roteiro que pode ser considerado, dentro de determinados limites, um clichê (embora quando se ouve falar que Ela, de Spike Jonze, é um filme de clichês, os parâmetros ficam mais delicados). Sua transformação de simples policial no personagem-título é grande. Por sua vez, o até então desaparecido Michael Keaton consegue fazer uma mistura entre Miguel Ferrer e Ronny Cox da primeira versão, assim como Jennifer Ehle consegue desempenhar a assessora do cientista Liz Kline com grande eficácia, e Jackie Earle Haley também consegue boas linhas como Rick Mattox. Samuel L. Jackson, por sua vez, como o Pat Novak, colabora com a porção de crítica, discutindo o militarismo, embora alguns instantes de sua participação soem um pouco artificiais e encaixados de forma mais esquemática diante do restante. Mas a questão está lá: desde Fahrenheit 11/9, a obsessão norte-americana pelo militarismo não era tão criticada e, se Padilha não tem o sarcasmo de Verhoeven, as farpas de seu RoboCop ressoam muito mais do que a Detroit imaginada em 1987.
Todos esses personagens são envolvidos numa narrativa que se costura rapidamente, sem grande complexidade, mas que soa verdadeira e sem deixar pontas soltas, com o auxílio de efeitos visuais preciosos e uma direção de arte urbana alternando com corredores e salas de pesquisa. Há alguns elementos do início do filme que mostram uma certa dificuldade de adaptação ao cenário, uma certa experimentação com a atmosfera (e entre dedilhados de violão e uma música de Frank Sinatra não parecemos estar num filme de ficção científica), mas aos poucos se percebe que este tratamento é proposital, para que Murphy passe de sua forma humana a uma fusão com seu futuro, e tente se adaptar a ela. Em nenhum momento, sente-se o filme como um arremedo solto, tentando agradar infalivelmente a plateia, e mesmo onde há falhas logo a montagem consegue preencher a lacuna. Os sentimentos de Alex Murphy conseguem sustentar com segurança todo o ato final, com uma sequência de cenas de ação compactadas e bem resolvidas, e sentimos que há uma mão coordenando tudo, sem menosprezar o espectador. O mais importante parece ser que este RoboCop não pede desculpas a seu original e tenta seguir seu próprio caminho. O de Verhoeven sempre vai habitar a imaginação como um filme brutalmente original, mas este de Padilha possivelmente será mais reconhecido – não tanto agora, pois é muito recente – por seu impacto em termos de emoção e angústia humanas.

RoboCop, EUA, 2014 Diretor: José Padilha Elenco: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Samuel L. Jackson, Abbie Cornish, Jackie Earle Haley, Michael K. Williams, Jennifer Ehle, Jay Baruchel, John Paul Ruttan Roteiro: James Vanderbilt, Joshua Zetumer, Nick Schenk Fotografia: Lula Carvalho Trilha Sonora: Pedro Bromfman Produção: Eric Newman, Gary Barber, Marc Abraham, Roger Birnbaum Duração: 117 min. Distribuidora: Sony Pictures Estúdio: Strike Entertainment

Cotação 4 estrelas e meia

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33 Comentários

  1. Paula Rocha

     /  23 de fevereiro de 2014

    A melhor resenha que já li até agora. O filme é realmente surpreendente, e não faz sentido ficar comparando-o com o anterior, porque aqui o contexto é diferente, O fato de Padilha priorizar o lado emocional do Robocop torna-o muito melhor do que o primeiro. Concordo com todas as suas palavras.
    Parabéns pela resenha!

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    • André Dick

       /  25 de fevereiro de 2014

      Prezada Paula,

      Agradeço novamente por sua visita e pelo comentário generoso. Diante do novo RoboCop, a questão parece ser realmente o contexto e o caminho que Padilha decidiu seguir, mais emocional, em detrimento da linguagem de Verhoeven, mais direta. O humor mais sarcástico de Verhoeven, por exemplo, me parece que não caberia neste tratamento, embora haja em alguns momentos do filme, e, se fosse usado, seria visto como diluição. Padilha teve uma visão pessoal, e isso é o que importante e torna seu RoboCop surpreendente.
      Obrigado e volte sempre!

      Um abraço,
      André

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  2. independentemente do fato de ter gostado do filme ou não sua crítica foi muito boa!
    Paraebéns.
    Quanto ao filme: gostei muito desse Robocop e entre tantas coisas que tem me deixado frustradíssimo no cinema ele veio muito bem a calhar, me deixando com vontade de vê-lo novamente e de ver mais desse Robocop.
    Sou muito fã do antigo, vejo ele com muitos méritos mas vejo-o também em outra época, com outro mundo. Acho válido comparar os dois filmes, natural, E mesmo considero esse novo um filmão.

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    • André Dick

       /  25 de fevereiro de 2014

      Prezado João,

      Agradeço por seu comentário animador sobre a crítica do filme. Em relação a filmes de heróis, eu não tinha uma surpresa como esta desde o Batman begins, de Nolan, que aproveitou traços da versão de Burton, mas acrescentou uma nova visão. E eu não acreditava nesse filme. Também sou admirador do primeiro, é um dos melhores da década de 80, mas, como você, acho que não se pode ficar com a ideia de que é inalcançável, que não pode ser refeito. O RoboCop de 1987 tem sua importância inegável e, de outro lado, sua mitologia: em filmes assim sempre se vê mais do que eles de fato são. O que me parece complicado é esquecer que não é inalcançável, como provou o Padilha, e lançar algumas críticas sem o devido fundamento a partir do que deveria ter sido o filme (ponto comum: que fosse uma réplica do original de Verhoeven), tentando desconsiderá-lo.
      Obrigado pela visita e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  3. Parabéns pela sua ótima crítica André Dick. Gostei muito deste novo RoboCop, achei ele bem mais visceral, tanto no sentido figurado quanto no sentido anatômico, que o original. Somente dois elementos me incomodaram, nada grave: eles terem “salvo” uma mão humana, algo que me parece uma referência à uma frase dita na construção do RoboCop do filme original, me pareceu descabido, apesar de explicado e justificado no filme; O outro elemento que me incomodou foi a dificuldade que tive de perceber a dicotomia na mente do doutor Dennett Norton, o personagem não é mal, fez o que fez para ter acesso à recursos que garantiriam o andamento de suas pesquisas, sua verdadeira paixão. Talvez por falta de tempo o filme não explora à fundo as questões morais que atormentam terrivelmente o doutor. Somente no final do filme fica claro a tamanha culpa que ele carrega, desistindo de tudo a favor do moralmente correto. Gostaria de ver uma continuação deste filme com certeza.

    Responder
    • “Talvez por falta de tempo o filme não explora à fundo as questões morais que atormentam terrivelmente o doutor.” Acho que não ficou claro: gostaria de uma exposição profunda da angústia do doutor Dennett Norton.

      Responder
      • André Dick

         /  2 de março de 2014

        Prezado Luiz,

        Agradeço por suas palavras a respeito da crítica e pelo ótimo comentário. Também acho que este RoboCop alcança um patamar diferente do outro e é mais visceral. Vi alguns comentários sobre a reconstrução deste ser excessivamente diferente do primeiro, mas acho que foi um acerto o período em que o personagem passa no laboratório. No primeiro, RoboCop era programado e já estava na rua, sem essa elaboração com o seu criador. Isso leva à figura do dr. Norton, um personagem com essa dicotomia observada por você. Acredito que ele tenha trazido um entendimento mais complexo. Ou seja, trata-se de um personagem ambíguo, que não vai em linha reta, como os personagens do original (assim como os vilões, aqui menos diretos e perversos, mas melhor elaborados, pois se tornam quase invisíveis), em razão também da atuação de Gary Oldman, pois não se espera um personagem como esse num dito blockbuster. Ele merecia uma exposição maior, como observa em seu comentário, e se imagina que poderá haver numa continuação. Lamenta-se apenas que, pela bilheteria nos Estados Unidos, a continuação não seja garantida, embora se possa considerar que seguiria nessa linha apenas se Padilha a dirigisse (se for outro, possivelmente teremos algo como o RoboCop 2 antigo, e, claro, com uma tentativa de retomar um pouco mais de humor, tirando o sentido mais dramático deste). Esperemos que invistam na franquia: o primeiro traz questões que merecem ser aprofundadas.
        Obrigado pela visita e volte sempre!

        Um abraço,
        André

  4. Ainda não vi o filme por puro medo de ser ruim! mas depois de ler a sua crítica (que foi indicada por um leitor do Omelete), percebo que estou perdendo uma boa diversão!!! valew e vou continuar visitando este site!!

    Responder
    • André Dick

       /  2 de março de 2014

      Max Steel,

      Agradeço por sua visita e pelo comentário animador! Também tinha medo de que fosse ruim, mas já se fala, algumas vezes, que este é “superestimado”, para se notar a diferença entre o lançamento e agora. Achei um grande filme, mas um problema é vê-lo esperando pela versão de Verhoeven atualizada. Nos Estados Unidos, me parece que pesou o fato de a direção ser de Padilha e o excesso de reverência ao original. Algumas críticas de lá deram um direcionamento, em grande parte, equivocado no que se refere à recepção, confundindo-o com um remake acomodado. Querem que Verhoeven esteja no fim das filmagens de Conquista sangrenta e assuma o RoboCop em alguns meses.
      Obrigado novamente e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  5. Lucas Bishop

     /  2 de março de 2014

    Vi o filme ontem e digo que não fica nada a dever ao Robocop original. Vc sente que o filme é bom quando olha para o relógio e fica puto porque sabe que falta pouco para acabar. E foi assim que me senti…

    Responder
    • André Dick

       /  3 de março de 2014

      Prezado Lucas,

      a montagem do filme é realmente ótima. Também não vi o tempo passar, e não acho que tenha nenhuma solução rápida demais.

      Um abraço,
      André

      Responder
  6. acabei de ver o filme…achei um lixo. tudo uma merda. lembro de assistir o primeiro filme. na sala da minha casa, e logo que assistir. eu sair pra rua pra brincar de robocop. sabe. me motivou. agora esse…eu via gente saindo do cinema como se tivesse assistido a um filme comum. poxa! é robocop. tanta tecnologia pra fazer um filme epico. e me vem com uma cena do cara todo cortado. ah ! fala serio! e a roupa preta então!!!! faltou so um morcego. a cena do carro explodindo. ta de sacanagem né. ele tinha que ser ferido em combate. e gravar o rosto dos mizeraveis que fizeram isso com ele. um por um. e o vilão? não tem vilão. chato! não me venha com esse papo de roteiro! o negocio é sangue e tiro. isso é robocop. ate procurando nemo tinha mais emoção.

    Responder
    • André Dick

       /  3 de março de 2014

      Se esperava uma réplica do filme de Verhoeven, ou que não trocassem a cor da armadura, ele passa às vezes na TV e também tem à venda nas lojas (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=42159937). Nele, você vai poder reencontrar o Peter Weller, a Nancy Allen, o Miguel Ferrer e o Ray Wise. E, se você acha que até a versão de Verhoeven é limitada ao que você coloca, não é. O novo RoboCop é um exemplar excelente de filme de ação e como se pode fazer um filme sem vilões (vá lá) miseráveis.

      Responder
      • Puxassaquinho do Padilha. Aceita que, quem não gosta do Remake, não gosta, criatura.

      • André Dick

         /  27 de dezembro de 2015

        Pode assinar “Nai” como lá embaixo; não precisa disfarçar.

  7. uma pena que os americanos e muitos brasileiros não tenham gostado. Achei um filme bom, com um ritmo muito diferente, mas interessante, digno de um oscar, talvez. O problema é que muitos se influenciam pela opinião dos outros e não querem anilisar o filme pessoalmente. Robocop merecia o dobro de bilheteria que esta recebendo atualmente e Jose Padilha deveria ser aclamado muito mais. a unica parte fraca do filme, na minha opinião, é o final e a dublagem brasileira feita ao Alex Murphy (que tem uma voz digna de colocar em um Batman, mas sem experiencia nenhuma). Bela critica!

    Responder
    • André Dick

       /  6 de março de 2014

      Prezado Luiz,

      agradeço por seu comentário! As críticas que saíram nos Estados Unidos de certo modo definiram o início da recepção no Brasil, mas acho que já há um grande número de espectadores que realmente entendeu e apreciou a proposta deste filme do Padilha, que não é ser apenas uma mera refilmagem do original, e sim trazer uma nova abordagem. Nos Estados Unidos, isso também vem acontecendo. Como você, acho que o filme merecia uma bilheteria maior, e parece que ele seguirá um curso parecido com o de Círculo de fogo, que se pagou fora dos Estados Unidos no ano passado. Eu vi o filme legendado e gostei muito das atuações, mesmo a de Kinnaman, quase desconhecido. Em se tratando de Oscar, levando em conta a resistência da Academia em indicar filmes do gênero (Gravidade foi exceção), sei que é cedo, mas Gary Oldman merecia uma análise para ator coadjuvante (está muito melhor, apesar de ser de outro gênero, outro contexto, do que em O homem que sabia demais), assim como a parte técnica de mixagem de som, montagem e efeitos visuais e sonoros, excelente. Lembrando que o RoboCop de Verhoeven foi indicado aos Oscars de som e montagem.
      Obrigado pela visita e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  8. Cassia

     /  16 de março de 2014

    Você tem o dom de fazer críticas justas! Assistirei hoje e continuarei te acompanhando! Grande abraço!

    Responder
    • André Dick

       /  17 de março de 2014

      Prezada Cassia,

      Agradeço muito por seu comentário animador! É uma alegria ter sua visita e sua leitura. Volte sempre!

      Grande abraço!
      André

      Responder
  9. Falem o que quiserem esses críticos. Não vi o filme do Padilha e não vou ver. Sou da geração anos 1980, assisti a todos esses filmes que hoje são considerados “cult”, e Robocop marcou época. O filme do Verhoven é perfeito. Não entendo esses remakes e reboots, para mim são uma tentativa de arrecadar dinheiro com algo que fez sucesso e não uma possibilidade de reinterpretar uma estória. A verdade é que as críticas no Brasil são positivas porque o diretor é brasileiro. Gostei do primeiro “Tropa de Elite”, original e bruto, como tem que ser um filme de ação. E o mais importante, mostrou o que a população queria ver: traficantes levando chumbo e porrada da polícia. Já no segundo filme, “Tropa 2”, Padilha se rendeu aos críticos de esquerda, que acharam que seu filme era apologia à violência policial e fascista. Resultado: o filme deixa a desejar e o grande herói brasileiro, Capitão Nascimento, se aposenta de forma melancólica.

    Responder
    • André Dick

       /  19 de março de 2014

      Não ver o filme e criticar a realização dele, nivelando-o com outros remakes/reboots acomodados? Como se outros filmes que foram refilmados não tivessem qualidade. Ou Cabo do medo, do Scorsese, ficasse a dever ao original com o Gregory Peck, ou o Star Trek de J.J. Abrams estivesse a anos-luz da série original, ou do primeiro filme da antiga, de Robert Wise – entre tantos outros casos. Ou, nos baseando em personagens de filme de ação, como se o único 007 que servisse fosse o feito por Sean Connery. Também vi o RoboCop em fita VHS, nos anos 80, e o considero uma referência, mas isso não me faz colocá-lo num pedestal de perfeição. E dizer que as críticas no Brasil são boas porque o diretor é brasileiro é colocar o gosto de quem apreciou (tendo visto o filme e tendo direito de falar bem) em desconfiança. Também houve críticas positivas em publicações estrangeiras. Não querer ver o filme ou ter ideia pré-concebida dele não tira a sua qualidade.

      Responder
  10. Vinicius

     /  1 de maio de 2014

    Literalmente o que imperialisa a direção de Padilha e sua irreverente agilidade em Robocop. Longe de ser uma mera franquia atualizada, o Diretor nos leva enxergar ao espetáculo cinematográfico “sem vendas”. Dando liberdade a um robocop performatico, ágil e utópico; logico, sem desmerecer a magnífica obra original, que por sua excelência nos trasnporta a realidade de sua época, sua vitalidade expressiva em agradar a todos com sua pegada sartirizada e humoristica de um governo destruturado. Gostei porque o remake obtém vida própria, mescla seu antessessor à padrões atuais, inclusivas por uma tecnologia bem mais avançada.Padilha revela viceralmente suas entranhas nos proporcionando novos pensamentos, novas ideologias, conectadando a base de um passado com teoremas vivido por nós neste presente – futuristico. Notorialmente odiaria assistir a uma cópia modernizada, fico grato pela inovação e ousadia de criar algo novo e nos proporcionar novos sentimentos.

    Responder
    • André Dick

       /  3 de maio de 2014

      Prezado Vinicius.

      também fico feliz pela ousadia de Padilha em criar algo novo, sem repetir o original, como muitos queriam.

      Obrigado pela visita e volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  11. Parabéns pela crítica! Assiti ao filme na semana passada e gostei muito. Me surpreendi com o caminho que o Padilha seguiu. Assisti ao original de 1987 no cinema, tenho 43 anos e não se pode assistir ao “remake”, comparando as duas obras. Como vc bem demonstrou em seu texto, os dois filmes possuem seu valor!!! Mais uma vez, parabéns!

    Responder
    • André Dick

       /  18 de maio de 2014

      Prezado Sal,

      Agradeço por seu comentário generoso a respeito da crítica. Somos, então, da mesma geração (tenho 38 anos), e vi o primeiro RoboCop em VHS, em 1988. Também fiquei surpreso com o caminho seguido por Padilha, principalmente porque ele poderia ter feito apenas um remake para a contagem das bilheterias. Pelo contrário, ele quis trazer uma nova visão. Negá-la apenas para destacar o filme do Verhoeven me parece apressado; realmente, acho que a de Padilha, em termos de emoção e angústia humanas, será mais lembrada, apesar de ainda gostar muito do filme de Verhoeven.
      Obrigado pela visita e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  12. Gostei bastante da crítica do filme, li sobre outros filmes e gostei também, vou passar a acompanhar o blog. Recomendo que você faça uma página do site no Facebook para manter informado o pessoal de quando surgir novos textos.

    Responder
    • André Dick

       /  26 de maio de 2014

      Prezado Thiago,

      Agradeço por seu comentário generoso a respeito da crítica sobre RoboCop e de outras que leu no blog. Também agradeço pelo interesse em acompanhar as atualizações, sugerindo a utilização do Facebook. Fico feliz com sua leitura!
      Obrigado pela visita e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  13. Paola

     /  7 de setembro de 2014

    O que você achou da interpretação do Joel Kinnaman para este personagem?

    Responder
    • André Dick

       /  8 de setembro de 2014

      Prezada Paola,

      No início, achei a interpretação dele um tanto insegura, mas quando passa a ser Robocop Joel Kinnaman se mostra muito bem, a meu ver superior a Peter Weller no original.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  14. cissao

     /  14 de abril de 2015

    Eu assisti o filme no cinema e li os comentarios e esta critica hoje.
    Sinto muito em desapontar a maioria aqui mas esse novo flme do rocobop é muito ruim e na melhor das hipoteses é apenas mais um filme banal de supereroi.
    Sem comparar com o riginal e apenas pensando no filme atual ele falha em nos passar a sensação de que o personagem é um ciborgue, aquela fantasia preta ficou pessima, ele paresse mais com um motociclista em uma roupa de corrida com um capacete preto, não parece um robo de jeito nenhum.
    Novamente apenas pensando no filme atual sem comparar com o original, eu me pergunto: Quem é o vilão nesse filme?, o filme atira para todas as direçoes mas não tem um foco.
    Agora comparando com filme original eu só fasso um unico comentario: Voce não pode pegar um personagem classico consagrado e descaracterisar ele completamente mudando sua cor, imagine só se eu fiser um remake do super homen e mudar suas cores classicas “azul e vermelho” para “verde e amarelo”, vc ainda acredita que continuaria sendo o super homem, pois é foi isso que o padilha fez com o robocop.
    Resumindo: O filme é ruim, fui ao cinema e sai decepicionado.

    Responder
    • André Dick

       /  14 de abril de 2015

      Não se desaponte: não é porque considerou o novo RoboCop ruim que ele vai deixar de ser ótimo para quem assim o considerou, um blockbuster muito acima da média. Em seu comentário, quando diz “sem comparar com o original”, apenas antecede o que faz de fato: comparar com o original. Quem atenta simplesmente para a cor do RoboCop (ressalta-se: não em todo o filme, mas a partir do momento em que um dos personagens o justifica desse modo, para se encaixar melhor numa visão dita militar, ou seja, há um sentido para a mudança) ou para o fato de que não há os vilões de Verhoeven apenas não viu de fato o que Padilha tentou neste filme. É o que abrange a maioria das análises superficiais a respeito dele.
      Mais do que uma refilmagem do filme de 87, o filme de Padilha é, de fato, uma nova obra. A personalidade do personagem é mais complexa, a relação com a tecnologia e o cientista que o criou muito mais instigante, os vilões menos maniqueístas, a violência e as cenas de ação com outro estilo. RoboCop também não se enquadra na categoria de super-herói nem há necessidade de se “respeitar” um design original em qualquer personagem, ou não se teria deixado Zack Snyder transformar o uniforme de Super-Homem numa extensão daquele dos heróis de “Watchmen”, mesmo que não tenha mudado as cores; no entanto, talvez ele não tenha mais exatamente as cores da bandeira dos Estados Unidos, mas da mansão de Bruce Wayne. Tudo isso, na verdade, é uma tentativa de diminuir a obra de Padilha e, como não se tem o que dizer do filme em si (aqui, neste caso, não visto por si só, e sim apenas comparado com o original), os argumentos se estabelecem no mesmo plano. E isso de fato é muito ruim.

      Responder
  15. O cara escreve críticas mas não aceita quem discorda. Rapaz, se o filme é ruim pra um, não adianta você escrever um texto na resposta só para tentar convencê-lo de que o filme é bom. Pra mim tá mais como um belo puxassaquismo do Padilha.

    As cenas de ação são péssimas, a câmera treme, dá close estranhos nos rostos dos atores, não para em momento algum, tira toda a percepção da cena.

    Mas vai dizer pra quem coloca certo diretor em pedestal? Esperando o mega texto.

    Responder
    • André Dick

       /  27 de dezembro de 2015

      É risível a mesma pessoa escrever duas mensagens se passando por pessoas diferentes para dizer que estou fazendo algum favor ao Padilha, como se ele precisasse disso. Se eu escrevo críticas neste espaço, eu digo absolutamente o que quiser, e não faço nenhuma questão de que concorde comigo: por exemplo, o filme é ótimo. O seu comentário básico é de que faltou um diretor de fotografia no filme porque você estava assustada com a câmera tremendo e os closes nos atores? Espero que Von Trier possa fazer a continuação em sua estreia como diretor de ficção científica.

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