Prometheus (2012)

Por André Dick

Durante alguns anos, depois do sucesso de público e crítica de Os duelistas, Alien e Blade Runner – o terceiro de forma tardia –, Ridley Scott tentou encontrar um novo rumo para sua carreira. Nos anos 80, depois de Blade Runner, realizou filmes que prometiam, mas acabavam se perdendo no visual de videoclipe, como A lenda (ainda assim, uma obra diferenciada), Perigo na noite e Chuva negra. Com a retomada do sucesso em Thelma & Louise – um filme superestimado, de qualquer forma –, engatou uma sequência de filmes recebidos com mais expectativa, mas igualmente não bons, como 1492 e Até o limite da honra, até chegar ao subestimado Gladiador, um dos melhores filmes já realizados sobre a Roma Antiga (que lhe deu o Oscar de melhor filme). Depois de fazer Falcão negro em perigo, com cenas de ação muito bem feitas,  Hannibal (a sequência desagradável de O silêncio dos inocentes), Os vigaristas (mistura entre drama e comédia com Nicolas Cage), encadeou uma espécie de remake de Gladiador, o grandioso Cruzada, e alguns filmes com Russell Crowe: Um bom ano, O gângster, Rede de mentiras e Robin Hood – dos quais os dois primeiros se destacam. Até chegar a este Prometheus, anunciado como um prólogo (ou, como se adotou falar, prequela) de Alien – O 8º passageiro. Este filme, apesar de revolucionário e ter influenciado dezenas de filmes em seguida, surgiu da impossibilidade do roteirista Dan O’Bannon terminar um roteiro para a versão cinematográfica de Duna (que seria também filmado por Ridley Scott e acabou sendo feito por David Lynch), e se consagrou pelo visual diferenciado, pela revelação de Sigourney Weaver e pela inusitada mistura entre ficção científica e terror. Fez tanto sucesso que deu origem a uma franquia – na qual o melhor, a meu ver, era Aliens – O resgate. O que fez Ridley Scott voltar-se a essa ideia novamente talvez tenha a ver com o fato de James Cameron ter feito o universo de Avatar – ter se apropriado de seu Alien original para fazer Aliens  e estar envolvido na origem desta obra.
O fato é que Prometheus é uma das melhores ficções científicas já feitas e se equivale não apenas ao Alien original – embora sua maneira de apresentar a história seja muito diferente –, como a Aliens – O resgate. Scott se recupera de forma notável de filmes anteriores, o que faz imaginar que ele é um diretor que renderia mais num universo fantástico do que num universo histórico (apesar de Gladiador). Ele não tem nenhuma preocupação de exatamente fazer a história se adaptar ao que vem depois, mas sua premissa é mais instigante (daqui em diante, podem haver spoilers indesejáveis). Um casal de pesquisadores, Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green), descobre imagens parecidas em alguns lugares pelo mundo, em paredes e cavernas, que parecem indicar um convite de outra civilização, talvez a que traga nossa origem. No início, eles dormem, a bordo da Prometheus – que segue viagem para descobrir a origem dos sinais, e remete ao personagem mitológico que, por ter roubado o fogo dos deuses, foi condenado a um castigo eterno –, sob o comando ao mesmo tempo frio e passivo de Meredith Vickers (Charlize Theron, numa atuação mais consistente do que aquela que apresenta em Branca de Neve e o caçador), enquanto o androide David (Michael Fassbender, fazendo encaixar sua habitual frieza num trunfo de interpretação), que lembra imediatamente David Bowman, de 2001, vê os sonhos de Elizabeth, identificando sua religiosidade, mas tem o intuito de imitar os movimentos de Peter O’Toole, de Lawrence da Arábia, seja no modo de agir (inclusive suas falas), seja no corte de cabelo. Para seu antigo chefe, Peter Weyland (Guy Pearce, irreconhecível), dono da Companhia Weyland, que financia a viagem – rumo à descoberta de nossa criação, e daí a espaçonave não ser de guerrilha, e sim científica –, ele não tem alma, mas talvez a alma de Prometheus seja ele. É, afinal, o personagem que faz, de certo modo, com que tudo aconteça. A ironia e o sarcasmo de Charlie em relação a David é um primor de agressividade humana, tornando-a tão ligeira quanto um jogo de sinuca, ao que se responde com novas doses de vingança. O cientista quer, afinal, brincar de Deus, mas este, também por meio de David, criado pelos humanos (apesar do menosprezo de Charlie), não está satisfeito em querer retribuir.
O que impressiona, em Prometheus, é que situações já vistas em outros filmes da série – como os personagens entrarem em lugares inóspitos – adquirem uma nova dimensão, também apoiadas na direção de arte impressionante de Alex Cameron (baseando-se nos originais de H.R. Giger) e no realismo da espaçonave e dos figurinos (a recuperação dos tripulantes depois da viagem é a mais realista de todos os filmes da série). Ridley Scott parece voltar aos bons tempos de Blade Runner, e os cenários adquirem uma dimensão real. Scott está interessado em comparar os seres que habitam a espaçonave a compartimentos do qual podem ou não sair vivos e de sua religiosidade. Elizabeth carrega uma corrente com cruxifixo, e há uma questão pessoal que não se resolve com o cientificismo, mas ela acredita. Se isso seria demais óbvio a ser discutido, o importante é que não o foi – e, nesse sentido, o roteiro de  Damon Lindelof, um dos que criaram Lost (cuja primeira temporada é especialmente antológica), não é óbvio.

Se a tomada inicial lembra 2001 – Uma odisseia no espaço, seguida por uma cachoeira impressionante, que evoca A árvore da vida, de Terrence Malik, e a busca pela origem lembra aquela de Bowman atrás do monolito negro, Scott está interessado em focalizar o que pode gerar uma monstruosidade capaz de nos destruir. Se os humanos têm a ver com isso, por que não levá-los a uma lua distante (LV-223, um vizinho do LV-426, de Alien e Aliens – O resgate), a fim de que se justifiquem? O androide David é um parente próximo não apenas dos androides dos dois primeiros da série (Ian Holm e Lance Henriksen), mas de Roy Batty, feito por Rutger Hauer, em Blade Runner, à procura de uma explicação divina para a existência, ao mesmo tempo que parece se afastar dela ou mesmo colocá-la em dúvida. Será, afinal, que ele deseja conservar a vida eterna de seu pai? É este pai, o dono da corporação, que lembra Tyrell, o criador dos replicantes de Blade Runner. Pois os deuses – e os homens que se movem para descoberta –, aqui, são colocados em dúvida – mas aparecem a cada instante, na forma de conflitos e tentativa de persuadir o outro a caminhar rumo ao abismo. David é quem dá uma espécie de consistência existencial a Prometheus, e as partes de que participa são as melhores, seja no início, inspecionando os sonhos de Elizabeth, seja quando anda de bicicleta jogando basquete ou caminha de chinelo num ambiente asséptico – o que remete, novamente, ao David Bowman de 2001. Quando coloca um uniforme com capacete, logo é perguntado por que faz aquilo, já que é um androide. Ele responde que é porque foi feito para que não fosse diferenciado dos seres humanos. Ou seja, há uma espécie de consciência para David, disfarçada de desumanidade, e todas as suas ações são completamente mecânicas e calculadas. Ele se difere dos androides feitos por Holm e Henriksen nos dois primeiros filmes da série, pois se aproxima muito mais do homem – e se visualiza que aqueles foram criados como versões avançadas deste – em suas ações inexplicáveis e indefinidas mesmo por quem está, digamos, “acima” dele em hierarquia.
Quando ele infecta o marido de Elizabeth, Charlie, e este tem relações sexuais com ela, parece que sabe estar criando uma nova forma de vida – é isto que entendemos –, colocando-se numa posição de criador. Ainda mais porque deve saber – embora o filme não esclareça – que ela não pode engravidar e, se aparece esperando um ser, é porque há algo de estranho. Do mesmo modo, quando, na câmara da nave alienígena, diante de um holograma gigante, segura o globo terrestre, como se dependesse dele a sobrevivência da humanidade (um sonho que não seria dispensado pelo Roy Batty de Blade Runner). A personagem de Elizabeth, correspondente direta dessa insegurança de David, é bastante próxima da Ellen Ripley de Sigourney Weaver, embora considere que Noomi Rapace não tenha uma primeira hora de filme interessante, fazendo com que seu personagem cresça depois, como o de Sigourney, uma presença magnética desde o primeiro Alien. Mas é fato é que Elizabeth/Ellen tem um parentesco no sofrimento, o qual Scott pretende apresentar. A cena em que ela faz a própria cirurgia, além de impressionante, mostra o paradoxo entre tecnologia e humanidade, sobretudo quando ela sai pela espaçonave tateando as paredes, combalida e com sangue por todo o corpo, contrastando com a brancura e a limpidez do ambiente.
Há muitas cenas que não são esclarecidas porque o filme se presta a ser o primeiro novamente de uma série. Então, os chamados “engenheiros” do universo, com os quais se tenta contato, continuam misteriosos – ainda mais se levarmos em conta o início (numa das cenas mais bem feitas de Prometheus). Não sabemos o que seria, por exemplo, a gosma escura da câmara dos alienígenas. Seria um elemento de criação de novos seres ou o início da destruição e da punição – como cabia ao personagem grego mitológico que dá nome ao filme? Viajar para um lugar longínquo, em busca da explicação, não seria o contrário do encontro com a criação que imaginamos? Para Scott, esses pretensos deuses de Prometheus também querem punir a humanidade, mas não se sabe o motivo. E o personagem do androide, David, volta a colocar em dúvida qualquer resposta, pois não há dúvida de que ele não gostaria que existisse uma força superior, pois, antes de tudo, deseja participar da criação.
Embora não seja possível revelar todos os detalhes, mas o certo é que a ligação entre Elizabeth,  Charlie, David e a comandante da espaçonave com outro personagem – para o qual se guarda uma surpresa –  é muito interessante, colocando-se a questão, presente em todo o filme, de criador e criado, disponibilidade ou não para aceitar os passos de quem nos guia. Ou seja, alguns personagens se ressentem de seus criadores, outros não querem saber deles. Claro que Scott derrapa em alguns momentos, pois a trama está ligada consistentemente à ação, o que faz com que algumas partes destoem do restante, mas na maior parte do tempo mostra por que é um dos maiores cineastas da atualidade. Por isso, Prometheus é uma ficção científica de grande consistência, que merece ser vista com o melhor olhar possível. E não se deve esquecer que Blade Runner, em sua estreia, despertou mais aversão do que admiração – hoje, falarmos que ele é um clássico parece simples – e Prometheus, mesmo com falhas no roteiro (permitidas em uma ficção científica), se alça a um patamar de filme a ser ainda explorado e reconhecido.

Prometheus, EUA, 2012 Diretor: Ridley Scott Elenco: Charlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Patrick Wilson, Idris Elba, Guy Pearce, Rafe Spall, Logan Marshall-Green, Kate Dickie, Sean Harris, Emun Elliott, Vladimir “Furdo” Furdik Roteiro: John Spaihts e Damon Lindelof Produção: David Giler, Walter Hill, Ridley Scott, Tony Scott Fotografia: Dariusz Wolski Trilha sonora: Marc Streitenfeld Duração: 126 min. Estúdio: Dune Entertainment / Scott Free Productions / Brandywine Productions Estúdio: Fox Film.

Cotação 4 estrelas e meia

 

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34 Comentários

  1. ISAAC WILLIAM

     /  11 de novembro de 2012

    CRITICA PERFEITAAAAAAAAAAAAA !! PARABÉNS

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  2. Michael Santos

     /  25 de novembro de 2012

    Critica muito bem construída e elaborada.

    Responder
  3. naosei

     /  5 de dezembro de 2012

    Parabéns pela critica.

    Responder
  4. Ron Thomas Silver

     /  28 de dezembro de 2012

    comentário feito a partir de análises de outros filmes, foque em sci-fi terror e vc entenderá!!!! por um acaso vc prestou atenção no q a ideologia q Prometheus quis passar?!?!

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    • Caro Ron,

      A análise de um filme como Prometheus pode ser feita de variadas formas. O que não se pode é querer ser responsável por alguma teoria que o explique ou subentender que ele traz alguma ideologia específica. Nem o roteirista do filme deseja isso – mesmo porque as teorias podem ser desmentidas pelo restante da série, que ainda será feita. Apesar de ele dialogar com um universo muito amplo, ele é, primeiramente, uma peça cinematográfica, e, por mais que isso pareça estranho, pode-se perfeitamente analisar as peças que se correspondem com ele diretamente: a série Alien, 2001, Blade Runner, que, pelo seu comentário, não se enquadram nesses gêneros, e mesmo Lawrence da Arábia e A árvore da vida. Ou porque esses dois últimos não estão enquadrados na categoria de ficção científica e terror devem ser esquecidos? Prometheus é ficção, e traz elementos de terror, mas também expande seu universo. Como Ridley Scott também não é autor de um gênero só. E esta é uma das qualidades de Prometheus.

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  5. Everaldo

     /  26 de maio de 2013

    O filme é otimo de fotografia, efeitos visuais e uma ótima trilha sonora. Mas peca no elenco (me desculpem, mas deixar o papel do dono da Corporação Meyland com Guy Pearce – ótimo ator -, é acabar com o talento do mesmo). Algumas cenas inuteis (como de um dos membros da tripulação brincando com a “cobra” alienígena.
    Um filme bom, mas esperava mais.
    Creio que terá sequencia. Pois o filme começa com uma interrogação, e termina com várias…

    A critíca acima é ótima e corrobora com o que penso…

    Responder
    • Prezado Everaldo,

      Obrigado por seu comentário generoso. Concordo com você em relação à fotografia, à trilha sonora e aos efeitos especiais, que ajudam a fazer de Prometheus uma das melhores ficções já feitas, na minha opinião. No entanto, também acho que Guy Pearce poderia ter sido substituído por outro ator, realmente mais velho, e há esta cena implausível (colocar os tripulantes que estavam com receio de entrar no lugar, tanto que querem voltar antes para a espaçonave, brincando com os aliens), embora eu a considere bem feita e até assustadora. Quanto ao elenco, eu creio que Scott acertou especificamente com Fassbender, Theron e Rapace. E aguardo a sequência com expectativa, pois, como você fala, ficam várias interrogações. Sobretudo se tiver Scott como diretor.
      Obrigado pela visita e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
      • Everaldo

         /  28 de maio de 2013

        Fui um pouco injusto. Realmente Charlize Theron está ótima, tanto que no inicio também achava ela uma andróide (mas logo o Capitão da Prometheus acabou com minha duvida – rs, rs, rs)
        Quanto ao Fassbender, realmente a atuação é muito boa, ele me lembra o ator coadjuvante de Bastardos Inglorios, o que faz o carrasco nazista que contracena o filme todo com Pitt. (Semelhança em atuação quero dizer)…

      • Prezado Everaldo,

        Agradeço novamente por seu comentário. Realmente, também tive dúvida sobre a Theron ser uma androide, principalmente porque seria um contraponto aos androides da série Alien; sua atuação me lembrou um pouco a de Rutger Hauer em Blade Runner. Quanto ao Fassbender, acho que é um dos melhores atores da atualidade e você me lembra que sua participação em Bastardos inglórios acontece justamente na sequência da taverna (fiquei em dúvida se o outro ator de Bastardos a quem você compara a atuação de Fassbender seria o que faz Hugo Stiglitz).
        Obrigado novamente pela visita e volte sempre!

        Um abraço,
        André

      • Everaldo

         /  29 de maio de 2013

        Fui pesquisar… eu comparo a atuação de Fassbender com a de Chistopher Waltz, que faz o coronel Hanz Landa. Waltz merecia um Oscar pela atuação em Bastardos, fez Pitt parecer coadjuvante.

        Espero que na sequencia (se houver) Scott reutilize Fasbender…

        Abraços Dick

      • Prezado Everaldo,

        agradeço novamente pelo comentário. Entendi que seria um ator que contracena com Pitt a maior parte do tempo e que seria o carrasco dos nazistas; em Bastardos, os personagens se encontram ao final (aliás, Waltz mereceu o Oscar de ator coadjuvante). Concordo com você de que Fassbender pegou alguns elementos do Waltz para compor seu personagem. Dois ótimos atores.

        Obrigado novamente e volte sempre!

        Abraços,
        André

  6. Tiago

     /  19 de junho de 2013

    Acredito que Prometheus sofre de um dos males modernos de Hollywood: É um filme pretencioso. Quer ser “A maior ficção jamais contada”

    Não tenho nada contra a aspiração à grandeza, mas se houvesse um compromisso maior em contar bem a própria historia, sem deixar tantos furos, ele poderia ter conseguido isso.

    Mas de qualquer forma, no geral gostei da análise do filme – que se não é perfeito como os fãs queriam, também não é ruim, como divulgaram internet a fora. A abertura dele está entre as mais bonitas – sob o ponto de vista da fotografia – que eu me lembro de ter visto.

    Responder
    • Prezado Tiago,

      Entendo sua observação, no entanto acho que haveria uma separação entre filmes pretensiosos aqui: Hollywood gosta de fazer filmes visando, hoje, principalmente grandes lucros (no uso constante do 3D). Homem de ferro 3, por exemplo, tem grandes pretensões financeiras, no entanto, em termos artísticos muito poucas. Não seria, a meu ver, o caso de Prometheus: ele pode ter pretensões, mas tem base para isso, o que falta, por exemplo, mais recentemente a Oblivion. Scott é um diretor que elabora seus filmes, temática e visualmente, tendo uma sensibilidade com o gênero que ajudou a construir no cinema. Artisticamente, falta isso em Hollywood: essa pretensão baseada em qualidade, não apenas em dinheiro (o novo Star Trek lida bem com isso). Independente de problemas de roteiro, Prometheus me parece muito acima da média, instigante temática e visualmente: minha segunda impressão dele manteve a original. Assim como há quem goste do filme – e não precisa ser um fã da série Alien, como não o sou, apesar de apreciá-la –, há quem não goste. Independente de não concordarmos em linhas gerais, também acho a sequência inicial belíssima – e inspirada totalmente no filme de Malick.
      Agradeço por seu comentário e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  7. ronny alves

     /  4 de julho de 2013

    como fã do velho ridley scott,claro q fui no primeiro dia de exibiçao .
    tem sim la seus problemas,ainda mais para quem quer ver sentido em filmes assim.
    pessoalmente,achei impressionante.

    Responder
    • Prezado Ronny,

      Concordo com seu comentário! E Prometheus é um dos melhores filmes de Ridley Scott.
      Obrigado pela visita e volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  8. Excelente crítica. Só acrescentaria que a trilha sonara do filme é perfeita.

    Responder
    • André Dick

       /  3 de setembro de 2014

      Prezado Alex,

      agradeço por seu comentário generoso e você tem razão: a trilha sonora do filme é excelente, sem ser excessiva.

      Obrigado pela visita e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  9. Olá,

    Essa é a primeira vez que acesso o seu blog, justamente por ter assistido Prometheus a pouco mais de uma hora. Como conheci? Bem, assim que vi o filme fui ao site Omelete (o qual sou fã) e vi um link sobre a sua crítica. Bem, eu confesso que sempre vi pessoas comentando que não gostaram do filme ou que gostaram, mas não era o que esperavam. Eu considero um bom filme e acredito que a sequência será ainda mais grandiosa, já estou à espera, pois muitos pontos de interrogação ficaram no ar. Parabéns pela crítica e pelo blog!

    Responder
    • André Dick

       /  18 de novembro de 2014

      Prezado André,

      agradeço por sua visita ao blog e fico feliz que tenha apreciado este filme bastante subestimado de Scott. Ele não apenas faz jus ao primeiro filme, se contarmos a série anterior, também de Scott, como amplia este universo que já dava sinais de desgaste. Aguardo com expectativa pela continuação, sobretudo para ver que encaminhamentos serão dados aos enigmas desta primeira parte.
      Também agradeço pelas palavras sobre o blog e espero que volte sempre.

      Um abraço,
      André

      Responder
  10. Anônimo

     /  11 de abril de 2015

    Considero Prometheus um filme grandioso e espetacular. Me impressionou quando vi no cinema e ontem tive a mesma sensação ao ver uma reprise no canal FX. Tentei estabelecer comparações com o primeiro Alien, que também assisti no cinema em 1979, mas fiquei com mais perguntas do que respostas.
    As pequenas falhas do roteiros são pequenas perto da grandiosidade visual do filme. Não sei se Giger participou desta cenografia, mas ficou igualmente assustadora.
    Parabéns pela ótima abordagem que fez sobre o filme.
    Abs,
    Rogerio

    Responder
    • André Dick

       /  12 de abril de 2015

      Prezado Rogerio,

      Agradeço por seu comentário generoso a respeito do texto. Concordo com você sobre Prometheus ser grandioso e espetacular e talvez, como na época do seu lançamento, continue sendo considerado menos do que deveria. Ele me parece melhor a cada revisão e o roteiro cheio de perguntas sem respostas é um de seus trunfos, nunca anulando essa grandiosidade a que você se refere (as ligações sugestivas com o primeiro Alien também são vitais). H.R. Giger teve influência na cenografia, mas o desenho de produção foi assinado por Arthur Max, habitual colaborador de Scott e responsável por trabalhos memoráveis como os de Cruzada e Êxodo. O lado assustador dela, no entanto, parece ter mais a ver com outro trabalho de Max, em Seven.
      Obrigado pela visita e volte sempre!

      Abraços,
      André

      Responder
  11. Ótima crítica. O melhor de Scott em muito tempo desde…bem, não sou fã de Scott como um todo. Dele só sei que faço questão para valer mesmo é destas ficções Alien, Blade Runner e este Prometheus. Mas devo dizer que estou com um medo terrível de Blade Runner 2: ao contrário do filme dos Engenheiros, a estória de Deckard não parecia pedir continuação. Nós torcemos a favor das obras, então tomara que Harrison Ford com Blade Runner 2 não pareça Demi Moore em As Panteras Detonando ou Sharon Stone em Instinto Selvagem 2. Poquíssimos são como George Miller em Mad Max Estrada da Fúria, de retomar o sucesso revisitando as obras consagradas. Stallone parecia Miller em Rock Balboa mas depois parece ter acompanhado Rambo “em mais uma descida ao inferno” com Rambo 4. E Ford (leia-se George Lucas), para muitos, derrapou com Indiana Jones 4. Na verdade não vi alguém falando bem da quarta aventura do arqueólogo.
    Do elenco de Prometheus, só não gostei do Idris Alba, com aquele jeito “malandrão” que ficaria bem fazendo dupla com Will Smith, outro “malandrão”, nos filmes deste, como Bad Boys. Além daquela dupla meio bolha que brinca com a cobra alien, que parece saída de AVP. Mas sobre Guy Pearce, não vi nada demais. Na verdade, depois de assistir ao blu-ray, gostei daquele extra em que Weyland aparece jovem discursando para um auditório imenso em 2023. O bd que me refiro é aquele com 4 discos, que contem o filme em dvd, bd 2d, bd 3d e um bd só de extras.
    Sobre isso, fica a sugestão: se puderes continuar a tua resenha crítica levando em conta os extras do blu-ray.
    Parabéns!

    Responder
    • André Dick

       /  21 de setembro de 2015

      Prezado Rafael,

      Agradeço por seu comentário generoso sobre a crítica de Prometheus! Espero realmente que a continuação desse filme, novamente com direção de Scott e projetada para o ano que vem, consiga trazer um resultado parecido. Aprecio o trabalho de Scott de modo geral, estou com grande expectativa em relação a Perdido em Marte e acredito que ele passou Blade Runner 2 para um nome talentoso, Villeneuve, embora eu o preferisse como responsável também por essa continuação. Como você, tenho minhas ressalvas antes, pelo menos, de ver as imagens, e não se sabe exatamente a participação que Harrison Ford terá. Das continuações a que se refere, gosto muito de Rocky Balboa (quase ao nível do original) e mesmo do contestado Indiana Jones e o reino da caveira de cristal (desconsiderando um pouco o humor excessivo). Não aprecio o Mad Max mais recente.
      Particularmente, acho Idris Elba uma boa escolha para ser o comandante da Prometheus. Ele traz um certo humor interessante, de resto ausente do projeto de Scott e do primeiro Alien, e acredito que ele mereceria mais cenas. Infelizmente, não assisti aos extras do filme (a cena que descreve de Weyland me despertou curiosidade) e agradeço por sua sugestão sobre comentar o Blu-ray.
      Obrigado pela visita e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  12. ótima analise, ja vi varias vezes esse “Hard Scify” e sempre me pergunto o pq do relativo pouco sucesso (sindrome do blade Runner talvez, como mencionado), mas sempre ao rever fico descepcionado com certos personagens e suas incoêrencias de atitudes, pequenas falhas dessas vão se somando durante o filme, criam certa “cortina de fumaça” sobre o resto, até hoje tenho q explicar pra certos amigos (até fã de scifi) o valor do filme…. enfim, aguardaremos a continuação “Alien: Covenant”. chegou a ler os quadrinhos que sairam? (Prometheus – Fire and Stone), recomendo, até pq acho q vai ser usado nessa continuação do cinema.

    Responder
    • André Dick

       /  7 de fevereiro de 2016

      Prezado Paulo,

      agradeço por seu comentário sobre a crítica de Prometheus, certamente um dos filmes mais subestimados desta década e, particularmente, muito superior ao Perdido em Marte, mais recente de Scott. Também acho que há falhas na narrativa, mas que, a meu ver, não prejudicam. Estou com bastante expectativa em relação à sequência, sobretudo por ser novamente dirigida por Scott. E infelizmente não li os quadrinhos. Agradeço por sua dica e volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
  13. fredmorsan

     /  29 de abril de 2016

    Spoilers abaixo

    Parabéns pela crítica. Mesmo que várias ideias não sejam originais (mas hoje em dia é cada vez mais difícil de ser), o que o filme fez que me perdeu foram: 1) um biólogo que brinca com um animal alienígena que ele não tinha ideia de seu comportamento (e obviamente deu no que deu); 2) um geólogo com equipamento para mapear os túneis se perder neles, enquanto leigos sem qualquer equipamento conseguem sair dos túneis sem problemas; 3) a personagem da Charlize Theron correr em linha reta tentando fugir daquela roda gigante e ser esmagada (quando bastava correr para o lado para se salvar); 4) a protagonista, depois de parir o Alien, conseguir correr como se nada tivesse acontecido. É muita coisa pra supressão de descrença permitir.

    Responder
    • André Dick

       /  30 de abril de 2016

      Prezado Fred,

      agradeço por seu comentário. Realmente há alguns momentos que carecem de explicação em Prometheus, a começar por esses que aponta. Acrescento que no caso do biólogo e do geólogo eles não foram selecionados pelos líderes da missão, o que, para a importância que ela possui, não tem lógica. No entanto, pelo menos pessoalmente, acho a técnica do filme primorosa e seu ritmo excelente, junto com bons achados no roteiro e as ótimas atuações de Rapace, Theron, Fassbender e Idris Elba. Isso acaba fazendo com que eu desconsidere um pouco a falta de explicação para algumas sequências. A meu ver, é um dos filmes mais subestimados dessa década.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

      Responder
    • Bruno

       /  22 de junho de 2016

      Eu amo a trilogia Alien e demorei muito tempo para ver o Prometheus por medo de me desapontar. E cara, eu juro que eu nunca mais vou ver esse filme e nem a sequencia (a não ser que as reviews sejam MUITO boas). Nunca imaginei que podia ficar tão triste com um filme. Parece que todo mundo no filme é retardado. De verdade. Como o cara falou, um geólogo com equipamento se perder, a galera brincando com o bicho…. Como se o filme fosse 10 adolescentes se divertindo pelo espaço. E mesmo lendo toda sua review, vendo todos os pontos positivos e tudo mais. Prometi a mim mesmo que nunca mais veria esse filme e realmente não vou. É tanta burrice dos personagens e erros de continuação que não dá. rs

      Foi mal pelo choro.

      Abs

      Responder
      • André Dick

         /  22 de junho de 2016

        Prezado Bruno,

        é uma pena que Prometheus tenha causado tanto desapontamento. Sou admirador da trilogia Alien (o quarto considero fraco) e acho este acréscimo bastante subestimado. Mas, como respondi ao Fred, eu não me incomodo com essas possíveis falhas de roteiro também apontadas por você (confesso ter achado engraçado a parte de sua mensagem sobre 10 adolescentes se divertindo pelo espaço, pois o personagem do cientista parece ser realmente um, além dos dois que brincam com o alien).

        Abraços,
        André

  14. critica mto bem feita e elaborada, ah vamos lá… prós: eu gostei do filme e a forma como foi reapresentado o “alien” todo esse lado de misterio,questoes duvidas e simbolismos, me fez mesmo lembrar uma “odisseia no espaço” adorei a ideia dos engenheiros, as gravuras antigas até chegar as naves e tdo mais, e as digamos…”protoformas” do alien!os efeitos visuais ficaram mto bons! contras: as falhas da equipe, (biologo bobao) e outras coisas q já foram mencionadas nos comentarios,eu esperava outras formas de vida (talvez tenha na continuaçao!) e o q me chateou msm foi a cena do space space jockey nao estar de acordo com a de” alien 1979″!! eu sempre gostei da franquia alien mas era daqueles q só assistia de longe por ouvir falar, e atraves de revistas e videogames entao tive a ótima oportunidade de poder ver pela primeira vez o alien,aliens e prometheus! fiz bem em ignorar as outras sequencias?! aguardo esperançoso pela sequencia de prometheus!!

    Responder
    • André Dick

       /  5 de agosto de 2016

      Prezado Alipio,

      agradeço por seu comentário sobre a crítica e o filme. Também acho que Prometheus consegue trabalhar com muitos simbolismos, em relação à existência de Deus e da fé, que já estavam no clássico de Kubrick, e admiro, como você, a ideia dos engenheiros, de seres que tenham estado na terra antes da criação da humanidade. Acho que Scott apresenta temas de maneira mais densa do que no próprio Alien original, e Prometheus entra facilmente num Top 10 de filmes subestimados desta década. Concordo também com seus contras, inclusive a tão debatida equipe que embarca na missão e algumas liberdades excessivas na ambientação em relação ao filme de 1979. Quanto às sequências, eu aprecio também Alien 3, de David Fincher, normalmente contestado (o quarto filme, de Jeunet, acho lamentável). Quanto às diluições (Alien vs Predador), dispensaria. Estou com grande expectativa em relação a Alien: Covenant, e se Scott seguir a linha de Prometheus teremos um grande filme.

      Volte sempre!

      Um abraço,
      André

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