Indicados ao Oscar 2014

Por André Dick

Indicados ao Oscar.Melhor filme.2014

Melhor filme

12 anos de escravidão
Gravidade
Trapaça
Capitão Phillips
Clube de compras Dallas
Ela
Nebraska
Philomena
O lobo de Wall Street

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood escolheu alguns dos filmes que já vinham sendo escolhidos em outras premiações. Não há surpresas para as inclusões de 12 anos de escravidão, Gravidade, Trapaça, Ela e Nebraska, de Alexander Payne. Além, é claro, do polêmico Martin Scorsese e seu O lobo de Wall Street (que, seguindo o script, da Academia tem menos chances por todas reclamações que vem suscitando). A Academia se equivocou ao incluir Capitão Phillips e excluir Rush – No limite da emoção. Apesar da admiração por Voo United 93, Paul Greengrass foi se tornando apenas um autor restrito a uma situação em alta voltagem. O filme com Tom Hanks não têm cadência: ele é contado como uma espécie de documentário, mas, afora a presença de Hanks e de Barkhad Abdi, não há emoção além daquela empregada pela montagem – e um filme que pretende manter 100% de tensão acaba por vê-la diluída.
Clube de compras Dallas não deixa de ser uma surpresa – na categoria de filmes independentes –, assim como Philomena, embora estivessem cotados. Surpreende a ausência de Inside Llewyn Davis, dos irmãos Coen, diretores que se fizeram favoritos da Academia nos últimos anos, mas lembrado apenas em categorias técnicas. O prêmio também se ressente de lembranças para Fruitvale Station – A última parada e Short Term 12. Pelo menos, Spring breakers – Garotas perigosas, surpreendentemente prestigiado pela crítica estrangeira, não foi lembrado.

12 anos de escravidão 5Parece que a disputa ficará entre Trapaça e 12 anos de escravidão, indicados nas categorias de montagem e roteiro, e Gravidade, por sua direção e várias categorias técnicas, uma vez que O lobo de Wall Street não foi indicado a nenhuma delas (sua ausência em fotografia e montagem é, particularmente, sentida). Clube de compras Dallas e Capitão Phillips, também indicados nas categorias de montagem e roteiro, seriam surpresas.
Ano passado, lamentei a não inclusão de Moonrise Kingdom, O mestre, O hobbit – uma jornada inesperada e Cloud Atlas. Neste ano, lamento a não inclusão de Azul é a cor mais quente, Amor pleno e O grande mestre, que poderiam disputar os prêmios principais (sendo que Azul… não pôde ser indicado em razão de sua data de lançamento não conferir com a de avaliação da Academia para filme estrangeiro), embora não fossem cotados. A ausência de Amor pleno na categoria de melhor fotografia parece se dever também ao fato de a Academia não querer indicar duas vezes Emmanuel Lubezki (lembrado por Gravidade). No entanto, ter entre os indicados filmes como Ela, 12 anos de escravidão, O lobo de Wall Street e Gravidade, além de Trapaça e Clube de compras Dallas, já mostra como o ano de 2013 trouxe filmes de qualidade – e os acertos do Oscar, seguindo as demais premiações. E uma questão: por que não fechar a lista sempre em 10 filmes?

Gravidade 3

Melhor diretor

Alfonso Cuarón, por Gravidade
Martin Scorsese, por O lobo de Wall Street
Steve McQueen, por 12 anos de escravidão
Alexander Payne, por Nebraska
David O. Russell, por Trapaça

Todos são nomes esperados, cada qual com seu estilo próprio (ou não). A direção de Cuarón em Gravidade é mais técnica, no entanto não pode ser subestimada: ele consegue equilibrar com o aspecto emocional da atuação de Bullock. Aprecio o normalmente criticado Alexander Payne de longa data, porém não pude ainda ver Nebraska. David O. Russell em Trapaça não deve ser ignorado, apesar de ainda ter problemas no que se refere à montagem de um filme. De qualquer modo, ele mostra um tato para a comédia ligeira mais do que em O lado bom da vida. Mas é Steve McQueen a surpresa: 12 anos de escravidão é um filme muito superior ao que mostrou antes, sobretudo o superestimado Shame. A direção de Scorsese em O lobo de Wall Street, misturando humor às cenas mais delicadas, é perfeita, e ele não merece ter ganho o Oscar por um de seus filmes menores, Os infiltrados. Apesar de apreciar 12 anos de escravidão e Gravidade, considero que Scorsese joga sua carreira em risco quando não precisava mais – e seu filme é uma sátira brilhante. Se indicado, de qualquer modo, eu escolheria Spike Jonze. Sua direção em Ela é de uma sensibilidade única.

Clube de Compradores Dallas

Melhor ator

Christian Bale, por Trapaça
Bruce Dern, por Nebraska
Leonardo DiCaprio, por O lobo de Wall Street
Chiwetel Ejiofor, por 12 anos de escravidão
Matthew McConaughey, por Clube de compras Dallas

A indicação para Chiwetel Ejiofor por 12 anos de escravidão era esperada. Tem grande atuação, por vezes apenas com a força do olhar. Matthew McConaughey tem tido boa recepção, por seus papéis em Killer Joe e Amor bandido, mas é como o portador de HIV em Clube de compras Dallas que ele se destaca e ganhou o Globo de Ouro. Seu papel é bastante difícil e o retrato que ele oferece da Aids mais realista ainda do que o de Filadélfia. Ainda não vi Bruce Dern em Nebraska. Ele ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes e é uma indicação tardia, assim como DiCaprio em O lobo de Wall Street, que está extraordinário. Christian Bale está excelente em Trapaça, assim como Bradley Cooper, e merece a indicação.
Robert Redford voltou a se destacar em Até o fim, entretanto, apesar da competência com que foi filmado, é difícil se envolver emocionalmente com a narrativa. Redford apresenta uma atuação minimalista e contida, no entanto diante da situação em que se encontra talvez fosse preciso algo mais. Mais conhecido por suas participações em Thor e Círculo de fogo, Idris Elba interpreta Mandela no novo filme Mandela – Long walk to freedom e vinha colhendo bons elogios. Lembro de Oscar Isaac em Drive, e a crítica diz que em Inside Llewyn Davis ele tem a liderança, mas foi esquecido. Por Ela Joaquin Phoenix possivelmente tivesse mais chance do que teve ano passado por O mestre, quando competia com Daniel Day-Lewis. Neste ano, seria difícil optar entre DiCaprio e ele – no pequeno espaço que a Academia reserva para atuações com uma faceta cômica, embora as duas também sejam dramáticas – e sua presença toma mais conjunto com a voz de Scarlett Johansson.
Mads Mikkelsen poderia ter sido indicado por A caça, assim como Ethan Hawke (lembrado em roteiro adaptado) por Antes da meia-noite. No entanto, este ano ele fez outros dois filmes, e bastante contestados (Uma noite de crime e Resgate em alta velocidade), o que diminuiu seu potencial de indicação. Miles Teller também está excelente em The spectacular now. E dizer que Tom Hanks não atuava há anos é um ligeiro esquecimento grave do que fez (e foi menosprezado em grande parte) em Cloud Atlas. Este ano ele apareceu apenas em filmes mais clássicos, como Walt nos bastidores de Mary Poppins. Fala-se que a campanha dele em Hollywood para premiações por Capitão Phillips foi grande – no entanto, acho, pelo filme equivocado.

Blue Jasmine.10

Melhor atriz

Cate Blanchett, por Blue Jasmine
Sandra Bullock, por Gravidade
Judi Dench, por Philomena
Amy Adams, por Trapaça
Meryl Streep, por Álbum de família

A atriz Cate Blanchett é considerada favorita por Blue Jasmine. Das atuações que vi até agora de filmes referentes a 2013, nenhuma merecia mais do que a de Adèle Exarchopoulos, de Azul é a cor mais quente. Tende-se a considerar que a atriz é quase estreante, contudo supera Blanchett. Sandra Bullock também apresenta uma atuação irrepreensível em Gravidade. Judi Dench foi esquecida como coadjuvante no ano passado por 007 – Operação Skyfall e marca presença este ano por Philomena. Emma Thompson ressurgiu no Globo de Ouro depois de ter estado em várias indicações nos anos 90, em filmes de James Ivory, e foi esquecida desta vez por Walt nos bastidores de Mary Poppins. Kate Winslet era uma das possíveis candidatas por Refém da paixão. Amy Adams está perfeita em Trapaça: merece a indicação, embora não seja desta vez, pelo que os prognósticos indicam, que vá ser a vencedora (depois de ser indicada várias vezes a atriz coadjuvante). Julie Delpy está ótima em Antes da meia-noite, e poderia ser incluída. Greta Gerwig faz de forma convincente a atrapalhada personagem-título de Frances Ha, e, num filme de estudo de personagem, lamenta-se que não seja ela a indicada em vez de Blanchett, mesmo porque o filme de Baumbach é superior. Brie Larson também foi uma ótima surpresa em Short Term 12. Meryl Streep por Álbum de família seria previsível – e foi indicada.

O lobo de Wall Street 10

Melhor ator coadjuvante

Barkhad Abdi, por Capitão Phillips
Bradley Cooper, por Trapaça
Michael Fassbender, por 12 anos de escravidão
Jared Leto, por Clube de compras Dallas
Jonah Hill, por O lobo de Wall Street

Barkhad Abdi está excelente em Capitão Phillips, melhor do que Hanks. Ainda assim, é difícil determinar se o seu papel comporta uma premiação. Acho fabulosas as atuações de Daniel Brühl em Rush, que foi esquecido, e Michael Fassbender, normalmente contestado, em 12 anos de escravidão. Mesmo Bradley Cooper em Trapaça está melhor do que em O lado bom da vida, embora ele também pudesse ser indicado por O lugar onde tudo termina. Eles está quase no nível do ator principal, Bale. Jared Leto, vocalista da banda 30 Second to Mars, já recebeu o Globo de Ouro por Clube de compras Dallas, em que mostra uma atuação de destaque, mas não acredito que a melhor entre os indicados (o filme é realmente de McConaughey). Gosto de Jonah Hill em O lobo de Wall Street, melhor ainda do que já se mostrou em Cyrus e O homem que mudou o jogo. Ele é a escada perfeita para DiCaprio se destacar, e sua indicação por si já é um prêmio. Se a Academia desse mais destaque ao gênero de ficção científica, um indicado dessa categoria deveria ser Benedict Cumberbatch, por Além da escuridão – Star Trek. Tye Scheridan também está excelente em Amor bandido. E Jake Gyllenhaal tem interpretação diferenciada em Os suspeitos.

12 anos de escravidão 4

Melhor atriz coadjuvante

Sally Hawkins, por Blue Jasmine
Jennifer Lawrence, por Trapaça
Lupita Nyong’o, por 12 anos de escravidão
Julia Roberts, por Álbum de família
June Squibb, por Nebraska

Uma categoria de surpresas. Sally Hawkins está bem em Blue Jasmine, em que o roteiro de Woody Allen não ajuda. Julia Roberts habitualmente é boa atriz, e subestimada – em Álbum de família não é diferente. Não vi June Squibb em Nebraska. Os destaques são Jennifer Lawrence em Trapaça e Lupita Nyongo’o em 12 anos de escravidão. Lawrence ganhou um Oscar injustamente por O lado bom da vida (quando havia Emmanuele Riva por Amor e Jessica Chastain em A hora mais escura), mas ela brilha como coadjuvante em Trapaça. No entanto, Lupita Nyong’o está extraordinária em 12 anos de escravidão. Difícil escolha. Esquecidas foram Léa Seydox por Azul é a cor mais quente e Annika Wedderkopp por A caça, além de Scarlett Johansson por Ela (sua atuação por meio da voz é antológica). Oprah Winfrey era cotada por O mordomo da Casa Branca, e ela chega a ter alguns momentos. De qualquer maneira, o roteiro do filme não a ajuda, embora Lee Daniels tenha seus méritos de reconstituição de época (fotografia e direção de arte bem cuidadas). E Octavia Spencer, que recebeu o Oscar por Histórias cruzadas, poderia ter sido lembrada por Fruitvale Station – A última parada, assim como Kristin Scott Thomas por Apenas Deus perdoa e Shailene Woodley por The spectacular now.

Her 3

Melhor roteiro original

Eric Warren Singer e David O. Russell, por Trapaça
Woody Allen, por Blue Jasmine
Craig Borten e Melisa Wallack, por Clube de compras Dallas
Spike Jonze, por Ela
Bob Nelson, por Nebraska

Categoria de fortes concorrentes. Spike Jonze já mostra talento não reconhecido pela Academia desde Quero ser John Malkovich. Seu Adaptação foi injustiçado em 2002, mas Ela parece ser sua consagração e o roteiro, situado entre a realidade e o fantástico, é difícil, apesar de sua aparência modesta. Os filmes de Alexander Payne sempre são candidatos fortes: ele recebeu o Oscar de roteiro adaptado por Sideways e Os descendentes. Por Nebraska, Bob Nelson pode surpreender. O de Trapaça não chega a ser um dos pontos fortes do filme: seu elenco é o destaque. Seria precipitado, entretanto, dizer que O. Russell não sabe escrever diálogos com bom timing. O roteiro de Craig Borten e Melisa Wallack para Clube de compras Dallas é uma surpresa, entrelaçando a vida pessoal com as discussões sobre os remédios a serem adotados para combater a Aids de modo efetivo. E o roteiro de Woody Allen para Blue Jasmine é um dos menos expressivos de sua trajetória. Derek Cianfrance, por exemplo, merecia uma indicação por O lugar onde tudo termina. Também indicaria o roteiro de Claire Denis e Jean-Paul Fargeau para Bastardos e o de Wong Kar-wai, Zou Jingzhi e Xu Haofeng para O grande mestre.

O lobo de Wall Street 17

Melhor roteiro adaptado

Billy Ray, por Capitão Phillips
Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke, por Antes da meia-noite
Steve Coogan e Jeff Pope, por Philomena
John Ridley, por 12 anos de escravidão
Terence Winter, por O lobo de Wall Street

Dos indicados, o roteiro de John Ridley em 12 anos de escravidão é, em termos de montagem, irretocável. Aprecio muito os diálogos de Antes da meia-noite, mas a indicação parece mais uma homenagem ao diretor e ao par central (como foi em Antes do pôr do sol), e não considero roteiro adaptado porque tem como base personagens de filmes anteriores. Não vi Philomena, e Capitão Phillips não tem um grande roteiro. O trabalho de Winter em O lobo de Wall Street é também de grande qualidade, mostrando seu talento já mostrado na série Os sopranos. Uma ausência, neste e em outras categorias, é a de Abdellatif Kechiche, pela adaptação do roteiro de Azul é a cor mais quente.

A caça.Melhores do ano

Melhor filme estrangeiro

Alabama Monroe (Bélgica)
A grande beleza (Itália)
A caça (Dinamarca)
A imagem que falta (Camboja)
Omar (Palestina)

O francês Azul é a cor mais quente em condições normais seria indicado. O som ao redor foi o grande esquecido: vem logo atrás do filme de Kechiche. Ainda assim, A caça não deve ser menosprezado, pela grande atuação de Mads Mikkelsen. A grande beleza tem grande marketing em torno e seus atrativos com as paisagens de Roma como pano de fundo. Mas é difícil compará-lo tanto com A caça quanto com O grande mestre, de Wong Kar-Wai por exemplo, que estava entre os pré-indicados a filme estrangeiro lembrado nas categorias de melhor fotografia e figurino, embora não tenha visto a montagem feita por Harvey Weinstein feita para o filme nos Estados Unidos. Especialista em Oscar, Weinstein possivelmente foi o responsável por excluir o filme dos indicados justamente por essa montagem não oficial, em que subtrai mais de 20 minutos. Afinal, os integrantes da Academia podem ter se perguntado qual versão estariam indicando. A versão original de O grande mestre é imperdível. Não vi ainda os demais filmes, inclusive o comentado Alabama Monroe.

Meu malvado favorito 2

Melhor longa de animação

Os Croods
Ernest & Celestine
Frozen: Uma aventura congelante
Meu malvado favorito 2
Vidas ao vento

Dos indicados, vi apenas Meu malvado favorito 2. Vidas ao vento está sendo considerado um novo A viagem de Chihiro, e Frozen vem tendo elogios. Mas esta categoria, com o passar dos anos, vem se revelando, ao que parece, apenas uma obrigatoriedade da Academia para prestigiar o gênero.

Melhor documentário em longa-metragem

O ato de matar
Cutie and the Boxer
Guerras sujas
The Square
A um passo do estrelato

O ato de matar

Melhor documentário em curta-metragem

CaveDigger
Facing Hear
Karama Has no Walls
The lady in Number 6: Music Saved My Life
Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall

Melhor animação em curta-metragem

Feral
Get a Horse!
Mr. Hublot
Possessions
Room on the Broom

Melhor curta-metragem

Aquel No Era Yo (That Wasn’t Me)
Avant Que De Tout Perdre (Just Before Losing Everything)
Helium
Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa? (Do I Have to Take Care of Everything?)
The Voorman Problem

Categorias técnicas

Nebraska

Melhor fotografia

O grande mestre
Gravidade
Inside Llewyn Davis – Balada de um homem comum
Nebraska
Os suspeitos

Melhor figurino

O Grande Gatsby
Trapaça

O grande mestre
The invisible woman
12 anos de escravidão

Capitão Phillips

Melhor montagem

Trapaça
Capitão Phillips
Clube de compras Dallas
Gravidade
12 anos de escravidão

Melhor maquiagem e cabelo

Clube de compras Dallas
Vovô sem-vergonha
O cavaleiro solitário

Melhor trilha sonora

A menina que roubava livros
Gravidade
Ela
Philomena
Walt nos Bastidores de Mary Poppins

Melhor canção original

“The Moon Song” (Ela)
“Ordinary Love” (Mandela – Long walk to Freedom)
“Alone Yet Not Alone” (Alone Yet Not Alone)
“Happy” (Meu malvado favorito 2)
“Let it Go” (Frozen – Uma aventura congelante)

Trapaça.Filme

Melhor design de produção

Trapaça
Gravidade
O Grande Gatsby
Ela
12 anos de escravidão

Melhor edição de som

Até o fim
Capitão Phillips
Gravidade
O hobbit – A desolação de Smaug
O grande herói

Star Trek.Melhores do ano

Melhor mixagem de som

Capitão Phillips
Gravidade
O hobbit – A desolação de Smaug
Inside Llewyn Davis – Balada de um homem comum
O grande herói

Melhores efeitos visuais

Gravidade
O hobbit – A desolação de Smaug
Homem de ferro 3
O cavaleiro solitário
Além da escuridão – Star Trek

As categorias técnicas mostram a força de Gravidade, com todas as indicações merecidas. 12 anos de escravidão também tem seus requisitos técnicos principais reconhecidos: figurino, design de produção e montagem. No entanto, o maior blockbuster de 2013 receber apenas uma indicação em efeitos visuais, no caso de Além da escuridão – Star Trek, é estranho. O mesmo em relação a ausência de Círculo de fogo em categorias técnicas, como efeitos visuais, efeitos sonoros e mixagem de som, sobretudo pelas indicações para O cavaleiro solitário. A ausência de Hans Zimmer, responsável pelas belas trilhas de 12 anos de escravidão e Rush, para a entrada novamente de John Williams, por A menina que roubava livros, chama a atenção. Merecidamente, O grande Gatsby foi lembrado nas categorias de figurino e direção de arte. A Academia nunca havia deixado de nomear os filmes de Peter Jackson adaptados de Tolkien para o Oscar de design de produção: o segundo O hobbit carrega no CGI e por isso, ao que parece, não foi indicado. Os efeitos visuais, que trazem a criação fantástica de Smaug, no entanto foram lembrados. Em melhor fotografia, interessante a inclusão de Roger Deakins por Os suspeitos e de Bruno Delbonnel, responsável por trabalhos como O fabuloso destino de Amélie Poulain e Sombras da noite, por Inside Llewyn Davis, dois filmes esquecidos em categorias consideradas mais importantes. No entanto, ressente-se a ausência de Sean Bobbitt por 12 anos de escravidão e de Larry Smith, que foi habitual colaborador de Stanley Kubrick, por Apenas Deus perdoa – o grande destaque do filme de Refn. Inexplicável a ausência de O lobo de Wall Street nas categorias de melhor montagem e fotografia, além de design de produção, superior, por exemplo, ao de Trapaça. E merecida a lembrança de O grande mestre, embora também pudesse ser indicado nas categorias de design de produção e trilha sonora.
A cerimônia de entrega do prêmio será no dia 2 de março.

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